The Only One
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Aproveitando o espaço pra agradecer de coração a recomendação lindissima da Rafa_tayna!
Espero sempre corresponder... Nos vemos lá embaixo! Bjoks
Bella percorria o enorme saguão do aeroporto de Seattle. Já passava das 19hrs, o sol já havia se posto, mas ela conseguia distinguir toda a cor e vivacidade daquela cidade.
Sorriu ao constatar que estava voltando para casa. Podia sentir toda a diferença do que fora há mais de quarenta anos quando Charlie a esperava sem jeito, com as mãos no bolso no setor de desembarque. Na época ela teve medo do que seria sua vida no momento em que se visse morando “naquele fim de mundo”, o qual achava que Forks era.
Não imaginava que ali teria os melhores anos de sua vida, que encontraria um lar, amigos... Avistou ao longe um garoto com uma placa escrito “Isabella Cullen”. Quanta discrição, ela rolou os olhos.
Antes de embarcar ligara para Jenkes, pediu que ele providenciasse um carro para ela. E ali estava um menino a sua espera. Quando aproximou-se dele pôde ouvir seus batimentos aumentarem. Dirigiu-lhe um sorriso cordial, e o garoto quase arfou... Divertia-se com as reações que sua beleza descomunal causava aos humanos.
- Olá – a vampira o saudou.
- Srª Isabella Cullen? – ele gaguejou.
- Bella, me chame de Bella – ela o corrigiu e ele parecia ainda mais nervoso, mas sorriu sem jeito.
- Srª Bella... O Sr Jenkes pediu que eu lhe entregasse as chaves de seu carro e que ficasse a sua disposição. – ele lhe estendeu a mão com o chaveiro, tremendo.
- Muito obrigada, mas só preciso saber onde está o carro. – ela falou já se encaminhando ao estacionamento, seguindo o garoto que se dispôs a levar a mala que Bella trazia.
Pedira um carro veloz, mas não esperava tanto. Aquilo chamaria atenção assim que entrasse na cidadesinha de Forks.
Agradeceu ao garoto e lhe deu duas notas de 100 dólares. O pobre parecia nunca ter visto uma nota daquelas na vida tamanha foi sua surpresa.
Entrou no confortável esportivo e o colocou em movimento. As ruas estavam amontoadas de carros e pessoas que começavam a voltar para suas casas depois de um dia de trabalho.
Dentro de pouco tempo Bella estava na auto-estrada em direção a Forks. A escuridão tomava conta da paisagem. A floresta densa a acompanhava dos dois lados do caminho, as nuvens encobriam o pico dos morros e um leve nevoeiro vez ou outra aparecia no meio da estrada.
Bella observava a tudo como se estivesse redescobrindo o espaço. Faróis de veículos que vinham em sentido contrário, vez ou outra, era o único sinal de que ainda havia civilização. Dirigia lentamente, nem se importou em testar toda potência do motor.
Aos poucos começaram a aparecer às primeiras casas e logo ela pôde ver a placa “Bem vindo a Forks”. Abriu os vidros do carro e inspirou profundamente. Essa ação desnecessária a vampira pareceu a mais normal do mundo. Queria poder recuperar sua vida de volta apenas com esse gesto.
Sorriu ao reconhecer o cheiro de musgo, de fumaça vinda das lareiras acesas nessa época do ano... As luzes das casas contrastavam com a escuridão da noite. Podia ouvir pessoas conversando, talheres batendo, TV´s ligadas...
O carro deslizava lentamente sobre o asfalto molhado das ruas pequenas de Forks... Definitivamente, ela estava em casa.
Passou em frente ao seu antigo colégio, a loja dos Newton; agora um pouco maior, mas que conservava a mesma fachada; a delegacia... Sem perceber percorria todas as ruas, a casa de Jess, Angela, Ben... Então, teve curiosidade, como estariam todos? Hoje seriam senhores com mais de 60 anos, com cabelos grisalhos, vincos na face, filhos, netos...
