The Only One

38 Capítulo 37


Seth estava concentrado apenas no sanduíche que ele preparava na cozinha, mas o som dos passos de Amanda na sala estava deixando-o irritado.

Jacob tinha subido há alguns minutos, e desde então, Seth tentava “desligar seus super-sentidos” para dar mais privacidade aos amigos no andar de cima. Já Amanda, estava indignada!

Enfiou o pão com o peito de peru na boca, pegou um copo de Coca Cola e se dirigiu ao outro cômodo.

A loira andava de um lado para o outro, por fim, jogou-se no enorme sofá e ligou a TV. Ainda inquieta ela batia o pé no chão, trocava insistentemente de canais e roia as unhas...

– Amanda... – ele chamou e ela deu um pulo do sofá.

– Huum... – a loira respondeu já quase comendo o dedo.

– Desistiu de afundar o chão e agora quer estragar a TV de Bella, ou vai comer todos os dedos antes?! – ele caçoou com a boca cheia.

– Não é possível que você esteja tão tranqüilo...! – Amanda se levantou e o encarou indignada.

– Qual o motivo do pânico? – o lobo abriu os braços de forma interrogativa.

– Qual...? – a loira quase gritou – Há... Que tal uma DR de um lobo e uma vampira no andar de cima! – ela apontou o dedo indicador para o teto.

– Você se preocupa demais com aqueles dois, sabia? – Seth deixou a comida sobre a mesinha ao lado do sofá e estendeu a mão para Amanda.

– E eu não deveria?! – mesmo com um bico ela atendeu ao chamado.

– Não! – ele puxou-a para um abraço e beijou levemente os lábios dela.

– Seth... – o lobo conhecia aquele tom manhoso – Diz o que está acontecendo lá em cima...

– Amanda, é muito feio ficar bisbilhotando a intimidade alheia. – ele soltou a loira e voltou a atenção ao seu lanche.

Ela o olhou indignada, cruzou os braços, bufou e se jogou de volta no sofá. Seth conteve o riso, Amanda parecia uma criança emburrada, e no fundo ele adorava aquilo.

Ela voltou à posição de antes, pés batendo, roendo as unhas e mudando de canais.

O lobo terminou o seu lanche e foi arrumar as coisas que tinha deixado fora do lugar na cozinha. Ao voltar a sala, Amanda ainda estava irrequieta em frente a TV.


Just in Love – Joe Jonas


– Acho que está na hora na hora de distrair você um pouco então... – as mãos quentes do lobo tocaram os ombros da loira.

Ainda com a expressão emburrada, ela tentava se segurar e não se render às caricias de Seth. Mas as coisas ficaram ainda mais difíceis quando a boca dele resolveu se juntar as mãos na tarefa de torturá-la.

– Seth... – ela falou já com fio de voz quando os dedos macios afastaram um pouco os cabelos.

– Definitivamente eu prefiro me concentrar nos seus gemidos, do que no que Bella e Jacob fazem lá em cima.

Em um salto, Seth passou por cima de Amanda no sofá e prostrou-se na frente dela. Ela mal teve tempo de puxar o fôlego e a boca macia já estava colada à dela... Não tinha mais o que fazer, estava entregue!

Abriu a boca na tentativa de buscar mais ar, foi o que bastou para que a língua macia e quente passasse por seus lábios e encontrasse a dela.

Amanda adorava como Seth beijava como corpo todo, as mãos dele subiam por suas coxas trazendo o vestido foral que ela usava... O tecido foi amontoado ao redor de sua cintura, ela se inclinou para frente a fim de facilitar o trabalho dele em tirar a peça por sua cabeça.

Em alguns poucos segundos, ela estava seminua recostada no sofá, enquanto Seth traçava uma trilha de beijos da sua boca até o umbigo.

– Ooh... Seth! – seus dedos se entrelaçaram nos cabelos negros do moreno.

– Isso... Assim mesmo! Repita meu nome, meu bem! – ele sussurrou contra a pele do ventre liso da loira.

– Seth... – um grito abafado saiu da boca dela, assim que sentiu os dedos dele brincando como tecido de sua calcinha.

O lobo sorriu satisfeito, aspirou no ar o cheiro da excitação dela e rosnou em deleite. Foi o suficiente para que Amanda gemesse novamente e um arrepio percorresse sua coluna.

