The Pop Star Of The Wizarding World
7 A primeira tarefa - Parte 1
Notas iniciais
Me lembrei da Capa da Invisibilidade e de que Hagrid queria encontrar Harry a noite. Mas sacudi a cabeça decidida a esquecer desse assunto, pois tinha um loiro a minha espera no sétimo andar.
Charlotte POV
Acordei cedo, faltava uns poucos dias para a primeira tarefa e eu queria estar lá com Harry e Mione, ajudando. Coloquei uma roupa normal e azul-clara, levantei e sai antes de todos acordarem, inclusive Madame Maxime. Entrei no Castelo e fui procura-los, mas quem eu achei foi Draco. Eu estava andando por um dos corredores e ele e a sua "turma" estavam lá. A tal de Pansy sorriu nervosa e eu acenei para ela, mas antes de eu consegui chegar ao outro lado do corredor ela me chamou para ir até lá, dei meia volta e fui a até a turminha.
– Hey! Pansy, né?
– S-sim. — Ela falou gaguejando e percebi que ela estava tremendo
– E vocês são Draco, Crabbe e Goyle. — Afirmei
– Somos — Respondeu Draco, enquanto Crabbe e Goyle me encaravam abobalhados
Eu e Draco tínhamos combinado de não contar para ninguém que estávamos... Ficando? Por causa da minha fama era melhor ficar em segredo por enquanto. Pansy nos olhou curiosa
– Como você sabe disso?
– Eu contei para ela. Naquele dia que você queria um autógrafo... — Draco mentiu
Ela fez cara de entendimento e senti o clima meio pesado por causa do silêncio constrangedor.
– Bom, é melhor eu ir. Tchau pessoal — Acenei e sai
Quando estava prestes a virar o corredor, olhei para trás. Só Draco estava me olhando, sorri e pisquei. Sabia que ele entenderia o recado. Continuei andando e parei na virada do corredor, Draco apareceu depois de um tempo ele apareceu
– Foi por pouco...
Antes de eu conseguir responder, ele puxou minha cintura e me beijou. Assim que a minha surpresa passou correspondi, colocando minha mão ao redor do pescoço dele. Ficamos nos beijando por um tempo até que eu lembrei o motivo pelo qual eu vim para o Castelo e parti o beijo.
– Eu tenho que ir...
– Já?
– Eu tenho que fazer uma coisa.
– O que? — Ele perguntou curioso
– É... Você quer mesmo saber?
– Eu não vou gostar da resposta, né?
Balancei a cabeça negativamente, ele revirou os olhos, fingindo estar com raiva e me deu passagem. Me aproximei dei um último selinho nele e sai. Andei por mais um tempinho e percebi que eles já deviam estar tomando café da manhã. Fui para o Salão Principal e sentei na mesa da Corvinal, como sempre. Hermione e Harry me olharam da mesa da Grifinória e eu sorri. Quando eles se levantaram, mais tarde, vi que fizeram sinais para eu os acompanhar, e eu fui. Quando chegamos nos jardins, Harry nos contou tudo sobre os dragões e tudo sobre o que Sirius dissera, durante o longo passeio à volta do lago. Mesmo alarmada com o que ouvia sobre os avisos de Sirius a respeito de Karkaroff, Hermione continuou achando que os dragões eram o problema.
– Vamos só tentar manter você vivo até a noite de terça-feira — Ela falou desesperada — depois podemos nos preocupar com Karkaroff.
Demos três voltas no lago, tentando pensar em um feitiço simples para dominar o dragão. Nada, porém, nos ocorreu, então fomos procurar na biblioteca. Ali, pegamos cada livro que conseguimos encontrar sobre dragões e nós três começamos a pesquisar uma grande pilha de livros. Eu sei que deveria estar torcendo para Fleur, mas eu também estou torcendo para Harry.
