Notas iniciais
Ciao! Voltei rapidinho com mais um capítulo e meu plano não é demorar com as atualizações pois pelo menos os quinze primeiros capítulos estão prontos para repostagem já e eu estou louca para ver a reação de vocês com os detalhes novos hahaha Obrigada á todos que comentaram no capítulo passado e quem tirou um tempinho para ler novamente! Boa Leitura!

Eu estava traumatizada. Eu sempre tive medo de crianças, mas as crianças Queen me deram mais do que medo, me deram um trauma para a vida toda! Assim que eu apertei enter, minha tela foi preenchida com manchetes e manchete sobre diversos processos relacionados á família Queen e as antigas babás por tentativa de homicídio, partido da mais nova! O que será que os maiores fazem? Não quero saber. Por mais que o salário seja de cinco dígitos, a internação em um manicômio e terapia sairia ainda mais cara.

Várias matérias sobre a família mais rica, perfeita e completamente problemática de Starling City. Matérias sobre as famosas festas de caridade da Sra. Queen, as fusões da Queen Consolidated em nome do Sr. Queen, as baladas que sempre acabam na delegacia da Srta. Queen e é claro, os processos das babás das pestinhas. A causa nunca era revelada ao público, acho que por causa daquelas especificações de exposição da família, mas eram tantos que era impossível ignorar.

Eu olhei para janela da sala de estar e vi o Sol brilhando através do vidro. Passei a noite conhecendo um pouco mais dos Queen e mal dormi direito. Se já eram mais de sete horas... Contei até cinco mentalmente e a briga do Sr. e Sra. Hale começou. Eles faziam isso sempre pela manhã, aos berros. Aquele casal brigava por tudo, o céu é azul... Lá estão eles brigando porquê o céu é azul.

Peguei meu telefone e disquei o número de mamãe sem hesitar.

— Alô? Querida?— ela atendeu no terceiro toque, não havia aquele falatório costumeiro do outro lado da linha, ou risadas ou choros das noivas que eram clientes de mamãe.

— Mãe? Oi. Como vai?

— Estou ótima querida, a Miss Texas acabou de sair daqui com o vestido de noiva dela e ainda concordou ser minha modelo para próxima coleção.— disse ela super animada e eu fiquei feliz por ela. Ela sempre gostou de mexer com roupa ou qualquer tipo de pano, desde que o pano não fosse o pano de prato. — Como estão as coisas por aí?

— Bem. Eu estou de babá de três crianças. Um adolescente problemático, uma cheerleader e um projeto de demônio, como eu faço para sobreviver? — perguntei alterando um pouco a verdade, e ouvi sua risada melódica do outro lado da linha.

— Isso me lembra muito você! Você passou por todas estas fases. Era arteira quando pequena e depois quis ser ginasta medalhista de ouro e depois virou a Mortiça Adams...— ela disse e riu o própria piada.

Eu? Eu revirei os olhos, mesmo sabendo que era verdade.

— Sério mãe... O que eu faço? — resmunguei e ela parou de rir.

— Tente saber dos gostos deles, eu fiz isso com você. Não importava a idade ou a fase que você passou, sempre amou computadores ou qualquer coisa com fios. Mesmo que fosse a nossa torradeira novinha em folha. - ela disse nostálgica e rimos juntas. — Se eu sobrevivi, você também consegue.

— Mesmo?

— Mesmo.— ela disse. — Está tudo bem mesmo, querida?

— Sim, mas eu estou morrendo para comer sua lasanha. — eu disse tentando distraí-la e deu certo.

Ela começou a tagarelar sobre a lasanha e de como eu era uma filha ausente, que só a visitava nos feriados e aniversários. Eu só não a visitei este mês, por causa da Sra. Potter que insiste em dizer que eu roubei algo dela e por causa do Sr. Alan Mão Boba Parker. O dinheiro que eu havia recebido dos dois foi muito pouco e foi consumido pelo meu aluguel, compras e a Netflix. As passagens para Gotham ficariam muitos caras mesmo se eu fosse de ônibus ou trem, mas mamãe não precisava saber disso. Ela contou um pouco sobre o movimento da loja e os detalhes dos próximos vestidos que estava planejando.

Aparentemente ela tinha duas ricaças atrás dela com um grande projeto.