– Gosta disso, hãn?! – Seth beijou a parte interna das coxas de Amanda – Gosta quando meu lobo rosna pra você...!

– Por Deus... Sim! Eu amo isso! – a loira sentiu seu fôlego sumir quando ele beijou sua intimidade por cima do cetim da lingerie – Seth...

– Hum... – os dentes dele seguraram a barra da pequena peça e lentamente a retiravam.

– Eu... Eu... Nunca! – Amanda corou.

– Nunca foi acariciada assim?! – sua boca soprou sobre a excitação dela.

– É... Nunca!

Os dedos de Amanda agarraram as almofadas e seu tronco se elevou para frente com o primeiro golpe da língua quente e macia.

– Vou te mostrar como é, então!

Com um sorriso sacana nos lábios, Seth a encarou. Amanda estava com os lábios entreabertos, os seios subiam e desciam conforme o ritmo da respiração acelerada dela, a face corada... Era a visão do paraíso... Do seu paraíso particular.

Amanda não acreditava no que estava acontecendo... Aquele tipo de coisa não podia estar acontecendo... Não com ela...

Um homem como Seth, prostrado na frente dela e se deliciando com...

– Céus... Eu não... – as palavras sumiam quando ela o sentia acariciá-la levemente só para depois se afundar mais.

– Sim... Você pode... E vai, só quando eu deixar!

Ela tinha morrido e estava no céu, era isso. Além de fazer maravilhas com a língua, Seth ainda conseguia excitá-la ainda mais quando falava... Ou quando rosnava!

As mãos grandes desceram por suas coxas e elevaram as pernas de Amanda. Seth as apoiou sobre os ombros, segurou os quadris da loira, trazendo-a ainda mais para ele...

Amanda sentia seu corpo formigar e a dormência se espalhar por cada terminação nervosa... A sensação era de que ela flutuava, e depois se via em queda livre. Nunca em toda a sua vida tinha experimentado algo assim.

Seus dedos se embrenharam nos cabelos macios do lobo, e ela passou a cadenciar os movimentos dele...

– Oh... Seth...! – as mãos quentes dele apalpavam seu bumbum.

– Assim, neném... Gosta assim?! – e ele ainda perguntava?

– Siiiim... – a afirmação saiu entre dentes.

– Quer mais?!

– Eu quero... Quero você! – a loira remexeu os quadris bem à frente do lobo.

Seth viu-se em uma encruzilhada, ele estava com um tremendo desconforto dentro de suas calças, mas, antes de se satisfazer, ele faria Amanda atingir o clímax... Ela primeiro... Sem perder mais tempo, ele afundou o rosto entre as coxas dela e só parou quando sentiu o corpo pequeno da loira se convulsionar de prazer e depois amolecer em sua boca.

Amanda ainda ouvia o próprio coração martelar em seus ouvidos, suas pálpebras estavam mais do que pesadas, ela já sentia gotas de suor escorrerem por suas costas. Inspirou lentamente tentando retomar o controle do próprio corpo, assim que conseguiu abrir os olhos percebeu que tudo aquilo tinha sido apenas as preliminares.

Seth, terminava de retirar as calças e pelo que podia ser visto sob o tecido da boxer cinza...

– Ainda me quer? – ele abriu um sorriso sacana enquanto se debruçava sobre Amanda.

– Sempre! – ela respondeu antes de envolver o grande corpo com os braços e trazê-lo sobre si.

Gostava de sentir o peso dele, gostava do calor, do cheiro, do gosto... Amava quando ele falava enquanto eles faziam amor, ou quando ele gemia, ou quando o lobo rosnava em deleite...

Oh droga! Ela estava completamente apaixonada por aquele homem com ares de menino.

Perdeu-se nos lábios quentes enquanto ele a carregava para o quarto. Para Amanda eles tinham flutuado todo o caminho, e só se deu conta que tinham saído do lugar quando seu corpo foi repousado sobre os lençóis macios.

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Ali ela se sentia melhor. Imersa na água fria da piscina, com o vento fazendo redemoinhos acima de sua cabeça... A atenção da vampira estava concentrada apenas naqueles metros quadrados da cobertura.

Sem sons de buzinas, de cães latindo, musica alta, sirenes de policia ou ambulâncias, nem apitos dos navios no porto, e o melhor: sem cheiro de nada.

