The Only One
40 Capítulo 38
Há duas noites Jacob não conseguia pregar os olhos. Pensou que deixar as coisas por conta de Seth aliviaria sua tensão. Ledo engano. Estava exausto.
Passou a noite toda em forma de lobo vagando pela floresta. Muito antes do amanhecer já estava na clareira onde aconteceria a reunião do conselho, mesmo assim permaneceu em meio às arvores até todos chegarem, todos mesmo, incluindo Bella.
Sentiu seu cheiro adocicado vindo do outro lado da clareira. Uma figura pálida que se esquivava entre a vegetação. O alfa sentiu uma pontada no peito. Temia por Bella.
Não em se tratando do conselho, mas do rumo que as coisas tinham tomado. Ela estava se perdendo e por mais que Jacob dissesse a si mesmo que não tinha nada haver com a vida dela, ele se importava.
Bella era... Era tão Bella! Sempre metendo os pés pelas mãos, sendo passional, meio inconseqüente... Ela não era fora do comum, pelo contrário, sempre fora alguém absolutamente normal. Uma pena não ter visto isso a tempo. Agora, com sua nova natureza, ela tinha razão, os sentimentos humanos só serviam para bagunçar tudo, principalmente a cabeça e o coração do próprio Jacob.
O lobo inspirou profundamente e apertou os olhos com força. Queria ter um poder extraordinário e resolver tudo com um estalar de dedos. Ou então deitar a cabeça no travesseiro, dormir e acordar no dia seguinte descobrindo que tudo não passara de um pesadelo.
Mas infelizmente era impossível. E a presença de Sam há poucos metros de onde ele estava confirmava que o sonho ruim estava apenas começando.
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Estavam todos ali formando um circulo. Jacob inspirou fundo e encarou cada um de seus antigos companheiros de alcatéia, e também os integrantes do conselho que não eram lobos, mas de famílias tradicionais da reserva.
Seth estava ao seu lado direito, lugar ocupado por direito pelo lobo beta, e Sam ao seu lado esquerdo, como líder do conselho.
– Creio que seja melhor cada um se acomodar como achar mais confortável. Essa reunião tende a ser longa. – Jacob falou alto, mas sem conseguir esconder o cansaço.
Sentiu o olhar fixo de Leah sobre si, mas preferiu não desviar o foco. Seu olhar percorria por todos os rostos sem encará-los de verdade. O alfa sentia o peso do mundo sobre seus ombros, e por alguns segundos pensou que seus joelhos iriam fraquejar. Engoliu a bile, inspirou mais uma vez e começou.
– Formalidades são dispensáveis hoje. Todos sabem muito bem o que está acontecendo com nossos jovens da reserva, filhos, netos e sobrinhos de todos vocês. Todos sabem por que as transformações têm inicio. A questão é: como isso aconteceu se durante todos esses anos eu e Seth mantivemos nossa vigilância?
Aquilo não ia ser fácil. Seth percebeu a tensão que emanava de seu irmão, pensou em tomar a palavra, mas Jacob continuou.
– A razão para toda essa bagunça está muito além do qualquer um de nós poderia imaginar. – o alfa olhou para seu beta, e Seth entendeu que era sua deixa.
Abaixou-se e pegou todos os documentos e o notebook de Simon que estavam em uma mochila aos seus pés.
Sentiu todos os olhares sobre as suas costas. Ainda em silencio, ele entregou o computador para Sam e para os demais conselheiros as pastas de documentos que comprovavam a ligação de seu antigo chefe com os Volturi.
Leah o olhou mais do que intrigada. Tentou perguntar algo, no entanto, Seth limitou-se a negar levemente com a cabeça.
Incomodados com todo aquele suspense e as poucas palavras de Jacob, os membros do conselho fixaram imediatamente a atenção na papelada entregue por Seth. O beta voltou ao seu lugar ao lado de Jacob, e ambos permaneceram em silencio, apenas observando as expressões que se formavam nos rostos de todos.
