Annabeth e Francis passaram a lua de mel no Fort la Latte, ou Château de La Roche Goyon, na costa francesa. Logo após, retornaram a corte por um breve momento, e por decisão dos recém casados, e com o apoio do rei e da rainha que ansiavam por um herdeiro, retornaram ao Fort la Latte definitivamente.

Percy nunca mais conversou com Annabeth, quando ela voltou da lua de mel, Percy não estava no palácio. Como futuro administrador das posses de Luísa, deveria estar a par de todas as propriedades. Córsega, ilha francesa situada próximo a Roma na Itália, era próspera, a cidade de Ajaccio se desenvolvia a cada mês e mantinha ótimas relações comerciais com seus vizinhos. A propriedade de 180.000 m² que Percy tinha para cuidar exigiam organização, e as terras, fora da propriedade, eram tomadas de vassalos que precisavam de sua atenção. Percy não quis voltar a Paris quando Alex, visitando o amigo, informou que Annabeth estava de volta à corte.

Pacientemente, Percy explicou ao amigo que estava focado em grandes negociações, pois havia adquirido a amizade de Cosme II de Médici, em Florença, e pretendia negociar comercialmente com ele, inclusive, comprando uma propriedade próxima do amigo.

_Você pretende se mudar? — perguntara Alex

Percy suspirara e dissera que não. Mas sempre lhe passava pela cabeça como seria viver na Itália.

Quando Alex voltou dois meses depois, trazendo a notícia de que Annabeth tinha saído da corte, Percy suspirou de alívio sabendo que poderia voltar e visitar sua noiva, os meses longe e provavelmente já haviam murmurinhos sobre sua partida. Ficara um tanto contente quando soube que Córsega e Fort la Latte ficavam na costa contrária a dele. Com essa distância, qualquer besteira que pensasse em fazer, seria facilmente difundida no meio do caminho.

_Agora voltará comigo? — perguntara Alex

_É necessário. — foi tudo que Percy respondeu antes de ordenar que arrumassem suas malas para a partida.

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Chamar Francis de marido, estar ao seu lado, fazer amor com ele nas noites quentes e frias da França parecia tão estranho, tão errado.

Seu coração bateu forte quando após o casamento, Francis disse que voltariam para Paris, encerrando a lua de mel, ansiava encontrar Percy. Quando chegou, esperava encontrar na festa preparada para os recém casados, aqueles olhos ora verdes ora azuis. Tudo que encontrou era Alex, sozinho, que lhe deu um sorriso fraco ao perceber que não era ele a quem ela estava procurando. Os meses que passou na corte foram tão tranquilos, ela esperava encontrar Percy em algum momento, esperava que ele voltasse. Até mesmo, convenceu Francis a ficar um mês a mais do planejado, esperando que ele talvez viesse visitá-la. Não podia adiar mais, não tinha tantas desculpas para dar a Francis sobre querer ficar em Paris, gostava do Fort la Latte, era calmo, ficava na costa com aquele mar maravilhoso, não tinha tantas pessoas e empregados, e ela tinha uma liberdade maior. Antes de partir, conversou com Alex sobre a partida de Percy.

_Ele não queria que o passado atrapalhasse a atual situação. Precisava cuidar da propriedade de sua noiva, e achou prudente ficar lá por um tempo. — foi tudo o que Alex lhe dissera

Ela partiu na angústia de não encontrar Percy, oras, fora ela que não o escolhera!

Não esqueceria dele, isso tinha certeza, mas sabia que seu futuro estava destinado a Francis, e o aceitava conforme o tempo passou.

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Quando Percy chegou na corte, já estava escuro, todos provavelmente já estariam recolhidos em seus aposentos. Ele se despediu de Alex e foi até os seus aposentos, agora dignos de um Lord. Seu banho já estava pronto, apenas esperando, o verão já tinha terminado, mas o clima ainda era quente, logo, não se importou da água estar em temperatura ambiente.

Percy já estava quase terminando quando batidas leves na porta chamaram sua atenção.

_Entre! — disse alto, esperando Alex, que provavelmente tinha lhe trazido algo para comer

_Olá, noivo. — Luísa estava com uma camisola e o olhava com certa malícia

_Luísa, pelo amor de Deus! — instintivamente, Percy cobriu suas partes íntimas, ainda sentado na banheira

_Vim visita-lo. — disse dando de ombros, seus cabelos louros mais compridos desde a última vez que a virá

_Está tarde, Luísa. Não deveria estar aqui, e não deveria me ver assim. — Percy suspirou

_Eu vim visitar meu noivo, que mal tem? — perguntou com falsa inocência, seus olhos castanhos com as pupilas dilatadas pela curiosidade de se aproximar mais do noivo

_Disse bem princesa, noivo. Noivo! Ainda não estamos casados!

