Notas iniciais
Ciao! Olá de novo! ♥ Obrigada á todos os comentários do capítulo passado! Avisos nas notas finais! Boa Leitura!

— Felicity? Felicity?— chamava uma voz chata que interrompeu meu sonho maravilhoso com Henry Cavill.

— O que?

— Está atrasada.— disse a voz chata e eu suspirei antes de abrir os olhos.

Encarei um lustre pequeno. Este não era o meu teto. Olhei ao redor e vi um corpo ao meu lado.Babá. Mansão. Labirintite. Big Belly. Atrasada. Encarei um Kellan embaçado ao meu lado, ele estava com uma cara melhor para alguém que só usa preto pelo o que conseguia ver.

Em apenas um pulo, eu levantei e disparei escada á cima. Juro que ouvi a risada de Kellan, mas não me importei com isso. Coloquei os óculos no rosto e fui até o quarto de Kylie e vi que ela estava escovando os dentes no banheiro em cima de um banquinho já de uniforme e tudo, fui até o quarto de Kiera em seguida e ela estava se maquiando na frente de uma penteadeira enorme.

Okay. Corri para o meu banheiro e fiz minha higiene matinal ás pressas. Amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo e limpei os óculos. O pijama foi trocado por um jeans, camiseta e tênis no meio da correria eu não conseguiria fazer melhor que isso.

Voltei para o andar inferior e vi os três tomando café da manhã na sala de jantar que ficava do lado oposto da sala de estar. Eu não explorei ali com Slade anteontem.

— Bom dia. — eu disse sorrindo.

Kiera me ignorou, assim com Kellan que estava ocupado demais ouvindo seu heavy metal. Kylie acenou levemente com sua colher antes de voltar a comer seu cereal de letrinhas coloridas. Peguei uma maçã e suspirei. A manhã estava muito agitada para uma sexta-feira.

— Vocês tem aulas de luta hoje de novo, certo? — perguntei.

Kiera me ignorou novamente e Kellan acenou confirmando e Kylie também com um sorriso pequeno. Entendi porque Diggle disse que a filha do meio iria me dar problemas, dos três ela foi a única que eu não tive um fio de cabelo de afeição ainda. Tudo bem que Kellan estava doente e Kylie querendo pregar uma peça, mas não sei... Kiera era muito indiferente. O que não era muito surpreendente, porque ela me lembrava aquelas meninas super magras do colégio que ficavam me perseguindo para fazer os trabalhos de escola delas. Mas eu sempre podia estar errada, mesmo que isso fosse um evento raro.

— Você não vai fazer. — eu disse apontando a maçã mordida para Kellan que assentiu. — Ordens da médica. Quer ficar aqui?

Ele assentiu novamente e eu me virei para Kylie.

— O que você luta? — perguntei e ela negou com a cabeça.

Voltei a estaca zero da comunicação com ela? Murchei legal.

— Você não luta? Como não?

— Eles dizem que eu sou muito pequena ainda. — ela disse de boca cheia e Kiera olhou com nojo para irmã e depois revirou os olhos.

— Você quer ir ou ficar?

— Gosto de ver eles praticarem. — ela disse imitando um dos golpes do ar e e eu assenti rindo.

Quando o café da manhã terminou, Kiera e Kylie foram escovar os dentes enquanto eu deixava tudo pronto para Kellan no meu quarto. Eu vi de relance a equipe de limpeza e dedetização entrando no quarto dele e a coisa parecia feia para ter três sacos de lixo do lado de fora no corredor.

— Tome estes antes de comer o almoço. — eu disse apontando para um pequeno pote onde tinha seus antibióticos e anti-inflamatórios. Ele assentiu e ligou a TV que eu nem sabia que tinha no meu quarto. Bem, eu mal parei ali. então tinha um pequeno desconto. Era justificável. — Por favor, não se mate enquanto eu estiver fora. E não assista "Stranger Things" sem mim.

Ele revirou os olhos e eu ri enquanto descia as escadas para levar as meninas para a escola de luta. Kiera já estava no carro quando eu e Kylie chegamos na garagem, ela estava retocando seu gloss com a câmera frontal do celular. Qual era o ponto de se maquiar para uma aula de luta?

Me certifiquei que Kylie estava com o cinto de segurança e depois fui para o meu lugar no assento do motorista. Liguei o GPS e escolhi o caminho até o Instituto de Artes Marciais Al Ghul.

Ninguém falou nada o caminho inteiro, até que eu coloquei o rádio para tocar e vi Kylie sorrindo no banco de trás enquanto cantarolava junto comigo uma das músicas da Meghan Trainor.