A tensão parecia criar uma nuvem negra sobre toda a clareira. Até mesmo Bella distante vários metros, percebia que as coisas não iam bem. Trincou os dentes, afinal, sabia que tudo ia piorar assim que sua presença fosse “anunciada”.
– O que significa isso, Jacob? – Bella pôde ouvir Sam questionar.
Sua pergunta foi seguida por várias outras vozes, todas falando ao mesmo tempo.
Bella sentiu seu peito doer. Queria sair correndo de onde estava, colocar-se ao lado de Jacob, segurar sua mão e garantir que tudo ficaria bem. Mas esse poder ela não tinha. Não conseguia resolver tudo com um estalar de dedos! Seu poder era exatamente o contrário, ela ferrava com tudo num piscar de olhos.
– Meu sobrinho? – Jared praticamente sussurrou.
– Não foi só por competência e inteligência que Simon subiu na vida tão rápido, Jared. Sentimos muito! – Jacob falou com verdadeira tristeza na voz.
– Simon Pierce era um dos humanos que trabalham para o clã de vampiros italianos, os Volturi. – Seth falou alto, e assim o murmurinho acabou.
– Certamente, todos se lembram desse nome. Os italianos são algo como a realeza dos sugadores de sangue. – Jacob voltou a ter a palavra, mas logo foi interrompido.
– Está tentando dizer que os italianos estão por trás das transformações? – Paul pronunciou-se já exasperado.
– Não! Ao que tudo indica nosso povo ainda está fora do radar dos italianos. – Jacob tentou logo recuperar o rumo e o controle do assunto.
– Se os italianos não são os responsáveis. O que tudo isso quer dizer? – Leah questionou com seu usual tom de voz acima da média, e sacudindo os papeis diante de si.
– Humanos trabalham para vampiros mais do que imaginamos. Questões burocráticas como identidades, administração de bens, mas alguns podem ir além... No caso de Simon, trafico de pessoas! – o alfa tentou transparecer o máximo de calma que podia.
– Tráfico? Para quê?! Não vá me dizer que eles preferem comida importada da América? – Paul já gritava e se colocava de pé.
– Guardas! – Seth falou firme – Agora se acalme Paul, e não volte a nos interromper até terminarmos.
– O líder dos sanguessugas é o que se chama de um colecionador excêntrico. – Jacob retomou a palavra – Todos vocês sabem que alguns humanos possuem habilidades, dons, talentos acima da média. Uma vez que esse humano se transforma, isso pode se tornar um poder único. – o alfa conseguiu trazer a atenção de todos para si – Aro Volturi coleciona vampiros talentosos em sua guarda. Os responsáveis por identificar essas pessoas acima da média e enviá-los para a Itália são vampiros experientes, espalhados pelos quatro cantos do mundo. E esses vampiros contam com a ajuda de humanos para os “tramites de envio”.
– Simon Pierce trabalhava com uma vampira experiente chamada Maria. Essa vampira durante séculos foi responsável pela formação de exércitos de recém criados ao sul, no Texas. Nossa antiga alcatéia trabalhou diretamente com o seu general vampiro, Jasper Hale, que faz parte da família Cullen. – Seth tratou de alternar as explicações com Jacob.
– Mais uma vez os Cullens! – Leah bufou.
– Não Leah. Os Cullens estão espalhados pelo mundo. – o alfa voltou a falar – Essa vampira, Maria foi à responsável pelas transformações. Durante anos ela fez pequenas, mas constantes, visitas à reserva. Sempre usando a água como forma de ocultar seu rastro, os rios, riachos ou o mar. Por isso nunca a encontramos.
– Como é possível uma vampira conhecer a reserva? – Quil se manifestou pela primeira vez.
– Simon a ajudou! – Seth soltou a bomba.
Houve um momento de total silencio, até as respirações pararam. Naquele momento tudo virava de cabeça para baixo. Os integrantes do conselho começaram uma algazarra. Todos surpresos falavam ao mesmo tempo...