Para os vampiros a água era um meio de se esconder, camuflar seus rastros e principalmente, onde tornavam-se verdadeiramente imbatíveis. Mas, Bella encontrou ali um meio de se esconder do mundo e proteger o mundo da sua existência.

Nos últimos dias tinha refletido muito sobre suas escolhas, e as conseqüências que elas trouxeram, não só para si, mas para os que amava. Mesmo tentando acertar, tentando proteger... Ela tinha estragado tudo.

Não iria aos Volturi em busca da morte, nem voltaria para sua antiga família em busca de perdão e redenção... Bella estava decidida a não se alimentar mais, de nenhuma forma.

Dentro dos próximos dias, iria até o porto e seguiria de navio até o lugar mais distante possível, seu descanso seria nas profundezas do mar. Sabia que não seria a primeira a passar por algo assim.

Durantes seus primeiros anos de transformação, Bella tinha procurado indícios da origem dos vampiros, não encontrou nada de concreto. Mas ficou surpresa ao tomar conhecimento de escrituras muito antigas que já indicavam a existência dos frios no Egito Antigo, Mesopotâmia e outras civilizações remotas.

Em uma de suas visitas à Volterra, pôde visitar a biblioteca que Aro mantinha. Livros centenários, pergaminhos, escrituras em papiro. Aquele era o paraíso para qualquer historiador. O cotidiano de quem viveu séculos atrás, descrito com uma riqueza de detalhes impressionante. Deuses, heróis, feras, monstros...

Bella percebeu que muitas das lendas sobre vampiros datavam de séculos antes de Cristo, a que mais chamou sua atenção foi sobre a água consagrada.

As criaturas da noite uma vez capturadas eram acorrentadas e lançadas nas profundezas dos poços sagrados.

Mesmo com toda a tentativa em tornar o fato heróico e poético, Bella pôde constatar que os vampiros capturados, eram aqueles que renegavam sua natureza assassina e não se alimentavam. Enfraquecidos, eram presa fácil a humanos comuns. Com o passar dos anos e a falta de alimentação, eles entrariam em processo de dessecação, e então, o que deveria ser a verdadeira morte.

Bella também encontrou histórias de amor entre humanos e vampiros. Essas vinham do Egito. Tamanha foi sua surpresa quando descobriu que muitas das múmias até hoje existentes, eram na verdade vampiros enterrados vivos após a morte de seus consortes humanos. Na tentativa de seguirem juntos para o além vida, vampiros e consortes eram enterrados na mesma cripta com todos os seus bens.

Bella nunca imaginou que todas aquelas informações lhe seriam convenientes, na época em que lera, ela só pensava que “viveria” eternamente ao lado de Edward.

Ledo engano.

Os anos tornaram-se seu purgatório por ter dado às costas à sua verdadeira família e seus amigos. Viver para sempre não era natural, não era certo, não tinha nada de divino. Constatou isso a cada adeus dado ao longo dos anos.

Não foram somente as próprias perdas, mas também aquelas que ela provocara, o sangue que tinha nas mãos, as vidas que tinha interrompido, a dor que causou para pessoas que ela sequer conhecia.

Debaixo d água, Bella apertou o próprio corpo com força, e a imagem de Lance morto a sua frente chocou-se contra ela como um trem desgovernado... Logo o mundo estaria a salvo de suas escolhas truncadas e estúpidas.

Sacudiu a cabeça e voltou a nadar. Uma agonia percorria todo o seu corpo como fogo vivo, a vontade de gritar foi contida com o trincar forte do maxilar.

Emergiu e puxou o ar, seria uma das ultimas vezes que faria aquilo, e o cheiro que chegou até suas narinas não podia ser melhor, Jacob!

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Jacob obrigou seus pés se moverem um na frente do outro, coordenadamente. Tentou encontrar motivos mil para desistir da idéia de ir até Bella, não conseguiu.

Estar sozinho após a saída de Seth não ajudou em nada.

Ele precisava dos papeis, daqueles documentos que comprovavam a ligação de Simon com os Volturi, era isso. Só por isso cruzou a cidade até a cobertura de Bella.

Uma rajada de vento frio envolveu seu corpo assim que terminou de subir as escadas. Caminhou lentamente pelo salão de festas em direção as portas de vidro que levavam até a piscina. Lembranças da ultima vez que estivera ali quase o fizeram dar meia volta.

Olhou ao redor e pôde constatar que nada tinha saído do lugar, nem mesmo a cadeira que ele tinha arremessado contra a parede.