Depois de um tempinho na linha com ela, eu dei a desculpa de ter que ir cuidar das crianças, das quais eu nem havia sido contratada para cuidar, e ela me deixou ir com um beijo e dizendo o quanto sentia minha falta. Eu amava mamãe com todo o meu coração, mas ela sabia sufocar uma pessoa com todo esse amor como ninguém.

Depois de terminar de ler a pasta inteira e pesquisar, eu concluí que o Sr. Queen era um pai de merda que está deixando seus filhos serem criados por outras pessoas e que tenta compensar tudo com dinheiro e presentes. A Sra. Queen está mais preocupada com suas caridades e status pessoal do que com os próprios netos, e olha que avós deveriam amar duas vezes mais do que os pais. A Srta. Queen era a melhorzinha, sempre aparecia em fotos com eles em passeios ao shopping ou em aeroporto viajando para algum lugar, e ao meu ver, gostava dos sobrinhos, só que ela não vai e não deve parar a vida dela pelos filhos dos outros.

A mãe das crianças. Sara Queen havia morrido no parto de Kylie quase sete anos atrás. Sempre havia algum evento em nome dela organizado pela Sra. Queen. Eu vi uma ou duas fotos dela com o Sr. Queen em eventos e eles formavam um lindo casal.

Ela tinha cabelos loiros longos e lisos, olhos azuis, rosto de boneca e corpo que não dizia que ela havia engravidado duas vezes, sendo uma dessas vezes de gêmeos. Ele já era uns bons trinta centímetros mais alto que ela na foto, olhos azuis cristal, nariz levemente torto, traços fortes e um queixo quadrado, tudo isso emoldurado por um cabelo que batia nas orelhas em camadas. E com o pacote vinha um corpo malhado. Todos os "ícepes" dele estavam bem marcados no terno cinza que estava usando na foto. Ou seja... Um casal modelo Calvin Klein.

Não é a toa que os filhos deles são lindos também.

Concordo, subconsciente. Faz muito sentido. Me estiquei no futton e peguei a página da ficha de contado da pasta e disquei o número de Thea Queen. Sim, eu quero ser babá daquelas pestinhas. Não é como se eu tivesse muitas escolhas no momento.

Thea Queen.— ela atendeu com a voz cansada.

Ela estava acordando agora? Me toquei que eram sete da manhã de uma terça-feira e ela comandava uma rede de boates, é mais do que justificável ela estar dormindo agora.

— Oi Srta. Queen, sou Felicity Smoak. Eu gostaria de conversar sobre a vaga aberta de babá... — eu disse lentamente e pausadamente, dando tempo para ela acordar e entender o que a estranha do outro lado da linha estava falando.

— Oh sim, John me falou sobre você. Podemos nos encontrar hoje na Verdant antes do horário de funcionamento para conversarmos sobre o trabalho se você preferir.— ela disse e parecia mais composta.

— A que horas seria melhor para Srta.? — perguntei e ouvi algo caindo do outro lado da linha seguido por um resmungo masculino.

Deus. Será que eu tinha acordado ela pós-sexo?

— Ás 16h:00.

— Perfeito, até lá então Srta. Queen. — eu disse e ela bocejou.

— Me chame de Thea, por favor. Até lá, Felicity.— ela disse e eu desliguei.

Acho que eu tenho uma entrevista hoje! Que tipo de roupa nós usamos para uma entrevista em uma boate? Corri até meu quarto e abri o closet e algumas roupas caíram pelo pouco espaço ali. Eu realmente não tinha muitas roupas, o espaço que era mínimo mesmo.

Eu, definitivamente, não iria com roupa social. E nem com uma roupa espalhafatosa cheia de paête. Não tinha nada que se enquadrasse em ambas categorias de qualquer forma. Puxei um vestido branco com desenhos simétricos pretos e um par de saltos pretos. Passei o vestido com cuidado e deixei o pendurado atrás da porta, junto com os saltos dentro de uma plástico e comecei a arrumar a casa para passar o tempo.

Arrumei o closet o mais organizado possível, estiquei os lençóis e depois varri o quarto. Passei para o banheiro e joguei algumas coisas fora, eu não usava protetor térmico capilar mais e estava vencido, coisas do tipo. Fui para a sala e varri lá e abri as janelas.

A cozinha estava um campo de batalha.

Comecei jogando a comida estragada da geladeira e depois lavei a louça e guardei nos armários. Varri tudo e coloquei algumas roupas para lavar na máquina. No final eu tinha dois sacos de lixo cheios. Passei desinfetante na casa inteira e ficou tudo limpinho e cheiroso.

