The Pink Is The New Black

12 Danger! Men in the Kitchen


Notas iniciais
Oie meus amoreees!!! agradecendo os reviews, como sempre eu amei...
Mas um cap pra vcs.. eu acho q vao gostar desse, bom eu gostei, entao vejam e depois me digar heheh
Bom leitura!!!
Enjoy ^^

Acordei com um flash na minha cara. Abri os olhos meio atordoada. Eu não conseguia me mexer, levei um tempo para perceber que a Leana estava deitada atravessada em cima de mim. Quando meus olhos estavam começando a se adaptar veio outro flash. Era a Lacey com aquela bendita câmera.

- Bom dia! – ela falou animada.

- Bom dia! – respondi meio grogue – que horas são?

- Quase uma e meia da tarde.

Tentei sai de baixo da Leana sem acordar ela, mas não tive muito sucesso.

- Desculpa eu não queria acordar você.

- Que isso Jessica? Desculpa por dormir em cima de você. Deve estar toda dolorida – ela disse grogue também.

- Isso é verdade! – tentei estralar as costas.

- Vamos acordar as outras? – a Lacey perguntou rodando a câmera na mão.

Demos uns sorrisinhos maliciosos.

- Vamos! – respondemos.

As primeiras que encontramos foram a Fernanda e a Valary. Elas estavam dormindo juntas quase abraçadas.

- Ai — Meu — Deus! Deixa eu registrar esse momento – tomei a câmera da mão da Lacey. Era mais uma coisa para eu zoar a Fer.

Tirei umas quatros fotos antes do flash começar a incomodar elas. A Valary se virou e nem se importou de estar dormindo abraçada com a Fer. Já a outra garota deu um berro pulou da cama.

- Que nojo! – exclamou em português colocando a língua pra fora.

Eu quase mijei de rir.

- O que acontece? – a Lacey perguntou com uma cara confusa.

- É que a Fer não esta acostumada a acordar com outra pessoa – menti enquanto a garota esfregava os braços.

- Ah! Mas aposto que o meu cabelo tá naquele jeito – a Val disse passando a mão.

- É com certeza foi por isso que me assustei! – a Fer disse revirando os olhos ainda se esfregando.

Então... Quem vai ser a próxima? – a Lena perguntou.

- Eu vi a Gena e a Michelle dormindo no outros quarto – A Lacey disse.

As duas estavam de atravessadas na cama.

- Vamos pular na cama! – a Val deu a idéia.

Pulamos com tanta força que elas quase chegaram a quicar para fora.

- ACORDA!

Elas acordaram assustadas.

- Bom dia pra vocês também! – a Gena disse esfregando os olhos.

- Dia! – a Michelle resmungou.

- O que temos para o café da manhã? – a Val perguntou para a Leana.

- Pro almoço você quer dizer – a Fer corrigiu.

- Que horas são? – a Michelle perguntou.

- Quase duas horas! – a Lacey respondeu.

- Caramba! – a Gena exclamou.

Acabamos voltando para a sala de novo. Tava toda virada, garrafas de bebidas jogadas pelo os quatros cantos, penas para todo o quanto é lado, uma poltrona estava virada. Tinha passado um furacão lá.

Balancei a minha cabeça caiu várias penas.

- Droga vai levar uma eternidade para tirar tudo isso – reclamei passando a mão no cabelo.

- Eu devo ter pena até no... – a Fer rateou se chacoalhando.

- Bem dessa – a Gena disse balançando a cabeça.

- Lacey só por curiosidade, a onde é que você acordou? Por que você acordou todo o mundo e ninguém viu da onde você saiu – a Leana perguntou.

- Atrás do sofá – ela ficou vermelha.

Caímos na gargalhada.

Ficamos dando risadas lembrando no que tinha acontecido na noite anterior, até que a capainha tocou. A Lena foi abrir.

- Nossa garota que cara é essa? – ouvimos Matt.