_Por que você foi embora! Era pra estarmos casados no verão.

_Fui cuidar de suas propriedades! — rebateu

_E esqueceu dessa propriedade. — Luísa apontou para si, claramente se divertindo com a situação

Percy suspirou, cansado.

_Vou sair, vire para lá. — ordenou

_Não tem nada ai que eu não possa ver. — rebateu ela

_Apenas depois de casados.

_Como se nenhuma mulher tivesse te tocado antes do casamento. — ela sorriu vitoriosa

Percy estava rendido, jogou as mãos para cima em rendição e se levantou da banheira levemente, cuidando para não derramar muita água. Sua toalha estava estendida na mesa de canto, ele deu dois passos para pega-la, demorou não mais que dois minutos para se secar, colocar uma camisa,e por precaução, uma calça.

_Calça? — Luísa arqueou uma sobrancelha — Você dorme assim?

_Não. — respondeu Percy — Mas enquanto estiver aqui, estarei vestido assim.

_Tem tanto medo assim de mim?

_Tenho medo da sua reputação. Sou um cavalheiro. — respondeu, já em direção a sua cama

_Ela já está meio perdida, tendo em vista que eu já deveria estar casada. Um noivado longo não é exatamente o que esperavam para mim.

Percy se sentou na cama, com certeza estava surpreso com Luísa. Mas, ele lhe dera todas as liberdades que uma dama normal com certeza não tinha, então não estava tão surpreso assim.

_Fui cuidar de suas propriedades, garantir que seu futuro esteja bem. — ele olhou para ela com um sorriso simpático

Luísa se aproximou mais dele, calmamente, até se sentar ao seu lado.

_Cuidar de minhas propriedades, eim? — o tom era de ironia — Você parecia querer fugir.

_De quem? — Percy inocentemente perguntou

_De mim talvez. — ele suspirou — Ou talvez da futura rainha da França.

Percy a encarou, com certeza tinha dado liberdade demais para aquela mulher, não era possível ser tão atrevida assim.

_Acho que te dei muitas liberdades. — ele disse seriamente

_Me deu as liberdades que achou suficientes.

_Talvez tenha sido demais. — ele levantou as sobrancelhas

Luísa sorriu.

_Quando casaremos?

Percy desviou o olhar.

_Quando tudo estiver pronto em Córsega.

_Não há nada para arrumar. O contador já me informou que todas as finanças estão em dia, a propriedade só prospera, então… essa desculpa não é a melhor.

_Então estava em contato com Aramis pelas minhas costas. Minhas cartas não eram suficiente? — Percy ergueu a sobrancelha

_Como você bem disse, estava cuidando das minhas propriedades. Precisava saber se tudo ocorria bem.

Percy puxou os cobertores.

_Como já deve saber, tudo está bem. Boa noite, Luísa.

Percy indicou com a cabeça a porta de seu quarto.

_Está me expulsando?

_Estou garantindo que tenha uma boa reputação, não quero me casar com uma mulher de má fama. — ele sorriu, debochado

_Ah, então ainda pretendes casar comigo?

_Você duvidava?

Luísa pareceu desconfortável com a pergunta.

_De certa forma sim. — respondeu ela com um suspiro

_Pois não duvide mais. — Percy respondeu antes de puxá-la para seu colo, sem qualquer resistência da mesma

_E a minha reputação? — ela perguntou, puxando o pescoço do noivo para mais perto

_Você não disse que já estava comprometida?

_Não há esse ponto… — sussurrou Luísa, sentindo a mão de Percy passear sobre suas coxas

_Disse que me casaria com você. — Percy afirmou,subindo a bainha da camisola de Luísa calma e sedutoramente — E assim o farei.

A camisola de Luísa já se encontrava em sua cintura, Percy fez questão de segurá-la ali. Com a mão livre, Percy subia e descia calmamente pela coxa de Luísa até sua pelve.

_Marque a data. — Luísa implorou, beijando finalmente o noivo

_Já marquei… — ele sussurrou antes de sua mão encontrar a abertura dela — Por isso voltei.

Percy não sabia se o gemido que Luísa soltará fora de satisfação ou de excitação. Talvez fossem os dois.

