The Princess Of Earthquakes
7 Papai quase mata meu namorado
- E então? — Perguntou Ártemis — O que decidiu?
- Eu… — Olhei para Nico, então para Thalia, e dela para Ártemis, me sentindo segura sobre minha decisão. — Eu decidi. Agradeço a oferta, agradeço mesmo a sua oferta, sério, é uma honra pra mim, mas… — Olhei para Nico e sorri — Não posso entrar para a Caçada se eu tiver que deixar Nico. Nem pensar.
A deusa me olhou, claramente decepcionada e disse:
- É esta a sua decisão? Vai recusar se juntar a nós, para poder ficar com ele? — Ela falou ele, como se ele fosse algum tipo de doença horrível e nojenta.
Quando Nico ouviu eu dizer “Não posso entrar para a Caçada se eu tiver que deixar Nico.” ficou radiante, sorrindo de orelha a orelha.
E, devo admitir, eu não estava nada arrependida de minha decisão, e acho que não vá ficar algum dia. É, eu amo aquele idiota.
- É, mais ou menos isso. — Eu posso ter dito isso, mas o que eu pensei e quis dizer foi : “É bem isso mesmo, minha tia. Problem?”
- Tradução: É bem isso, fia. — Disse Nico, rindo. Eu revirei os olhos, sorrindo. É, isso acontece muito
- Pois bem, vá. Mas ele vai te decepcionar. Eles sempre fazem isso. — Ela disse, os olhos e a voz frios como gelo.
- Agora, simbora vamos contar pro mundo inteiro que você vai ficar aqui no Camp! — Disse Nico, pegando minha mão e me puxando pra fora do chalé, e quase me fazendo cair. Thalia riu
- Criatura, vai mais devagar! — Eu resmunguei — Já to com a cara toda cortada, que que eu arrebente de vez?!
— Desculpe. — Ele disse e parou, me esperando
Quando eu alcancei ele, eu falei:
- Meu, eu to ridícula, to com mais cortes que a carne no açougue!
- Para mim você está linda. — Ele disse. Eu ergui uma sobrancelha, descrente — Sério, você está linda. Sempre está. — E me beijou, delicadamente. Quando nos afastamos, eu sorri. Ele me deu um abraço e falou baixinho, em meu ouvido -Obrigado por ficar aqui. Eu te amo. E eu gostaria muito de ser seu namorado.
- C-claro… — E ele me beijou delicadamente outra vez.
Fiquei muito surpresa, afinal, não é sempre que o cara por quem você está apaixonada (Ok, eu admito: Eu estava apaixonada pelo Nico. Felizes?) diz que te ama e pede para namorar com você. Nós demos as mãos e andamos um pouco até que vimos um feixe de luz e ouvimos duas vozes, uma de garota e uma de garoto, ele diziam:
- Eles devem estar por aqui, tem que estar por aqui, ele não podem ter sumido! — Dizia o garoto. Ele tinha uma voz familiar, parecia, um certo irmão meu…
- Calma Percy, ela está aqui no acampamento, não se preocupe! — Dizia a garota.
- Mas Annabeth, e se ele estiver fazendo algo a ela! — Disse Percy.
- Eles estão bem, se acalme, pelos deuses!… Olha ali, não são eles?
- THAYNA! NICO! — Ele berrou, e veio correndo até nós, carregando uma lanterna, pois já estava escuro. Eu sei que ele corria porque a menina que ele chamou de Annabeth gritava coisa como “Não corra tão rápido!” e “Me espere!”
- A gente se ferrou não é? — Perguntei sorrindo para Nico.
- Nos ferramos bonito… — Ele falou
- Onde… Vocês… Estavam…. — Disse Percy, arfando — Procuramos vocês… A Noite… Toda….
- Ártemis quis falar comigo. — Eu disse.
- Sobre… O que?… — Ele perguntou
- Uma coisa chamada “Caçada”. — Eu disse. Ele arregalou os olhos, como quem diz “Isso não pode ser verdade”
- Não, não pode ser… Ela não pode…. — Ele disse, incrédulo — Você aceitou?! — Ele perguntou.
- Percy, não sei se você reparou, mas ela está de mãos dadas com Nico. — Disse a menina, Annabeth.
- Tá, e…. — Ele respondeu.
- Ai, meus deuses…. — Ela resmungou — O que as caçadoras não podem fazer?…
- Annie, você vai deixar ele ainda mais perdido do que ele já está. — Disse Nico, feliz da vida — Thay, explique para ele!
- Bem, não eu não aceitei… — Percy suspirou de alívio, e perguntou:
- Porque?
- Porque, depois que Nico me beijou… — Eu comecei, mas assim que proferi as palavras “Nico” “me” e “beijou”, ouvimos um rugido de raiva, e todos, Nico, Annabeth, Percy e eu, nos viramos para a direção do rugido. Era papai, que se dirigindo a Nico disse:
- VOCÊ. BEIJOU. O MEU. BEBÊ?!
- Si-sim, senhor mas…. — Nico começou a tentar explicar, mas era tarde, papai já estava com o tridente, que, alias, era idêntico ao meu, em mãos e pulou para atacar o meu namorado.
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