The Paths Of A Rain Woman

14 Inside of My Head


Notas iniciais
Esse capítulo foi escrito com um pouco de pressa, já que... bem, por uma série de motivos. ('-')

A forma que foi escrita... bem, não me deixou muito satisfeita.

Mas aí está.

Ah... o clima meio tenso aos poucos vai passar, ok? A história vai desenvolver seu lado mais "light" com o passar dos capítulos "dramáticos"

No próximo capitulo a explicação vai continuar, finalizando o que foi feito nesse.

Espero que gostem.

Boa leitura.

Permaneceu sentada, aguardando pacientemente pelo iminente tema a ser abordado.

Masaya estava a sua frente, preparando um chá de aroma exótico, que curiosamente parecia apenas aumentar suas vertigens e incentivar à rebeldia de seu estômago embrulhado.

– Como está se sentindo? — tão depressa quanto o questionamento abandonou os lábios de sua mestra, Juvia se permitiu olhar em seus olhos e movimentar a mão enfaixada desajeitadamente.

–Juvia se sente... — seria uma grande mentira dizer que estava bem, e se realmente buscava por respostas, tal comportamento não a levaria à lugar algum.Com paradigma recém-formado em sua mente, optou por começar narrar aos poucos os conturbados e confusos fragmentos de sua história — Na verdade, Juvia se sente estranha.

Masaya franziu o cenho.

– Estranha de que jeito? — perguntou preenchendo duas xícaras com a bebida rubicunda.

A mulher da chuva juntou as mãos, e tentou imaginar como poderia fazê-la entender.

–Bem... coisas estranhas têm acontecido — disse, dirigindo a vista ao líquido a sua frente — Coisas muito, muito estranhas. — finalizou com cautela.

–Que tipo de coisas, Juvia-chan? — perguntou, sentando-se em frente à jovem.

A manipuladora de água se remexeu, desconfortável com as inevitáveis palavras que estavam prestes a sair de sua boca, palavras da qual esperava estarem erradas.

– Juvia acredita que tenha algo a ver com... aquilo que mestra-san disse outra vez — disse, bebericando rapidamente o chá de aspecto estranho, e descobrindo que seu paladar era infinitamente melhor que o próprio cheiro.

– O que eu disse? — perguntou confusa, rastros de curiosidade presentes em sua voz.

– Sobre... — pôs a xícara na mesa — Inner monster.

Os olhos caramelados de sua mestra pareceram perturbados por um, olhando-a com um misto de incredulidade e temor.

No entanto, a comoção foi momentânea.

– Certo Juvia, acho que entendi — disse levantando-se, fazendo seu caminho para a porta de seu quarto.

–M-mestra-san? — gaguejou à espera de algo.

–Espere aqui, não saia do lugar até que eu volte — girou a maçaneta — não se preocupe, não vou demorar. — adentrou o cômodo.

Passaram-se apenas alguns minutos — que mais pareceram horas — e apenas sons irreconhecíveis a faziam acreditar que Masaya ainda estava ali dentro.

Apoiou os cotovelos na mesa e usou-os para sustentar o rosto, aproveitando o restrito momento de solidão para repensar novamente tudo o que mudara nas últimas semanas.

Sentia falta de seus amigos, de sua guilda e até mesmo de seu guarda-chuva reserva que deixara no quarto que alugara na Fairy Hiils. Mas acima de tudo sentia falta de alguém ainda mais especial.

Seu amado Gray-sama.

Aquele do qual sempre tentava se aproximar, entender e diminuir a lacuna entre eles.

Infelizmente, esse também era o mesmo que jamais olharia para si.

E mesmo assim, a Juvia ainda quer te ver, Gray-sama.

Fechou os olhos e imaginou-o. Seu corpo perfeitamente torneado, a pele com um leve bronzeado e aqueles cabelos que sempre tivera desejo em afagar, emoldurando o olhar que mesmo em pensamento a dava calafrios.

– Gray-sama, a Juvia... — começou, com a intenção de deixar claro o tamanha afeição que nutria pelo rapaz, seu coração se acelerando na simples expectativa.

Ao invés da repreensão de Gray ou uma sequência de ternas juras de amor imaginárias, sua reposta foi ainda menos enternecida do que esperava.

Caham!

O pigarro teve sucesso em retirá-la de seu delírio, fazendo-a encarar uma mestra que carregava itens, no mínimo, estranhos. Juvia remexeu os braços furiosamente em sua tentativa de cumprimento.

–Mestra-san... a Juvia não viu você ai... — murmurou sem jeito, corando furiosamente ao relembrar seus sonhos lascivos.

–Hehe... percebi — a mulher respondeu com relativo arroubo — Você parecia bem ocupada, huh?