- Nem liga, a sua mulher esta pior – ela respondeu.

Ela voltou com os cincos meninos. Eles abriram uma boca enorme olhando para a sala.

- Que diabos aconteceu aqui? – o Johnny perguntou olhando em volta. Ele estava com um pacote esquisito embaixo do braço.

- Nada, só à noite do pijama – a Lacey disse indo receber ele com um beijo.

- Mas isso tá virado num galinheiro, tem pena para todo o lado! – o Zacky comentou abismado.

- Pois é, depenamos umas galinhas ontem – a Fer comentou.

- Não tínhamos nada para comer – a Gena disse entrando na brincadeira também.

- Sério? – o Arin perguntou assustado.

- É claro que não né? – a Val respondeu indo até o Matt também e a Michelle até a Syn – foi só a noite do pijama.

- Das camisolas vocês querem dizer – o Syn falou nos olhando.

Demos de ombros sorrindo.

- Foi divertido? – o Zacky perguntou abraçando a Gena.

- Foi sim, mas não fizemos muitas coisas, só guerras de travesseiros, brincamos de sete, catorze e vinte e um e depois eu não me lembro muito – a Gena contou

- Sete catorze e vinte e um? O que é isso? – o Syn perguntou.

- Ah! Um jogo que a Jessica ensinou para a gente – ela explicou.

- A Jéssica e suas manias – o Arin comentou.

Revirei os olhos.

- Vou trocar de roupas – a Leana falou – cadê as minhas roupas?

- Cadê as NOSSAS roupas? – a Val perguntou olhando para os lados.

- Até ontem estavam aqui – a Gena comentou.

- Olha... Se vocês não acharem nós não nos importamos que fiquem assim – o Zacky falou e os outros concordaram com a cabeça.

- Bom, eu me importo – a Fer retrucou procurando atrás dos moveis.

Fomos achar todas as roupas atrás do sofá. A Lacey tinha feito de cama. Trocamos de roupa e fomos para a cozinha preparar alguma coisa pra comer, mas chegamos lá ela já estava ocupada pelos os meninos.

- O que vocês estão fazendo? – a Leana perguntou, mas com um tom tipo “saiam da minha cozinha antes que quebram alguma coisa”.

- Nós vamos fazer o almoço pra vocês – o Johnny falou mexendo na sacola que ele trouxe e tirando um pacote de arroz.

Olhei para a Fernanda e ela fez uma cara de “que merda é essa?”

— Eu não sei se é uma boa idéia – a Leana continuou.

- Relaxa! Nós sabemos o que estamos fazendo – o Zacky falou.

- Isso é arroz? – a Fer perguntou.

- É, resolvemos fazer porque todo mundo gostou da vez que vocês fizeram. – o Matt falou.

- Arroz não é muito fácil de fazer até pra quem sabe – comentei. A Fernanda era um exemplo disso, até hoje nunca tinha acertado.

- Relaxa! Nós lemos a receita – o Arin disse.

- Vocês fizeram isso? – a Gena perguntou incrédula.

Os cincos confirmaram.

- Nossa! Como estão prendados esses nossos homens! – A Val falou.

Eles sorriram se gabando, é claro. Homem não pode receber um elogio.

Fomos arrumar a mesa já que eles estavam cuidando da comida.

Uma hora depois sentamos na mesa e esperamos eles trazerem o almoço.

PS: Nunca deixe cincos homens preparar a sua comida, pensando bem, nunca deixe homem nenhum na cozinha, só da merda, porque o resultado do nosso almoço foi: uma travessa de macarrão “Unidos venceremos”, uma carne de panela “daqui não saio, daqui ninguém me tira” e um arroz “a união faz a força”. Sem contar que tinha alguma coisa queimada, porque tava um cheiro horrível, devia ter uma crosta grudada embaixo de alguma panela.

