Notas iniciais
Ciao! Eu voltei! Eu sei, eu sei. Como assim estou repostando? Tenho algumas razões! Estou repostando "The Perfect Nanny" porque a primeira versão deixou muitas pontas soltas que afetaram muito o decorrer de "The Perfect Mommy" e eu resolvi recomeçar tudo de novo! Algumas leitoras na primeira versão me deram alguns toques e resolvi seguir alguns conselhos e adicionar cenas, retirar algumas cenas, desenvolver mais alguns personagens que se tornaram secundários quando nunca foi minha intenção e por último, mas não menos importante porque eu sei que essa fic teve um público enorme e não podia deixar vocês na mão ♥ Espero que gostem dessa nova versão e que me digam o que acharam nos comentários! Boa Leitura!

— Felicity, você foi a única que conseguiu abandonar 187 empregos que eu consegui para você. — disse John olhando da tela de seu computador para mim. — Até mesmo como professora no MIT.

— Eu não consegui me adaptar lá como antes. Eles apenas parecem comigo e foi muito preconceituoso você me mandar para lá. O que tem contra nerds?! — eu rebati e ele sorriu levemente.

— E como cuidadora da Sra. Potter?

— Aquela velha achava que toda vez que eu saía daquela casa, roubava algo e levava comigo!

— E como assistente do Alan Parker? — perguntou novamente.

— Mão muito boba. — eu rebati novamente e ele suspirou. — Por favor, você tem que me ajudar. Eu tenho Netflix para pagar. Qualquer coisa serve.

— Deixe-me ver... — ele digitou por alguns minutos e depois sorriu para tela. — Bom, eu tenho um cliente que precisa de uma babá nova.

— Babá?

— Dois adolescentes e uma criança. O salário é bom. — disse ele e me deu aquele olhar de "É este ou nada". Eu assenti rapidamente. — Há algumas condições no entanto.

— Que condições? — perguntei querendo ver a tela do computador, mas John não deixou e puxou o notebook para mais perto dele em cima de sua mesa.

— O trabalho é 24/7. Ou seja...

— Eu vou morar com as pestes. — eu completei e ele assentiu rindo. — Se é o único que tem, eu quero.

Ele apertou o enter. Eu sabia disso porque era a única tecla do teclado inteiro que soava diferente das outras, e logo depois disso a impressora começou a cuspir folhas e mais folhas.

John Diggle era o melhor psicologo que minha mãe teve na vida inteira dela. E ele sempre me ajudava. Todo o tempo. Tipo... O tempo inteiro mesmo. Quando meu pai abandonou mamãe e eu, ela se encontrou afundada em depressão e auto-piedade, e John foi como um farol de esperança em nossas vidas. Foi por causa dele que nos reerguemos em Gotham e conseguimos uma vida melhor.

Ele era atualmente meu agente de empregos e psicologo nas áreas vagas, não entendia bem porquê ele nunca desistia de mim, porém nunca perguntei. Vai que a ajuda para, né? Tudo ficou muito melhor quando ele se mudou para Starling City para morar com a namorada/noiva dele, Lyla.

Donna Smoak era o meu segundo modelo, o primeiro era Ada Lovelace, deusa da computação, que ganhava por poucos pontos, mas mamãe conseguiu se reerguer depois de tanto sofrimento e agora era muito feliz desenhando vestidos de noiva para as ricaças do país inteiro. Ela era mais do que estável financeiramente e emocionalmente hoje em dia. Devem estar se perguntar porquê preciso trabalhar, não é? Bom, desde a faculdade foi uma guerra sangrenta para conseguir minha independência em casa e eu prometi a mim mesma que eu nunca iria pedir arrego ou muito menos dinheiro para mamãe, e meu orgulho aprovava.

Depois de 187 empregos em diferentes áreas nos últimos dois anos, eu era a pessoa com o currículo mais extenso já existente nos Estados Unidos da América inteirinho de cabo á rabo. Confie em mim, eu chequei isso. E ainda me surpreendia não receber contato algum da equipe do World Guinesses.

— Aqui está a ficha de cada uma das crianças, a rotina de cada um, a rotina da mansão e as especificações da Srta. Queen e do Sr. Queen. — disse John me passando uma pasta recheada de folhas recém-impressas.

Dig sempre fora bem meticuloso.

Alguém tem TOC por aqui...

Espera.

— Você disse "mansão"? — perguntei e ele assentiu. — Okay, eu vou trabalhar para um ricaço.

— Sim. Assim que estudar o contrato inicial e o perfil de cada uma das crianças, você vai se encontrar com a Srta. Queen para uma entrevista formal. — explicou e eu assenti acompanhando seu raciocínio. — Acho que dos três, você talvez só possa ter problema com a filha do meio. Kiera.

— Por que? — perguntei interessada ao abrir na primeira página da pasta.

— Não posso contar. Sigilo profissional. — ele disse e sorriu. Eu assenti mordendo minha bochecha por dentro. — Mas eu acho que você irá gostar deles.

