Notas iniciais
Ciao! Olá meninas! Sim, eu sumi! Sim, eu tenho uma ótima explicação! Depois eu conto hahaha Obrigada á todas que comentaram nos capítulos passados, amei as reações positivas ao nosso querido narrador da vez! Um beijo para cada uma de vocês, suas maravilhosas! E um beijo, cheiro e um abraço para Isi e Smoakxw que recomendaram a fic! Obrigada pela chance meninas, este capítulo é de vocês! ♥ Boa Leitura!

— A enfermeira disse que você não está comendo. Por quê? A comida não é tão ruim assim, e eles só estão servindo o que você gosta de comer. — eu disse depois de vários minutos em silêncio.

Kiera apenas cruzou os braços lentamente e encarou a TV ligada. Estava passando o jornal da manhã. Kiera odiava jornais de qualquer tipo que não viessem com uma capa cheia de fofocas. Tratamento de silêncio? Assim seja.

— Ahm, eu vou ver se os seus irmãos já chegaram... — disse Helena levantando do sofá com o celular em mãos.

Ela tinha grudado em mim como velcro desde que soube que eu já estava em casa e bem. Mamãe havia restringido as visitas apenas para a família e Tommy. Sem os Bertinelli. Foram lindos e pacíficos cinco dias, mas eles acabaram.

Kiera suspirou assim que a porta se fechou e virou o ursinho de pelúcia que Helena havia trazido para ela junto com flores desejando melhoras. Ela então se virou para mim e eu vi que ela estava entediada. Assim como eu fiquei.

— As enfermeiras me disseram que Felicity já está no quarto e está bem. Posso ir vê-la? — perguntou e eu assenti.

Até que demorou um pouco para ela pedir isso. Kylie vivia lá em cima junto com Donna. Thea visitava também junto com mamãe. Kellan nem pisava no corredor do quarto.

Me levantei da poltrona e fui até a cama. Afastei os cobertores e puxei suas pernas para o lado, sentando-a. Kiera se recusava á sair da cama mesmo sabendo que podia e precisava exercitar os músculos. Ela arrumou seu pijama hospitalar e colocou os pés no chão. Tomei cuidado com os fios de soro e medicamentos presos á sua veia, enquanto a segurava esperando suas pernas firmarem. Trouxe o suporte com o soro para perto e dirigi ambos, o suporte e Kiera, para a porta.

Abri a porta e a Dra. Snow nos viu e sorriu. Ela tinha encorajado Kiera á sair do quarto já fazia dois dias, mas minha filha nem se deu ao trabalho de ouvir á pobre doutora. Hoje era um avanço.

— Deixem-me adivinhar... Visitas á melhor babá do mundo? — perguntou e Kiera assentiu, sorrindo um pouco. Mais um avanço. — Okay. Acho que você vai ter que tirar uma certa pequenina de lá pelos cabelos se quiser ver Felicity.

Agora o sorriso foi maior, e contagioso.

Kylie foi a melhor enfermeira que o hospital já teve. E era exclusiva de Felicity. Ela e Kellan vinham para o hospital depois da escola e ficavam por aqui até o horário de visitar acabar, porém apenas minha caçula entrava no quarto. Kylie queria trazer Lily para ver Felicity também, mas por mais generosa e gentil que a Dra. Snow fosse, ela não permitiu.

Entramos no elevador e eu apertei o andar do quarto de Felicity. Kiera se apoiou em meu ombro e suspirou baixinho. Parecia ter se cansado depois da pequena caminhada.

— Está tudo bem? — perguntei e ela assentiu.

Nosso andar chegou e ela segurou em meu braço com força.

— Hey... Ela está viva. E bem. Não precisa ter medo. — eu disse encarando seus olhos azuis. Kylie me lembrava Sara fisicamente, mas a personalidade forte de Kiera era igual á da mãe. — Eu estou aqui com você. Okay?