– Simon sabia que aquele tipo de trabalho seria temporário, logo seria descartado. Conhecedor das lendas, e preocupado com a própria proteção, ele viu na formação de uma nova alcatéia a oportunidade perfeita. – Seth tomou o computador das mãos de Sam e abriu um dos arquivos protegidos por senha que Bella tinha desvendado.
Naquela pasta estava tudo o que se podia imaginar sobre as lendas Quileutes, coisas que nem mesmo ele e Jacob sabiam. Incluindo todas as árvores genealógicas de todas as famílias da reserva, até os dias atuais.
Aquele era o momento de Bella. Era ela quem teria que explicar os “porquês” que ainda faltavam. Sabia que logo surgiria a pergunta: Como tinham conseguido tudo aquilo?
Saiu de seu esconderijo em meio às arvores e caminhou, a passos humanos, até o lugar de reunião.
– Como isso é possível? Como vocês não sabiam o que Simon fazia? E como conseguiram descobrir só agora? – a voz de Quil se destacou em meio a todas as outras.
– Quando Simon disse que nos conhecia, pesquisamos tudo o que era possível sobre ele. Nós pouco nos lembrávamos dele, mas, ele disse que lembrava e muito bem, de mim, Seth, Leah e Embry. Por coincidência, nas poucas visitas que ele fez a Jared e Kim, nós quatro estávamos na reserva. Ao topar comigo no porto procurando trabalho, teve a confirmação de que todas as lendas do nosso povo eram verdadeiras. Jacob explicou pausadamente, procurando manter a voz estável enquanto via Bella se aproximar ao longe.
– Esse cara era doente! – Leah praguejou e empurrou os papeis que tinha em mãos à Embry.
– Ele esteve na reserva há algumas semanas. – Jared destacou.
– Sim! Sam? – o alfa chamou a atenção do líder do conselho, até então calado – Você não compartilhou com o conselho “as preocupações” de Simon? – o tom ácido em sua voz ficou visível, e todos os olhares se voltaram para Samuel Uley.
– Não eram questões pertinentes, que merecessem atenção. – o ancião deu de ombros.
Houve silencio, e ninguém desviou a atenção dele. Mas foi Leah quem o colocou contra a parede.
– Pois agora tudo o que se refere àquele miserável é pertinente. Desembuche Sam! – a loba falou tentando manter a calma.
– Simon queria saber quais eram os tramites para poder comprar um terreno em La Push. Terrenos em reservas indígenas não podem ser comercializados, mas ele parecia muito interessado em construir uma casa aqui. – Sam fez uma pausa, e como ficou visível que tinham mais coisas a serem ditas, ninguém se manifestou – Ele questionou sobre as lendas, perguntou por quanto tempo um lobo poderia manter a transformação. Se existiam relatos, ou registros de alguém que tenha ido além dos anos que Jacob e Seth mantiveram. E o que aconteceria, caso futuramente, uma alcatéia se formasse sem que houvesse um herdeiro puro da linhagem de alfas.
– Alguém de fora da reserva faz tantas perguntas sobre o nosso povo, e você simplesmente acha irrelevante compartilhar essas coisas com o conselho, Sam? – apenas Leah o questionava.
– Simon era Quileute. – Paul como sempre tentou defender seu antigo alfa.
– Ah sim! Um belo Quileute, aliado àqueles vermes! – a loba gritou e jogou as mãos para o alto – Pra quê aquele infeliz queria todas as informações?
– Para ganhar proteção da nova alcatéia que ele “ajudou” a formar. – uma voz fora do circulo foi quem deu a resposta...
Bella!
Todos voltaram à atenção para a figura pálida há poucos passos do circulo. Bella manteve-se no mesmo lugar. A formação de todos não deixava duvida, não havia mais lugar para ela ali.
Mesmo assim ela encarou a todos, exalando confiança, altivez e poder. Aproveitando o momento de letargia de todos, ela começou a contornar o circulo retomando sua fala.
