The Perfection Of Paradise

4 Capítulo 4 - Nem Tudo Oque É Bom Dura Muito


Notas iniciais
Hey Lovers... kkkkk

Como estão???

Nem demoramos muito... Graças aos Céus minha Sis teve uma linda luz em sua cabeça, e a inspiração veio!
kkkkkk

Enfim, nos vemos nas notas finais!

“Lutar pelo amor é bom, mas alcança-lo sem luta é melhor.”

William Shakespeare



Acordei em um salto e sentei na cama. O que diabos eu havia feito? E que merda de dor de cabeça, era aquela?



Passei rapidamente um olhar por meu corpo, para perceber a real situação em que eu estava. Grande parte do meu dorso estava coberto por um lençol de seda, mas minhas pernas estavam nuas, mostrando na verdade mais do que deveria. Toquei minha cabeça, enquanto praguejava em silêncio.

Uma pesada respiração denunciou que eu não estava sozinha ali. Bem ao meu lado, um homem bastante alto com cabelos castanhos, dormia passivamente. Era minha deixa para ir embora. Mal me movi na cama, quando senti seu braço pesado me puxando para mais perto. Sem outra alternativa, deixei meu corpo cair e prendi minha respiração. Como que diabos, eu iria sair dali?

Ele se acomodou ainda mais para perto e então resolvi fechar meus olhos. Se ele pensasse que eu estaria dormindo, seria mais fácil para despista-lo. Segundos agonizantes se passaram, até que finalmente ele pareceu relaxar em sua postura. Seu braço transpassava a altura de meus seios por cima do lençol, e ele respirava de uma forma tranquila. Abri meus olhos.

Com cuidado excessivo, fui empurrando meus quadris para fora da enorme cama, com medo de acorda-lo. Quando finalmente cai no cão de joelhos, respirei aliviada.



Peguei rapidamente minhas roupas do chão e as vesti, minimizando ao máximo qualquer barulho que pudesse ser feito. Com ajuda de um elástico que ainda estava no meu pulso, amarrei meu cabelo castanho e volumoso em um coque alto e em seguida, calcei meus sapatos. Decidindo não resistir à tentação de ver meu retrato no espelho antes de sair, caminhei até o banheiro.



Meu rosto estava um verdadeiro caos, mas a pior parte, sem dúvida alguma, era meu cabelo.



–Que merda completa. – Murmurei e logo me estapeei mentalmente por ter pensado alto. Eu não poderia correr o risco de acordar o homem no quarto, ou teria que lidar com explicações que eu estava evitando. Aquilo havia sido um verdadeiro erro.

Mal sai do banheiro e peguei minha bolsa, quando trombei em um parede sólida bem de frente a porta. Ergui meu olhar e engoli seco. Era o homem que a minutos atrás, estava dormindo quieto na cama.

–Hey, oi. – Forcei um sorriso, tentando não parecer realmente desesperada. –Eu estava, hum. – Pausei sem saber ao certo como explicar a ele, minha fuga repentina.

–Fugindo pela soleira sem nem me acordar. – O homem alto ergueu uma sobrancelha perfeita para mim.

–Não é o que parece – Pausei tentando me recordar o nome dele, mas minha cabeça latejante protestou. A última coisa que lembrava, eram de alguns copos de vodca a mais em minha conta do bar. –Camarada. – Resumi por fim.

–Meu nome é Dimitri. – Senti uma leve atenuação em sua voz. Claramente ele não estava engolindo de nada, o que eu estava falando.

–Dimitri – Juntei minhas mãos de forma tão rápida, que meus dedos instalaram. – Eu só queria que me desse licença agora, pois estou muito atrasada para um compromisso.

Fui em direção à porta, mas ele a cobriu com seu corpo perfeito. Agradeci mentalmente por ele ter encontrado suas calças, ou eu teria sérios problemas de concentração. Seu corpo era lindo e escultural, onde qualquer mulher em sã consciência ou não, gostaria de se perder.

E pra ajudar, você se esqueceu de tudo. – Falei alto demais para mim mesma, recebendo um olhar curioso de Dimitri.

–O que você disse? – Ele perguntou.

–Nada camarada. Nada – Fiz um gesto com minhas mãos em negação.

–Me chamo Dimitri – Ele cerrou um pouco seus dentes, virando seus olhos impacientes.

–Que seja – Fiz um gesto similar ao dele, novamente tentando passar, mas ele entrou novamente na minha frente. – Hey, qual seu problema?

–Eu acho que precisamos conversar. – Dimitri cruzou seus braços defensivamente em seu peito nu, e me encarou com expectativa. Sua expressão nada amigável. –Primeiramente, eu gostaria que tomasse café comigo, para esclarecermos algumas coisas.

–Eu não tenho fome. – Repeli de imediato. Era uma mentira, mas eu não gostaria de lidar com o que poderia vir a seguir.

–Mentirosa – Dimitri bocejou e eu me perguntei por que diabos ele estava me enfrentando daquela forma.

