The Princess- Interativa
2 Capítulo 2- Que comecem os Jogos!
Notas iniciais
Próximo cap, vai aparecer 3 personagens.
Acordei com minha mãe me balançando. Ela estava ansiosa. Acordei e, sonolenta, olhei para ela e perguntei:
–O que você quer?
–Quero um acordo, Julieta.
Passei a mão nos olhos, tentando acordar. Eu não poderia fazer nenhum acordo com minha mãe sem estar cem por cento acordada.
–Me deixe primeiro tomar um chocolate...- eu ia levantar, mas ela me entregou um copo fumegaste. Peguei bebi um gole. Logo senti meu corpo acordando e meu cérebro começando a despertar.
–Pode falar agora.- eu disse, bebendo a chocolate.
–Você se inscreve para a Seleção. Todo o dinheiro que ganharmos enquanto você estiver fora, fica para você, se voltar.- essa era uma ótima idéia. Um atalho para meu objetivo. Adiantaria meu plano uns 10 anos. No mínimo. Ainda com o dinheiro que eu ganhava com os poemas!
–Fechado.- eu disse. Ela se surpreendeu, achou que eu iria querer mais. Não me importo, tudo estava muito perfeito. Ela saiu do meu quarto, então eu resolvi me arrumar. Fiz minha higiene matinal e penteei o cabelo calmamente. Tomei um banho e vesti uma saia rodada florida de cintura alta com uma blusa branca justa e saltos pretos. Peguei minha bolsa e vi meu irmão mais novo de dez anos, Dean, na sala. Chamei ele para sair e ele logo entendeu a deixa. Avisei para nossa mãe que estava saindo com ele e fomos embora.
Dean sabia dos meus planos. Ele é considerado um prodígio, mas eu o considero meu conselheiro amoroso. Nós fomos até o fliperama. Eu entrei no banheiro e me olhei longamente no espelho. Eu sou alta, com 1,70 metros, cabelo louro, olhos azuis que variam para o verde, corpo esguio e flexível e pele clara. Ela suspirou e começou a se disfarçar. Pegou da bolsa um spray rosa e começou a passar em algumas mechas do cabelo, ele era de curto prazo, sairia em uma lavagem. Fiz o Chanel falso que aprendi (quem quiser saber como faz: http://www.dicasdemulher.com.br/chanel-falso/) e pûs um pouco de maquiagem a mais, deixando o rosto mais fino que o normal. Agora estava irreconhecível.
Saí do banheiro e deixou Dean no fliperama com um celular. Saí e fui em direção a feira.
A feira era onde trabalhos artesanais, como esculturas, pinturas ou fotografias, eram vendidos por alguns Cincos. Eu fui diretamente em direção a uma barraca onde um homem de 20 anos, louro com cabelo cacheado e olhos verdes-água pintava uma tela com movimentos ágeis e precisos. Quando ele terminou, aplaudi, sorrindo para o artista. Ele se virou e me lançou aquele sorriso que eu tanto amava.
–Julie.- ele disse, sorrindo se aproximando de mim.
–Matt- eu disse, sorrindo para ele também. Nos beijamos, como sempre fazíamos quando nos encontrávamos. Beija-lo era como uma onda de eletricidade, uma sensação incrível que me consumia e aquecia toda a minha alma. É indescritível.
–Então, quais são as novidades?- ele perguntou, com um braço na minha cintura e o outro nas minhas costas, enquanto eu deixava os meus ou redor do seu pescoço.
–Acho que arranjei um jeito de adiantar nossos planos.- ela disse, sorrindo. O plano era simples. Matt era um Cinco, por isso sua mãe nunca permitiria o casamento entre eles. Por isso, com o dinheiro que conseguissem, eles comprariam o título de Dois para Matt, assim ele poderia pedi-la em casamento. Era perfeito, mas muito demorado, apesar do sucesso que as obras de Matt atualmente estavam tendo.
–Vai se inscrever na Seleção.- ele adivinhou. Provavelmente havia pensando nisso também, mas não considerou uma opção.
–Você se incomodaria?- perguntei, encostando minha testa na dele.
–Com tanto que você prometa não se apaixonar pelo príncipe.- ele disse, sorrindo de lado.
–Nunca.- disse, baixinho, fazendo com que Matt selasse meus lábios novamente. Somos assim. Melosos e apaixonados, eternamente. Passamos a manhã conversando e rindo. Eu o conhecia há quatro anos, quando eu tinha 14 anos e ele 16. Ele estava vendendo uma das suas pinturas, e eu comecei a falar com ele sobre arte. E foi amor a primeira vista. Quando deu duas da tarde, me despedi dele, direi meu "disfarce" e busquei Dean no fliperama. De lá, fomos ao Correio, onde se realizavam as inscrições para a Seleção. A fila estava enorme. Quando eles finalmente tiraram minha foto e me dispensaram, já eram 18 horas e eu mal comi o dia inteiro. Cheguei em casa, jantei, e fui para a cama. Com um grande sorriso de esperança no rosto.
–------3 semanas depois-------
Era hora do anuncio. Quem eram as selecionadas?
Estava no Jornal Oficial, na TV, onde mostravam as garotas selecionadas. Ouvi todos os nomes atentamente, até que só faltava mais uma selecionada. Cruzei os dedos. O apresentador continuou seu falatório:
"E com prazer que anuncio a última selecionada! Ela é... Julieta Argentum, uma Três..."
Não ouvi mais nada. Não importava, de verdade. Só uma coisa importava.
Eu agora sou uma selecionada.
–------1 semana depois-------
Eu já estava com tudo pronto. Minha mala era simples, só havia peças de roupa básicas, seu diário, um estojo de canetas que ganhou de presente do irmão e um broche de borboleta que ganhou de Matt. Pôs a roupa oficial das Selecionadas: Uma blusa polo branca com o brasão real no peito, calça preta de malha e a flor do seu estado no cabelo(no meu caso, uma rosa, que eu escolhi na cor azul). Quando terminei de ajeitar o meu cabelo, a campainha tocou. Era o representante do palácio que iria me buscar. Peguei minha mala e fui até a sala. O homem alto, careca e que ficava pigarreando o tempo todo começou:
–Prazer, Srta. Argentum, sou Sr. Fox, vim para confirmar se a senhorita tem conhecimento de todas as normas da Seleção.- ele pigarreou- Qualquer ato de agressão resultará na eliminação da Selecionada infratora. Se a Selecionada trocar cartas românticas ou beijos com outra pessoa além do príncipe pagará com a pena de traição, ou seja, morte ou dez chibatadas além de virar uma Oito. -pigarrou de novo- Todas as Selecionadas automaticamente são Três a partir de agora. As que conseguirem virar Elite (11 finalistas), serão, juntamente com a família, automaticamente Dois. Alguma dúvida?-ele perguntou, depois pigarreou.
–Tudo certo. — eu disse. Ele assentiu, pigarreou e fez um gesto para segui-lo. Fomos para o aeroporto.
A competição vai começar.
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