– Simon trançou muito bem sua teia. Ele sabia muito bem no que estava se metendo quando começou a trabalhar para os Volturi, sabia como seria seu fim. Então, usou todas as lendas Quileutes a seu favor. A última sacada seria conseguir a proteção de vocês, mesmo quando todos os planos podres dele fossem descobertos. E isso seria conseguido assim que ele se tornasse avô de um Black, herdeiro puro da linhagem dos alfas de La Push! – Bella parou em um lugar onde podia encarar Jacob e Seth.
O alfa sustentou o olhar acinzentado e opaco da vampira por alguns segundos, depois abaixou levemente o queixo e encarou a todos os outros presentes, que ainda pareciam anestesiados. Jacob apertou com mais força os braços que estavam cruzados sobre o peito, sabendo que agora aquela reunião se tornaria um pandemônio total.
Seth encarou seu alfa que apenas assentiu já entendendo o que ele queria. Com um sinal do beta, Bella se aproximou deles e tomou um lugar onde podia ser vista por todos, ao lado direito de Seth. Leah deu três passos para o lado se afastando, a vampira já esperava por aquilo.
– O que ela faz aqui? – Paul gritou a plenos pulmões.
– Também estão compactuando com o inimigo, Jacob? – Collin uniu sua voz a do companheiro.
– Foi Bella quem descobriu os planos de Simon!- Seth tratou de tentar colocar ordem, sem sucesso.
– Como não imaginamos isso antes. Os problemas estão de volta, e com eles, Isabella Cullen. – Brady falou com desdém.
– Não sou mais uma Cullen. – Bella falou um tom acima de todos.
Fechou as mãos em punho e tentou a todo custo suprimir o desejo de decepar algumas cabeças, aqueles dias sem se alimentar não tinham feito nada bem ao seu autocontrole.
– Desde o dia em que entrei na reserva a pedido de Billy Black, eu deixei de fazer parte daquela família. E o fiz por conta própria. Agora eu pergunto; preferem continuar com as acusações, ou preferem ouvir tudo o que eu tenho a dizer sobre Simon Pierce e sua ligação com os Volturi?
– Você é uma deles. Por que trairia sua raça? – Paul cuspiu as palavras.
– Simon era Quileute, e mesmo assim mandou centenas de pessoas para a morte! – a vampira devolveu a provocação em um tom cortante.
– Está insultando um de nós?! – Collin deu dois passos em sua direção.
– Na verdade, é praticamente um xingamento a todos vocês chamar um traidor podre como Simon de Quileute. – a vampira tinha a voz carregada de cinismo.
– E você... O que é Isabella? – Quill a encarou com os olhos carregados de mágoa.
– Alguém que foi estúpida o bastante para dar as costas aos seus verdadeiros amigos, à sua família, e escolher a morte por uma idéia falsa de felicidade eterna. – ela respondeu sem titubear, com dor intensa em suas palavras.
Houve silencio. Bella tinha abaixado a guarda, e por breves segundos voltara a ser aquela a quem todos conheceram décadas atrás.
– O quanto os italianos sabem sobre nós? – Leah a muito custo conseguiu falar.
– Ao que tudo indica nada. Mas é difícil afirmar isso com toda certeza. – Bella a encarou, mas a loba não a olhou diretamente – Como todos vocês puderam ver, Simon conhecia muito bem a história Quileute. Ele usava o extrato de flores silvestres encontradas no Jardim dos Lobos para repelir os vampiros.
– Repelir como? – Embry questionou.
– Assim que ele tomava o elixir, cheirava a morte, à podridão. Algo bem sugestivo para alguém como ele, e nada atraente para um vampiro. – Bella sorriu sem humor – Pelo que Seth e Jacob falaram, nessas ultimas semanas Simon foi até a Europa, a negócios. Não acredito que ele tenha se encontrado diretamente com Aro. E caso isso não tenha acontecido, é muito difícil que algum Volturi tenha descoberto os planos dele envolvendo vocês todos. A menos que Aro tenha conseguido algum outro telepata para sua guarda.