— Okay.

Voltamos a caminhar e eu vi Slade acampado do lado de fora do quarto de Felicity com um café e um jornal. Era cômico vê-lo deste jeito.

— Garoto. Precisa de ajuda? — perguntou ele assim que me viu trazendo Kiera.

— Eu preciso que você vá para casa e fique com a sua mulher. — eu disse e ele fechou a cara. — Que por sinal está carregando um filho seu.

— Eu...

— Eu não tenho aulas de luta por nada, Slade. Não quero ver você ou o seu tapa-olho neste hospital até a amanhã. Damien já está lá embaixo junto com os outros e não tem mais nenhum paparazzi nos arredores. Vá. — eu disse e ele assentiu de má vontade, mas pegou seu café e seu jornal e foi embora.

— Foi engraçado. — comentou Kiera sorrindo abertamente. — Você dando bronca nele.

— Quer uma também? — perguntei e ela negou rapidamente.

Eu abri a porta do quarto de Felicity e Kiera trancou a respiração com a cena á sua frente. Eu já havia me acostumado depois de uma semana, mas ainda era desconcertante para dizer no mínimo.

Felicity estava deitada na cama, com um cateter no nariz, três fios conectados á sua veia, mas já tinha se livrado da sonda e da intubação. Eu sabia disso, porque tinha decorado seu prontuário em uma das madrugadas que fiquei aqui com Donna.

Tirando a palidez e os curativos em seu rosto. Ela não tinha mudado nada.

— Kay? — chamou Kiera e Kylie ergueu os olhos do chão.

Oh sim, Kylie havia montado seu espaço no quarto de Felicity que consistia em um tapete amarelo peludo e todas as revistas de colorir e lápis que a lojinha de presentes do hospital podia vender. Ao ver a irmã, Kylie se levantou e abraçou Kiera pela cintura levemente.

— O que me diz dela? — perguntou Kiera e Kylie deu ombros. — Okay.

Levei Kiera até a cama de Felicity e ela se sentou na beirada se apoiando no suporte do soro. Kylie voltou para os desenhos. E eu fiquei perto de todas elas.

— Lis... — sussurrou Kiera apertando a mão de Felicity.

Encontrei meu olhar com o de Kylie e estiquei minha mão em um pedido silencioso. Eu comecei a me comunicar muito melhor com Kylie, assim que notei o padrão de seu comportamento. Se ela estava com sono, coçava os olhos. Se ela estava com fome, mordia os lábios. Se ela queria chorar, abaixava a cabeça. Se ela queria ver Felicity, encarava qualquer um fixamente até a situação ficar desconfortável.

— Vamos deixar elas conversarem um pouco? — perguntei assim que ergui Kylie nos meus braços. Minha filha assentiu e abraçou meu pescoço. Parece que alguém estava cansada no final das contas. — Vamos dar uma voltinha.

— Hey. Você está péssima. Está parecendo a noiva do Chucky. — disse Kiera e eu sorri antes de deixar a porta entreaberta para caso alguma emergência. — Mas está bem. E isso é ótimo...

Saí com Kylie no corredor e depois de comer um cookie que uma enfermeira ofereceu, eu ninei ela em meus braços e o sono ganhou a batalha bem facilmente. E eu sei que como pai, não deveria trazer ela para cá todos os dias, mas Kylie tinha vários pesadelos á noite e quando não vinha ver Felicity, eram mais de um por noite e ninguém conseguia acalmar ela depois, nem mesmo eu ou Dinah. A matemática é simples.

— Eu já estava indo embora mesmo... Deixa que eu levo ela. — disse Thea aparecendo no corredor. Ela tinha ido até a cafeteria mais cedo por causa de algumas ligações sobre a nova filial da Verdant em Central City.

— Obrigado.