Era tudo tão tranqüilo ali em cima. Os sons de Seattle àquela hora da madrugada pareciam ainda mais distantes, quase inexistentes. O silencio imperava naqueles metros quadrados.

Olhou ao redor e não viu Bella em lugar algum. Seria possível que ela tivesse ido embora mais uma vez?

Aproximou-se lentamente da proteção de vidro e encarou o horizonte. As luzes da cidade ainda estavam acessas, em breve sumiriam e dariam lugar ao amanhecer.

Um barulho na piscina fez com que ele voltasse sua atenção para a água.

Ela estava ali! O corpo pálido vestido de negro deslizava sobre a água e contrastava com o fundo azul iluminado da piscina.

Bella mantinha os olhos fechados, parecia concentrada apenas em si mesma. Ainda não tinha se dado conta que tinha visita.

Jacob permaneceu imóvel, apenas a observando dar voltas e voltas na água. Parecia que ela estava apresentando um numero de nado sincronizado tamanha eram a perfeição e delicadeza dos movimentos. Em um dos parafusos que Bella deu na água, seu peito se inflou de ar e ela finalmente abriu os olhos. Rapidamente ficou ereta, mexendo os braços em semicírculos provocando ondulações na água, mantendo parte do seu corpo fora d água.

Lobo e vampira se encararam em silencio por longos segundos, até que ela nadou até a borda da piscina e saiu. Caminhou até o interior da sala de jogos e de lá voltou enrolada em um roupão preto, mas ainda com as roupas molhadas por baixo.

Jacob prestava atenção em cada fio brilhante de água que escorria dos cabelos dela e molhavam-lhe a face pálida. Foi aí que percebeu que Bella estava mais pálida do que jamais vira. E ao redor dos olhos acinzentados estavam círculos azulados. Sua reação instintiva foi de abrir a boca para perguntar o que estava acontecendo, mas foi interrompido pela própria Bella.

– Algum problema? – seu tom de voz era imparcial.

– É... – o lobo imaginava qualquer início de conversa, mas aquela pergunta não estava no seu roteiro repassado tantas vezes do caminho de casa até ali – É que... Preciso dos documentos de Simon. Aqueles que comprovam o envolvimento com os italianos.

– Estão lá embaixo. Provavelmente no mesmo lugar em que você os deixou. – Bella não o encarava, mas sim o horizonte.

– O conselho vai se reunir em alguns dias. Eu dei minha palavra de que iria descobrir o que causou as transformações... – já que tinham fugido do seu roteiro, Jacob desandou a falar, sem nem saber por quê.

– Leve tudo se precisar. Aliás, pode levar tudo. Acho que minha parte nisso já acabou.

– O que pretende fazer agora? – o lobo tentou manter o tom de voz o mais controlado possível.

Bella nada respondeu, apenas deu de ombros e balançou a cabeça negativamente.

– Sua família amada não te aceitaria de volta? – o alfa falou sarcástico.

– Não mereço mais fazer parte daquela família. Para eles eu menti, eu os enganei, manipulei. Mesmo assim sei que me perdoariam, mas eu não posso. – Bella apertou os braços ao redor do próprio corpo.

– 60 anos depois e você ainda tem o péssimo habito de se culpar por tudo, e se sentir inferior aos outros. – Jacob riu sem humor – Os Cullens são tão perfeitos assim? Eu acho se fossem, nós não estaríamos aqui.

– Eu os deixei, Jacob. – Bella o encarou.

– Por que percebeu finalmente que perfeição não existe. Admita. Sua vida era um saco. No inicio tudo é descoberta, tudo é mais colorido, todo aquele poder irradiando do seu corpo, parece que o mundo está aos seus pés. Mas e depois? – após a explosão, a voz de Jacob foi se acalmando – As coisas se repetem, de novo, e de novo, e de novo... Você começa a buscar loucamente algo novo, algo que preencha o vazio que se instala no seu peito, mas não há nada. Sabe por quê? Por que o seu tempo já se foi, todos que fizeram parte da sua vida se foram, a sua essência se perde aos poucos, e você se vê a beira da loucura, fazendo coisas que jamais faria. – ele fez uma pausa, suspirou e terminou – Ninguém deve viver para sempre Bells, não é natural.

