The Pirate And The Prince

24 Capítulo 24 - Ataque das Tropas Dragneel - Parte 2


Notas iniciais
Olha só, dessa vez eu nem demorei tanto o/ Bom, esse cap tá meio chatinho, mas era meio necessário. E aí, povo, como foi o Natal? O meu foi chato pra caramba. Bom, espero que gostem do cap o/

“Só com a agonia da despedida somos capazes de compreender a profundidade do nosso amor.”. (George Eliot).

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Ataque das Tropas Dragneel

O bater de espadas. Os gritos. Os passos. A dor. O som da guerra ressoava no Princess Elizabeth de modo nunca antes visto. Aqueles piratas, antes pobre crianças abandonadas, podiam finalmente mostrar o seu valor e mostrar o que podiam fazer. Era tudo ou nada, naquele momento. Matar ou morrer. Os mais habilidosos espadachins do Princess Elizabeth mostravam o seu enorme poder, enquanto os mais fracos superavam seus limites e aprendiam novos truques com os mais experientes.

Em meio aquela bagunça, Levy lutava com um homem enorme sozinha. Ele era bem mais alto que ela, tinha uma barba negra e carranca no rosto. Os dentes eram podres e ele era cheio de tatuagens. Seus músculos mostravam a enorme força que ele escondia nos braços tatuados e cheios de cicatrizes de batalha. Quando viu aquele tanque de guerra indo em direção a ela, pegou uma espada qualquer no chão e agora lutava do melhor jeito que podia. E ao mesmo tempo que ela lutava, os outros também davam o melhor de si, num caos bem díficil de ignorar.

Lucy pulou encima de Lisanna e batia nela expressando um pouco do ódio que guardava por tudo que a albina lhe fizera por todos esses anos. A princesa Strauss somente recebia um pouco da dor que causara a capitã do Princess Elizabeth por tanto tempo. Erza lutava com o próprio pai com a ajuda de Jellal, lutando pela segurança do próprio. Wendy levava os feridos para dentro enquanto se defendia de ataques dos inimigos com as adagas que Levy deu a ela, do melhor jeito que podia aguentar. Cana atacava garrafas de bebida vazias nos inimigos, chutando e socando quem conseguisse se aproximar dela, numa agressividade que ela nunca precisou usar antes. Gray lutava com duas espadas com maestria, com a ajuda de Juvia, que atacava os inimigos mais distantes com um arco e suas flechas precisas, derrubando-os no mar ou retardando-os, dificultando seus movimentos. Sting e Rogue lutavam juntos, um de costas pro outro, se ajudando num esquema onde um protegia as costas do outro, atacando.

Todos lutavam com toda a sua força, e muito bem ela devia admitir, mas Levy sabia. Eles não tinham chance alguma. O navio estava instável depois dos tiros de canhão, as tropas Dragneel eram muito maiores do que eles poderiam aguentar e os inimigos estavam bem perto de conseguir o que queriam. Ela e nem ninguém poderia impedir aquilo de acontecer. Era o fim.

Ou talvez não. Juvia começara a colocar fogo na ponta de suas flechas e começou a atacar os outros navios, que enviavam mais soldados ao navio principal. Ela estava conseguindo colocar fogo nos navios de suporte das tropas deles! Com várias flechas atacadas no navio, ele entrava em chamas e Juvia começava a atacar outro, enquanto Gray a protegia com suas duas espadas.

Igneel percebera Lucy. Se ele a reconhecesse poderia ajudá-los parando o ataque! E Erza estava quase matando o pai. Era horrível por um lado, por ele ser pai dela, mas por outro era bom, pois a ruiva se livraria de um enorme peso em suas costas e assim Juvia e Jellal poderiam finalmente voltar pra casa!

Levy, com uma fagulha de esperança no peito atacou com toda a sua força o enorme homem com a qual lutava. Conseguiu derrubá-lo no chão e com toda a coragem que conseguiu reunir, encravou a espada em seu peito, tirando do homem um grito de dor. Ela sorriu, cheia de esperança, até que levou um forte empurrão e foi derrubada com toda a força no chão do navio. Ela viu a sua frente mais um inimigo, ainda maior que o outro.