– Aro? Esse não é o líder dos sanguessugas, de fato? Ele não é um telepata? – Jared entrou de vez na conversa, mesmo estando visivelmente abalado.
– Sim. Ele pode ler todos os pensamentos que você já teve, no entanto, seu poder tem uma limitação. Aro precisa de um contato físico, diferente do dom de Edward, por exemplo. Esse era um dos principais motivos da cobiça dos Volturi em relação aos Cullens. – Bella explicou pausadamente, já que até aquele momento as coisas iam bem.
– Mas se eu bem me lembro bem, o italiano não conseguia ler a sua mente. Nem Edward. – Quil também interagiu.
– Não. Eu tenho uma espécie de escudo, que protege minha mente. Esse escudo já existia e se reforçou com a transformação. Hoje eu posso retirá-lo de mim e envolver qualquer um. Posso expandi-lo e envolver mais pessoas de uma única vez, posso reforçá-lo ao ponto que nem mesmo um vampiro vidente pode prever meu futuro, minhas ações. Basicamente, eu sou imune a qualquer poder mental de qualquer vampiro.
Ao terminar sua explicação sobre si mesma, Bella pôde observar surpresa nas feições de todos os presentes. Mas, também estavam expressos, medo, raiva, rancor, mágoa e dor, principalmente nos olhos escuros de Jacob, que tomavam outra direção toda vez que a vampira o encarava.
– Voltando aos Volturi... Se em suas visitas à Europa, Simon não foi tocado por Aro, nada sobre os lobos chegou até aos vampiros. – ela concluiu.
– Mas não podemos afirmar isso com 100% de certeza! – Paul bufou.
– Não! – a vampira fez uma pausa, já tinha cogitado aquela hipótese, mas agora conforme tudo se desenrolara era o mais certo a ser feito, então prosseguiu – Mas eu posso ter certeza. Posso ir até Volterra. Na verdade até a Europa, estando mais próxima a eles, será mais fácil descobrir o que eles sabem, ou não sabem.
Todos puderam ver as reações de Jacob. O alfa tragou o ar de forma abrupta, levantou o rosto ao mesmo tempo em que descruzou os braços e os deixou cair ao lado do corpo. Suas mãos se fecharam em punhos, e ele as apertava ao ponto dos nós dos dedos ficarem brancos.
Ninguém disse nada, era visível o clima entre a vampira e o lobo, mesmo ambos não tendo trocado uma saudação sequer.
– Aro tem verdadeiro fascínio pelos meus dons. Será muito fácil para mim circular entre a guarda.
Bella tinha conquistado a atenção de todos. A riqueza de detalhes com a qual ela conduzia sua narrativa desviara o foco de si, para apenas Simon e os Volturi.
Pelo menos era isso o que ela pensava até a voz do antigo alfa da alcatéia se sobressair em meio ao cochicho dos demais conselheiros.
– Bella... – Sam a chamou – Como exatamente você descobriu os planos de Simon, e a ligação dele com os italianos? – a pergunta pegou a todos desprevenidos.
O líder do conselho tinha deixado o questionamento exatamente para aquele momento. Bella começava a ganhar a atenção e a confiança de todos no circulo, e Sam estava mais do que incomodado com aquilo. Sabia exatamente o que ela era agora, uma vampira.
Vampiros são por instinto, muito expertos, inteligentes, estão sempre 10 pensamentos a frente de todos. Mas, Sam foi alfa durante muitos anos, era líder do conselho há outros tantos, sabia exatamente à hora de ouvir e o momento certo de se pronunciar.
Desde que Bella chamara a atenção para si, de modo quase teatral, o antigo lobo prestava a atenção nela e em todos. A vampira fazia questão de deixar algumas coisas subentendidas, ocultas... Mas Sam estava alerta, e agora ela teria que falar tudo.
Desde que se colocou ao lado de Seth no circulo, Bella sabia que todas as suas ações, ou a falta delas, estavam sendo observadas atentamente pelo líder do conselho, portanto aquela interrupção já era mais do que prevista.