— Eu que agradeço, se para evitar fornecedores loucos querendo o meu sangue, eu tenho que colocar minha sobrinha na cama.... Eu faço com prazer. — disse Thea pegando Kylie de meus braços. — E mamãe estava querendo falar comigo. É o mesmo caminho.

Voltei para o quarto assim que as portas do elevador se fecharam e vi Kiera chorando, mas antes de entrar, eu apenas ouvi.

— Kellan é um babaca que não tem coragem de vir aqui por causa daquele dia da festa.— Kiera disse soluçando e respirando fundo. — A única parte boa disso tudo é que ele está agindo com um verdadeiro pai agora. Mas você tem que ver! E depois me dizer se é a hora certa para pedir que ele dance comigo no meu aniversário ou não. E você tem acordar á tempo para a festa! Tem que me ajudar escolher meu vestido!

Meu peito se comprimiu ao ver a cena.

Kiera estava do mesmo jeito quando Sara morreu. Sentada ao lado da loira no quarto branco, chorando e tentando acordar a mãe. A única diferença é que Kellan não estava por perto.

— Por favor, acorde. — sussurrou Kiera e o suporte de soro deslizou um pouco para longe.

Eu decidi entrar no quarto quando Kiera quase caiu da cama. Levei ela até a poltrona e me ajoelhei na sua frente. O rosto estava inchado e vermelho por causa do choro. O nariz escorria um pouco. Suas mãos estavam trêmulas. Ela estava bem por fora, mas não por dentro.

— É minha culpa. — Kiera sussurrou. — Se eu não tivesse caído, ela não estaria assim.

— Kiera.

— Não! É minha culpa. — falou novamente em um tom de voz mais alto.

Aquela impotência estava se esgueirando para dentro de mim novamente.

— Eu quero ir para o meu quarto. — disse depois de um tempo.

Secou as bochechas e tentou se levantar sozinha, o que a fez cambalear e quase cair se não fosse por mim. Assim como Kellan, eu não disse nada. Não havia nada para ser dito. Apenas a abracei e ela voltou a chorar. Ela não me empurrou, pelo contrário, me apertou com toda a força que tinha. Do mesmo jeito que havia feito quando acordou pela primeira vez desde o acidente. E colocou tudo para fora.

— Ela vai ficar bem. — eu disse beijando sua testa, enquanto ouvia e sentia seus soluços em meu peito. — Ela vai ficar bem.

— Mesmo?

— Mesmo. — prometi e fazendo um pequeno carinho em seu cabelo.

Olhei para Felicity e encarei seu rosto sereno.

— Ela tem que ficar bem.

—-

Caminhei lentamente desde o portão até a entrada de casa. A mansão estava quieta e apenas as luzes de fora estavam acesas. Estava tudo calmo. Eu até conseguia ouvir algumas cigarras e talvez uma coruja quebrando o silêncio. Olhei ao redor e perdi a conta de quantas árvores tinham por perto. As árvores sempre me acalmavam. Desde pequeno era assim.

Entrei para dentro de casa. Estava tudo calmo e silencioso.

— Oliver! Que bom que chegou! – disse Laurel no final das escadas com um olhar aliviado em seu rosto. – A Kylie se trancou no quarto da babá e não quer sair de lá...

— Como assim?

— Thea trouxe ela e ela se trancou no quarto da babá! Kellan e mamãe já tentaram tirar ela de lá, mas ela não saiu. – disse descendo alguns degraus.

— Eu vou falar com ela. — eu disse e caminhei até a cozinha já montando meu plano em mente. — E o nome da babá é Felicity, Laurel.

Peguei os cookies que Dinah sempre deixava na madrugada para mim. Um copo de leite e uma lata de chantily. Equipado de meu arsenal, eu voltei á subir as escadas e bati na porta de Felicity.

— Kay? — chamei e ouvi passos do outro lado. Eu sabia que ela estava na porta, me escutando. — Por que você não me deixa entrar e nós assistimos um pouco de Netflix? Eu trouxe cookies.