— Não estou gostando... — disse ouvindo incerteza na minha própria voz.

— Eles sofreram uma grande perda e eu sei que você tem um coração gigante, Felicity. Não digo isso como se fosse algo ruim, talvez isso seja exatamente o que eles precisam agora. — ele disse e eu sorri.

A parte do coração era verdade, mas que perda era essa?

— Sr. Diggle? A Srta. Lance chegou para sua consulta. — disse Amanda Waller, a secretário de John.

A M3. Morena. Mulata. Magra. Um amor de pessoa.

É claro que se essa pessoa for o próprio demônio.

— Obrigada Srta. Waller. O dever chama. — ele disse e se levantou da cadeira e eu também. — Antes de dar uma resposta, pesquise um pouco, sim? Apenas para saber com quem está lidando.

Eu assenti novamente e arrumei meus óculos que escorregaram pelo nariz e ao sair, trombei "sem querer" no ombro ossudo de Amanda. Ouvi seu rosnado baixo, mas não liguei e caminhei até o elevador segurando a pasta firmemente contra meu peito e me perguntei quanto tempo levaria para chegar em casa e estudar sobre as pestes, quem sabe pesquisar um pouco mais.

Eu morava no Glades, uma região não muito boa de Starling. Okay. Não era nenhum pouco boa, ali era o centro do crime da cidade, mas pelo menos eles não roubavam ou matavam quem morava ali por perto. Um estranho código de conduta, eu sei, mas era verdade.

Assim que cheguei ao lobby do prédio, devolvi meu cartão de passe visitante e caminhei até o ponto de ônibus mais próximo. O caminho era longo do centro até em casa, mas eu poderia usar as duas horas dentro do ônibus para estudar o que tinha em mãos sobre as pestinhas.

O meu ônibus chegou e por sorte estava vazio. Me sentei nos bancos do fundo, como iria descer no terminal, não queria ninguém esbarrando em mim com bolsas ou coisa pior. Abri a pasta novamente assim que o ônibus entrou em movimento e pulei o sumário e li a primeira página.

"REQUISITOS"

— Escolaridade Completa.

— Entre 20 e 35 anos.

— Disponibilidade para o trabalho 24/7.

— Documentação em dia.

— Saúde em dia.

— Habilitação em dia.

Okay. Não terei problema algum com essa página.

Passei pela outra.

"ESPECIFICAÇÕES DA ROTINA DE TRABALHO"

— Acompanhar a rotina diária acadêmica das três crianças em questão.

— Acompanhar a rotina diária alimentar das três crianças em questão.

— Acompanhar a rotina trimestral hospitalar das três crianças em questão.

Okay. Vou seguir eles como uma sombra pelo jeito em casa, na escola e até mesmo no hospital. Não há problemas com esta página também. Ainda. Virei para a terceira página.

"REQUISITOS PRIVADOS DA FAMÍLIA QUEEN"

— Não expor a rotina da família Queen em qualquer tipo de mídia.

— Seguir sempre as especificações do Chefe de Segurança (Slade Wilson).

— Seguir sempre as especificações da Governanta da Mansão (Dinah Lance).

Okay. Privacidade e seguir ordens dos chefões da casa. Eu, com certeza, terei problemas com algum deles ou com os dois, algo sobre respeitar autoridades ou patentes maiores sempre foi um algo difícil para mim, mas não irei me abalar ainda com isso. Virei a próxima página e vi que era o perfil do primeiro pestinha.

"Kellan James Queen"

— 21/01/2000. (16 anos)

— Cursa o segundo ano do colegial.

— Cursa robótica e mecânica.

— Possuí asma e alergia a amendoim.

— Pratica Aikido e Kung Fu.

Havia uma foto do lado do perfil dele e ele me lembrava os meus ex-namorados góticos e emos do MIT. São tempos obscuros da minha vida. Kellan parecia ser era alto e magrelo, tinha cabelos claros que eram frequentemente pintados de preto e olhos azuis que me lembravam uma lagoa. Sua expressão na foto era de puro desgosto e até mesmo... Nojo. Os traços fortes apenas acentuavam ainda mais a postura rebelde que nem tentava esconder. Adolescentes costumam ser, normalmente, bagunceiros e desesperados por atenção, mas este não. Ele não parecia ser mimado ao extremo mesmo sendo criado e rodeado por rios de dinheiro. O que eu conseguia ver era uma pessoa reservada que não gostava de tirar fotos. Hm.

Passei para a próxima página e me deparei com uma versão loira de Kellan.

"Kiera Anne Queen"

— 21/01/2000. (16 anos)

— Cursa o segundo ano do colegial.

— Cursa ballet clássico e administração.

— Possuí asma, alergia a amendoim e pimentas em geral.

— Pratica Aikido.

