Notas iniciais
C-Cassie. A-Adam. E-Elijah. M-Magda. R-Rebekah.

P.O.V. Cassie.

Estamos fazendo o jantar quando de repente o fogo começa a subir inexplicavelmente. Desligo o gás da boca e a outra começa a subir, desligo mais uma vez o gás, mas o fogo continua a se alastrar.

—Mamãe! Mamãe!C

Corro até a minha mãe.

—O que foi meu bem?M

—Temos que sair daqui! A cozinha está pegando fogo!C

Minha mãe me puxou pela escada a baixo e nós corremos para a porta que trancou sozinha.

—Mamãe! Vamos morrer!C

Minha mãe me empurrou pela janela pouco antes dela se fechar também.

—Mamãe! Mamãe!C

Eu tentava abrir a janela, mas não abria. Corri para os fundos pra pegar uma vassoura e quebrar o vidro, mas então eu escuto a explosão.

—Mamãe!C

Vaguei pelas ruas, sem saber pra onde ir, eu não tinha pra onde ir.

Até me lembrar dos amigos vampiros da minha mãe.

Perguntei onde eles moravam e achei a enorme mansão. Os portões abriram sozinhos. Bati na enorme porta e o senhor Mikaelson a abriu.

—Olá Cassie, o que houve?E

—Eu não sabia mais pra onde ir, a minha mãe morreu. A casa pegou fogo, as portas e as janelas trancaram sozinhas eu tentei tirar ela, mas a casa explodiu. Eu não tenho mais nada, nem ninguém, por favor me ajude.C

—Entre, entre. Vou pedir para a senhora Cromwell fazer um chá.E

—Obrigado senhor Mikaelson.C

—Sente-se.E

P.O.V. Elijah.

Estava sentado no sofá lendo um livro quando alguém bate a porta.

Imaginem a minha cara quando Cassie está parada lá, parecia ter chorado muito.

—Olá Cassie, o que houve?E

—Eu não sabia mais pra onde ir, minha mãe morreu, a casa pegou fogo, as portas e as janelas trancaram sozinhas, eu tentei tirar ela, mas a casa explodiu.

Eu não tenho mais nada, nem ninguém, por favor me ajude.C

Ela chorava desesperadamente.

—Entre, vou pedir a senhora Cromwell para fazer um chá. Por favor, sente-se.E

—Obrigado senhor Mikaelson.C

Quando a senhora Cromwell trouxe o chá ela foi bebendo devagar e se acalmando.

—O que houve? Como aconteceu?E

—Eu não sei. As labaredas do fogão começaram a subir e por mais que gás estivesse desligado aquilo não parava.C

—Como escapou?E

—Minha mãe me empurrou pela janela pouco antes dela fechar. Eu corri para os fundos para pegar uma vassoura e quebrar o vidro, mas a casa explodiu.C

Ela só conseguia chorar.

—Está tudo bem agora.E

—Não, a minha mãe morreu eu não tenho mais ninguém.C

Abracei-a e ela chorou em meu ombro.

—Pode ficar aqui o tempo que quiser.E

—Obrigado. Onde fica o banheiro?C

—Segunda porta á direita.E

—Obrigado, por tudo.C

—Disponha.E

Não imagino como deve ser perder alguém assim tão repentinamente e ainda testemunhar a morte deste ente querido.

Quando voltou o rosto havia desinchado bastante, mas não totalmente.

Fui arrumar o quarto de hóspedes pra ela, coloquei uma toalha no banheiro, shampoo, condicionador, sabonete, uma escova de cabelo e um dos inúmeros secadores da minha irmã. Troquei a roupa de cama, estendi um pijama sob ela e verifiquei se estava tudo funcionado bem.

—O seu quarto já está pronto. Espero que esteja do seu agrado.E

—Vai estar sim. Obrigado.C

—De nada.E

Ela subiu as escadas, procurou o quarto e entrou trancando a porta.

—Caraca, esse quarto é maior que a minha casa toda.C

Ri.