– Mas eu escolhi isso! Na época não pensava assim, mas mesmo assim decidi morrer por amor, ao invés de viver. – Bella baixou a cabeça e sua voz não era mais alta que um sussurro – Viver por Charlie, Renee, por você, por todos que me amavam e eu nem me dava conta. Posso passar dias aqui me lamentando, tentando justificar... E a única conclusão é que eu estraguei tudo. Minha vida humana, a vida dos outros, até a porcaria da eternidade. Sempre quis tudo, desejei uma vida normal, mas queria a imortalidade. E isso nunca foi possível, conciliar as duas coisas, é impossível. Quando se torna um vampiro todos os vínculos precisam ser quebrados, eu tentei provar que isso estava errado. Mas a única errada fui eu.

Bella levantou o olhar e encarou Jacob. Estavam há alguns passos um do outro, mas aquela barreira invisível os mantinha separados, e os manteria sempre. No entanto ela não conseguia não se importar. Jacob ainda era seu sol, seu guia. A certeza de que ele ainda caminhava sobre a terra foi o que manteve parte de sua sanidade durante todas as décadas.

Por mais que toda lógica a mandasse se afastar e ignorar tudo e todos, ela não conseguia. Talvez fosse o seu velho e bom masoquismo. Se importar era sofrer, mas era agir também, e assim talvez, viver!

– Falarei com o conselho. – o tom de voz não dava margem para questionamentos.

– Não precisa fazer isso. – o alfa mesmo assim retrucou.

– É preciso. Eu preciso fechar isso.

– Para desencargo de consciência? – ele riu sem humor.

– Não. Para que nem você, sem Seth sejam questionados pelo que eu fiz. E além do mais, eu tenho todos os detalhes, sobre tudo o que provocou essa bagunça.

– Não pode entrar na reserva! – o lobo foi firme.

– Mas o conselho pode se reunir em um lugar neutro, não pode?

– Seth falou algo? – ele perguntou desconfiado.

– Minha única conversa com Seth, foi na floresta há algumas horas.

Durante algum tempo Jacob mediu as expressões de Bella.

– Que seja! – por fim ele concordou – Já estou com a corda no pescoço mesmo, que alguém chute o banco.

– Isso não vai acontecer. Você não sabia...

– Exato! E sendo um alfa eu tinha a obrigação de saber!

– Então assuma a sua parte nisso, apenas a sua parte. Simon e Lisa foram os responsáveis pelas transformações. E eu sou a responsável pelas mortes deles. O sangue está nas mãos deles e na minha, não nas suas nem nas de Seth.

Jacob respirou fundo e apertou os olhos com força, foi quando uma leve claridade tocou seu rosto.

– Preciso ir, está amanhecendo! – Bella o tirou dos seus pensamentos perturbadores.

Ao abrir os olhos ela já estava protegida dentro do salão de festas, e ao longe o sol lançava seus primeiros raios. O lobo caminhou lentamente até o espaço coberto e passou por Bella próxima a escada que levava ao andar debaixo.

– Seth manterá contato. Ele convocará o conselho e depois avisará sobre o lugar.

A vampira desviou o olhar do lobo e apenas assentiu com um gesto de cabeça. Sem despedidas, Jacob desceu as escadas enquanto Bella permanecia imóvel no andar de cima. Ela concentrou sua audição no som do coração dele, até que sumisse por detrás da porta do elevador.


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Uma semana depois...



Amanda tinha saído de Seattle empolgada. Finalmente iria conhecer Forks e La Push. No inicio da viagem tinha bombardeado Bella de perguntas. Queria saber tudo, sobre todos.

Mas, há alguns minutos ela estava calada. Bastou que a estrada começasse a ser rodeada de floresta nativa, de montanhas ao longe...

A vampira e a humana tinham saído de Seattle pela manhã, na verdade pouco antes do sol nascer. Mesmo com as janelas do seu esportivo totalmente protegidas, era melhor não arriscar no caso de uma blitz policial ou qualquer outro contratempo.

Mas o sol não foi companheiro de viagem por muito tempo. As primeiras nuvens apareceram de forma preguiçosa, e logo se tornaram uma barreira à claridade e ao calor do dia.

Bella mantinha sua atenção na estrada, mas também nas reações de sua passageira. Amanda estava confortavelmente recostada no banco, sorria levemente, vez ou outra suspirava.

– Gosta do que vê?! – a vampira quebrou o silencio.