E eles ainda estavam com umas caras contente, achando que tinha feitos uma manjar dos deuses.

A única coisa boa, bom, pelo menos parecia, era a salada de tomate. A Gena se serviu da maçaroca de macarrão com uma careta.

- Fernanda coloca uma fatia de arroz pra mim? – estendi o meu prato mal conseguindo manter o tom sério.

- Grande ou pequena? – perguntou segurando o riso.

- Pequena é melhor não arriscar.

- Fatia de arroz? É assim que vocês chamam no Brasil? – o Johnny perguntou.

- Não, é uma piadinha interna de família – respondi. E era mesmo, a Fer já tinha feito um arroz em fatia, ela era zoada até hoje por isso.

Era melhor não zoar, eles estavam tão felizes e eu não queria magoar nenhum deles e eu acho que as meninas pensaram mesma coisa, porque começaram a empurrar comida a goela a baixo.

A salada estava mais azeda que o rio “so limões”.

- Passa o suco! – a Michelle pediu para o Matt depois que provou a carne.

Ela tomou um gole e fez uma careta.

- Leana acabou a açúcar na sua casa? – perguntou.

- Pelo o que eu me lembre não – respondeu pensativa.

- Droga! Esqueci de adoçar – o Zacky disse pegando a jarra e indo para a cozinha – desculpa meninas! – ele disse quando voltou – e aí estão gostando da nossa comida?

“Pergunta errada”.

Não respondemos de imediato, mas balançamos a cabeça concordando.

- Uma delícia! — a Lacey respondeu.

Ainda bem que eu tinha pegado pouco arroz, porque não estava descendo mais, tava horrível, nem o meu irmão cozinhava tão mal assim.

O pior era que eu estava morrendo de fome e ia ter que esperar chegar em casa para comer algo.

- Vocês deveriam fazer um curso de culinária – a Leana comentou – Aprimorar as técnicas é bom – tentando não ser irônica.

Ainda bem que eles já tinham uma profissão, porque se dependessem de cozinhar para sobreviver, eles estavam perdidos.

- Não precisa, nós não vamos fazer isso sempre, para vocês não ficarem mal acostumadas — o Johnny respondeu.

“Graças a Deus”.

Comemos algumas coisas escondidas depois, quando eles não estavam vendo.

O Zac e a Gena nos levaram até em casa, eles iam dormir na casa de “ensaio”.

Não chegamos vê eles no domingo, porque tinham show na outra cidade. A Leana apareceu lá em casa e acabamos indo ao Shopping fazer compras.

Segunda-feira foi o pior dia de dança que eu já tive ali. Descobri que ia dançar uma música inteira com a Jeniffer no meu lado.

O Nilson deixou a gente no canto da sala ensaiando enquanto foi ajudara Jully a passar o restante da coreografia para o reto do grupo, porque era uma pouco diferente da nossa.

- Você está errando! – ela disse.

Franzi a sobrancelhas, realmente não estávamos fazendo os passos juntas e tinha alguma coisa errada.

- Vamos de novo então, pra eu ver – Eu não era tão orgulhosa nesse ponto para não reconhecer que eu podia estar errando.

Dançamos de novo e achei o erro.

- Ou eu to um passo na frente, ou você esta um passo atrás, depois que levantamos do chão, cada uma está entrando com um passo diferente.

- Você que deve estar errando! – ela acusou.

- Pode ser! – respondi pensativa – mas você também pode.

- Eu nunca erro! – ela falou arrogante.

- Sério? E como é ter essa sensação? – perguntei levantando a sobrancelha num tom irônico.

- Meninas, eu estava observando de longe... – o Nilson atrapalhou a resposta dela – vocês não estão fazendo a coreografia igual, Jeny você estar entrando atrasada no começo e na hora que levanta também.

Eu não tinha percebido que ela tinha errado no começo. Mas não deixei de lançar um sorrisinho tipo “viu?”.