Não voltei a estaca zero da comunicação com a pequena! Yay!

Kiera não disse nada, mas sua cara de desgosto falava tudo por ela.

— Olha ali! O lugar de ontem! — apontou Kylie para a praça em que passeamos ontem e eu ri. — A fonte está funcionando!

— Eles desligam á noite para economizar água e para evitar que as pessoas nadem nela. — eu expliquei ouvindo sua voz do meu lado esquerdo.

Recebi um "Ahh" em resposta.

Quando finalmente chegamos na academia, ninguém saiu do carro.

— Quando começa a suas aulas? — perguntei levemente confusa.

— Ás quatro. — Kiera respondeu seca e começou a digitar furiosamente no celular.

— Da tarde? — perguntei indignada quando ela apenas me encarou como se eu fosse um retardada. — Mas nem são 13h ainda! Por que saímos tão cedo assim?

Kiera revirou os olhos e colocou seus fones, já Kylie estava olhando para os pés com uma expressão culpada super fofa. Algo me dizia que ela era razão para nós chegarmos tão cedo, ou ela sabia qual razão era essa.

— Pode me contar? — perguntei e ela negou com a cabeça. Okay. — Quer dar uma volta perto da fonte para matar o tempo?

Ela assentiu desta vez e saímos do carro. Kiera não se importou de responder o meu convite, então eu tranquei ela dentro da mini-van para evitar crises de stress desnecessárias. Até deixei dois dedos do vidro aberto para que ela tivesse uma circulação de ar. Já bastava o episódio com Kellan no hospital.

Eu e Kylie atravessamos a rua, e eu não disse nada quando ela pegou na minha mão e nem ela. Sua mãe era bem pequena e notei que suas unhas estavam com esmalte colorido borrado e nada uniforme. Algo me dizia que ela havia tentado fazer as unhas sozinha.

— Vamos ver a fonte. — eu disse e arrastei ela até lá.

A praça estava mais cheia por ser o horário de almoço de quem trabalhava ali por perto, mas eu não me abalei e só parei quando estávamos encarando a água cristalina da fonte. Os olhos de Kylie estavam engolindo cada detalhe e eu sorri com isso. Ela era bem curiosa para tão pouco tamanho.

— Você quer fazer um pedido? — perguntei ao oferecer uma moeda de um dólar para ela. — Você faz um pedido com todo seu coração e joga na fonte. Quem sabe não se realiza?

Kylie estava com a expressão cética que parecia vir junto com a genética dessa família, mas não recusou a moeda. Observei ela segurar a moeda com as duas mãos e olhos apertados. Ela sussurrou e jogou a moeda. Ela aterrissou na água e se juntou á outras moedas que estavam ali com um "plop" baixinho.

— O que você pediu? — perguntei ao me sentar na beira da fonte.

— Eu posso te contar? Acho que não pode. — ela rebateu com as mãos na cintura.

— Eu sou a fada madrinha aqui. Minha moeda, minhas regras. — eu disse e ela sentou ao meu lado. — O que você pediu?

— Que ele viesse hoje. — contou super baixinho.

— "Ele"?

— Papai. — ela disse em sussurro tão baixo que meu ouvido biônico quase não ouviu.

Recebendo informação.

Processando informação.

Carregando...

Relatório sobre a informação: Que pai de merda.

Acho que eu já disse isso, não? Ah é, e na cara dele.

— Foi por isso que quiseram vir mais cedo? — perguntei e ela assentiu.

— Ás vezes ele vêm nesta hora e eu gosto de ver ele lutando. — ela contou e eu assenti.

— Ele não vai para casa?

— Sim, mas Vovó Dinah disse que quando ele chega já estamos dormindo e no dia seguinte, nós saímos para escola primeiro que ele. — ela disse e olhou para os pombos que estavam perto de nós.

— Entendi. — eu disse e ela se encostou em mim e fiquei fazendo "pru pru" como os pombos faziam para fazer ela rir um pouco. — Por que não gosta de falar com os outros?

— Porque eles não me escutam. — ela disse como se fosse algo óbvio, e eu cruzei meu coração para mostrar que estava levando a sério. — Promete?

Ela ofereceu o mindinho e eu aceitei.

— Prometo. Parece que temos um segredo.

Pensei que Kylie seria a que me daria mais trabalho por ser tão arteira e inteligente, e ela acabou se tornando a minha aliada mais forte naquela casa. Eu me apeguei á ela e a Kellan muito rapidamente. Acho que a maternidade deve ser assim, mas no meu caso eu passei daquela parte de dor excruciante e fraldas sujas. Se bem que eu já limpei vômito e sangue, então...