Então olhou a própria imagem no retrovisor central do carro. Ela não tinha nada disso e nunca teria. Sua pele lisa e fria como diamante, os olhos cinzentos brilhavam, quem a visse poderia dizer que estavam marejados, mas não, nem chorar mais ela poderia. Estava condenada, ou melhor, tinha se condenado a um pranto seco e silencioso por toda a eternidade.
Lentamente se aproximou da rua de sua antiga casa, e lá estava ela, no final da rua, com a imensa floresta de Forks ao fundo. Só sentiu falta da viatura de Charlie e de sua velha picape, que deveria ser peça de museu agora.
Girou o volante levemente e estacionou ao lado de outro Sedan que estava ali. As luzes internas da casa estavam acesas. Desceu, pegou suas malas e caminhou até a varanda, quando colocou o pé no primeiro degrau a porta se abriu.
- Bella... Você veio mesmo filha – Charlie tinha o olhar cansado, mas sorriu visivelmente emocionado ao ver Bella.
- Oi pai. Eu prometi que viria! – ela o abraçou com o máximo de força que lhe era permitido para não machucá-lo.
- Deus... Como estou feliz em vê-la. Entre. Sue está na cozinha. – ele abraçou a filha e a conduziu para dentro da casa.
Chegando ao centro da sala, Bella parou e olhou a sua volta.
- Está tudo igual – ela sussurrou – Mas tem mais cor, Sue deu um toque a mais...
- Sim. Mas seu quarto está exatamente igual. Nessie gosta de roxo também – Charlie sorriu – Vocês são muito parecidas, ela tem um “quê” de Renée.
- É verdade... Meio tresloucada. – Bella revirou os olhos.
- Bella... – a voz suave de Sue invadiu a sala – Que bom tê-la conosco novamente. – sem que Bella esperasse, ela a abraçou.
A vampira mesmo surpresa correspondeu, inalando o típico aroma Quileute que emanava da mulher de seu pai. Tinha reparado que a casa toda tinha o cheiro amadeirado, o mesmo que ela sentia quando freqüentava a reserva. Na época em que era humana não dava muita importância a isso, mas agora seu olfato muito mais apurado permitia que memorizasse cada cheiro...
- Venha, deixe suas coisas em seu quarto – Sue falou pegando a mão de Bella e caminhando escada acima.
Definitivamente ela estava em casa. A naturalidade com que as coisas aconteciam, a espontaneidade dos gestos de seu pai e de Sue a deixava extasiada. Bella estava feliz, sorria naturalmente e participava da conversa.
Ela não se preocupava mais, tinha um lugar para ficar. Ficaria ali, até que eles partissem.
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- A que horas você pretende ir a La Push? – Charlie finalmente tocou no assunto, no motivo principal pela volta de Bella.
- Ainda não sei. Nem sei direito o que fazer... – Bella deu de ombros.
- Jacob esteve aqui ontem. Pouco antes de eu falar com você.
- É melhor avisá-lo primeiro de que já estou aqui. Não quero impor minha presença a ninguém, pai. As coisas não são mais como antes...
- É uma boa hora para vocês conversarem – Charlie a abraçou pelos ombros.
- Prefiro não arriscar. Sei que não sou mais bem vinda em La Push, o único motivo para que minha presença seja aceita é a vontade de Billy. Não posso agir como se nada tivesse acontecido. – Bella suspirou – Não sabe o quanto isso me dói pai, eu pensava que nada mais poderia me afetar, mas aqui eu vejo o quão insignificante tornou-se minha existência.
- Sssh, não repita isso. Estamos felizes que esteja aqui, sei que Billy também ficará, assim como muitas pessoas na reserva, até mesmo Jacob.
Bella acomodou-se nos braços do velho pai e ficou ali, em silêncio com ele. Em breve estaria frente ao momento mais difícil de toda a sua vida. Temia pela reação de Jacob. Mesmo sendo ela vampira e ele um lobo... Ela não o via como inimigo, nunca seria assim... Mas e ele? Como seria quando o cheiro enjoativo de vampiro chegasse até ele, como seria quando ele a visse exatamente igual, mas com um detalhe crucial... Sem o som de seu coração a bater acelerado sempre que se encontravam? Bella estava com medo...