– Minha avó teria adorado esse lugar. – a loira respondeu abrindo um sorriso nostálgico.

– Você sempre fala pelos cotovelos, mas nunca falou muito sobre sua família. – Bella instigou – Pelo sorriso sua avó era uma pessoa muito importante.

– Depois da morte dos meus pais e meu irmão, eu vivi com minha avó materna até ir pra faculdade.

– Eu pensei que você morava com seus tios. – Bella franziu o cenho ao constatar que não conhecia tanto assim sua amiga.

– O irmão do meu pai tornou-se meu tutor, cuidou dos meus bens e ainda cuida de alguns. Mas dos 12 aos 17 eu vivi com minha avó em Dallas, cidade natal dela.

– Suas raízes são do Texas, quem diria!

– Yep. – Amanda suspirou.

Bella olhou para a amiga de relance, mas permaneceu em silencio, preferiu dar espaço pra que se a loira quisesse compartilhar algo, fosse de forma espontânea.

Amanda balançou a cabeça afirmativamente e voltou sua atenção para a motorista. Na verdade, Bella nunca tinha demonstrado muito interesse pela sua história, por isso nunca tinha comentado nada.

– Você gosta de drama? – a humana a encarou com os olhos estreitos.

– Fala sério! Sou a rainha do drama! – Bella fez careta e as duas gargalharam.

O som era gostoso. Amanda não conseguiu lembrar se algum dia tinha ouvido Bella gargalhar espontaneamente.

– Bem, quanto tempo até Forks?

– Se eu for à velocidade normal, uns 30 minutos!

– Tudo bem. – Amanda suspirou e enfim começou – A minha escolha pelo curso de literatura foi graças a minha avó. Ela que me apresentou à magia dos livros. Lembro-me claramente dela contanto histórias para mim e meu irmão quando éramos pequenos. Algumas vezes ela lia, outras ela contava historias que já tinha lido e outras ela simplesmente inventava na hora. Ela também adorava escrever, durante a vida toda teve diários. Eu li alguns depois que ela se foi, e isso foi há três anos. MaryAnne Carter. Curiosamente, se estivesse viva teria a sua idade, Bella.

A vampira estreitou os olhos e olhou para a loira de forma divertida, às vezes ela mesma se esquecia da sua real idade.

– Minha avó nasceu quando a mãe dela tinha só 18 anos. Aquela velha história de perder a virgindade antes da faculdade. – a loira revirou os olhos – Na época como você deve imaginar, já não era algo tão fora do comum, adolescentes grávidas. Os pais da minha bisavó, Linda, a apoiaram. Afinal ela era uma filha exemplar, excelente aluna, tinha sido aceita em ótimas universidades. Enfim, minha avó foi criada pelos avós dela em uma fazenda em Dallas enquanto a mãe se tornava uma renomada neurologista. Ela teve uma infância muito feliz, sempre em contato com a natureza, com os animais. Nessa época começou a escrever os diários, alguns deles são ilustrados, cheios de fotos das pessoas, dos lugares. Ao completar 10 anos minha avó foi morar com a mãe, recém especializada em neurologia e já com um emprego no Swedish Medical Center, em Seattle. Vovó MaryAnne ficou encantada com a cidade, queria conhecer tudo, queria fazer tudo. Passou a freqüentar uma escola de período integral com varias atividades...

– Ok, agora eu sei de quem você herdou essa energia toda. – Bella murmurou.

Amanda apenas sorriu e prosseguiu sua narrativa de forma empolgada.

– Minha bisavó nunca se casou. Sempre foram só as duas, até que na faculdade, minha avó encontrou seu príncipe encantado. Economista, professor na Universidade de Seattle, com negócios no ramo imobiliário, 8 anos mais velho, sedutor, cavalheiro. Resultado: casaram-se assim que ela se formou e pouco tempo depois, mudaram-se para New York.

Meu avô prosperou e quando eles já estavam estabelecidos vieram os filhos, no caso as filhas, minha mãe e minha tia, mais velha.

Minha tia tornou-se modelo casou-se com um fotografo e atualmente mora em Milão. Minha mãe resolveu assumir os negócios, seguiu os passos do meu avô e cursou economia. Meu pai era estagiário do escritório, foi lá que eles se conheceram. É claro que meu avô vibrou de felicidade quando soube que sua querida filha e braço direito, Emma, estava namorando o melhor estagiário que ele já tivera, Louis.