Eram 15:00 quando eu terminei, então fui tomar banho. Desliguei a música que estava tocando e me despi ao entrar no box, coloquei na temperatura mais quente possível e mergulhei no vapor. Aquele efeito relaxante da água quente em meus músculos não chegou tão rápido quanto eu queria.

Lavei meu cabelo três vezes para ter certeza que o suor e o cheiro de desinfetante saíssem dele, usei e abusei do sabonete líquido de notas florais enquanto esfregava minha pele até ficar vermelha e depois fiquei encarando o azulejo na minha frente.

O esmalte do azulejo estava ficando desbotado e feio. Não era uma grande surpresa, o último inquilino do Sr. Jackson conseguiu arruinar grande parte do apartamento que pediam reformas radicais. Eu morava aqui há três anos depois que me formei no MIT e saí dos dormitórios e tentava arrumar tudo lentamente, mas a inconstância de trabalhos não permitiam mais do que reformas pequenas.

O Sr. Jackson era um velhinho aposentado que era o dono do prédio em que morávamos. Quatro andares, com ao todo aproximadamente 20 apartamentos. Ele era bem gentil e educado, o que é difícil de se achar no Glades, mas se tornava uma fera quando o aluguel atrasava.

Suspirei e escovei meus dentes embaixo do jato quente de água e quando terminei, fechei o registro. Puxei minha toalha do aparador térmico e me enrolei nela. Estava fofinha e quentinha, então peguei uma toalha auxiliar e enrolei na cabeça no melhor estilo Carmem Miranda.

Entrei em meu quarto e peguei o vestido atrás da porta com cuidado, e coloquei esticado na cama. Passei meu hidratante e coloquei a calcinha seguida pelo sutiã, eu nunca dava sorte em usar o conjunto certo, hoje não seria exceção. O vestido escorregou em meu corpo e ficou perfeito, obrigada mamãe! Eu arranquei a etiqueta que dizia nunca usado e calcei os saltos.

Ao me olhar no espelho do banheiro, vi que meu cabelo estava de bom humor e agradeci o cara lá de cima por isso. Penteei, sequei e amarrei em um rabo de cavalo firme. Escondi duas espinhas, passei um pouco de rímel e um gloss rosa.

Estava ótima. Esse era o meu melhor.

Olhei no relógio e vi que 15h:30 ainda. A Verdant era no final do meu quarteirão, então não me preocupava em chegar atrasada. Organizei meus documentos, o currículo de sete páginas e a pasta sobre os Queen, arrumei minha bolsa e vesti um casaco.

Fechei as janelas com os trincos e saí de casa. O sol estava começando a se por e eu vi algumas crianças voltando da escola, senhoras conversando e alguns moradores de rua jogando cartas. Caminhei rapidamente e a placa verde de néon logo apareceu. Já tinha fila para a balada da noite e estava bem grande. Deus, hoje era terça-feira!

Fui até o segurança sendo xingada por algumas pessoas da fila e expliquei minha situação. O carecão de dois metros de altura ouviu atentamente, sem fazer piada alguma e depois me levou para a entrada da boate.

O interior da boate era recheado de refletores de luz e mais néon verde. O carecão apontou para o balcão e depois foi embora. No balcão apontado, tinha uma garota sentada enquanto escrevia algo. Dois caras estavam no bar limpando copos e garrafas em completo silêncio.

— Srta. Queen? — chamei e ela se virou com um sorriso.

Thea Queen era exatamente como nas fotos dos paparazzis. Baixinha e magra de mais. Cabelos castanhos lisos, cortados na altura da orelha e sorriso amigável. Ela estava usando um top e uma saia brancos, super apertados e um par de saltos combinando.

— Felicity Smoak. — ela disse e se levantou e eu fui até ela. Trocamos um aperto de mãos e depois sentamos lado a lado. — Já disse para me chamar apenas de Thea.

— Okay.

— Então... Dig me disse que seu currículo é único e você seria perfeita para o emprego. — ela disse e concordei. Em parte. Tirei meu currículo de sete páginas e entreguei para ela. Se Thea ficou surpresa, não demonstrou. — Você trabalhou para Alan Parker?

— Sim.

— Aquele cara tem um caso sério de mão boba. — ela disse enquanto lia e eu sorri.

