The Only One

1 Capítulo único


Notas iniciais
Resolvi me aventurar nos mares de Kuroshitsuji, é minha primeira fic dessa obra maravilhosa. Espero que a minha história os entretenham um pouco *-*
Escrevi POV Ciel porque eu achei mais fácil... Sou a preguiça personificada. Peço desculpas se o nosso lindinho ficou meio OOC.
http://www.youtube.com/watch?v=ouN5Y5NjIAk < Minha fonte de inspiração ♥
Boa leitura!

And now the beat inside me is a sort of a cold breeze

(E agora a batida dentro de mim é como uma brisa gelada)

And I've never any feeling inside, but...

(E eu nunca tive qualquer sentimento aqui, mas…)

Ruining me, bring my body, carry it into another world

(Me arruinando, traga o meu corpo, carregue-o para outro mundo)

I know I live, but like a stone I'm falling down

(Sei que estou vivo, mas como uma pedra estou caindo)

Lacuna Coil – Falling Again

O céu estava negro, não havia estrelas, ou a lua agraciando com sua doce presença. A escuridão era completa, e aquilo o agradava. Rajadas de ventos acariciavam seu belo rosto, como um doce amante. Seu cabelo movia-se de acordo com a intensidade do vento, vezes ou outra acabava por deixar o tampão em seu olho à mostra. Para o pequeno conde, admirar a paisagem noturna era fascinante. Talvez fosse a semelhança com os sedosos cabelos de um certo mordomo, ou com sua existência obscura e misteriosa.

‘’Não! Por que estou pensando nele agora?’’

Na realidade, desde a primeira vez que vira Sebastian, tais pensamentos começaram a assombrar a mente de Ciel. Porém, era ingênuo demais para entender. Seu mordomo. Seu demônio. Aquela figura extremamente desejável era apenas mais uma peça em seu tabuleiro de xadrez, uma criatura que existia apenas para satisfazer seus mais profundos desejos. Então porque se via, o desejando?

‘’Maldito seja .’’

Sentado em seu escritório, perdia-se em devaneios. Havia pilhas e mais pilhas de papéis para ser lidos — um trabalho extremamente enfadonho. Mas não havia espaço em sua mente nem para a Rainha Vitória, o mordomo havia monopolizado completamente seus pensamentos. Inicialmente, o conde amaldiçoava-se por divagar tanto sobre o moreno, aquilo era inaceitável. Depois de alguns meses, acabara-se acostumando com a estranha situação em que se encontrava. Um nobre, o chefe da casa Phantomhive, o cão de guarda da Rainha desejando um reles mordomo. Aliás, mordomo esse, extremamente sensual, inteligente, eficaz, e um DEMÔNIO. Não poderia estar em situação mais peculiar.

Ciel sabia que após sua vingança ser completa, sua alma seria consumida. E realmente não se importava com aquilo. Fizera o contrato por sua vontade, não se arrependeria de nenhum de seus atos, todos os seus movimentos visavam apenas uma coisa, seu caminho já estava traçado. E até seus objetivos serem concluídos, aproveitaria a companhia de Sebastian até o último momento, até seu último suspiro. E não se arrependeria de absolutamente nada.

Com apenas doze anos, já era consciente de todas as responsabilidades que carregava. Naquele mundo, cheio de mentiras e tristeza, não poderia jamais mostrar-se fraco, pois sua fraqueza significaria sua ruina. Dentro de seu coração, havia dor, um imenso ódio, e um estranho sentimento por seu mordomo. Um sentimento que negava veemente ser amor, perdeu a capacidade de senti-lo no momento em que seus pais morreram. Era uma atração forte, um desejo de tê-lo apenas para si, uma paixão que o consumia lentamente. O pequeno conde sentia-se protegido ao lado do moreno, ele era seu porto seguro, confiava no demônio como nunca confiara em ninguém. Sebastian nunca mentiria para ele, era uma das condições do contrato. Mas no amago de seu ser, queria acreditar que ele o fazia por vontade própria.

‘’Impossível! Ele apenas quer minha alma. ’’

Era do conhecimento do Conde que o moreno realizava todos os seus caprichos porque ele era sua refeição, segundo Sebastian: A alma mais deliciosa que já vira em seus séculos de vida, alguém por quem sacrifícios valeriam à pena. Realmente não se importava, já que para o pequeno Phantomhive, o mordomo demônio servia para preencher o vazio dentro de si. Porque sua vida inteira era uma mentira, seu status, o título do qual tanto se vangloriava, a Companhia Phantom, nada daquilo lhe satisfazia. Era nos braços do demônio que se sentia completo, um lugar para onde iria quando precisasse de refúgio.