— A Vovó Dinah diz que quando eu era bem pequena, ele ia no meu quarto todo dia ler histórias para eu dormir e me chamava de "Kay". — ela disse e eu fiz cafuné em seus cabelos lisos levemente.

— Que apelido legal! Posso te chamar assim? — perguntei e ela assentiu toda vermelinha. — Então... Kay. Quer tomar um sorvete? Convite único porque a moça do carrinho já está indo embora.

— De morango?

— Se quiser, vai ter que correr. — eu disse e saí em disparada até a mulher do carrinho de sorvete. Kylie veio logo atrás de mim e agarrou minhas pernas quando chegamos perto do carrinho. — Dois de morango, por favor.

Paguei os sorvetes e uma garrafa de água para depois e Kylie até ganhou uma pulseira colorida de plástico da moça do sorvete. Eu abri o picolé de Kylie e ela meteu na boca sem hesitar.

Bocê é lebal. Eu bosto de bocê, Fe-Li-Sy-Li. — ela disse com o picolé na boca.

Eu banhei um apelibo? — perguntei com o meu na boca também e ela riu assentindo. Estiquei meu celular e tiramos várias fotos com os picolés, até que eles acabaram derretendo mais rápido do que o previsto. — Hey, não conte para ninguém sobre os sorvetes se não eu posso acabar tendo problemas, okay? Promete?

— Mais um segredo. Prometo. — ela concordou e apertamos mindinhos novamente.

— O que você fez para as outras babás? — perguntei quando limpava a boca dela com um pouco da água para que ela não ficasse toda melecada.

— Ah o de sempre. Pó de mico nas roupas, pimenta na comida, farinha no secador...

— E por que não fez comigo? — perguntei e ela riu.

— Eu não consegui entrar no seu quarto. E porquê você ajudou o Kel depois, ele me contou que você foi muito legal com ele.

Kylie e eu começamos a contar os andares dos arranhas-céus da rua e ela tinha várias perguntas para um ser humano tão pequeno. Eu já me sentia especial por ouvir sua voz e não ser alvo, por hora, de suas artimanhas.

Nós voltamos para o carro e Kiera ainda estava ouvindo música.

Eram 15h:04 ainda. Bufei e me virei para elas no banco de trás

— Vamos ficar lá dentro? Deve ser mais fresco. — eu disse e elas concordaram.

Saímos do carro e fomos para dentro do instituto. Tinha ar condicionado!

— Kiera! Kylie! — exclamou a recepcionista ruiva.

Kiera acenou e sentou no sofá que tinha ali perto.

— Oi, sou Carrie.

— Felicity. A nova babá. — me apresentei e trocamos um aperto de mãos, enquanto Kylie segurava minha outra mão livre.

— E pelo visto ela gostou de você, porque não está fugindo aos gritos para as montanhas. — disse Carrie sorrindo e eu dei de ombros.

Carrie era no mínimo... Excêntrica.

Ela estava usando um macacão de ginástica vermelho e rosa que deixava suas curvas bem a mostra. Seu corpo era curvilíneo e parecia que tinha tudo no lugar certo, mas o que chamava mais atenção era seu cabelo ruivo. Era de um vermelho quase rosa. Parecia uma peruca, mas sabia que era o próprio cabelo dela e ela deveria ter o maior trabalhão para cuidar daquilo.

— O seu pai acabou de entrar para a aula dele.

Kylie olhou para mim com os olhos arregalados e depois saiu em disparada em um dos corredores. Carrie riu da atitude da pequena e depois se virou para mim e gesticulou para eu seguir a coelhinha fujona.

— Vai atrás enquanto ainda pode vê-la. — disse Carrie.

— Prazer em te conhecer. — eu disse enquanto ia atrás de Kylie.

Segui Kylie por vários corredores e um lance de escada á baixo. Entramos em uma área com vários ringues de luta. Aqueles ringues que a gente só vê assistindo os filmes do Rocky. Três ringues com aquelas cordas de borrachas nas laterais, tatame espalhados ao redor deles, sacos de areia pendurados nas paredes do fundo e vários equipamentos de musculação espalhados no chão.

Tinha alguns ocupados, mas Kylie já tinha encontrado o pai. Na verdade, ela estava assistindo a luta dele com outro homem escondida atrás de um saco de areia, que não escondia quase nada de seu corpo ou o seu par de tênis cor-de-rosa.

Fui até seu lado e fiquei atrás de outro saco de areia e olhei para o ringue.