Nenhuma resposta ou movimento.

— Eu sei que é bem chato dormir sem ela, mas eu acabei de voltar do hospital e ela está melhorando bastante. Daqui a pouco ela acorda da soneca dela e vem dormir de conchinha com você. — eu disse.

Dinah me contou que Kylie furtava as fronhas usadas de Felicity e colocava em seus travesseiros. Coincidência ou não, eram as únicas noites em que Kylie não teve pesadelos durante este mês. O que era chamado de cheirinho por Dinah e Kylie, mas eventualmente o cheiro saiu e os pesadelos vieram mais frequentemente.

— Lily está aqui fora também! — eu barganhei ao ver Lily ficar em duas patas, pedindo colo ou estava pedindo cookies?

O trinco da porta foi aberto e Kay abriu a porta olhando para o chão. Esse era o sinal que ela queria chorar. Lily entrou em disparada no quarto e eu percebi que estava tudo na mais perfeita ordem. Entrei e deixei a comida no criado mudo que tinha uma foto de Felicity e Kylie tomando picolé juntas e bati no colchão.

Kylie correu para cama e eu coloquei Mako Mermaids para ela assistir. Ela deitou em meio peito e respirou fundo. Comecei a fazer carinho em seus cabelos, enquanto dividíamos o cookie e o leite. No final, as sereias consegue achar o tridente antes do tritão achar. Não demorou muito para o sono chegar e tirar todos nós de campo.

—-

— A Vovó já está em casa? — perguntou Kiera quando estávamos no estacionamento do hospital.

Ela tinha recebido alta hoje de manhã e estava se sentindo mais sociável, já que não parava de me fazer perguntas sobre como as coisas estavam acontecendo em casa. A notícia que Laurel estava lá não a agradou muito, na verdade, eu poderia arriscar dizer que minha filha ficou com raiva. Ela nunca havia se dado realmente bem com a tia nem quando criança e nem quando adolescente.

— Sim. Ela está te esperando junto com Kara para fazer os preparativos da sua festa. — eu respondi ajudando ela a sentar no banco do carona e depois á colocar o cinto.

— Será que Felicity vai acordar á tempo? — perguntou assim que eu entrei.

— Sim. Ela vai. — respondi sem hesitar e com a voz firme.

— Eu ouvi as enfermeiras falando que a atividade cerebral dela aumentou bastante essa semana. — disse brincando com o zíper de sua jaqueta. — Espero que ela acorde logo.

— Ela vai acordar á tempo, Kiera. — voltei a repetir e ela assentiu.

Liguei o motor do carro e manobrei para fora do estacionamento. Havia expulsado Slade do hospital novamente, mas conhecia muito bem a SUV preta que me seguia em plena Avenida Principal.

— Quando chegarmos em casa, não provoque muito seus irmãos, por favor. — eu pedi quando paramos em um farol vermelho e ela assentiu coçando a testa. — Principalmente Kellan. Ele ainda está abalado com tudo o que aconteceu.

— Tanto faz.

O caminho de volta para casa foi tranquilo. Kiera comentava de vez em quando sobre uma loja ou um restaurante novo que via pelas ruas e eu contava o que aconteceu enquanto ela estava no hospital. A chegada de Laurel. O pequeno surto de Kylie. A briga épica de Slade e Shado no jardim. Kiera ouviu tudo e achou graça deste último. Eram raras ás vezes que Shado perdia o controle e isso sempre resultava em ameaças com uma tesoura de podar.

Também contei que Tommy ficou cantando a Dra. Snow á todo instante durante as visitas. Kiera aprovou o casal. Dra. Snow era uma mulher bonita e inteligente, e fazia os olhos do meu melhor amigo se ascenderem como luzes de Natal, mas conhecendo Thommy como eu conheço, iria precisar de mais incentivos para largar a vida de galinha do que apenas essa faísca.