Meu pai foi praticamente adotado pelos meus avós. Tanto que ele e minha mãe assumiram o controle dos escritórios da costa oeste. Eu nasci em New York, mas voltei ainda bebe para Seattle.

Vovó veio conosco, já que minha mãe não conhecia nada da cidade, e eu e meu irmão precisávamos de alguém enquanto nossos pais trabalhavam. “Vovó” foi minha primeira palavra. Minha mãe ficou pasma, mas desde sempre admirou a ligação que havia entre vovó MaryAnne e os netos, em especial eu.

Lembro exatamente da noite em que o vovô faleceu, eu fui a única que a viu chorar.

O mesmo aconteceu quando meus pais faleceram. Na frente de todos nós duas estávamos intactas, mas choramos e sofremos juntas assim que todos saíram do funeral.

Eu não me lembro dos rostos do meu avô, nem mesmo dos meus pais ou do meu irmão, mas eu me lembro exatamente da minha avó... Cada ruguinha, cada fio de cabelo branco que ela ganhou com os anos.

Amanda terminou sua narrativa com lágrimas nos olhos e a voz embargada. Bella nada conseguiu dizer, sabia exatamente como era reviver cada lembrança de cada despedida, e ela já tinha passado por isso mais vezes do que gostaria.

Antes que o silencio se tornasse estranho, a placa na beira da estrada anunciou: “Bem vindo à Forks”

– Bem, aqui estamos! – a vampira falou – Não pisque, ou quando menos esperar, já estaremos fora da cidade.

A loira revirou os olhos e sorriu, mas mesmo assim não desgrudou os olhos da janela. Bella conduziu o carro até uma rua com menos casas, estacionou na calçada e não desligou o motor.

– Há essa hora algumas pessoas da minha antiga vizinhança já devem estar acordadas. Melhor eu ir a pé pela floresta e entrar pelos fundos, nos encontramos em casa.

Amanda só teve tempo de balançar a cabeça afirmativamente e num piscar de olhos estava sozinha no carro. Respirou fundo e lembrando-se das instruções de Bella sobre o caminho, sentou no banco do motorista e colocou o carro em movimento.

O caminho era mais curto do que esperava e desejava. No percurso fez uma nota mental: caminhar todas as manhãs pela cidade para explorar melhor o lugar.

Com cuidado estacionou o esportivo de Bella em frente à casa. Alí estava um lugar pra se chamar de lar. Era uma construção simples, mas muito simpática e exalava uma aura de conforto e paz. Naquele momento não entendeu como Bella há décadas atrás pôde sentir-se deslocada se deparando àquele ambiente.

A loira saiu do carro, pegou algumas das malas e se dirigiu até a entrada da casa. Chegando à varanda se surpreendeu ao ver vários vasinhos com plantas. O lugar parecia muito bem conservado e arrumado para uma casa que estava vazia há anos.

Nem precisou colocar a chave na fechadura, a porta se entreabriu.

– Bella? – a humana sussurrou antes de colocar o pé no batente.

– Deixe as malas aqui na sala, eu mesma as levo para os quartos.

A vampira estava parada no meio da sala, olhando ao redor com uma expressão que Amanda não conseguiu denominar. Por isso deixou-a ali sozinha enquanto voltava ao carro para buscar o restante das coisas. Ao voltar, Bella descia as escadas e as primeiras malas já não estavam mais ali.

– Sem sombra de duvidas, Seth é um rapaz prendado. – a imortal falou sorrindo.

– Ele arrumou toda a casa? – a humana falou admirada e olhando ao redor.

– Yep. – Bella balançou a cabeça afirmativamente e aspirou o ar – Deve ter feito tudo a noite passada.

– Ual! – a loira falou percorrendo a sala e caminhando até a cozinha.

Examinou o local, encontrou a geladeira e os armários todos abastecidos. Os móveis eram antigos, mas todos muito bem conservados.

– Ele trocou os colchões, as roupas de cama e as cortinas. O resto está exatamente igual. – Bella falou recostada na soleira da porta.

– Até o seu quarto continua roxo, Bells!

Amanda deu um pulo e cobriu a boca para não gritar de susto ao se deparar com Seth na porta dos fundos da cozinha. Bella sorriu com a reação da amiga e a careta do lobo.