_Até lá noiva… — Percy tirou sua mão brutalmente, arrancando uma exclamação insatisfeita de Luísa — Sugiro que volte ao seu quarto. Não será por muito tempo, eu prometo.

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E como prometera, duas semanas depois, Percy e Luísa estavam casados. Conde e condessa de Ajaccio.

Francis e Annabeth voltaram para o casamento, já que Francis era o responsável por tal união.

Como presente de casamento do rei para sua sobrinha Luísa de Valois, além de possuirem grande parte das terras em Ajaccio, lhes concedendo o título de condes, o rei achava necessário que um ducado fosse criado. Anunciando no dia do casamento, que ambos receberiam o título recém-formado de Duques de Córsega.

Percy agradeceu gentilmente a hospitalidade que recebeu, e prometeu fidelidade ao rei, como forma de gratidão. Ele estava claramente conformado com sua situação no presente.

Quando adentrou a igreja esperando sua noiva, Percy evitou olhar para Annabeth de todas as formas, apesar de sentir claramente o olhar dela sobre ele o tempo todo. Quando Luísa adentrou pela igreja acompanhada por Francis, Percy cometeu o erro de olhar de soslaio para Annabeth. Seus olhos penetraram na alma de Percy, significava tudo, e ao mesmo tempo, nada. Ele suspirou e recobrou os sentidos, olhando para frente, esperando sua noiva. Cada passo de Luísa parecia eterno, cada passo ele ansiava que fosse Annabeth. Mas não era, e ele precisava se acostumar com isso.

Quando o padre fez os votos, Percy focou apenas em Luísa, pois sabia que aquele momento pertencia a ela, dali em diante só ela importava.

Eles partiram para Córsega no mesmo dia do casamento, não queriam esperar. Percy convidou Alex para se juntar a ele, já que em definitivo, ficaria em Córsega. Alex no entanto, ressaltou que Annabeth fizera o mesmo pedido que ele, e como seu dever era protege-la, ele não tinha muita escolha, mas prometeu que visitaria com frequência.

Percy não tocou em Luísa até chegarem em Córsega ( e foi uma longa viagem ), apesar de tudo, ainda era um cavalheiro, e uma dama, sua esposa, merecia um quarto decente e uma cama confortável. Quando chegaram a Ajaccio, e na residência principal, Percy não esperou que Luísa se acomodasse, deixou os pertences maiores e arrumou ele mesmo uma carruagem menor para seguir viagem.

_O que está fazendo? — perguntou sua esposa

_Tenho uma surpresa. Não é longe, prometo. — ele respondeu, dando-lhe um selinho no final

La Plage d'Isolella, em Pietrosella ficava a 4 horas de carruagem, e apesar de Luísa não estar exatamente satisfeita por viajar novamente, depois de tanto tempo viajando, saber que Percy tinha pensado em algo para eles, para ela, fazia todo o cansaço valer a pena.

_ Aproveite a paisagem. — Percy disse

E Luísa de fato aproveitou, todo o litoral paradisíaco da costa francesa, ela estava em Paris a tanto tempo, sequer se lembrava das praias magníficas que seu próprio ducado lhe oferecia. Quando finalmente chegaram, Luísa entendeu o porquê Percy queria tanto vir.

_É magnifico. — ela disse assim que a carruagem parou em frente a praia

_Conheci quando estive aqui daquela vez, e apaixonei. — Percy respondeu, descendo da carruagem e lhe oferecendo a mão para descer também — Quis lhe trazer aqui no momento em que vi. — completou quando Luísa aceitou sua mão e desceu

_Nossa casa de veraneio ainda não está pronta. — ele apontou para a casa mais a frente, grande, porém incompleta — Mas já está finalizada.

_Eu não esperava uma surpresa dessas. — ela disse espontaneamente

_Você merece. — Percy reforçou logo em seguida — Você merece o mundo Luísa. E talvez eu não seja o homem capaz de lhe dar ele, mas eu tentarei meu melhor todos os dias enquanto estivermos casados.

Luísa o beijou com ternura, grata e satisfeita.

Percy não podia reclamar do seu destino, não era de todos o pior.

Duque de Córsega, e casado com uma mulher belíssima. Quando ele a levou para o quarto naquela noite, depois de passarem o restante do dia naquela praia de águas cristalinas e areia fina, a deitou na cama e fez amor com ela a noite toda, ele aceitou seu destino, as coisas aconteceram como deveriam acontecer.

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Outubro de 1611

Quase um ano longe da corte francesa tinha feito bem a Percy, ele esqueceu todos os problemas com Annabeth, e tudo que a envolvia, inclusive seu próprio passado.