Assim que chegamos em casa e eu ajudei Kiera a descer do carro, notei que havia algo estranho acontecendo dentro da mansão. Alguém estava gritando. Laurel? O que tinha acontecido agora? Reboquei Kiera até a cozinha que eram de onde os berros vinham e vi Laurel com as mãos na cintura encarando Kylie que estava sentada na ilha de pedra com um prato á sua frente, intocado.

— Você tem que comer! Me diz o que você quer! Não pode continuar com esse silêncio para sempre! — gritou Laurel e antes que eu ou Kiera pudéssemos fazer ou dizer alguma coisa, Kylie pulou da cadeira nervosa.

— Eu quero a minha mamãe! Você não é ela e eu não gosto de você! — gritou Kylie e saiu correndo pelos fundos da cozinha deixando todos nós surpresos com sua reação.

Eu estava chocado com a reação de Kylie. Ela não abaixou a cabeça e fez cara feia, ela gritou. Bem alto. Para qualquer ouvir. Logo agora que eu estava cogitando aprender a língua de sinais para me comunicar melhor com ela.

— Laurel... Você não serve para ser mãe. — disse Kiera mancando para fora da cozinha indo na mesma direção que Kylie havia saído em disparada. — Você não serve nem para ser tia.

Laurel suspirou e apertou os olhos.

— Desculpe por ter gritado. Eu só estou tensa demais. — ela disse depois de um tempo e eu dei ombros.

— Você não tem que pedir desculpas para mim e sim para a garotinha de seis anos que deve estar chorando agora. — eu disse em resposta.

Vesti minha máscara de impassividade e ela me encarou. Eu nunca fui muito fã de Laurel, eu convivia com ela por causa da Sara, mas nunca nos demos realmente bem. Primeiro, porque ela não aprovava meu relacionamento com Sara. Segundo, porque ela achou que tivemos filhos demais e cedo demais. Terceiro, porque ela insistia em querer se meter na nossa vida á todo o tempo. E a lista continua, mas o motivo mais importante agora é que ela gritou com a minha família dentro da minha casa.

— Não grite mais dentro desta casa. Esse é um luxo reservado para minha mãe e Felicity. — eu disse e ela assentiu parecendo realmente arrependida. — Se realmente quer nos ajudar, porque não vai passar um tempo com sua mãe? Ela sente sua falta.

Com isso dito, eu saí da cozinha indo em direção aos fundos. Vi Kylie e Kiera sentadas no deque de madeira em frente á piscina e a minha caçula não parecia estar chorando, e sim pedindo algo.

— Podemos pedir para o Kellan...— sussurrou Kylie e Kiera negou.

— Ele está muito insuportável.

— E o papai?— perguntou Kylie.

Não consegui descrever o que eu senti ao ouvir ela me chamar assim.

Era...

— Pedir o que? — perguntei me fazendo presente e assustando ás duas.

— Kylie quer ir na fonte de água que tem perto do Instituto. — explicou Kiera já que Kylie abaixou a cabeça. — Pode nos levar?

— Amanhã. — eu disse e Kiera assentiu, satisfeita.

Deixando as duas na cozinha, almoçando, bem longe de Laurel, eu fui até meu escritório e decidi encarar a papelada que havia se acumulado durante este tempo afastado. Os contratos e acordos mais importantes eu já havia resolvido, mas as contratações e as subsidiárias eram os motivos pelo qual eu tinha um estoque de Advil na primeira gaveta.

Comecei pelo mais difícil e peguei as contratações primeiro. Eu tinha feito um acordo com uma empresa grande que produzia celulares á partir do petróleo extraído pela Queen Consolidated, e agora o CEO estava querendo me vender ela por preço de banana. Obviamente, tinha algo errado. Depois que Slade fez uma pesquisa por baixo dos panos, eu descobri que Frank Bertinelli era o misterioso dono desta empresa e estava falido. E o pior era que ele não aceitava isso, então se agarrava em qualquer tipo de dinheiro fácil. Qualquer tipo mesmo.

