The Princess Of Earthquakes

11 Brigo com um deus, meu namorado e me preparo para


Notas iniciais
a Missão. Ah, e também conheço minha avó, que por um acaso, é a deusa do amor

Acordei uns 40, 45 minutos depois, na varanda, uma crise de dor de cabeça havia começado e eu estava com uma faixa branca — ou pelo menos era branca — na cabeça, com Nico em pé ao meu lado, berrando com Quíron que ” Sim já estava na hora de trocar a faixa”

- Nico, quer fazer o favor de calar a boca e sentar essa sua bunda nessa maldita cadeira?! — Berrou uma voz de garota

- Cala a boca você, Clarisse, quero ver o que você faria se fosse o Chris que tivesse batido com tudo a cabeça naquele mármore duro da colina!

- 1°: você vai calar a boca sim Nico, 2°: Já viu mármore ser mole?! — Eu e a garota que Nico chamou de Clarisse dissemos ao mesmo tempo. Ele revirou os olhos pra garota e me dirigiu um olhar preocupado quando falou:

- Amor, que bom que acordou!Vamos trocar a sua bandagem agora, ok?

- Tá, né.

- Vai trocar nada, Nildo, deixa a Thaís assim mesmo. — Disse um carinha gorducho, de cabelos encaracolados e de um roxo tão escuro que era quase preto, passa de raspão no preto, pra falar a verdade. Seus olhos eram da mesma tonalidade de roxo de seus cabelos, ele era branco que nem farinha de trigo — quase tanto quanto eu — e estava tomando Coca-Cola.

- Ahn? — Eu disse, olhando pro Nico como quem diz “WTF?!”

- Bem, esse é o Sr. D., ele sempre erra os nomes dos campistas.

- Não erro não Nemo.

Eu ri

- Po, Nemo?! Sr. D, eu sou filho de Hades!

- Tá, Nilton.

Nico me olhou com uma cara de torturado e se virou para Quíron e o tiozinho que ele chamou de Sr. D, dizendo:

- Bem, acho que ela não vai poder sair em missão por um bom tempo, não é?

- Er, Nico, nós sabemos que você se preocupa com ela… E bastante… Mas… — Começou Quíron.

- Ela vai sair em missão no instante em que ficar boa, Nilo. — Cortou o Sr. D.

- O que?! Como assim?! Poseidon, não permitiria… — Começou Nico, fulo da vida, mas o Sr. D. tambem o cortou, dizendo:

- Tanto permitiria, como permitiu, cria de Hades, quem você acha que sugeriu isso?

- Ahn, não sei, quem seria…. Ah, sim, sei quem… O SENHOR.

- Olha aqui, moleque….

Pela cara que o Sr. D. fez, eu senti que tinha de interfirir, então me levantei, cambaleando, tontinha, tontinha e me coloquei entre Nico e o tiozinho, e disse, percebendo o quão irritada eu estava :

- Parem os dois, eu já bati a cabeça naquela porcaria de chão de mármore daquela porcaria de colina, já desmaiei umas 15 vezes, quase saí no tapa com o meu pai, já tive que aguentar dores de cabeça infernais, e inclusive eu estou com uma agora, fora que e eu to quase socando o primeiro filho duma égua que aparecer pela minha frente, então os dos filhos da mãe, façam o favor de CALAR A PORRA DA BOCA, CARALHO!

E fui cambaleando ainda mais pelo esforço de falar tudo aquilo e me sentei na cadeirinha onde eu estava antes, e completei:

E SE FOR PRA CONTINUAR A DISCUSSÃO, ALGUÉM POR FAVOR, ME AJUDE A CHEGAR NO MEU CHALÉ, SE NÃO É CAPAZ DE EU CAIR DE CARA NO CHÃO NO MEIO DO CAMINHO! — E fiquei uns minutos revezando um olhar fulminador entre o Nico e o Sr. D.

Nico parecia constrangidoe culpado, já o Sr. D. parecia perplexo e meio indignado, até que Quíron me perguntou, daquele jeito doce de quem tenta acalmar alguem:

- Bem, querida, está melhor? Receber uma profecia é um tento quanto desgastante e estressante….

- To bem, obrigada, aparentemente alguém se importa verdadeiramente. — Eu disse, lançando um olhar raivoso a Nico.

Tipo, ele sempre disse que ficava claro quando eu tinha minhas crises de dor de cabeça, que costumavam ser raras, mas terríveis. Por raras entenda-se, eram no máximo, uma vez a cada 1 ou 2 meses. E ele sabia que não devia nem emitir sons de respiração que pioravam ainda mais as dores.

A sorte é que a dor tinha quase acabado.