Ela olhou ao redor, esperançosa. E não gostou nada do que viu. Igneel não ajudava em nada segurando Natsu e o arrastando pra longe de Lucy enquanto a loira era levada pra dentro do navio inimigo por ninguém menos que o rei Scarlet. Erza, realmente ferida e sangrando por todos os lados, estava caída no chão, enquanto um Jellal quase não se aguentando em pé por estar no mesmo estado que Erza, estava de pé tentando proteger a mesma de outros ataques. Juvia levou uma pancada na cabeça e estava caída no chão do navio sangrando enquanto Gray estava cercado de inimigos, lutando e aguentando a medida do possível.

Por um momento, Levy viu a si própria caída no chão, chorando, impotente. Ela nem percebeu quando ela começara a chorar de verdade. Então ela se lembrou de algo que Lucy lhe falou uma vez...

Flashback ON

Lucy e Levy estavam observando o mar, lado a lado. Elas haviam raptado Natsu e esperavam o mesmo acordar.

–Lucy... Posso te perguntar algo? — disse Levy, receosa.

–Claro, Levy. — respondeu Lucy, sorrindo pra amiga.

–O que faremos se... Vierem aqui buscar o Natsu? — perguntou Levy. Lucy olhou tristemente pro chão do navio e disse:

–Se não, quando. Eles com certeza virão.

–O que faremos? As tropas deles são muito maiores que nós.

–Olha Levy, eu vou ser sincera com você. Eu não sei o que vai acontecer com os outros, mas eu sei o que eu vou fazer. Eu vou lutar pelo Natsu. Vou ficar com ele, nem que seja a última coisa que eu faça. Vou proteger a ele e esse navio ou morrer tentando.

Flashback OFF

Levy pegou a espada caída ao seu lado e se levantou. Limpou as lágrimas e empunhou a espada, começando a atacar o homem a sua frente. "É isso Lucy. Eu vou lutar até o fim. Vou proteger esse navio ou morrer tentando".

*

Igneel olhava para aqueles olhos, tão conhecidos, se perguntando se aquilo podia ser verdade. Ele olha fixamente pra ela, como se o resto não importasse. Aquilo era real? Aqueles olhinhos tão similares ao de sua falecida amiga estavam mesmo olhando pra ele outra vez? Se fosse mesmo ela, Igneel estava cometendo um grande erro ao ajudar Lisanna. Se Natsu tinha que casar com alguém, esse alguém era Lucy Heartphilia, e não Lisanna Strauss.

–Ig-san? — disse aquela voz, tão parecida com a de Layla. Ouvir aquela voz lhe dava uma sensação de alívio misturado com a dor de se lembrar da perda de uma amiga muito próxima.

–Lucy Heartphilia? — disse ele, surpreso. Até que alguém a tirou de cima de Lisanna. Era o maldito Scarlet.

–Peguei! Lisanna, essa era a prisioneira que você queria, não é? — perguntou o rei Scarlet. Sua voz estava cansada, a respiração ofegante e ele estava cheio de machucados.

–É-É sim. Leve-a pra uma cela. — disse Lisanna, recuperando a compostura.

–Não, não! Ig-san, sou eu! Lucy! Lucy Heartphilia! — gritava Lucy, nos braços do rei Scarlet, tentando se libertar dele.

–Cale a boca, prisioneira. Nossa querida princesa está morta há 10 anos, não seja idiota, sua mentirosa! — disse o rei Scarlet.

–Não, não! Natsu! — gritou Lucy, desesperada, prestes a chorar.

–Lucy! — gritou Natsu em resposta, correndo em direção a ela. — Solte ela agora, Scarlet! — ele falava de um jeito que só falaria se estivesse se tratando de Lucy, exatamente como quando era criança. Mas era impossível. Lucy estava morta e mesmo que não estivesse seria impossível recriar o elo entre eles, afinal, ele não se lembrava de mais nada.

–Filho! Que bom tê-lo de volta. — disse Igneel, agarrando-o.

–Pai! Não! Me solte, eu tenho que ajudá-la! — disse Natsu, desesperando-se.

–Natsu!

–Lucy! — eles estendiam as mãos, tentando alcançar um ao outro, enquanto Igneel e o rei Scarlet os puxavam para direções diferentes.

–Pai, você não entende! Por favor me deixe...! — dizia Natsu, tentando se libertar dos braços fortes do pai. Até que ele sente uma forte pancada na cabeça. O corpo começou a pesar, suas pálpebras começavam a ceder e sua consciência não se aguentou de pé. E ele desmaiou, enquanto Lucy era levada pra longe sem que ele pudesse fazer nada.

Outra vez.