—Oh, ele até arrumou o banheiro. Que bonitinho.C

Dei um sorriso.

Ouvi o chuveiro ser ligado, ela se despir e entrar embaixo da água quente.

Cassie ficou lá por alguns minutos, depois desligou o chuveiro, se secou, secou os cabelos, colocou o pijama e desceu.

—Deve estar cansada. Pode ir dormir se quiser.E

—Ahm, é que eu... eu ainda não jantei.C

Ela estava com fome. Ai, Elijah como pode deixar de pensar nisso.

—Por favor, me acompanhe.E

Lhe fiz um sanduíche de pasta de amendoim com geleia.

—Obrigado senhor Mikaelson.C

—Por favor, me chame de Elijah.E

—Certo, Elijah.C

—Sinto por não fazer um jantar descente, mas é só o que eu sei fazer.E

—Sem problemas. Mas, da próxima vez eu cozinho.C

Eu a amei assim que coloquei meus olhos nela.

—Cassie, você acredita que o amor tenha uma segunda chance? Você acredita em perdão?E

—Sim, acredito.C

—Você não se lembra?E

—Se eu lembro? Senhor Mikaelson, o senhor está bem?C

—Você não está me reconhecendo? Porque?!E

—Senhor Mikaelson...C

—Eu pensei que trazendo você de volta a mansão Mikaelson ajudaria a se lembrar.E

—Me lembrar de que senhor Mikaelson? Está me assustando.C

Agarrei os pulsos dela e disse completamente desesperado:

—Onde aconteceu. Onde passamos nossos últimos momentos juntos! Onde dançamos juntos pela última vez antes que você... Antes que você se matasse Amara! Agora que você voltou pra mim finalmente podemos ficar juntos querida! Porque não se lembra? Você era meu mundo, minha vida e eu amei você em morte como amei você em vida!E

—Me solta!C

Ela se soltou de mim e saiu correndo. Estava subindo as escadas quando eu a interceptei.

—Porque não se lembra?! Você é ela! Você é a Amara, você tem que ser!E

—Não pode sentir? Escute seu coração eu sou seu verdadeiro amor! E agora podemos ficar juntos, não compreende?! Amara, você precisa me escutar.E

Ela estava correndo.

—Eu não sou Amara!C

—Por favor, eu lhe imploro!E

—Me deixa em paz! Não chega perto de mim!C

Amara entrou no quarto e trancou a porta.

—Ela não se lembra. Não pode ser ela.E

—É ela senhor, a cigana profetizou o retorno dela. E esse momento chegou.

Disse o meu mordomo Adam.

Quando o dia nasceu ela se lembrou.

—Eu me lembro. Eu me lembro de tudo.C

—Oh, Amara.E

Ela abriu os braços para me receber e eu fui.

—Viu? Eu tinha razão, Mestre.A

—Você. Você! Foi você.C

—O que disse?A

—Eu não cometi suicídio. Foi ele! Ele me matou! Me envenenou.C

—Ora, mas que tolice senhorita Blake. A

—Não é tolice! Eu me lembro! Me lembro de tudo!C

—Como pôde tirar a vida dela?! Eu a amava!E

—Eu também a amava! Você não sabe como é ver a mulher que ama nos braços de outro homem!A

—Então você a matou.E

—Avisei que seria um erro fugir com aquela moça! Ela era uma bruxa e você era um vampiro!A

—Então você a envenenou?E

—Sim!A

Eu arranquei o coração daquele bastardo!

—Jesus!C

—Agora que ele se foi, podemos recomeçar de onde paramos Amara.E

—Cassie.C

—O que?E

—Fui Amara um dia, mas agora eu sou a Cassie.C

—Tudo bem. Como quiser.E

—Eu sinto muito por ter me apavorado ontem e ter dito aquelas coisas.C

—Não, tudo bem. Sei que é muito para absorver.E

—É.C

—Vem, quero mostrar uma coisa.E

Ela me seguiu e entramos pela passagem secreta até chegarmos á ante-sala onde eu montei um altar em memória de Amara.

