The Other Side
1 Prólogo
Notas iniciais
Alguma vez já se sentiu totalmente sem esperança? Como se esse fosse o último segundo da sua vida, como se nada mais valesse apena. Como se não houvesse nada a mais para lutar. Mas então alguém aparece, como uma luz. Intensa e cheia de vida. E ela se torna a pessoa mais importante para você. Tudo acontece como um sonho. Mas a vida não é um sonho, ela é cheia de mistérios, segredos, farsas... Porem, nem por isso podemos perder a esperança. Pois ela esta em todos os lugares. Desde o cair do orvalho até o sorriso inocente de uma criança. E no final, vemos que tudo valeu a pena, pois nos fortalecemos com nossos acertos e aprendemos com os nossos erros. Oxford, Inglaterra — 1857 Era uma fria noite, quando os dois vampiros invadiram a mansão na parte rica de Oxford. Estavam a algum tempo sem se alimentar e rondavam a casa a apenas alguns dias. Os vampiros primeiramente atacaram os criados, não dando tempo para eles gritarem. Foram em direção a sala de estar onde uma dama e um senhor conversavam. Cada um atacou um. Já estavam saciados quando ouviram um ofego. Parada na porta, chocada, havia uma garota com cerca de dezoito anos. Ela tentou inutilmente correr dos predadores, mas não foi o suficiente para a humana. POV Isabella Nunca me esquecerei da dor da transformação. De como o fogo se espalha por seu corpo, fazendo-lhe implorar para que lhe matem. Aquele foi o meu último dia. Como humana. Mal sabia eu que minha vida apenas começava... Anos atrás... Eu corri sobrenaturalmente pelas florestas e ouvia seus passos atrás de mim. Demorou certo tempo para entender o que aconteceu comigo, mas depois que ataquei a humana e suguei todo o seu sangue, eu finalmente entendi o que eu era, uma vampira. Mas o que mais me intrigou, foi que, quando os guardas vieram para cima de mim, eu os afastei com um simples movimento de mão. Depois que sai da cidade em que estava os vampiros que estavam atrás de mim começaram a me perseguir. Meus pés mal tocavam o chão por conta da velocidade em que eu corria. Minha mente, ao mesmo tempo em que forçava minhas pernas irem cada vez mais longe, trabalhava pensando em o que estava acontecendo, porque eles me perseguiam e como sair dessa situação. E, o mais estranho, eu não estava cansada. Quando humana, nem ao menos conseguia correr direito, mas agora, por conta de minha nova espécie, eu não precisava parar para descansar. Eu corria e os vampiros corriam ainda mais. Porem eu não conhecia a área e tive que parar ao entrar em uma clareira e me deparar com uma parede de pedra. Fiquei encostada na parede em posição de ataque, como meu instinto me dizia. No outro extremo da clareira, dois vampiros saíram da floresta. Um era extremamente alto e forte, tinha cabelos escuros e olhos vermelhos escarlates. O outro tinha a mesma cor dos olhos do primeiro vampiro, porem era loiro e mais baixo. Os dois sorriram malignamente ao me verem encurralada. Tentei fazer com eles o que fiz com os guardas humanos, mas nada acontecia. – Fique calma princesa, não vai conseguir fazer o que fez com os humanos. Precisa de muito treino – o vampiro moreno falou e eu arregalei os olhos, eles viram o que eu havia feito? – Sim, nós vimos você usando seu poder nos humanos e sabemos que nossos mestres ficaram muito interessados nesse seu dom. Somos bons em observar sem ser vistos – o loiro disse – Agora é só vir conosco – completou o moreno. E eu rosnei – Não vou ao lugar algum – eu disse ainda rosnando, eu sentia uma energia negra vindo deles. E isso não era um bom sinal. – Você vem por bem, ou por mal – o loiro disse já perdendo a paciência. – Não! – rosnei e eles rosnaram de volta – Então vai por mal – ele falou e os dois pularam me atacando. Anos depois...
Corri até o castelo, passei por Guianna, que apenas me cumprimentou por educação. Eu conhecia a minha reputação por aqui. Sabia que era conhecida como Isabella, a fria. Ou a mal-humorada. E muitos outros. Como se eu ligasse. Revirei os olhos. Eu não queria ter relação alguma com os vampiros daqui. Não por ser fresca e mimada, mas porque quase todos daqui eram obcecados pelo poder e pelos Volturis. Totalmente gananciosos. Apenas alguns daqui, como Xavier e, bem, eu, estavam aqui porque eram obrigados e ameaçados.
Aparentemente, muitos vampiros não estavam presentes no castelo, pois eu conseguia ouvir o som de meus próprios pés ecoando pelas paredes úmidas, sem a interferência de nenhum outro som relativamente presente. Até que comecei a ouvir uma conversa. Nessa parte era onde ficava o quarto dos três grandes Volturis.
[...]
Arregalei os olhos ao ver a cena. Eu estava chocada com a cena que acabara de ver. Sabia que isso iria causar muitos problemas
– O que foi Isabella? Assustada de mais? – ele disse me encurralando na parede fria do castelo
– O que foi que você fez? – perguntei raivosa. Como ele teve coragem?
– Eu? Eu não fiz nada – ele disse cínico e depois riu maliciosamente – Mas você sim. Você é a culpada disso
No momento em que ele disse isso eu entendi. Eu estava na cena do crime. Eu era a testemunha e agora eu iria ser a culpada
– Não vão acreditar em você – sibilei, rosnando.
– Ah não? Pague para ver querida Isabella – ele disse ameaçadoramente. Minha mente vampírica começou a trabalhar. Eu tinha que fugir daqui. Para bem longe, onde nenhum deles me encontrasse. Eu não iria ser punida por uma coisa que eu não fiz. Rosnei para ele e comecei a correr para fora do castelo. Ele rosnou de volta e foi atrás de mim. Ao sairmos pela porta do castelo, ele gritou:
– Segurem-na. Ela é uma assassina! – rapidamente, os guardas se juntaram a minha perseguição. Adentramos na floresta e os guardas acabaram se separando. Mas ele continuou atrás de mim sem hesitar. Chegamos a borda de um desfiladeiro, rapidamente minha mente fez os cálculos, analisando se com o salto seria possível passar para o outro lado. Sem esperar muito, olhei para trás, vendo que ele chegava perto e pulei. Fiquei alguns segundos, suspensa no ar. Logo meus pés tocaram na outra borda do desfiladeiro. Olhei para a outra borda e la estava ele, olhando-me furioso. Ele não iria pular, não seria idiota de tentar combater sozinho a mim. Dei um sorriso cínico para ele e ele rosnou.
– Vá Isabella, fuja. Não importa onde estiver eu te acharei, e acabarei com você e com qualquer um que esteja te ajudando. Afinal, duas pessoas podem guardar um segredo se uma delas estiver morta. E não serei eu que irei morrer. – ele disse sombriamente.
Eu não esperei e comecei a correr rapidamente, saindo do continente, começando a minha fuga que duraria bons longos anos... Até agora.
Notas finais
Bjinhos
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