The Prince of Love

3 Capítulo 3 - O começo de uma paixão


Notas iniciais
Andei conversando com algumas pessoas e recebendo algumas críticas com relação à construção do meu texto. Tentei aplicar algumas dessas dicas nesse novo capítulo, espero ter melhorado e, principalmente, que vocês gostem! Boa leitura.

Estávamos sentados um de frente para o outro. Eiji me encarava, com aquele sorriso de sempre estampado em seu rosto. Meu olhar se mantinha fixo no sundae de morango que derretia na taça à minha frente. Meus dedos se entrelaçavam por debaixo da mesa, como uma forma de aliviar meu nervosismo.

– Tá tudo bem, Yukari? – Perguntou Eiji após algumas colheradas em seu sundae de chocolate.

– S-SIM! Por que não estaria? – Respondeu instantaneamente.

– Desde que chegamos aqui você mal falou comigo. E você também não parece muito confortável. AH! Por acaso eu ainda to fedendo do treino?!

– Não, é claro que não!! Eu só... Er... Estou ocupada comendo, é, isso....!

– Mas.... Você também não tá comendo. To começando a ficar confuso. – Ele desviou o olhar enquanto coçava a cabeça.

– AH! – Yukari percebeu que se quer havia tocado seu sorvete. Num ímpeto ela agarrou a colher e em questão de segundos esvaziou a taça, engasgando-se com a última colherada. Eiji levantou-se rapidamente e segurou a mão da garota, perguntando se estava tudo bem.

– Cof cof, s-sim, cof cof cof cof... Eu engasguei, mas já estou bem. – Dizia enquanto dava alguns tapas em seu tórax com a mão que estava livre. Apenas depois do susto que ela percebeu o calor da mão de Eiji em contato com a sua. Seu rosto tornou a corar, dessa vez completamente. – Quando foi que eu comecei a agir de forma tão idiota?

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Os dois haviam chegado à sorveteria após alguns minutos de caminhada e muita conversa. Yukari escolheu o lugar onde se sentariam: Uma mesa que estava encostada na parede. Como Eiji insistiu em pagar ela permaneceu sentada enquanto o rapaz dirigia-se ao balcão para fazer os pedidos. Seus olhos acompanharam-no enquanto ele caminhava para longe. – Ele é bonito... – Pensava consigo mesma enquanto reparava nos cabelos vermelhos e rebeldes do tenista, que agora já estavam secos. Havia algo dentro dele que a prendia. Seu sorriso, a forma de falar e andar, seus gestos, tudo nele era cativante. Uma súbita palpitação invadiu o coração da novata no exato momento em que o rapaz virou-se em sua direção. O azul profundo de seus olhos foi de encontro aos verdes de Yukari. Ela sentiu seu estômago revirar. – Será que ele percebeu que eu tava olhando para ele todo esse tempo...? O-o que ele vai pensar de mim? Que vergonhaaaaa!!

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Suas lembranças fizeram-na se acalmar um pouco. Suspirou e logo em seguida pode ouvir a voz de Eiji chamando-a, com um tom ainda confuso. — ... Desculpa Kikumaru... Não deve estar sendo muito legal passar esse tempo comigo.

– Haha, muito pelo contrário Yukari. Você sempre me faz rir. – Ele soltou sua mão e levou-a até o rosto da jovem, deslizando o polegar delicadamente sob o canto dos lábios dela. – Pronto. Tava sujo de sorvete, agora tá melhor.

Finalmente Yukari tornou a olhar para o rapaz, um pouco constrangida. – O-obrigada.

– Bom... Já que você terminou seu sorvete acho melhor irmos embora, já tá ficando tarde, vou te deixar em casa.

– ... Ah! Não precisa se preocupar, já te incomodei bastante hoje.

– Não é nenhum incomodo, eu faço questão! Não deixaria você andar sozinha durante a noite na cidade, é perigoso. Permita-me te acompanhar, senhorita. – Mais uma vez ele sorriu de forma encantadora e fez uma pequena reverência formal, brincando. Ela riu e assentiu com a cabeça.

A rua agora não estava mais tão movimentada. As luzes do comércio já estavam começando a se apagar, fazendo com que o intenso brilho azul da lua iluminasse o caminho. Isso era de certa forma reconfortante para Yukari, lembrava um pouco sua cidade natal.

– Onde eu morava a gente costumava ficar olhando para o céu à noite. Dava para ver várias estrelas e constelações. Não dava nem para contar. As vezes me sinto um pouco solitária sem minha família e tento olhar para o céu, mas aqui as coisas são bem diferentes. É um pouco... Triste. – Dizia com um pesar em sua voz.

Kikumaru olhou para o céu, pensativo. — Hmm... Vamos sair da cidade qualquer noite dessas! Podemos ir para um campo ou algo assim, lá você pode ver as estrelas, não é? – Respondeu com um brilho no olhar.

– Hehe, estarei esperando ansiosa por isso. Bem como a nossa partida de tênis! Já é a segunda promessa que você me faz, não vai esquecer, hein? – A jovem sorriu – Bom... Minha casa é essa aqui. Muito obrigada por me trazer aqui. Desculpe por todo esse trabalho e tome cuidado quando voltar para a sua casa, quero te ver inteiro amanhã. – Yukari acenou com a mão e seguiu em direção à porta de sua casa.

– ... Yukari, espera! — Eiji segurou o pulso da garota, fazendo-a virar em sua direção. Eles permaneceram parados, de frente um para o outro. Enquanto se encaravam o silêncio tomou conta do ambiente. Estavam tão próximos que era quase possível ouvir suas respirações e batimentos cardíacos acelerados. Dessa vez era o rosto de Eiji que havia corado. Ele desviava o olhar diversas vezes, pensando se deveria ou não prosseguir com o que havia começado. Após alguns segundos, que pareceram minutos, ele soltou o braço dela e afastou-se.

– Pode me chamar de Eiji. – Disse com um sorriso constrangido em seus lábios. Ele coçava a bochecha com o dedo indicador, um pouco desconcertado. – Eu... Vou indo então. Boa noite! – Antes que pudesse ouvir a resposta o rapaz saiu correndo, acenando durante o caminho.

– B-boa noite... Eiji. – Disse em voz baixa, para si mesma, ainda ofegante.

Notas finais
Acho que até o momento esse é o meu capítulo favorito! Foi bem divertido escrever e criar esse primeiro alvoroço de sentimentos dentro dos dois. Espero que tenham gostado! Deixem seus comentários e dicas que eu vou ler com o maior prazer! :3~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.