Se isso vazasse no mercado, a bolsa de valores iria explodir. E muitas pessoas iriam perder seus empregos. Nada que afetasse a Queen Consolidated ou a Wayne Enterprises muito, mas mais de quarenta e cinco mil pessoas iriam perder o empregos junto com seguro de saúde e outros benefícios. O casamento com Helena estabilizava tudo. Frank iria jogar a bomba no meu colo e eu teria que desarmá-la rapidamente, o que ironicamente era a parte mais fácil nisso tudo.

— Oliver?

Ergui minha cabeça e encontrei Helena em mais uma de suas lingeries reveladoras.

— Sim?

— Está tarde, você não vai vir para cama? — perguntou se apoiando na porta.

O tempo voou. Já era quase meia-noie.

Helena parecia ter se mudado para mansão desde o acidente. Fazia questão de "ajudar" no que podia. Estava em todas as refeições e dormia no meu quarto usando lingeries provocantes. Não que eu estivesse me importando com isso, porque eu não estava. Eu dormia no quarto de Kylie e quase não comia.

— Está cedo ainda, e eu tenho muito trabalho para fazer. — eu respondi e liguei meu notebook. Mesmo sem olhar para cima, sabia que ela tinha feito alguma careta. Ela sempre fazia. E mesmo depois de dias nesta mesma rotina, ela não pareceu entender que eu não iria foder ela tão cedo.

— Oliver você está estressado demais! Não teve uma folguinha desde o acidente... Precisa relaxar. — ela barganhou entrando dentro do escritório e vindo atrás de mim.

Suas mãos começaram a massagear meus ombros, mas eu estava mais preocupado em digitar o primeiro relatório sobre a falência do pai dela para prestar atenção em qualquer coisa além disso.

— E você acha que sexo iria me fazer relaxar? — perguntei pegando a última coisa que ela disse. Algo sobre "endorfina entre quatro paredes".

— Sim! Tem coisa melhor que isso? — perguntou se abaixando. Senti seu queixo em meu ombro ao mesmo tempo que suas mãos se aventuravam pelo meu peito. Eu não iria conseguir trabalhar com ela aqui. Ela me irritava. Me levantei da cadeira e encarei o rosto sorridente e malicioso de Helena na minha frente. — Vamos?

— Não. Vamos deixar alguns pontos bem claros aqui. Primeiro. Eu estou preocupado demais com a recuperação dos meus filhos para foder você. Segundo. Eu estou preocupado demais com o futuro da minha empresa depois da merda que o seu pai fez para foder você. E terceiro, eu não quero foder você. — eu disse em intervalos breves, pontuando cada palavra para que ela entendesse.

Helena não era uma garotinha de dezoito anos, ela tinha vinte e sete e sabia de tudo o que ocorria dentro de sua casa, por isso estava tentando me agradar de qualquer jeito para o noivado não ser cancelado.

— Olha, eu só estou tentando ver o lado bom de tudo isso. Você acha que eu queria ser madrasta antes dos trinta? — perguntou suavemente tocando o meu rosto.

Algo dentro de mim queimou, e me fez agarrar seu pulso e afastá-lo do meu rosto.

— Sei que é um enorme sacrifício para você, mas não. Feche a porta quando você sair. — eu disse e soltei seu pulso antes que eu fizesse algo que eu me arrependesse depois.

Voltei a me sentar em minha cadeira e observei a página com apenas três linhas escritas. Helena ficou atrás de mim por alguns minutos e depois bufou bem alto e bateu o pé.

— Você não vai querer pagar a devolução para a mãe daquela estúpida babá, Oliver! Não vai mesmo! — ela começou a gritar caminhando em direção da porta.

— Não é como se você fosse pagar, não é mesmo? — não resisti e tive que dizer isso.

