The Other Side
1 Sexta Feira Treze parte 1
Capitulo I
Sexta feira treze. (parte 1)
Samara POV
Sexta feira treze, é realmente um dia de muito trabalho, já faz um ano que não vejo o meu Tutor, e as noites mal dormidas estão se tornando mais freqüentes.
Tinha acabado de acordar, o telefone do meu lado havia atrapalhado o meu sono, sabia que era mais um trabalho a ser feito.
- Alô...
- Achei uma coisa para você.
- Já vou ficar pronta logo... Onde que é...?
- Acima da loja chinesa, perto do posto de gasolina.
- Tudo Bem...*desliga o telefone*
Preparei as minhas coisas, sai do apartamento e fui ao local de trabalho. Estava uma tremenda barulheira, uma das pessoas estava do lado de fora de um quarto com a porta fechada segurando uma cadeira, parecia bem assustada com a situação.
- E então,faz quanto tempo que está assim...?
- Duas semanas...
Entrei no quarto em seguida, estava uma tremenda bagunça.
-Minha nossa...
Na cama havia uma garota deitada, com os pulsos e os tornozelos amarrados. Olhei diretamente nos seus olhos e fui me aproximando, ela me encarou de forma assustadora, mas não me abalei, estava acostumada com aquele tipo de trabalho, também, depois de tantos anos...
- Iuqad aias...
Sentei em cima do seu quadril, meus rosto estava bem próximo do dela, aqueles olhos continuavam me encarando de forma ameaçadora, e naquele rosto surgira um sorriso irônico.
- Olha, se eu fosse você sairia logo daqui.
- Graaaah... *cospe na minha boca*
- Hm... *passa a mão por cima, limpando.* -Você quem pediu... *pega uma garrafa do paletó e joga umas gotas no rosto dela*
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
- Gostoso, não é? *segura seu rosto.* — Vai sair daqui querendo ou não...
- Grrrrr... ragul eleuqan aifne e afarrag asse agep
- Só se for no seu... *Da um tapa no rosto e bota uma cruz na testa*
- AHHHHH! QUEIMA!
- Em nome do pai, do filho e do espírito santo... *começa a murmurar palavras*
- GRRRRRRRAAAAAAAAAAAAAAAA!
A cama começa a tremer com violência, e o tecido que prendia os seus pulsos estava arrebentando, mesmo assim eu continuei com a prece, repetindo e segurando a sua cabeça firme. Lentamente a garota começou a ceder, a cama havia parado de tremer, e eu havia dito as ultimas palavras. Será que havia acabado, eu não tinha certeza, não podia sair de lá, apenas ficar observando.
- Hmmm...
- Você está bem?
- Eu... Hmm não... Não... Kyaaaaaaaaaaaaaaa!
-Droga!
A cama voltara a se balançar violentamente, me segurei com firmeza em suas vigas na esperança de poder me segurar, a garota não parava de gritar, estava muito assustada.
- Maldição!
Voltei a orar novamente, estava muito difícil para me concentrar naquela hora, toda aquela agitação e gritaria me atrapalhava.
- GRRRRRRR!
A situação dela estava piorando, quando eu me dei conta a mão dela estava em meu pescoço.
-Ah... *fecha os olhos com força*
-aidav arrom...
Ela me jogara contra o armário com tanta força, que as portas dele acabaram quebrando, por sorte minhas costas ficaram inteiras, mas estavam doendo muito, e provavelmente com marcas roxas.
- É assim que quer brincar? Então vamos brincar...
- Ha,ha,ha,ha,ha! Rezaf iav euq o?!
- Isso... *Joga duas garrafas de água benta na garota e ela começa a se debater na cama*
- AHHHHHHHHHHHHHHH!
- Agora... *se afasta do armário e volta a sentar em cima dela, segurando a sua cabeça contra a cama, começando outra prece*
- Grrrr!... AHHHHHHHHHHHHHHHH! *se debatendo com força*
-In nonime Patris, et Fílii, et Spitiui Sancto! In nonime Patris, et Fílii, et Spitiui Sancto!
- Grrr…
- In nonime Patris , et Fílii , et Spitiui Sancto…
-Hm… *para de se debater e fica com o corpo relaxado.*
- Sub tuum praesídium confúgimus, Sancta Dei Génetrix. Nostras deprecatiónes ne despícias in necessitátibus, sed a perículis cunctis libera nos semper, Virgo gloriósa et benedícta. Amen.