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La Push
Depois de uma noite mal dormida, Jacob e Seth seguiram até Lá Push. O clima melancólico era quase palpável. Billy era querido por todos ali.
Jacob recebeu o cumprimento de todos os conhecidos, enrolou o máximo que pode, até finalmente entrar em casa. Sabia que a visão não seria das melhores, seu pai velho e abatido em uma cama.
Soube por Charlie, que Billy se negara a ficar no hospital, por isso todo o equipamento de respiração artificial fora trazido para casa.
Tudo estava em silêncio quando Jacob entrou na casa. As crianças não estavam por ali. Podia ouvir ao fundo o som de três corações pulsando um bem fraco, ritmado com um “bip” irritante... Seu pai.
Quando se dirigia ao corredor que o levaria até o quarto, topou com Leah e Embry vindo em sua direção. Os dois tinham olhares cansados, mas sorriram fracamente ao verem Jacob.
- Ele está dormindo agora. – Leah falou abraçando o amigo, os anos tornaram-na mais propensa a demonstrações de afeto.
- Espero ele acordar então. Ainda é cedo. – Jacob cumprimentava agora Embry.
Caminharam de volta a varanda e se acomodaram no grande banco de madeira maciça, Seth estava na escada.
- Já soube do pedido absurdo de Billy... Espero que você não tenha concordado – Leah bufou.
- Não vou contrariá-lo Lee. Se ele quer vê-la... Ela terá liberdade para entrar na reserva. – Jacob fitava o vazio, tentando não se ater ao turbilhão de sensações que o acompanhava desde que entrara na casa dos Swan na noite anterior.
- Que diabos você tem na cabeça? – o típico descontrole de loba estava de volta, mas ela se sentou com o olhar de reprovação e ordem que o Alfa lhe dirigia.
- Esse assunto está fora de discussão. O desejo de meu pai vem em primeiro lugar. – ele sentenciou, mas como sempre, Leah tinha que questionar.
- O desejo de seu pai... Tem certeza de que é só o dele, Jacob? – ela falou com tom sarcástico.
- O que quer que eu diga Leah? Que estou achando ótimo tratar desse assunto? Que é a coisa mais natural do mundo? – Jacob serrava os punhos. – Meu pai está lá naquela cama, quase nos deixando, e você quer discutir meus sentimentos por Bella?
Leah, Seth e Embry se encolheram à medida que o tom de voz de Jacob tornava-se firme, porém, baixo e direto. Ele usava a autoridade de alfa para encerrar aquele assunto. Realmente não queria pensar em como seria um reencontro com Bella sob aquelas circunstâncias.
- Se ela vier... Você não precisa estar aqui, nenhum de vocês. Billy quer vê-la e não precisa de uma escolta para isso. – ele falou já mais calmo.
- E se ela não vir sozinha? – os questionamentos de sua antiga Beta o deixavam irritado.
- Apenas a entrada dela será permitida. – Jacob deu o assunto como encerrado quando se levantou e entrou na casa.
Caminhou até o quarto de seu pai, e estaqueou na porta ao se deparar com a imagem dele, dormindo tranquilamente. Pensou que seria pior, mas a feição tranqüila de Billy deixou seu coração mais leve. Aproximou-se mais e sentou na poltrona ao lado da cama.
Não soube dizer quanto tempo se passou, só voltou a si quando sentiu a mão firme de seu pai em seu braço.
- Eei... Como vai bela adormecida? Andou esquecendo-se de pôr suas luvas e meias e ficou resfriado, hãn?! – Jacob caçoou, dando um beijo terno na testa de Billy.
- O que seria de mim sem suas piadinhas Jake? – ele respondeu no mesmo tom zombeteiro – Chegou há muito tempo?
- Ontem à noite, mas fiquei em Forks. Já era tarde e não queria perturbar.
