Brandon nunca tinha se sentindo tão nostálgico, sentado em sua poltrona do lado oposto a sua cama. Em sua mão um copo de uísque, enquanto a garrafa pela metade descansava sobre a mesinha ao lado da poltrona. Em seu colo o motivo de sua nostalgia, um álbum de fotografias, que o fazia reviver os últimos 11 anos. 11 gloriosos anos.

Era difícil de acreditar que 11 anos já tinham se passado, desde aquela noite milagrosa, em que ele, o Rei da Pirâmide, se tornou pai.

Brandon nunca se esqueceria como ele tinha encontrado sua pequena princesa dentro das ruínas de um antigo templo da Mew Original. Ela não era mais do que um bebê, com pouco mais de um ano de idade. Muitas vezes, Brandon ainda se perguntava o que o tinha feito ficar com a criança, mas em nenhum momento ele se arrependia de sua decisão. Phoebe, sua pequena princesa, tinha se tornado sua maior alegria e seu maior orgulho.

Como os anos tinham se passado, Brandon pensou que tinha sido obra da Mew Original. Ele ainda não sabia a verdadeira origem de sua filha, mas com o passar dos anos ficou claro que Phoebe não era uma criança comum. Ela era especial… sua pequena princesa era psíquica. No começo, ele tinha pensado que era apenas coisa de sua cabeça, mas não demorou muito para que ele tivesse certeza de que Phoebe era ainda mais especial.

Talvez seus poderes psíquicos tivessem algo a ver com a Mew Original? Brandon não sabia.

Porém, ele tinha se tornado decidido a não permitir que Phoebe se tornasse uma segunda Sabrina. Não… ele sabia que era preciso aprender a controlar seus poderes, mas ele não permitiria que ela se fechasse no mundo. Não foi difícil… ele contratou alguns tutores, que ajudaram com exercícios de controle no inicio, mas a maior parte do trabalho tinha sido feito pela própria Phoebe. Segundos seus tutores, Phoebe era muito poderosa, mais poderosa do que a própria Sabrina e com um controle muito mais afiado. Para eles, ela tinha tudo o que era necessário para ser uma Mestra Psíquica. Contudo… esse não era o sonho de Phoebe.

Phoebe queria viajar pelo mundo e se tornar uma treinadora Pokémon que superaria todos os limites possíveis… muitas vezes, ela dizia que se tornaria uma treinadora acima dos ‘Mestres Pokémon’.

Brandon sorriu de lado, ao se lembrar de sua filha declarando com tanta confiança e bravura o seu sonho. Como o pai superprotetor que era, Brandon desejava que Phoebe apenas fosse parte dos 69% dos novos treinadores, que desistiam em menos de duas semanas. Ele queria proteger sua princesa, escondê-la de todos os perigos e de todo o mal… contudo, como treinador e Cérebro de Fronteira, uma posição que se igualava a Elite 4, Brandon aguardava ansiosamente o momento em que sua filha iria enfrentá-lo em uma batalha oficial.

Esse seria o dia mais aguardado para ele e seus pokémons.

O dia em que a Princesa da Pirâmide iria desafiar o Rei da Pirâmide.

Notas finais
Oi gente, essa é a minha versão do que deveria ser um verdadeiro protagonista para o anime Pokémon. Sei que esse é apenas o prólogo, mas espero ter deixado todos muito curiosos. Também queria escrever esse prólogo para abrir uma pequena votação. Por ser filha do Brandon, Phoebe conheceu várias regiões, por isso, pensei em fazê-la ter um inicial de outra região. Dentre as regiões: Johto, Hoenn, Sinnoh, Unova e Kalos; qual deveria ser o inicial da Phoebe?
Espero que todos gostem =D
Beijinhos e até mais ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.