- Vamos de novo para eu ver – ele falou batendo palma.

Dançamos tudo de novo.

- Realmente Jeny, tente levantar no mesmo passo que a Jessica, com a perna esquerda pronta já para rodopiar.

Ela concordou mal humorada.

Ele nos deixou e foi falar com a Jully.

- Você deve estar adorando isso né? – perguntou cruzando os braços.

- Sabe que não? Isso não é uma coisa que me diverte – respondi dando de ombro – mas vê você mesmo se fudendo até que é divertido – provoquei – agora vamos de novo que você tem que aprender o passo.

- Eu já sei! – rateou.

- Mas tá errando! – retruquei – de novo – repeti.

Duas vezes e ela já pegou o passo.

Quando terminamos alguém me abraçou por trás. Senti o perfume do Victor.

- Oi morena! Não tive tempo de te ver mais de perto hoje – ele disse na minha orelha.

- Eu estou livre agora! — falei me virando e passando os braços em volta do pescoço dele.

- Eu também! – e me beijou.

- Jully pode namoro na sala? – eu nem preciso falar que foi né?

Me separei revirando os olhos.

- Gente vocês não são mais crianças né? Aqui não é uma escola, contanto que não comecem a tirar a roupa, por mim tudo bem. – a Jully respondeu.

Ela me lançou um olhar enfezado.

- Perdeu a chance de ficar quieta! – provoquei beijando ele de novo.

- Jeny e Jessica venham aqui. Vamos passar a coreografia de novo que agora eu quero vê – a Jully nos chamou.

E lá fomos nós mais uma vez. Depois juntamos com o resto da turma e quando eles ficaram satisfeitos, fomos liberados.

- Vai fazer alguma coisa amanhã? – a May perguntou quando estávamos indo para o estacionamento.

- Bom, eu venho dançar – falei com um sorrisinho malandro.

Ela revirou os olhos.

- Podemos almoçar juntos amanhã, nós cincos!

- Só nós cincos não, pode levar a sua amiga Jessica que eu quero conhecer ela – o Christian falou esfregando as mãos. A Sophia fez uma careta. Eu acho que ela gostava dele.

- Ela vai de qualquer maneira, quando souber que eu não vou almoçar em casa, ela vai quer ir juntou – contei. Mas eu duvidei que ele conseguisse alguma coisa com a Fernanda, ele não chega nem perto do tipo de garoto eu ela gosta, sem bem que, a Fer sempre me surpreendia.

- A onde? – o Victor perguntou para a May

- No Victishin!

- Eu não sei a onde fica isso! – falei.

- Passa lá em casa pra me pegar, que eu vou com você – a May respondeu.

Levantei a sobrancelhas.

- Isso, se você quiser – ela disse envergonhada ficando vermelha.

- To brincando May, claro que eu passo! – falei revirando os olhos.

- Meio dia? – a Sophia perguntou.

- Fechou! – o Christian disse animado – até amanhã.

- Tchau! – respondemos.

Cheguei em casa a Fer já estava saindo.

- Tá atrasada! – rateou.

- Pois é. A aula demorou um pouco hoje

- Porque não saiu antes? – perguntou brava.

- Aff! Por que eu iria sair antes? Não tem nada pra eu fazer em casa – falei – Fernanda está tudo bem? – Ela estava mais estressada do que o normal.

- É claro que tá. Porque não estaria?

Levantei as mãos para cima.

- Por nada, boa aula! – falei subindo as escadas. Se eu ficasse ali íamos acabar brigando. Devia ser TPM de novo.

Tomei um banho e desci para jantar. A Fer não tinha feito janta aposto que era pelo o mau humor que ela se encontrava. Acabei fazendo miojo. Fui para a sala assistir um pouco, na verdade eu me divertir com a Píchi e o Whisp. O gato subia em cima do sofá e quando ela passava ele pulava em cima, era cada “Caim”. Teve uma hora que a cachorra se enfezou, catou o gato pelo o rabo e saiu arrastando pela a sala enquanto ele berrava. Estava nesse divertimento quando escutei a porta da frente abrir e bater com força. Uma Fernanda furiosa apareceu na sala chutando a mochila, ela se jogou no sofá.