Agora eu tinha certeza, aquele tormento havia acabado, tinha esquecido completamente a dor nos ombros naquele momento.
- Agora vai ficar tudo bem...
Minhas mãos acariciaram aquele rosto, que agora não demonstravam sinais de ameaça e agressividade, ela estava lá, dormindo profundamente.
- Se cuida garota...
Sai de cima dela, indo em direção a saída, não queria falar com ninguém de lá, apenas relaxar. Logo após que eu saí encontrei uma pessoa.
- Falei que tinha alguma coisa pra você?
Era um amigo do meu tutor, ele quem arrumava os trabalhos que agora estavam encarregados a mim.
- É, falou. Alguma noticia dele?
- Não,nenhuma ligação, nem carta para falar a verdade.
- Droga...
- Será que aconteceu alguma coisa?
- Não sei, ele falou para passar em um lugar se não aparecesse depois de um ano... Eu vou indo, mas antes vou passar em um lugar antes de chegar lá.
- Tudo bem, vê se descansa garota.
- Já tenho 22 anos, não precisa me chamar assim...
- Velhos costumes não mudam.
-Hunf.
Tomei o meu caminho, precisava visitar uma pessoa, não iria agüentar ficar mais um dia sem vê-la, foram cinco dias sem dar uma noticia de minha existência. Depois de uma hora cheguei ao meu destino, havia batido duas vezes na porta.
- Oi!
- A Kai está ai?
A porta abre em seguida, era a mãe dela.
- Está no quarto, entre.
- Licença...
Após entrar no local, fui em direção ao quarto dela, estava na cama meio aflita, e provavelmente chateada comigo. Fechei a porta do quarto devagar, e os olhos dela se dirigiram na minha direção.
- Oi...
- Olha quem resolveu aparecer...
- Precisava te ver...
Ela se levantou e andou na minha direção, em seguida seu palmo segurou a porta na altura da minha cabeça. Eu estava com as costas na porta, apenas olhando para ela.
- Por onde você esteve, achei que tinha acontecido alguma coisa com você...
- Desculpa, não tive tempo...
- Há, não teve tempo para dar noticia? Nem para ligar pelo menos? Me conta outra... *vai se afastando*
- Espere... *segura o pulso dela*
- Cinco dias sem dar sinal de vida... Cinco dias...
- É, eu sei... Desculpa...
- ...
- Kai...
- O que andou fazendo durante esses dias... ?
- Trabalhando duro pra variar...
Segurei a mão dela, e em seguida passei o polegar por cima com carinho. Em seguida ela aproximou os lábios dos meus e começou a me beijar, senti muita falta do gosto deles.
Por um bom tempo ficamos por lá, e em seguida seus lábios se afastaram dos meus.
- Kai...
- Não to agüentando mais isso Samara...
- Eu também não... Vem cá...*passa a mão na cintura dela e puxa de leve, encostando os corpos.*
- O que vai fazer... ?
- Eu não quero perder tempo... *encaixa os lábios e começa a beijar de forma profunda*
- Hmm... *vai acompanhando o beijo com desejo e vai empurrando Samara contra a parede, até prensá-la.*
-Hmmmm...
O momento era perfeito, finalmente pude sentir seu corpo, seu cheiro. Era a única capaz de me fazer esquecer a dor, e as preocupações do trabalho. Mas bons momentos não duram para sempre, no momento em que desci as mãos até o seu quadril escuto três batidas na porta, no susto ela acabou se afastando de mim.
- Mãe?
- O lanche está pronto, chama a Samara para comer.
- Tudo bem mãe.
- Kai, eu não vou poder ficar...
-O que?
- Não vou poder ficar, tenho um lugar para ir...
- Mas agora?
- É, alguma coisa haver com ele, lembra que eu tinha falado que ele ia ficar sumido por algum tempo?
- Lembro, mas o que ele tem haver com você sair agora?
- Eu não sei, mas ele falou que eu teria que ir falar com o Tio Sá se acontecesse dele sumir por um ano.
-Tio Sá?
- É, um carinha supremo de não sei o que...
- Tudo bem né...
A puxei e beijei intensamente, ela me segurou, não queria q eu fosse.
- Samara...
- Eu volto para dormir com você...
- Você volta... ?
- Uhum...
- Ta bom... Vou ficar te esperando.
Sai do quarto dela e fui em direção à saída, mas antes a mãe dela me abordou, insistiu para eu ficar, mas eu não podia. Então eu saí de lá sem saber o que exatamente o que iria acontecer.
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