Mas agora ele precisava voltar, novamente, um grande casamento o chamava, Marcel Valois, primo do rei Henry, desposaria Ana de Saboia, uma união significativa para a casa de Valois.

_Você está longe… — comentou Luísa, aninhada ao seu peito

Percy abaixou a cabeça e lhe deu um beijo.

_Pareço longe agora? — perguntou depois de beija-la profundamente

Luísa sorriu.

_Parece. Acho que precisaria de mais.

Percy entendeu o recado da esposa, e a fez lembrar do prazer matrimonial que ambos compartilhavam.

_ Vamos nos atrasar… — Luísa comentou quando Percy ainda estava sobre ela

_ Não irão notar. — ele respondeu, lhe dando pequenos beijos no pescoço

Luísa puxou o rosto dele e olhou para ele.

_Vamos nos atrasar. — sua voz foi firme, e deixava claro para ele que ela não queria chegar atrasada

Percy suspirou e inclinou-se para lhe dar um último beijo antes de levantar.

_ Então vamos.

Claramente, Percy e Luísa chegaram atrasados, não o suficiente para perder a cerimônia, mas o suficiente para receberem olhares repreensivos de Henry e Catarina no café da manhã servido em homenagem ao casal. O plano era chegar na noite anterior, no jantar, mas algumas horas destinadas a assuntos matrimoniais atrasaram ainda mais a chegada.

_Perdoe nosso atraso meu tio. — Luísa apressou-se em dizer ao fazer uma breve reverência

_ Não imagino o que possa tê-los atrasado em um dia. — Henry disse, uma expressão séria no entanto divertida

_Assuntos da propriedade, meu rei. — Percy completou

Henry sorriu e indicou com a mão para que eles se sentassem. Percy ofereceu a mão à esposa e a levou até os lugares reservados para ambos. Percy não tinha reparado em ninguém desde que chegou e não pretendia, seus olhos não percorreram o salão em busca de ninguém e ele se sentiu satisfeito com isso, ao contrário de sua esposa, que mesmo percebendo a indiferença do marido, não pode deixar de olhar fixamente para a mesa do canto esquerdo do rei e da rainha, onde Francis, Annabeth, Charles, Alexandre Édouard e Margarida. Francis parecia um bobo apaixonado com Annabeth, a todo momento lhe acariciava, lhe dava beijos e oferecia comida. Annabeth parecia retribuir os gestos, com menos afeição. Luísa olhou para Percy, perdido em seu próprio prato, com seus próprios pensamentos.

_ O que foi? — ele sorriu ao ver que a esposa o encarava

_Nada, só… é bom te ter. — ela disse, timidamente

Percy sorriu mais ainda e a beijou, um beijo lento e calmo, mas com afeto. Seus olhos focaram apenas nela, e quando terminou o beijo, encostou sua testa com a dela. O ano ao lado de Luísa tinha sido maravilhoso, melhor do que ele esperava, eles se davam bem, não havia amor genuíno, mas havia paixão genuína, era muito mais do que casamentos arranjados poderiam proporcionar em uma época de uniões políticas.

Mas a fagulha ainda estava lá, aquela que o unia a Annabeth, aquele sentimento avassalador que poderia fazer qualquer coisa por ela. Adormecido.

Quando o café da manhã terminou, Percy não olhou para o lado, para nenhum lado, simplesmente pegou a mão de sua esposa e saiu da ala.

Annabeth, no entanto, notou Percy assim que ele chegou, já que esperava ansiosamente por ele. Mais atlético, mais forte, mais corado devido ao sol, com a barba por rala por fazer, Annabeth não imaginou que ele estaria mais bonito depois de um ano. Apesar de procurar seu olhar discretamente, Percy sequer olhou para os lados ou em qualquer direção, focado em sua comida e no fim em sua esposa. Quando eles se beijaram, ela não sabia o que sentir, seria inveja ou ciúmes? Ou apenas a sensação de saber que ele não a pertencia mais, ou nunca pertenceu.

_Minha querida, essa tarde, estarei ocupado, preciso finalizar acordos com Saboia. — Francis disse, pegando sua mão — Vou tentar agilizar agora pela manhã, te verei no jantar, com certeza. — ele beijou lentamente sua mão e se levantou, deixando-a só

_Você será uma excelente rainha Annabeth. — Charles pontuou — É perfeitamente compreensiva com os afazeres do meu irmão e com os seus próprios, não é qualquer mulher que compreende a função. Muitas rainhas não têm aptidão.