– O corte mágico de unhas... O tratamento da podridão de escamas... Isto não serve, isto é para gente biruta feito o Hagrid que quer criar dragões saudáveis... — Harry falou e eu ri
– Os dragões são extremamente difíceis de matar, graças à magia muito antiga que impregna seu grosso couro, que nenhum, exceto os feitiços mais poderosos são capazes de penetrar... Mas Sirius disse que um feitiço simples funcionaria... — Falou Hermione pensativa
– Vamos tentar alguns livros de feitiços simples, então — Sugeri deixando de lado Homens Aficionados Por Dragões.
Harry voltou para mesa com uma pilha de livros de feitiços, descansou-os e começou a folhear um a um, com Hermione cochichando sem parar ao seu lado, enquanto eu procurava em outro livro.
– Bom, tem Feitiços de Substituição... Mas qual é a vantagem de substituir um dragão? A não ser que a pessoa substitua as presas dele por gengivas ou outra coisa qualquer para torná-las inofensivas... O problema é que, como diz o livro, muito pouca coisa atravessa o couro de um dragão... Eu diria: transfigure o bicho, mas com uma coisa daquele tamanho, a gente realmente não tem a menor esperança, duvido até que a Professora Minerva... A não ser que a pessoa lance o feitiço nela mesma? Talvez dar a si mesma poderes extraordinários? Mas isso não é um feitiço simples, quero dizer, ainda não estudamos nenhum desses em aula, só sei que existem porque ando fazendo provas simuladas para os N.O.M.’s...
– Hermione — Harry falou entre dentes — quer calar a boca um instante, por favor? Estou tentando me concentrar.
Hermione ficou quieta e abriu outro livro. Fechei o meu peguei outro da pilha que Harry trouxe.
– Ah, não, lá vem ele outra vez, por que é que ele não pode ler naquele navio idiota — exclamou Hermione irritada, quando Vítor Krum entrou daquele seu jeito curvado, lançou um olhar carrancudo para nós três e se sentou num canto distante com uma pilha de livros. — Vamos, gente, vamos para outro lugar... O fã-clube dele não vai demorar, chilreando sem parar...
E não deu outra, quando estávamos saindo da biblioteca, um grupo de garotas passou por nós nas pontas dos pés, uma delas usando um lenço da Bulgária amarrado à cintura. Revirei os olhos. Ficamos o resto do dia tentando ajudar Harry, mas não deu certo. Voltei para a carruagem preocupada, decidi conversar com Gabrielle sobre a primeira tarefa, faltava poucos dias e ela devia estar muito nervosa. Bati na porta do quarto das irmãs Delacour, Fleur abriu a porta e sorriu para mim.
– Hey Fleur, posso falar com Gabrielle?
– Claro! — Ela falou e botou a cabeça para dentro
Gabrielle apareceu na porta, sorri e a abracei
– Vamos para o meu quarto, sim? — Ela assentiu e olhei para Fleur — Boa sorte na terça.
Ela sorriu agradecida e fui para meu quarto, acompanhada de Gabrielle.
– Eu já sei o que você vai falar... Não adianta, Lottie, eu vou continuar nervosa!
– Tudo bem, tudo bem, eu só vou dizer uma coisa... Quando a Fleur sair bem da tarefa de terça-feira, eu vou esfregar um "te avisei" na sua cara! — Ela começou a gargalhar — Viu? Eu fiz você rir...
Ficamos conversando por mais um tempinho e ela foi dormir, e eu decidi fazer o mesmo.
Acordei com Madame Maxime chamando para o café da manhã. Levantei, me troquei rapidamente e fui para a fila. Assim que chegamos ao Salão Principal, e sentamos na mesa da Corvinal, olhei para Harry e Mione, eles sorriram para mim e eu sorri de volta. Olhei para a mesa da Sonserina e Draco sorriu disfarçadamente, retribui do mesmo jeito. Harry e Hermione se levantaram e eu acenei, eles teriam aulas e eu iria ficar na biblioteca procurando alguma coisa para ajudar Harry. Quando Madame Maxime se levantou e nos levou de volta a carruagem, peguei um dos livros que eu teria que estudar enquanto estava fora, para usar como desculpa se eu fosse pega e fui para a biblioteca. Fiquei lendo livros de feitiços por um tempo, mas não achei nada. Do nada, Harry e Hermione entram correndo na biblioteca.