É. Corpo maravilhoso? Checado. Pai de merda? Checado também. Talvez eu deva começá-lo a chamar ele assim. Pai de merda ou Coco Fraterno. Não sei, precisava de mais tempo para bolar um apelido mais criativo e digno de Oliver Queen, mesmo que ele tenha mudado o corte de cabelo das fotos que havia visto no Google, ainda era um pai de merda.

O esforço que ele estava fazendo para derrubar seu oponente poderia ser revertido em cuidados de seus próprios filhos. Credo. Pareci minha mãe agora. Mas isso não mudava o fato que ele tinha tempo para vir praticar sabe-Deus que luta, mas não tinha tempo para colocar a filha de seis anos para dormir?

— Não briga com ele. — disse Kylie quando eu dei um passo na direção do ringue.

— Por que não? Ele está merecendo umas palmadas. — eu disse e ela escondeu seu rosto do outro lado do saco de areia. — Você não acha?

Ela negou.

— Por que não?

— Porque ele ainda está triste por causa da mulher das fotos. Ela foi embora. — ela contou e meu coração de manteiga se derreteu completamente.
Percebi que Oliver tinha duas tatuagens enquanto espancava seu adversário sem dó e nem piedade. Algo escrito em suas costelas e um desenho no alto do ombro direito. Ignorei o rosto concentrado e mortalmente bonito por questões de princípios.

— Vamos, ele está saindo! — disse Kylie puxando a barra da minha blusa.

Nós andamos rápido, mas tinha um fila grande para o bebedouro e Kylie era pequena o bastante para burlar tantos corpos, mas eu não. Fui mais devagar e quando passei a manada de músculos vi Kylie na frente do pai. E como ele parecia bravo. Ela estava olhando para seus sapatos e quando me viu chegando, vi seus olhos marejados.

— Srta. Smoak? — chamou com a voz fria.

— Presente. — eu disse levantando a mão.

— O que Kylie estava fazendo sozinha aqui? — perguntou.

— Ela não estava sozinha, como pode ver, eu estou aqui também Sr. Queen. — eu respondi com educação e seus olhos azuis me fuzilaram.

O que ele tinha de bonito tinha de arrogância. O que era muito. Muito mesmo.

— Estou começando a questionar o seu senso de profissionalismo... — ele disse.

Por mais desconcertantes e tentadores fossem os seus "íceps" á mostra, eu nunca iria deixar um homem dar uma de macho alfa para cima de mim. Eu tinha muitos princípios e ele parecia ser a razão de eu zelar cada um deles. Eu cruzei os braços e me virei para ele, ficando entre ele e Kylie. Senti Kylie agarrar a barra da minha blusa novamente.

— Escute Sr. Queen, se você começar a ser um daqueles pais que reclamam de tudo, por que não experimenta cuidar de seus filhos o senhor mesmo? Não contrate babás, cuide deles e economize. — eu disse sem medo algum de sua cara séria, por mais que fosse a carranca mais linda que eu já vi. Eu estava muito fula para enxergar algo além da sua prepotência. — Ah, e se você pensar em levantar a voz para mim novamente, eu mostro o seu lugar novamente bem rápido. Vamos Kylie, claramente não somos bem-vindas aqui.

O Sr. Queen estava ligeiramente surpreso com o meu segundo sermão em menos de 24 horas feito, especialmente, para ele. Eu andei até a saída e Kylie abraçou a cintura do pai e depois correu até mim e pegou minha mão novamente. Não olhei para atrás até chegarmos da recepção novamente.

Eu estava, definitivamente, brincando com o fogo. E as chances de ser demitida do meu 188° emprego ficavam cada vez maiores. Minha sorte nunca durou muito tempo, mas quem sabe ele não pensasse que eu dei o sermão nele pensando no bem dos filhos dele. Não era por isso que tinha um contrato detalhado? Rezei quatro vezes mentalmente para que ele seguisse a minha linha de raciocínio.

Vai sonhando.

Notas finais
Desculpem a demora da atualização, mas alguns amigos vieram para SP e eu dediquei todo o meu tempo livre e não-livre para eles, porque eles são maravilhosos e merecem, mas meus leitores agora merecem também! Se preparem porque vou fazer outra maratona de atualizações! A próxima será Coaching Daddy, depois TPN de novo, depois Dangerous Love, depois TPM de novo e assim vai! ♥ Algum comentário para mim? Comentem! Indiquem! Recomendem! Favoritem! https://fanfiction.com.br/historia/736715/Dangerous_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/779525/Coaching_Daddy/ https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ Grupo do Facebook_ https://www.facebook.com/groups/1015217841832543/?ref=bookmarks (Respondam as perguntas e avisos quando solicitarem autorização para entrar no grupo!) L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics por lá também!