- Querida, desc…. — Ele tentou falar, mas o cortei dizendo:

- Querida o caramba, você sabe o que é permitido e o que é terminantemente proibido fazer na minha presença durante as crises! — Eu disse raivosamente

- Sim, eu sei, mas…

- CA-LA-DO.

Ele me olhou com cara de torturado (denovo) e assentiu.

- Bem, já que a nossa pequena rainha da insolência já está calma denovo, Filho de Hades, vá com ela, e ajude-a a arrumar uma mochila. — Disse o sr. D.

E Nico se virou para mim e murmurou, encarando o chão

- Vamos.

- Tá.

Me levantei, fiquei um pouquinho tonta, mas passou rápido, e fui com Nico até o chalé 3.

Lá chegando, Nico silenciosamente pegou uma mochila rosa que eu nem lembrava de ter trazido. Olhei para ele e a mala com cara de quem diz “De onde isso veio?”

- Sua mãe que me mandou trazer. Ela sabia que uma hora ou outra, você iria para uma missão. — Ele murmurou.

- Pode parar de murmurar já.

- Certo. E… Thay, me desculpe, me desculpe mesmo por ter gritado, é que eu tava tão bravo….

- Tá, certo, claro, te desculpo.

- Mesmo? — Ele levantou uma sobrancelha

- Claro!

- Ok, então…

E nós começamos a arrumar a mochila, e ele torcia o nariz toda vez que eu pegava uma maquiagem.

- Precisa mesmo de base?

- Sim

- Corretivo?!

- É claro!

- Blush? Sério?! BLUSH?!

- Eu sou uma coisa pálida! sem blush, eu fico parecendo uma pessoa anêmica!

- Mais maquiagem?!

- É só batom, Nico! Caramba, relaxe, homem!

Ele revirou os olhos.

Terminamos com a mala e ele disse:

- T., precisamos de mais alguém pra ir conosco na missão.

- Carol. Vamos levá-la conosco.

- Tá, vamos no chalé dela, chamar.

Andamos até o chalé de Apolo, Nico bateu na porta, a abriu e desviou de uma flecha, fechando-a rapidamente.

- As filhas de Apolo estavam se trocando, e os filhos de Apolo, polindo seus arcos.

- Tooma, ninguém mandou abrir a porta sem terem autorizado.

- Haha, morri de rir. — Ele disse revirando os olhos e chegando mais perto de mim, envolvendo minha cintura com o braço.

E do nada a porta do chalé se abre e um cara grandalhão, loiro, com um arco e uma flecha, apontou a flecha pra cara do Nico, que me soltou. O cara começou a dizer:

- Ok, você tem 10 segundos pra ex….

E eu quebrei a flecha dele, com um belo chute, e disse, tranquilamente:

- Se apontar isso pro meu namorado denovo, eu quebro mais do que a sua flecha, meu humor não está dos melhores hoje, ok? Ok. — E sorri, ironicamente.

Ele me olhou pasmo, Até que Carol brotou ao lado dele, dizendo

- THAAAAAAAAY LINDJA!

- CAROLZITAA!

E a gente se abraçou, e eu disse:

- Quer ir pra missão com a gente?

- Claro! Como eu tinha certeza que você ia me chamar, Cato, vai pegar a minha mochila?

- Tá… — E o grandalhão que Carol chamou de Cato foi pegar a mala dela.

- Ele é meio super-protetor com a gente, mas é gente boa. E gostei da atitude, embora aquela fosse uma das flechas preferidas dele…

- VISH, me lasquei, não é?

- Putz, e como.

O grandalhão, Cato, voltou com uma mochila, um arco e uma alijava cheia de flechas, e entregou os 3 itens pra Carol que agradeceu, e empurrou a mim e a Nico para longe do chalé, enquanto eu senti o olhar fuzilador de Cato em minhas costas.

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Carol e eu conversamos sobre a profecia, sobre a briga de Nico com o sr. D. e tudo o mais que aconteceu até aquela hora, até chegarmos na Casa Grande.

Lá chegando, Quíron nos disse:

- Ahn, garotos, tem uma pessoa que gostaria de conversar com vocês…

- Ah, Quíron, deixe de formalidades! Quero ver minha netinha! — Disse uma voz feminina e delicada.

Pera aí, que netinha?!

Então, eu vi a dona da voz.

E ela era simplesmente a mulher mais linda que eu já vi em toda a minha vida, mais até… Do que mamãe.

Imagine a mulher mais linda que você puder.

Essa mulher, era mil vezes mais.

Nico virou a cabeça para a direita, e com uma cara de bobo suspirou:

- Afrodite…

- Sim, bem, Thayna, essa é Afrodite… — Começou Quíron.

- Sua avó. — Terminou Nico, se recompondo — Mãe da dona Lucí.

Sim, eu tinha ouvido direito.

Aquela era Afrodite.

A mãe de minha mãe.

E eu estava finalmente a conhecendo.