Assim como o irmão gêmeo, Kiera tinha olhos azuis cristalinos e traços marcantes no rosto. Ela deveria ser um pouco mais baixa que o irmão. Ela não pintava seus cabelos como o irmão, deixava eles sendo o loiro natural mais lindo que eu já vi na minha vida. Até a própria Barbie ficaria com uma pitada de inveja. Kiera parecia uma modelo em ascensão porque seu rosto e os ossos da sua clavícula estavam muitos marcados na foto de tão magra que ela era. Ela não sorriu para foto, mas não tinha a expressão enojada do irmão. Ela sim, parecia querer um pouco de atenção.

Por que eu teria problemas com ela, John?

— Próximo... — disse a mim mesma quando o ônibus freou contra o asfalto e virei a página.

"Kylie Rachel Queen"

— 26/06/2010 (6 anos)

— Cursa o segundo ano do pré-fundamental.

— Cursa ballet clássico e informática.

— Sem alergias.

Ela parecia uma miniatura da Kiera com cabelos de um loiro um tom mais escuro do que o loiro da irmã. Como se fossem de areia. E, é claro, olhos azuis. Ela não parecia ser o tipo de criança arteira, mas o rosto angelical e sorridente não me enganava. Ela sabia ser um demônio quando queria. Eu via esta mesma expressão quando me olhava no espelho. Uma reconhece á outra, afinal de contas.

Folheei a rotina deles e uma prévia de todos os compromissos e consultas que teria que acompanhá-los e cheguei a conclusão que tanto eu como as pestes só iríamos parar em casa para dormir e tomar banho, porque elas ficariam a maioria do tempo fora de casa.

Virei a página e vi um resumo de outros membros da família.

"Oliver Jonas Queen"

— 35 anos.

— CEO da Queen Consolidated.

— Pai das crianças em questão.

Sem foto. Poucas informações do chefão.

"Thea Queen"

— 24 anos.

— Gerente da rede de boates "Verdant".

— Tia das crianças em questão.

Então era ela que faria a entrevista comigo.

"Moira Queen"

— 56 anos.

— Acionista da Queen Consolidated e dona da rede de salões de beleza "Vanity".

— Avó das crianças em questão.

Eu reconhecia aquele nome das capas de revistas como sempre a mais bem vestida ou a anfitriã de algum evento de caridade.

"Thomas Merlyn"

— 35 anos.

— CEO da Merlyn Global.

— Padrinho das crianças em questão.

Não conhecia esse.

"Laurel Lance"

— 33 anos

— Promotora Pública

— Madrinha e tia das crianças em questão.

Esta eu também não conhecia, mas os dois pareciam ser importantes.

"Helena Bertinelli"

— 24 anos.

— Noiva de Oliver Queen.

Okay. Temos uma noiva no pacote também? Espero que ela não seja uma daquelas mulheres supérfluas e fúteis. Eu ia adorar ter futura chefe assim. Olhei pela janela e vi que estava bem perto de casa. O tempo passou muito rápido. Apertei o sinal e me levantei segurando a pasta firmemente e esperei o ônibus parar.

Quando finalmente parou, eu desci e caminhei rapidamente até o prédio de quatro andares em que morava. A tinta era vermelha e velha, estava descascando, mas era minha casa. Tirei as chaves do bolso do casaco enquanto via alguns moradores tentando se esquentar com o fogo nos barris velhos de fábrica.

A noite estava úmida, mas o céu não dava indícios de chuva.

Empurrei a porta e entrei no hall de entrada gordurento e subi as escadas até o segundo andar. Eu ouvia algumas pessoas brigando e juro por Deus que ouvi a mulher ameaçar pegar uma arma. Apressei e me refugiei no meu apartamento de quatro cômodos. Uma cozinha apertada, uma sala minúscula, um cubículo como banheiro, já o quarto... Bem, cabia minha cama.

Deixei minha bolsa e meu casaco pendurados atrás da porta e fechei as quatro trancas e conferi todas duas vezes, caminhei até o futton de dois lugares puído que eu comprei por apenas US: 68,00 dólares. Puxei meu notebook para o colo, talvez meu bem mais valioso tirando o meu celular e assim que ligou, a página do Google emoldurou a tela.

— Vamos lá... — eu disse e digitei. "Família Queen — Starling City". Apertei o enter e vários resultados apareceram em questões de milésimos de segundos. Não havia um sequer que não era normal, como uma biografia ou sei lá... Todos eles eram manchetes polêmicas sobre a família. — De jeito nenhum! Não mesmo!

Notas finais
Ta-Dam! O começo não vai ser muito diferente do que da primeira postagem, as coisas só irão começar a mudar quando o nosso querido Sr. Queen entrar em cena de verdade hehehehe. Sejam todos bem-vindos ao mundo de "The Perfect Nanny" antigos, novos e leais leitores! ♥ Algum comentário para mim? Comentem! Indiquem! Recomendem! Favoritem! https://fanfiction.com.br/historia/736715/Dangerous_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/779525/Coaching_Daddy/ https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ Grupo do Facebook_ https://www.facebook.com/groups/1015217841832543/?ref=bookmarks (Respondam as perguntas e avisos quando solicitarem autorização para entrar no grupo!) L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics por lá também!