_Obrigado Charles. — ela agradeceu — Com licença. — ela levantou, partindo em direção a saída.

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Deixar Percy sozinho pelo palácio não fazia parte do plano de Luísa, mas estar de volta ao lugar onde tinha sido seu lar era majestoso, andar pelos corredores magníficos, os criados a disposição, as lembranças vividas, as pessoas de seu antigo convívio… tudo era caloroso. Estar em Ajaccio, em sua casa, com seu marido era maravilhoso, mas nada comparado ao luxo do palácio. Ela podia se afastar dele por dois dias e reviver suas lembranças.

Percy, não se importou, entendia perfeitamente o fato da esposa querer fuxicar por aí. Ele, no entanto, não tinha muito o que olhar. Queria ver Alex, mas isso incluía ver Annabeth, e ele queria evitar a fadiga. Procurou por onde conhecia, encontrou Ronald, Baird e Dun no caminho e depois de muitos abraços, eles lhe informaram que Alex havia partido cerca de um mês antes, com a esposa para a Escócia.

_Bean? ( esposa ) — Percy questionou, verificando se ainda sabia pronunciar palavras gaélicas

_Seadh, a bhean. Phòs e goirid às dèidh dhut falbh. ( Sim, esposa. Ele se casou pouco tempo depois de você partir. ) — Dun respondeu, enfatizando a pronúncia correta de Bhean — Nach d’innis e dhut? Shaoil ​​mi gun do dh’iomlaid sibh litrichean. (Ele não te falou? Achei que trocavam cartas. )

_Is ann ainneamh. Às aonais mòran fiosrachaidh.( Poucas vezes. Sem muitas informações. )

_Co-dhiù, dh’fhàg e tiodhlac pòsaidh agad. Tha fios agam gun robh e airson a thoirt dhut gu pearsanta, ach cha do thill thu a-riamh. (De qualquer forma, ele te deixou um presente de casamento. Sei que queria entregar pessoalmente, mas você nunca voltou. ) — Ronald se intrometeu, enfatizando o “nunca voltou” — Chan eil beatha uachdarain furasta. (A vida de lord não é fácil. )

Percy riu sinceramente.

_ C'est la vie conjugale qui me prive. (É a vida de casado que me priva. ) — Percy respondeu em francês

_La clé. — Baird respondeu na mesma língua, para surpresa de Percy, com a chave na mão estendida para ele

_Ont-ils aussi appris le français ? (Aprenderam francês também? ) — Percy pegou a chave na mão — Bien ( Bom ).

_ Foi bom te ver Percy. — Dun o abraçou — Sentimos sua falta, ninguém nos liderou como você.

_Obrigado Dun. — Percy se afastou com um sorriso — Quando estiverem com algum tempo, passem em Ajaccio, o Duque de Córsega terá o prazer de recebê-los.

Os homens sorriram e se abraçaram, antes de lhe dizerem adeus. Quando Percy tomou rumo ao quarto de Alex, notou que a localização estava um pouco mais privilegiada do que antes. Certamente Alex tinha recebido alguma promoção que incluía um quarto um tanto mais luxuoso do que compartilhavam antigamente.

A ala, ainda inferior à que ele, e até posições anteriores a sua, como Conde, visconde e demais estava, era arrumada, limpa, arejada e organizada. Branco nas paredes, arcadas rústicas e bem feitas na parede e um azulejo bege no piso. Era muito mais que as paredes de madeiras e piso de pedra que Alex estava acostumado.

Quarto 11, corredor 12. No meio do corredor, fácil.

A chave entrou perfeitamente na abertura, Percy ouviu o clique da primeira vez, colocou a mão na maçaneta e empurrou, nada, uma segunda virada, um segundo clique e a porta se abriu. As paredes de pedra eram parcialmente cobertas por tapeçarias discretas, uma janela de vidro irregular deixa entrar luz moderada, filtrada por cortinas pesadas. No meio, uma cama de madeira elevada, com linho de boa qualidade e manta de lã, na frente, um baú com ferragens para guardar armas e pertences, no lado direito junto à janela uma mesa de escrita com vela, penas e papéis, no lado esquerdo, o lavatório.

Percy fechou a porta atrás de si, colocando a chave no bolso. Se sentia meio intruso por estar no quarto de outra pessoa, mas bem, ele só queria pegar seu presente. Andou alguns passos até o baú, imaginava que estaria lá.

O clique da porta foi mais rápido do que suas mãos no baú.

_É bom te ver. — ele escutou a voz falar, a porta fechando lentamente atrás


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