Os dois se olharam por um longo tempo, em silêncio. Por fim Billy sorriu novamente e o filho o acompanhou, sentindo os olhos marejarem.
- Não fique assim. Todos têm que partir um dia, eu já vivi tempo bastante. Está na hora de me juntar aos grandes espíritos, quer dizer, se eles me aceitarem é claro. – o velho revirou os olhos e Jacob sorriu.
- Como se eles tivessem alguma alternativa que não seja te aceitar.
O clima entre pai e filho era leve, como sempre. O assunto fluía naturalmente, e Jacob procurava ao máximo falar e não deixar que Billy se esforçasse muito, constantemente percebia o ar faltar-lhe.
Os olhos atentos de seu pai perceberam a marca rósea no braço esquerdo de Jacob, sem conseguir fugir, ele teve que contar sobre o ocorrido no dia anterior. Poupando é claro, sua idéia suicida de se colocar na frente do vampiro para impedir sua fuga.
- Você não precisa mais disso Jake. Se não quer voltar a La Push, pelo menos siga somente com a carreira policial. Não corra riscos desnecessários... Seth já deve estar cheio de colocar seus ossos no lugar.
- Eu acho que está mesmo. Mas ele é bom nisso... – Jacob sorriu fracamente – Pai, eu sei que não é da minha conta... Mas... Por que pediu que Bella viesse?
Billy suspirou pesadamente e apenas olhou a feição perturbada do filho por alguns instantes. Podia imaginar como ele se sentia, estando prestes a reencontrar Bella. Lamentou-se por anos atrás, quando impediu que ele procurasse a garota e lhe contasse o segredo Quileute. Não imaginava a intensidade dos sentimentos do filho adolescente, acreditava ser uma paixonite boba. Agora via... Jacob foi capaz de subjugar a vontade do lobo, e impedir o imprinting... E sabia, que por mais que ele lutasse contra, ainda amava Bella mesmo sabendo que ela tornara-se sua inimiga natural.
- Bella fez parte de um ciclo Jacob. Independente de suas escolhas ela fez, e provavelmente ainda faz, parte de nossa família. Ela lidou com toda essa magia de uma forma que nenhum outro humano normal teria feito. Gostaria de ter a oportunidade de dizer isso a ela antes de partir. – Sei que há muita mágoa e muita culpa... Em vocês dois... Por isso... Não precisa ficar quando ela vier. – Billy apertou a mão de Jacob fortemente.
- Isso se ela vier... – o lobo deu de ombros, com a voz embargada e a cabeça baixa.
- Ela virá... Disso eu tenho certeza. – ele sorriu.
Jacob confiava na sabedoria do pai e o admirava. Sabia que ele tinha seus motivos para querer ver e falar com Bella, mais motivos do que ele tinha dito agora, mesmo assim respeitava sua vontade.
Não ficaria ali se ela viesse. Mesmo depois de quase meio século, sabia que não estava pronto para ter aquela conversa. Principalmente as vésperas de se despedir de seu pai.
Notas finais
Mas isso é só o começo, tem mto mais vindo por aí!
Ó eu nem to fazendo chantagem... Isso é coisa da Katy! Hihihi
Mas fala sério, gente... review é bom, motiva a autora e nem custada nada neh?! Kkkkkk
Por isso... bóra deixar a preguiça de lado e botar os dedinhos pra funcionar!!
Aos que sempre se fazem presente. Muuuuito obrigado, tenho recebido reviews lindoooos!!
Bjoks
E até mais!!
N/B: Agora ela se arrepende? Agora?! Só agora?! Aí ela tinha que poder chorar para se afogar em lágrimas e aprender a não fazer besteira. Coitado do meu neném =/ Esse tempo todo largado... Eu cuido de você, Jake...hushsushsus... Tah! Parey de sonhar.
Bom meninas, o grande encontro está chegando e querem saber de uma coisa? Já está comigo o cap! Basta os dedinhos de vcs darem o devido valor ao trabalho da autora e eu beto bem rapidinho ^^. Eu sou má muahahah...kkkkkk.
Bjks, Katy Clearwater
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