Sua resposta foi bater a porta do escritório. Silêncio. Finalmente.

—-

— Eu ainda não entendi, porque estamos aqui. — eu disse enquanto observava Kiera andar de mãos dadas com Kylie.

— Isso era uma coisa que a loirinha fazia com a pequena. — respondeu Slade ao meu lado. Ele estava carregando uma sacola parda e encarava as duas assim como eu fazia.

Kiera e Kylie se sentaram á margem da fonte e ficaram olhando para o chão.

— Dê isso á ela. — disse Slade e me entregou uma moeda de um dólar. — Ela vai saber o que fazer.

Peguei a moeda levemente confuso. Slade fez um aceno me mandando ir e eu assenti. Caminhei lentamente, dando tempo para observar cada detalhe da cena em minha frente. Kiera estava sentada ao lado de Kylie, e segurava uma das mãos da caçula, enquanto segurava sua muleta com a outra mão. Kylie estava com a cabeça baixa e observava o chão enquanto balançava os pés no ar levemente.

Me agachei na frente dela e mostrei a moeda. Ela olhou para mim, surpresa. Kiera parecia tão confusa como eu, mas não disse nada, apenas observou. Kylie ficou de pé e pegou a moeda dentre meus dedos. Observou aquele circulo que era feito de liga de manganês e analisou o perfil de Sacajawea e depois á água.

Por fim, ela voltou á olhar para mim.

— Você sabe o que fazer. — eu disse me levantando.

Ela pegou em minha mão e ficou de frente para água. Respirou fundo e segurou a moeda com ambas as mãos e fechou os olhos com bastante força. Eu poderia até falar que ela parecia estar orando, mas ela deu um pequeno beijo na moeda e jogou para o ar. A curva foi alta e fez aquele pequeno "plop" ao cair na água.

Kylie tinha feito um desejo.

— O que você pediu? — perguntei já sabendo qual seria sua resposta.

Ela negou com a cabeça. Oh sim, depois do pequeno surto que Kylie teve com Laurel, eu só ouvia sua voz se estivesse escondido escutando uma de suas conversas na madrugada no quarto de Kiera.

— Minha moeda. Seu desejo. Pode me contar. — eu disse e me abaixei novamente.

Kylie ponderou. Kiera ainda observava. Slade estava ao lado dela agora. Eles estavam com picolés em mãos. Fazia eras que eu não comia um daquele.

— Eu pedi que a minha mamãe voltasse pra mim. — sussurrou Kylie depois de um tempo olhando á água da fonte. — Ela precisa voltar. Ela tem que me levar para conhecer a mamãe da Lily...

Ela? — perguntei e Kylie se virou para mim com um pequeno sorriso.

— A Lissy, papai.

Notas finais
Então... Alguém mais explodiu de orgulho e fofura da Kylie? Porque eu sim! Meninas, andei mais sumida do que o normal porque voltei a trabalhar! São Paulo entrou na *falsa* fase verde e a maior parte do comércio reabriu, eu fui transferida de loja e voltei a rotina. Está sendo dificil lidar com a equipe nova e me readaptar, não vou mentir. Todo o tempo livre que eu tenho se resume á dormir e fazer lições da faculdade. Quem disse que fazer EAD era fácil, nunca fez EAD. Resumindo, estou sendo consumida por completo, e meu tempo ainda mais. Consegui postar este capítulo hoje de manhã porque meu horário é um pouco mais tarde de domingos, a única parte que a gente gosta em trabalhar em shopping agora hahahaha Está nos meus planos atualizar e finalizar Dangerous Love na sexta-feira, 30/10, que será a minha proxima folga! Torçam pela sua autora e não desistam de mim! ♥ Espero que tenham gostado! Comentem! Indiquem! Recomendem! Favoritem! https://fanfiction.com.br/historia/736715/Dangerous_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/779525/Coaching_Daddy/ L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics por lá também!