—Eu sou igual a ela. Mas, você já sabia disso não é?C

—Sim. De fato.E

—Você disse que queria me trazer pra cá, por favor me diga que não incendiou a minha casa.C

—Não. Eu jamais poderia machucá-la.E

—E a minha mãe? Se ela estivesse sozinha na casa, você incendiaria?C

—Não. Eu sempre respeitei a sua mãe, ela era mais que uma aliada, era uma amiga.E

—Que te chamava de aberração.C

—Ás vezes sim. Mas, ela era uma bruxa e foi assim que ela foi criada.E

—O que quer dizer?C

—Velhos hábitos são difíceis de se perder. Ela foi educada para odiar os vampiros.E

—Isso é maluquice. Tenho que contar para as meninas.C

—Não pode.E

—Eles são como eu Elijah. Formamos um círculo, estamos todas conectadas de um jeito inexplicável. C

—Círculo?E

—Seis integrantes das seis famílias originais formam um círculo. Basicamente, estamos ligados uns aos outros desde de que selamos o círculo na praia a sete anos.C

—As famílias originais?E

—As nossas ancestrais foram as primeiras pessoas do mundo agraciadas com o dom da magia.C

—E quem são as seis famílias originais?E

—Os Chamberlin, Os Blake, Os Forbes, Os Bennett, Os Mead, e Os Petrova.C

—Elena Gilbert?E

—Isso. ela está no nosso círculo.C

—E o irmão?E

—Não. Ele não é descendente de Amara.C

—E os nomes dos integrantes, quais são?E

—Porque quer saber? C

—Curiosidade.E

—O que acontece com um, acontece com todos.C

—Tudo bem. Agora diga-me os nomes.E

— Bonnie, Cassie, Caroline, Diana, Faye, Melissa, Elena.C

—Interessante. Nunca me ocorreu que Elena e Caroline fossem bruxas.E

—Na verdade, elas são nascidas em linhagens de viajantes.C

—Viajantes?E

—Um tipo diferente de bruxo. Eles tem o poder de entrar no corpo de outra pessoa. Tipo um parasita.C

—Isso é estranho.E

—A Bonnie também consegue. Ela é descendente de Qetsyah, a bruxa que fez a cura.C

—A maluca psicótica que tentou matar a duplicata original?R

—Olá Rebekah, como vai? Sim. Ela mesma.C

—Que doideira.R

—Por isso apenas a Bonnie conseguiria retirar o feitiço daquela tumba.E

—Sim. Aposto que logo elas estarão aqui.C

—Porque?E

—Assim como os seres sobrenaturais mortos são atraídos pela âncora, os membros do círculo são atraídos pelo líder que no caso sou eu.C

—Mas, você disse que Elena é descendente de Amara, como você?E

—Não. São duas Amaras diferentes.C

—Essa Amara de quem fala é aquela que dizem ser o verdadeiro amor de Silas?R

—A própria.C

—E a âncora que você mencionou? Que feitiço ela âncora?E

—O outro lado. Ele mantém o outro lado inteiro.C

—Ele? A Âncora é homem?E

—É. É o seu irmão.C

—Niklaus?E

—Isso.C

—Como a âncora funciona?R

—Ele tem o poder de fazer contato físico com as pessoas do outro lado. Todo ser sobrenatural que morrer tem que passar por ele. Niklaus agora é uma cabine de pedágio híbrida para o outro lado.C

—Híbrida?R

—Ele é híbrido não é?C

—É.R

—Então. Só pra avisar, temos duas duplicatas no círculo.C

—Duas?E

—Sim. Uma duplicata Chamberling e uma Petrova.C

—Duplicata Chemberling?E

—Ela tem o rosto de uma moça chamada Hayley Marshall.E

—Nós a conhecemos.R

—Ótimo. C

Espero que a Haylay saiba que seu rosto gerou uma duplicata.