- O que você está fazendo em casa essa hora? – perguntei. Ainda faltavam duas horas e meia para ela chegar.

- Fui suspensa da faculdade por quatros dias – falou com os dentes trincados.

- Por quê? – perguntei com delicadeza, o terreno estava perigoso.

- Dei um soco na cara de um menino.

Segurei um sorriso.

- Mas por quê? — repeti.

- Ele perguntou se os meus peitos são verdadeiros ou silicone.

- E você bateu nele só por isso? – perguntei incrédula.

- Não, eu bati quando ele não acreditou e quis pegar para ver se eram verdadeiros.

Não agüentei, dei uma gargalhada.

- Não tem graça! – falou jogando uma almofada em mim.

- Tem sim! – confirmei rindo.

- Aff! Agora eu vou ficar o dia sem ter nada pra fazer, não vou agüentar isso – falou com as mãos na cabeça.

- À noite eu to aqui.

- Grande consolo, à noite eu durmo

- E de manhã também, então você só vai ficar sozinha à tarde. Falando nisso – falei rápido porque ela já ia me xingar – nós vamos almoçar junto amanhã, quer vir também?.

- Nós quem?

- Eu o Victor, a May, a Sophia e o Christian.

- Pode ser. Tem algum gatinho?

- Tem, mas já é meu – respondi.

Ela revirou os olhos.

Ficamos assistindo um pouco enquanto os nossos bichos se pegavam. Depois fomos dormir.

Fomos com o carro dela para o restaurante, mas antes passamos para pegara a May.

- Eu já disse que amo esse carro? – Ela perguntou assim que entrou no carro. Ela ainda não tinha visto a Gallardo da Fer.

- Não! – respondi.

- Então, eu amo esse carro.

- Gosta de carros? – a Fer perguntou. Tinha sido a palavra “chave”.

- Adoro! Vocês também né? Uma Gallardo, uma Murcielago e uma X6.

Esse foi o assunto até o restaurante.

O almoço foi normal. O Christian tentou alguma coisa com a Fernanda sem muito sucesso. Tirando isso não teve nada de divertido.

— Não me esquece! – falei quando ela deixou eu e a May na dança.

- Tá se eu não esquecer eu lembro.

- Aff Fer! Melhora essas piadinhas – reclamei.

Ela fez uma careta e arrancou.

A aula foi puxada, ensaiamos a mesma música de ontem, o Nilson mudou um porrada de coisas e só nos liberou quando ficou satisfeito. Eu estava cansada, não via à hora de ir para casa. Chegamos no estacionamento a Fer não estava lá. Já comecei a xingar.

Peguei o meu celular para ligar, mas tinha uma mensagem dela.

“Não vou poder te buscar, não fique brava. Bjos”.

- Filha da mãe! – exclamei.

- O que foi? – o Victor perguntou curioso.

- A Fer não vem me buscar.

- Por quê? – a May perguntou.

- Não sei – gemi.

- Eu estou de carro hoje, eu levo vocês – a Sophia ofereceu.

- Valeu Sophia, salvou minha vida, eu não sei como voltar para casa daqui sem carro – falei.

O Victor revirou os olhos.

- O que foi? – perguntei.

- Eu levaria você se fosse o caso. Acha mesmo que eu ia deixar você ir a pé ou sei lá do quê? – perguntou.

- Mas eu não tinha chegado a pensar nessa possibilidade – dei de ombro.

- Gente eu preciso estar em casa antes das seis – a May nos apresou.

- Vamos então – a Sophia disse pegando as chaves.