– É... hum... a Juvia estava — retribui com um sorriso torto.

Então seu olhar se voltou aos itens pendurados por suas mãos.

Antes que pudesse perguntar, a mulher apontou para o sofá, do lado oposto do recinto.

–Sente-se. — gesticulou para o sofá — Vamos aproveitar que os outros estão na escola, e deixar algumas coisas claras.

Juvia tentou ler qualquer emoção implícita em sua voz, mas não havia nada. Levantou-se do banco de madeira e se sentou-se no estofado, aguardando por mais instruções.

– Inner monster originalmente era... quase como um teste — sentou-se a seu lado — As cobaias eram magos de guildas pré-selecionadas, que geralmente eram atraídos no nível mágico adequado pelo anúncio do trabalho de classe média. Alguém muito forte poderia colocar tudo a perder, e alguém muito fraco... não teria real utilidade. — disse de forma inócua, mascrando a real gravidade da situação.

Aproximou-se de Juvia e continuou.

– O experimento tinha como intenção... bem, eram testes para criar o que chamariam de "o mago perfeito", aumentando tanto suas habilidades físicas quanto seu poder. Mas... a forma que decidiram fazer isso foi um tanto quanto inadequada. — olhou para a maga, e recebeu um leve aceno como incentivo para continuar.

–Juntaram todas as vítimas num mesmo lugar, e lançaram o feitiço. Naquela noite, enquanto seu corpo reagia às transformações, vocês se encontravam completamente indefesos; inofensivos demais para reagir. Então ele decidiria esperar e ver aqueles no qual o corpo aceitasse o poder.

Exalou um longo suspiro, e sentiu o corpo de Juvia endurecer perante a menção.

–Depois disso não sei o que ele faria. Provavelmente tentaria recrutá-los e descobrir como reduzir as chances que seu próprio corpo rejeitasse a magia, assim como aqueles que o seguem. — fez uma pausa, olhando de soslaio para a adolescente observando-a atentamente.

–Mestra-san, por favor, continue.

Masaya assentiu.

–A magia que usou foi a mesma em que gastou anos de sua vida pesquisando, mas... ainda não sei como é feita. — parou novamente — Então...

Juvia fez um sinal de pausa.

–O que é inner monster? Essa parte ainda não está clara para a Juvia. — murmurou, temendo a resposta que receberia.

–"Monstro interior", Huh? — mencionou na frugal tentativa em animá-la — Essas são as consequências do método usado por ele.

Consequências da qual não se livrará tão cedo.

Juvia levou a mão à cabeça e pressionou suas têmporas, grunhindo ao ouvir novamente aquelas voz belicosamente familiar à sua.

–Por que essas vozes ás vezes falam na cabeça de Juvia? — grunhiu novamente, sentindo uma forte pontada de dor dilapidar o estado fleumático em que estivera.

Masaya sorriu tristemente.

– Vamos dar um jeito. Não se preocupe, há uma cura para isso. — disse apressadamente, tentando confortá-la de alguma forma.

A dama da chuva manteve o silêncio.

–Mas por enquanto, enquanto ainda não temos algo que o faça parar, vou te ajudar a controlá-lo.

Juvia sentiu as lágrimas se formando nas laterais de seus olhos.

–Confie em mim, essas vozes não irão mais falar na sua cabeça. Elas não vão perturbá-la.

O líquido quente rolou por suas bochechas, sinalizando o anormal descontrole emocional que a situação lhe havia proporcionado.

– O-o que são elas, mestra-san? — perguntou em tom choroso — O que elas são?

Masaya agarrou suas mãos e olhou-a com carinho, puxando-a para uma abraço.

–Elas são... as consequências do que aquele idiota fez.

A menina aumentou o aperto ao redor da mulher de estatura média, e sussurrou bem baixinho, palavras que buscavam desesperadamente uma esperança para se agarrar.

–J-juvia vai ficar bem? — perguntou em voz baixa, reestabelecendo seu auto-controle.

Masaya acariciou suavemente os fios de seu cabelo tingido.

–Sim, querida, você vai.- murmurou de forma maternal, completamente alheia ao vulto encapuzado em sua janela, observando atentamente o desenrolar do diálogo.

Notas finais
Alguém lendo?
Fiquei feliz por receber um leitor novo, agora são 28 ^^

Bem, reviews são bem-vindos.

Não sei ao certo quando poderei postar o próximo, mas espero ser logo.

O que acharam desse capítulo?

Sobre o cara ruivo do capítulo anterior, logo vou dizer mais sobre ele também, assim como os outros membros da "brigada da masaya" (<.<).
...

Bem, até o capítulo 15 o/