Levantou-se de sua poltrona, e caminhou até a janela atrás de si, escorando-se no parapeito. Direcionou seu olhar ao jardim da mansão, admirando as flores que a enfeitavam, em especial as rosas. Tão belas e delicadas, mas traiçoeiras ao mesmo tempo. Assim como Sebastian. Os traços de seu rosto eram delicados, o nariz fino, os lábios bem preenchidos, seu corpo era definido, os ombros largos, e as pernas longas, nunca vira alguém tão belo como seu mordomo. A personalidade fria, sádica, e o fato de ser isento de qualquer sentimento, tornava tudo mais interessante.

‘’Por que tudo me lembra aquele idiota? Isso é irritante. ‘’

Inconscientemente, ansiava pela presença do mordomo. Sentia-se solitário, as horas passadas dentro do escritório, na companhia de livros e papéis afetavam a sanidade do pequeno. Todo o seu ser desejava sentir o calor do demônio, tocar o rosto pálido, sentir a textura de sua pele, e beijar-lhe os lábios até perder o fôlego.

– Sebastian... – Não aguentaria ficar longe do moreno por muito tempo. Por mais que fosse extremamente arrogante e orgulhoso, vez ou outra se permitia baixar a guarda, apenas para uma pessoa – ou melhor, um demônio. Apesar de tudo, era uma criança, não mais do que isso. Suas atitudes poderiam ser as de um adulto, a mentalidade madura demais para a idade, mas seu coração ainda era o de uma criança. Uma criança corrompida, caindo cada vez mais no abismo de seus próprios atos, chegara tão fundo, que já era praticamente impossível se salvar. Mas como qualquer outro ser humano, encontraria um ínfimo fio de esperança, se agarraria a qualquer chance que lhe fosse dada. Sua única esperança era Sebastian.

Um ser diabólico e inescrupuloso. No final, mestre e servo não eram tão diferentes um do outro.

Ainda encostado na parede, ouviu batidas na porta. O som já era conhecido, ao longo do tempo tudo aquilo se tornara rotineiro.

–Entre. – A voz do conde soara desinteressada, uma tola tentativa de mostrar-se superior. Tudo o que o pequeno desejava no momento, era Sebastian, mas jamais em sã consciência verbalizaria seus pensamentos. Porém, naquele momento ele não estava em seu estado normal.

–Deseja algo, boochan?

–Você. – O sorriso no rosto de Ciel transbordava malícia, uma malícia que o mesmo mal compreendia. Lentamente tirava a gravata de cor azulada amarrada em seu pescoço, movimentos extremamente lentos, contrastando com toda a pressa do pequeno.

Observava o mordomo andar em sua direção, tremendo em expectativa. Enfim poderia compensar todas as horas que passara trabalhando, e apesar do corpo estar cansado, não ligaria de fazer horas extras com Sebastian. Muito pelo contrário, ansiava desde o começo do dia até poder ter o moreno para si.

–Yes, My Lord. — Os lábios do belo demônio curvaram-se em um dissimulado sorriso, os olhos escarlates brilhavam felinamente.

Sentia-se perdido no ollhar de Sebastian, um vermelho tão intenso e perigoso, adorava aqueles olhos.

A cintura do conde foi puxada com delicadeza, o corpo esguio indo de encontro ao peitoral forte do moreno. O Phantomhive automaticamente retribuiu o gesto, levantando o rosto para poder encarar seu belo mordomo. Fora surpreendido pela língua do mordomo pedindo passagem entre seus lábios, mas após alguns segundos permitiu que um contato mais profundo se iniciasse. E enquanto saboreava daquele doce momento, divagou um pouco mais.

‘’É entre esses braços que eu quero estar, até o fim. A última coisa que verei, será a cor de sangue dos olhos de Sebastian. Para alguns, pode ser trágico. Para mim, não existe final melhor do que esse. ‘’

Notas finais
Quem sabe em uma outra oportunidade eu escreva um lemon entre eles /nosebleed.

Deixem comentários, a opinião de vocês é importante hihi

Até, kissus~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!