Respirou fundo, encarou cada um dos rostos daquele circulo e começou a falar. Traçou toda a sua trajetória desde que conhecera Lisa em Stanford, até o dia em que finalmente descobriu que Simon estava ligado aos Volturi. Mas, é claro, deixou oculto o fato de que se alimentava de sangue humano.
– Você deixou três italianos saírem de Seattle livremente? – Paul esbravejou ao mesmo tempo em que dava dois passos na direção de Bella.
– Acho que você deve se lembrar de que vampiros não são tão fáceis de matar, Paul! – a vampira sequer se moveu mesmo com a aproximação do antigo lobo.
– Não seja cínica! Agora vai nos fazer acreditar que não poderia dar conta desses vampiros? Pelo o que eu entendi, você se tornou algo como a mais “fodona” dos sanguessugas! – Paul parou no meio do circulo.
– Jane é o bem mais precioso de Aro, ele acredita seriamente de que ela é invencível, exceto se tivesse que travar uma luta contra mim, que sou a única até agora, que se mostrou imune ao dom dela. O que você acha que os Volturi fariam quando soubessem da morte de Jane, han?
– Todas as suspeitas recairiam sobre você. Têm medo deles, Bella? – Quil provocou.
– Não me preocupei com o fato de logo ser apontada como a executora de Jane. Aro não faria nada contra mim, ele me quer na guarda. E para isso ele faria qualquer coisa, principalmente machucar aqueles com quem eu me importo. Uma vez que os Volturi chegassem a Seattle, apenas com um piscar de olhos eles descobririam sobre os lobos.
– Acha que não damos conta do recado? – Brady retrucou.
– Tenho certeza de que uma alcatéia com lobos tão jovens, nunca seria páreo para a guarda Volturi. Mesmo tendo como alfa e beta, lobos muito experientes. – Bella os encarou não em tom de provocação, mas esperando sinceramente que eles não acreditassem que ela desdenhava suas lendas e seus guerreiros.
– Os garotos não estão prontos para uma guerra! – Seth complementou.
– Se eu tivesse eliminado Jane, o parceiro dela e Maria, certamente os italianos já estariam aqui há essa altura. E o que teríamos seria uma carnificina. – a vampira completou seu raciocínio enquanto todos paravam para ouvi-la.
– Então, não foram eles que mataram Simon? – Sam novamente falou. Sempre com a intenção de fazer Bella se revelar.
– Simon morreu em um acidente de carro. Toda a investigação policial confirmou isso, Sam. – Jared falou com pesar – Deve ter sido um castigo dos deuses por tanta monstruosidade.
Bella observou todos concordarem levemente com a cabeça frente ao desabafo do antigo lobo. Quil apertou os ombros do amigo com força tentando consolá-lo.
A vampira podia simplesmente deixar para lá, mas em uma reação que nem ela mesma conseguiu conter, viu-se falando em voz alta.
– Eu os matei!
Notas finais
Sei que estou deixando, e muito a desejar em relação aos posts.
Mas é que a história tomou proporções maiores do que eu previa no começo. Então, eu mais do que ninguém me cobro pra deixar tudo redondinho pra vocês.
Não se preocupem, eu não abandonei, nem abandonarei essa fic. Ela já no final, mais alguns caps e vocês saberão tudinho tudinho,OK???!
Beijoks
Ritinha
N/B: Quando a gente não tem o que dizer por que não cala a boca? Eu queria poder falar isso para Bella, seria bom... Oh mulher burra.
E então meninas? Saudades dessa historia o máximo. Sim, eu também estava e fico em êxtase quando a ritinha me fala que ainda tem mais.
Como beta e amiga da nossa querida autora quero pedir um favor para vocês leitoras: Me ajudem a enfiar na cabeça dessa teimosa que atende pelo de ritinha que, sim ELA É UMA BOA ESCRITORA!
Conto com a colaboração de todas hein, não me deixem na mão.
Bjks, Katy Clearwater ;P
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