–Eu só quero ir embora Okay? – Toquei seu braço e prontamente me arrependi. Uma corrente elétrica passou por nós, fazendo minha garganta secar –Está bem eu vou te ouvir, mas não posso demorar a voltar para casa, ou minha amiga vai ficar preocupada.

–Pegue isso – Dimitri retirou do bolso um pequeno aparelho prateado e me entregou. Novamente me senti intrigada sobre quando mesmo, ele havia conseguido coloca-lo ali.

Sem mais alternativas, peguei o telefone contra gosto e liguei para Lissa. Ela atendeu no segundo toque.


–Alô?

–Liss, sou eu. – Desviei meu olhar do dele, atento.

–Onde você está? Ainda com o gostosão Russo? – Percebi que ela havia rido do outro lado da linha.


–Tecnicamente – respondi sem mais delongas, com medo que ele estivesse ouvindo os gritos histéricos de minha melhor amiga.

–Me conte tudo! – Ela se empolgou ainda mais e foi ai, que percebi que teria que corta-la.

–Lissa quando eu voltar, te conto tudo. – A interrompi. – Só liguei para avisar que está tudo bem. Beijos.

Sem esperar por uma resposta dela, desliguei o aparelho e o entreguei para Dimitri.


Quando ele percebeu que eu não iria tentar mais fugir, pareceu relaxar um pouco em sua postura. Dimitri foi em direção a um armário grande de frente a cama e então, retirou de lá uma camiseta azul escura que logo vestiu.


Eu o aguardei sentada na cama, impaciente, enquanto ele demorava no banheiro escovando os dentes e arrumando o cabelo.



–Vamos tomar café? – Ele sugeriu aparecendo na soleira da porta. Ele tinha seu cabelo preso em um curto rabo de cavalo e parecia estranhamente, relaxado.


–Se não temos outra opção. – Forcei um sorriso, o seguindo de perto.

Descemos pelo estreito elevador em silêncio. Minha bolsa estava fortemente pressionada contra meu corpo e de tempos em tempos, meus olhos cruzavam com os de Dimitri, mas se não era eu que os desviava, ele o fazia.

Quando finalmente alcançamos um salão que parecia ser onde serviam as refeições, eu respirei aliviada. Dimitri nos guiou até uma mesa bem perto das grandes portas de vidro, que estavam localizadas de frente para o mar. Era uma linda manhã ensolarada e quente.

–O que gostaria de comer? – Ele perguntou sem realmente me olhar. Seus olhos castanhos e profundos estavam no cardápio bem a sua frente.

–Um suco de laranja. – Cruzei minhas pernas na cadeira e lancei meu olhar para fora do salão, onde algumas crianças brincavam com um cachorro grande e peludo. Imediatamente me recordei de Ozzy – Meu cachorro deve estar sentindo minha falta. – Murmurei sem prestar a atenção que eu não estava sozinha.

–Você tem um cachorro? -Ele perguntou virando pela primeira vez para me fitar.

–Sim, um Golden. – O fitei de forma rápida. – Ele veio comigo.

–Então está de passagem. – Ele deduziu com um curto sorriso no rosto.

–É o que parece. – Conclui de mal humor.

–Por que sempre está na defensiva? – Dimitri sugeriu, fechando o cardápio em um golpe seco.

–Por que sempre me faz perguntas que eu não quero responder? – O desafiei, cerrando um pouco meus olhos.

Dessa vez ele limitou-se a me fitar com os olhos pouco cerrados. Um longo minuto de silêncio de fez, até que uma garçonete apareceu e tomou nossos pedidos.

–Então. – Dimitri cruzou suas mãos na mesa, se apoiando mais na mesa. – Eu acho que temos que conversar.

–Se for sobre a noite passada, eu já adianto que foi um erro. – Cruzei meus braços no peito em modo defensivo.

Dimitri ia protestar, quando a garçonete voltou com nossos pedidos. Wow, ela era rápida.

Temendo que ele fosse começar com algum tipo de conversa estranha, o interrompi novamente.

–E de qualquer forma eu não me lembro de nada. – Era uma mentira, mas não totalmente. Minha memória tinha alguns lapsos do que havia acontecido na noite anterior, mas nada significativo. E o pior, nada que ultrapassasse a parte em que estávamos rindo um da história triste do outro, e ingerindo álcool. Grande porcaria.

–Eu também não me recordo grande coisa. – Dimitri disse dando um gole em seu café aparentemente bastante quente.

–Ótimo. – Finalizei por ele. – Dessa forma, eu acho que já posso ir embora. – Bebi em um único gole o resto do meu suco fresco e levantei da mesa às pressas.

–Rose? Rose? – Dimitri me chamou, mas neguei-me a virar para trás. Que grande merda eu havia feito?

Notas finais
Eu sei que vocês querem nos matar... Mas espero que não o façam... kkkk

Bem, eu quero muito muito saber o que estão achando dessa nova versão de Paradise... Estamos com algumas idéias, mas queria que vocês me dissessem o que querem que aconteça... Ou o que imaginam para o meio e o final da fic, ok?

Estarei esperando pelos reviews e prometo que eu mesma responderei a eles e aos antigos.

Amo vcs!

Beijos

Kah Belikov