— Obrigada! Alguém que concorde comigo! — eu agradeci olhando para o teto e fazendo ela rir.

— Ahm, vou ser honesta com você Felicity. Minha família não é das melhores e meus sobrinhos não são anjinhos, e eu acho que você já sabe sobre tudo isso. — ela disse e eu assenti. — Nós levamos o acordo de não-exposição bem a sério e ainda mais com quem as crianças estão passando a maior parte do tempo.

Assenti novamente e ela suspirou.

— Para resumir, depois que Sara morreu, meu irmão se trancou no escritório e deixou três filhos sendo criados pelos empregados. Minha mãe se preocupa mais com sua imagem de socialite do que com os netos...

— E você? — perguntei. Tudo que eu havia suposto antes, estava correto.

— Eu amo aquelas miniaturas de gente, mas eu tenho que administrar quatros bares e sinceramente, não tenho tempo nem para mim e o meu namorado... Que dirá três crianças. — ela disse e demonstrou seu cansaço. — Não quero que pareça para você que não nos importamos com Kellan, Kiera e Kylie, mas...

— Eles não são seus filhos. Eu já consegui ver a imagem completa. — eu disse o mais educada o possível e ela assentiu.

Ela tirou uma pasta debaixo de seus cadernos de contabilidade e me entregou.

— Diggle disse que você é a pessoa certa para o emprego e eu confio nele, então... Tudo que foi especificado no arquivo, está aqui, nada mais e nada menos. — ela disse e me entregou. Eu abri a pasta e lá estava o contrato. Este foi o emprego mais fácil que eu já havia conseguido. — Sinta-se livre para ler...

Eu assinei em todas as folhas e depois na última vi a assinatura da família Queen inteira ali. Moira, Thea e... Oliver. Todas pareciam um rabisco que fazia acrobacias, bem diferente da minha. Que era um rabisco com mais rabiscos por cima.

— Você pode levar suas coisas para a Mansão Queen hoje e amanhã mesmo começa no batente então... — ela disse quando eu fechei o contrato e devolvi para ela. — Boa sorte, Felicity.

— Obrigada Thea, mas acho que não irei precisar de sorte. — eu disse e trocamos um aperto de mãos novamente. Algo nos fundos da boate se quebrou e Thea me pediu desculpas com o olhar e foi até lá.

Okay. Eu sou uma babá.

—-

— Srta. Smoak? — chamou Damien novamente e eu olhei para ele na porta do apartamento. Ele estava segurando três malas em suas mãos, porque teimou e não me deixou levar nenhuma. — Irei esperá-la no carro, sim?

— Claro. Já estou descendo. — eu disse e quando ele sumiu de vista, consegui recuperar minha respiração.

Thea Queen não estava brincando quando disse que queria que eu me mudasse ainda hoje, tanto que me deu uma carona até em casa com Damien. O motorista/segurança super gente fina. Eu fiz as malas correndo, mas sendo cautelosa para não esquecer nada de importante em casa como carregadores ou meu colírio noturno.

Olhei ao redor e vi minha vida. Era tão poético de certa forma. Uma nova fase nascia assim que eu saísse deste apartamento e entrasse em uma mansão. Eu sempre fui fã de aventuras, desde que elas ficassem dentro das páginas dos livros, mas agora eu era a personagem principal e não estava completamente aterrorizada com isso. O que era muito surpreendente.

Agarrei minha bolsa e desliguei todas as luzes, o aluguel até o resto do ano já foi pago com o adiantamento da primeira parte do meus salário e Sr. Jackson estava com a mente descansada quanto á mim. Dei uma última olhada para dentro do apartamento, como naquelas cenas de filmes em que estamos meio que nos "despedindo" de algum lugar e fechei a porta.

Assim que sentei no banco de couro da SUV preta, Damien pôs ela em movimento e eu me despedindo do Glades também. Por hora.

Eu sou, oficialmente, a nova babá da família Queen.

Notas finais
Planejo postar o terceiro e o quarto até domingo, então torçam por mim hahaha :D Algum comentário para mim? Comentem! Indiquem! Recomendem! Favoritem! https://fanfiction.com.br/historia/736715/Dangerous_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/779525/Coaching_Daddy/ (Atualizada!) https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ Grupo do Facebook_ https://www.facebook.com/groups/1015217841832543/?ref=bookmarks (Respondam as perguntas e avisos quando solicitarem autorização para entrar no grupo!) L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics por lá também!