Perdi a conta de quanto tempo permanecemos dançando. Logo Eddie, Mia e também Sidney, se aproximaram de nós. Eu ainda continuava com minha dieta de água e refrigerante e isso, resultou em um sorriso satisfeito de Dimitri. Por volta das três e meia da manhã, meus pés estavam me matando.

\\n\\n

-Esta tudo bem? – Dimitri se aproximou, segurando minha garrafa de água com uma mão.

\\n\\n

Apoiei uma mão na bancada e movi meu pé dolorido.

\\n\\n

-Estou com dor nos pés. – Resmunguei fazendo uma careta. – Na verdade, eu posso falar com toda a certeza, que eles estão inchados.

\\n\\n

Dimitri avaliou rapidamente minha postura e sem aviso, depositou a garrafa na bancada e seguiu pra mim.

\\n\\n

-Hey camarada, o que está pensando? – Olhei para ambos os lados, notando que várias pessoas já tinham ido embora. Agora a música era um pouco mais baixa e também, se via alguns grupos conversando na pista.

\\n\\n

-Você está com dor. Eu posso te levar até o carro. – Ele se agachou mais uma vez e eu protestei.

\\n\\n

-Não precisa. – Respondi entredentes. – Eu posso perfeitamente caminhar. Só preciso de um segundo.

\\n\\n

Respirando fundo, voltei a calçar o sapato e amaldiçoei por ter vindo com saltos tão altos. Eu estava prestes a dar um passo, quando Sidney apareceu na nossa frente.

\\n\\n

-Rose, está tudo bem? – Ela olhou para os meus pés e eu sorri. Sua maquiagem ainda estava perfeita, mas havia ausência de batom.

\\n\\n

-Estou com dor nos pés. – Dei de ombros.

\\n\\n

-Eu tenho chinelos no carro. Quer? – Notei que bem atrás dela, estava o homem múmia. Suas mãos estravam entrelaçadas atrás de seu corpo e seus lábios assim com os de Sid, estavam levemente avermelhados.

\\n\\n

-Eu adoraria. – Voltei a me apoiar na bancada, ignorando a vontade de rir.

\\n\\n

-Já volto então. – Sydney seguiu para fora com seu acompanhante e Dimitri, sentou ao meu lado, em um banco.

\\n\\n

-Sente-se aqui. – Ele sugeriu, puxando outro banco para mim.

\\n\\n

-Está bem. – Com ajuda de sua mão, subi no banco e comecei a bancar meus pés.

\\n\\n

-Deus, faz tanto tempo que não faço isso, que até esqueci. – Ri seu humor, olhando ao redor. Eddie estava rindo de alguma piada, que um de seus amigos ao redor contava. Mia ao seu lado, tinha o braço apoiado no dele. Sim, realmente eles eram um lindo casal.

\\n\\n

Dimitri pareceu seguir meu olhar e logo completou:

\\n\\n

-Na verdade, eu também não. É a primeira vez que venho a um lugar desses. –Sua voz era serena.

\\n\\n

Sua sinceridade me fez fita-lo.

\\n\\n

-Está falando sério? Nunca veio a uma boate?

\\n\\n

-Como eu disse, os aniversários de onde eu venho são bastante diferentes disso. – Ele franziu o cenho. – E também, tem a parte que namorei basicamente todo o tempo, desde que cheguei aos EUA.

\\n\\n

-Ah, você é dono de uma Faculdade, verdade? – Me recordei brevemente de nossa conversa ainda na casa de sua irmã.

\\n\\n

-Sim. Na verdade eu não sei o que fazer a respeito disso ainda. – Dimitri mexeu seus próprios pés no banco, embora com mínimo esforço ele pudesse tocar o chão, graças a sua altura.

\\n\\n

-Você foi pra Rússia para pensar melhor? – O instiguei, voltando totalmente meu corpo para ele. Dimitri também se virou.