– Lottie, eu sei o que fazer, mas vou precisar da ajuda de você e de Hermione! — Harry falou.
– Tudo bem, o que a gente tem que fazer?
–A gente tem que ensinar feitiços convocatórios para Harry — Respondeu Hermione
– Então vamos!
E assim nós fomos treinar. Não almoçamos, em vez disso fomos para uma sala de aula vazia, onde Harry tentou com todo o empenho fazer vários objetos voarem pela sala até ele. Ainda não estava bom. Os livros e penas continuavam a perder o embalo no meio da sala e cair como pedras no chão.
– Concentre-se, Harry, concentre-se... — Pediu Hermione
– Que é que você acha que eu estou tentando fazer? — perguntou Harry zangado.
– Uma porcaria de um dragão não para de aparecer na minha cabeça, sei lá o porquê... OK, Lottie, tenta outra vez...
Harry queria faltar à aula de Adivinhação para continuar treinando, mas Hermione se recusou categoricamente a matar a aula de Aritmancia, e mesmo que eu estivesse junto, não adiantava ficar lá sem ela. Então, eu fiquei estudando enquanto Harry e Mione estavam em suas aulas. Na hora do jantar perguntei para Madame Maxime se poderia sentar em uma mesa diferente, e como esperado, ela deixou. Sentei com Harry e Mione na mesa da Grifinória e quando eles se levantaram para sair, fui junto, mas não sem antes fazer uma referência para Madame Maxime. Voltamos para a sala de aula vazia para continuar a treinar usando a Capa da Invisibilidade de Harry, para evitar os professores. Ficamos treinando até depois da meia noite, e teríamos demorado mais, mas um Poltergeist (que Mione me contou que se chama Pirraça) apareceu e, fingindo achar que Harry queria que lhe atirassem coisas, começou a arremessar cadeiras pela sala. Nós tivemos que sair rápido, antes que aquele tal de Filch aparecesse.
– Vamos para a Comunal, ninguém vai estar lá, então Lottie pode entrar. — Harry sugeriu
E foi o que fizemos, eles me levaram para o Salão Comunal da Grifinória e continuamos treinando. Às duas da manhã, Harry estava ao pé da lareira, cercado por uma montanha de objetos: livros, penas, várias cadeiras viradas, um velho jogo de bexigas e um sapo de um amigo deles. Somente na última hora ele, realmente, pegara o jeito dos Feitiços Convocatórios.
– Está melhor, Harry, está muito melhor — Hermione falou, parecendo exausta, porém muito satisfeita.
– Bom, agora sabemos o que fazer na próxima vez que não conseguirmos lançar um feitiço — Harry falou, atirando um dicionário de runas para mim, para que pudesse tentar mais uma vez — me ameace com um dragão. Certo... — Ele ergueu a varinha novamente. — Accio dicionário!
O pesado livro voou da minha mão, atravessou a sala e Harry o aparou.
– Harry, sinceramente, acho que você pegou o jeito! — exclamei
– Desde que funcione amanhã — Harry falou — A Firebolt vai estar muito mais longe do que essas coisas aqui, vai estar no castelo e eu vou estar lá fora nos jardins...
– Não faz diferença — Hermione falou com firmeza. — Desde que você se concentre para valer, realmente para valer, ela chega lá. Harry, é melhor dormirmos um pouco... Você vai precisar estar descansado.
– Eu concordo com Mione.
Me despedi deles e sai do Salão Comunal. Estava tão cansada que só lembro de ter saído do Castelo, e não do caminho que fiz para chegar até lá. Entrei na carruagem e fui em direção ao meu quarto, me troquei e me joguei na cama, dormindo logo em seguida
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