- Tchau! – falei dando um beijo no Victor e um no rosto do Christian.

Ela me deixou na frente de casa. Abri a porta já gritando.

- FERNANDA! – gritei batendo a porta.

- Aqui em cima! – respondeu. Mas a voz estava meio baixa. Deduzi que ela estava no 3° andar no salão de festas.

Subi até lá e tive o maior estado de pânico da minha vida. A pista de dança agora era um tatame.

- Ah não! – gemi.

- Estava esperando você – ela disse estralando os dedos.

- Fer o que você fez? – perguntei desolada.

- Eu to cansada de ficar sozinha, então voltei a fazer Kung Fu, vou fazer todas as tardes, começo depois de amanhã – ela disse vindo na minha direção.

- Não comece que eu não estou muito boa hoje – falei brava. Sabendo muito bem o que era queria.

Você acha que ela me escutou? Claro que não. Ela me catou pelo a camisa e me jogou no chão e já tentou imobilizar o me braço.

- Mas nem fudendo! – rateei segurando a minha mão com a outra para ela não terminar de imobilizar. Empurrei ela, rolei para o lado e levantei. Ela franziu as sobrancelhas.

- Eu me lembro tá? – justifiquei a minha evasiva rápida.

Ela veio de novo com um chute na altura do ombro. Cai na abertura para desviar do chute.

- E vamos combinar, eu sou muito mais alongada que você – provoquei enquanto me apoiava nas mãos e girando as pernas passando uma rasteira. Ela caiu e eu já subi em cima tentando imobilizar. Mas parece que era isso que ela queria, pegou o meu braço e girou para o lado, o negócio foi tão rápido que eu fiquei sem fôlego. Quatros segundos depois eu estava imobilizada.

- Chega! – gritei.

- Eu só to começando – falou me dando outros tipos de imobilização.

Também não me mexi mais. Queria vê até aonde ela ia sem eu cooperar. Ela subiu em cima da minha barriga e prendeu os meus braços com os joelhos. E começou a me dar tapas na cara. Tá eram leves, mas eu odiei.

- Reage Jessica! – falou sorrindo me dando mais um tapa.

Levantei as minhas pernas e enrosquei no pescoço dela e puxei de volta para o chão.

- Filha da... — falou enquanto cai para trás.

Rolei para o lado e levantei.

- Chega Fer! Já deu. – falei.

- Só mais um pouquinho.

- Não!

- Sim! – e começou a vir na minha direção de novo.

Pra que discutir se tem um jeito mais pratico? Sentei no chão e esperei ela chegar.

- Fala Sério Jessica! Parece que tá morrendo – rateou sentando no meu lado.

- Mas eu to, a aula foi puxada hoje e ainda chego em casa e querem me matar.

Ela revirou os olhos.

- Vou para o meu quarto – sai engatinhando. A desgraça ainda tentou me puxar pelo calcanhar.

- Vai se fuder Fer! — xinguei terminando de levantar.

Tomei um banho e cai na cama, nem desci para comer, tava muito cansada.

No outro dia não tinha dança, era feriado não sei do que. Perto das onze o meu celular tocou, era o Zacky.

- Oi garota! Tudo bem? – perguntou animado.

- Oie, Tudo!

- A Lacey tá convidando para almoçar na casa dela, estão a fim?

- Claro! – Já estava com saudades deles.

- Beleza daqui a meia hora eu passo para pegar vocês.

- Tudo bem.

- Tchau! – e desligou

- Quem era? – a curiosa perguntou.

- O Zac chamando a gente para ir almoçar na casa da Lacey.

- Quem vai fazer o almoço? – perguntou desconfiada.

- Não perguntei. — respondi

- Porque se forem os meninos de novo, eu não vou. – rateou.

-Mas eu acho que não são eles — falei pensativa.

- Eu espero. – disse.

Notas finais
E ai?? gostaram?
mereço reviews???