\\n\\n

-Na verdade eu fui para Rússia também por esse motivo. – Ele desviou os olhos, para um ponto na bancada. – Mas em grande parte, foi para colocar a cabeça no lugar. – Ele suspirou. – Muita coisa aconteceu e eu precisei de um tempo.

\\n\\n

-Sua mãe deve ter gostado da visita – Algumas pessoas passaram por nós gargalhando, mas não me importei. Eu estava absorta em nossa conversa.

\\n\\n

Ele então sorriu. Não era um meio sorriso ao qual eu estava acostumada. Dimitri abriu um amplo sorriso, mostrando todos os seus perfeitos dentes na luz escassa. Mesmo que não o estivesse fitando diretamente nos olhos, eu senti o calor que ele transmitia. Claramente, ele era devoto de sua família. Precisei me recordar de como era respirar.

\\n\\n

-Minha mãe quase surtou quando me viu na sua porta. – Ele me fitou e eu notei suas bochechas levemente avermelhadas. – Eu fiquei por muito tempo longe dela e longe de minhas outras irmãs.

\\n\\n

-Eu imagino. – Foi à única coisa que consegui sussurrar.

\\n\\n

O silêncio pairou entre nós e quando ele estava prestes a falar algo, Sidney voltou com seu acompanhante.

\\n\\n

-Pronto. – ela lançou o par de chinelos bem na minha frente. Baixei o olhar e logo desci do banco para calca-los.

\\n\\n

-Obrigada Sid. – Sorri. – Eu realmente preciso coloca-los para cima agora. – Franzi o cenho, observando as duas bolas que agora eram meus pés.

\\n\\n

-Ah não. – Sidney protestou. – Mark acabou de me convidar para irmos a um restaurante japonês. Vamos, vai? – Ela fez beicinho e eu não consegui evitar rir.

\\n\\n

-Eddie vai? – Perguntei, lançando um breve olhar a Dimitri, que parecia atento.

\\n\\n

-Vou falar com ele. – Ela se apressou a ir ao encontro de nosso amigo.

\\n\\n

Dimitri se aproximou, descendo de seu próprio banco.

\\n\\n

-Você tem mesmo certeza que vamos vestidos assim? – Dimitri olhou sua própria fantasia e eu ri, tocando seu peito.

\\n\\n

-Não é nada demais, camarada. Não é nada demais. – Pisquei para ele, seguindo na mesma direção que Sidney.

\\n\\n

Não demoramos a sair. Eddie e Mia aceitaram nosso convite e então, seguimos as seis pessoas para o restaurante vinte e quatro horas, que não estava muito longe da festa de Eddie. Com Dimitri dirigindo, pude aproveitar os minutos que me restavam, para poder descansar. Como se ele se desse conta de meus pensamentos, foi bastante devagar em todo o processo.

\\n\\n

Assim que descemos do carro, os quatro já estavam lá dentro nos aguardando. Graças ao horário, o lugar não estava com muito movimento, o que facilitou e muito, nossa entrada usando fantasia.

\\n\\n

Sentamos a mesa e Dimitri me passou o cardápio, antes de ir ao banheiro.

\\n\\n

-Eu quero dois temakis de salmão e um pouco desses camarõezinhos aqui. – Apontei para a fotografia do cardápio e a garçonete prontamente anotou. — Para ter certeza de que não pediria mais nada, folheei novamente o cardápio, foi quando escutei um pigarreio.

\\n\\n

Prontamente ergui meu olhar do cardápio e percebi que Sidney e Mia estavam fazendo algum tipo de sinal pra mim. Franzindo o cenho, baixei um pouco o cardápio e ambas, começaram a fazer movimentos estranhos com as mãos.

\\n\\n

-Vocês estão com dor de barriga? – Perguntei suavemente e Sidney ficou vermelha. Ou melhor, ficou roxa.

\\n\\n

Prestes a perguntar o que estava acontecendo, passei meus olhos distraidamente na direção por onde Dimitri havia saído e então, percebi o motivo de tanta agitação.

\\n\\n

Dimitri estava vermelho igual a um tomate maduro, claramente desconfortável perto da parede do banheiro, enquanto a garçonete o sondava com segundas ou terceiras intenções. Seu corpo estava debruçado pra frente, exibindo um par de peitos falsos. Cerrei meus olhos.

\\n\\n

-Eu acho melhor você ir resolver isso. – Foi à voz de Mia a minha frente.

\\n\\n

-Eu não tenho nada para resolver. – Respirando fundo, tentei voltar minha atenção ao cardápio, mas era impossível. Meu sangue parecia fervente mesmo que eu não entendesse o porquê.

\\n\\n

Eddie bebeu de copo com refrigerante, enquanto pronunciava serenamente. -Ah então você não está se importando mesmo, se Dimitri for pra cama com esse tipo.

\\n\\n

Levantei meus olhos na direção dos seus, cerrando meus lábios em uma linha fina.

\\n\\n

-Ele não se rebaixaria a tanto. – Mal reconheci minha voz quando a pronunciei. Clareei a garganta. – De qualquer forma, não temos nada.

\\n\\n

Olhando Dimitri assim de perfil, não era incomum que ele realmente chamasse a atenção, mesmo dentro daquela fantasia colorida. Seu cabelo castanho tinha uma mecha caída para frente, mas que ele logo tratou de colocar atrás da orelha, enquanto respondia algo que a mulher oferecida havia perguntado. Seu rosto ainda estava coberto em tom escarlate, mas ele parecia sorrir.

\\n\\n

Uma parte bem mesquinha dentro de mim estava sussurrando sem parar, que aquele meu gesto era bastante suicida, mas eu não pude evitar. Espalmando ambas as mãos em cima da mesa, caminhei na direção dos dois, tentando ignorar ao máximo os olhares em minhas costas.

\\n\\n

-Eu acho que você esqueceu o meu pedido. – Cruzei meus braços no peito, enquanto encarava o sorriso desfeito da mulher e os olhos abertos de Dimitri.

\\n\\n

-Senhora eu. – Ela começou, mas logo o interrompi.

\\n\\n

-Não tenho interesse em desculpas, ainda mais quando estou com fome. -+ Meus olhos passaram dela para Dimitri. — Então se apresse em trazer minha comida ao invés, de ficar com conversa fiada com o pai do meu filho. – Minha voz era mais afiada do que deveria, e quando as palavras saíram, amaldiçoei severamente a mim mesma. O que eu estava pensando?

\\n\\n

Os olhos da mulher faiscaram em tamanha vergonha, enquanto os de Dimitri, eu tinha certeza estarem fixos em mim, mas fui covarde o suficiente, para desviar o olhar.

\\n\\n

Caminhando de volta a mesa, aguardei pelo pedido, enquanto rezava silenciosamente, para que ninguém tocasse naquele assunto. O silêncio pairou e eu, aproveitei para comer em paz.

Notas finais
Bom meninas, cá eu aqui de novo.
O caso é que fiquei muito feliz com a nova recomendação.

Então, aproveitei para postar outro capítulo. OBRIGADA VIU!!!

Bom ,sobre o capítulo.
O que vocês acharam da conversa entre o Dimitri e a Rose? Me pareceu bem tranquila né? E esse fim de festa? A Rose praticamente teve um surto hahahaha. Eu não a culpo, por que teria feito a mesma coisa, mesmo não tendo nada com o Dimitri.

Galera, aproveito para informa-las que o final da fic chegou pra mim. Todo mundo sabe que quando isso ocorre, estamos chegando ao final. Sim é triste, e eu também estou por isso, mas vou seguir com o planejado. MAS, ainda vão ter bastante partes interessantes e para vocês darem risada!

Então é isso, por favor comentem. Sei que agente anda demorando para responder a todos os reviews, mas lemos TODOS, sem exceção.

E ah, se alguem quiser recomendar e nos fazer felizes *-* dai quem sabe me animo para postar outro rsrrsrsrsrs

Ta, chega de chantagem. Lov U

Beijoss ♥