– Deus do céu! – a loira tinha a mão no peito e estava apoiada na pia – Você sabia que ele estava vindo! – ela apontou para Bella – E você, bem que poderia não tentar me matar do coração! — depois se virou para Seth que já estava dentro de casa.

– Bom dia para você também, meu bem! Eu estou bem e você? Como foi de viagem? – o lobo falou sarcástico já envolvendo a loira em seus braços, antes que ela respondesse, a beijou.

Tentando evitar que as coisas esquentassem para o casal ali mesmo no meio da cozinha e tendo ela como espectadora, Bella pigarreou.

– Er... É melhor continuarem com isso depois. Estamos prestes a receber o comitê de boas vindas de Forks. – a vampira fez um gesto para a porta de entrada – Ou melhor, você Amanda é quem vai receber. É melhor ser criativa.

Amanda estava prestes a responder, quando a campainha tocou. Contrariada, ela encarou Bella e Seth que simplesmente deram de ombros. Sem alternativa, foi atender. E sem perceber, lobo e vampira sumiram de vista.

– Odeio quando vocês dois fazem isso! – ela praguejou baixinho e ouviu risos no andar de cima.

Respirou fundo, estalou sua coluna, os dedos, colocou um sorriso no rosto e abriu a porta.

– Olá! – falou em um tom cordial ao ver um casal de idosos parado na frente de sua porta.

– Bom dia! – os dois responderam em coro.

– Posso ajudá-los?

– Soubemos que a casa dos Swan seria alugada depois de tantos anos, aliás todos na cidade sabem, viemos para dar as boas vindas ao novo morador. – a senhora falou em um fôlego só.

– Bem eu agradeço! – Amanda permanecia sorrindo – Sou a nova inquilina. Amanda Banks. – a loira se apresentou.

– Jessica e Mike Newton. – a senhora se apresentou.

No andar de cima, Bella olhou para Seth com os olhos arregalados. Por essa, ela definitivamente não esperava. O lobo deu de ombros e sorriu da careta que Bella fez.

– Jéssica e Mike se casaram? – ela perguntou em um tom que só os dois naquele quarto ouviriam.

– Jéssica é viúva do primeiro marido e Mike divorciado. Eles se reencontraram quando ela voltou para Forks 20 anos atrás. – o lobo simplificou a história.

– Nossa! E os outros? Digo, meus antigos colegas de escola... Sabe de algum deles? – Bella de repente sentiu curiosidade.

– Angela Weber. Na ultima vez que ouvi o nome dela, tinha voltado à cidade e era a diretora de Forks Hight School. O marido dela foi o médico da cidade durante alguns anos. Os seus outros colegas eu não conheci direito, por isso não posso dizer nada.

Bella apenas assentiu com a cabeça. Respirou fundo e deu às costas a Seth se dirigindo até a janela do seu antigo quarto. Manteve-se ao lado do batente, encoberta pelas cortinas para que quem passasse na rua não a visse. Ainda tinha uma árvore do lado de fora, não era a mesma de quando viveu ali, mas uma mais jovem.

– A reunião do conselho será amanhã, na clareira da batalha dos recém criados, ao amanhecer! – Seth quebrou o breve silêncio.

A vampira assentiu com a cabeça e se voltou para o lobo.

– Como os anciãos do conselho irão até lá?

– Eles são antigos lobos, Bells. Ficará surpresa quando os vir, tão bem conservados. – o “garoto” tentou fazer graça.

– Acredito que não ficarei tão surpresa quanto eles ao me verem. – ela sorriu sem humor.

– Nisso preciso concordar! – o lobo fez uma careta e se sentou na cama.

– Como conseguiu convencê-los a se reunirem fora de La Push? – Bella sentou ao seu lado.

– Eu disse que tínhamos encontrado o motivo das transformações. Mas que era melhor manter os próprios garotos longe desse assunto por enquanto. Durante a manhã toda os que estiverem na ronda se concentrarão ao norte, na fronteira com o Canadá. O interior da floresta ficará comigo e Jacob. Os lobos acataram sem opções para discutir. O conselho relutou um pouco, mas aceitou meus argumentos.

– E Jacob?

– Ele deixou tudo por minha conta.

– Entendo! – Bella encarou os próprios pés.

– É tudo muito difícil para ele... – Seth tentou argumentar.

– Eu sei. Assim como sei que depois do conselho me ver amanhã as coisas não ficarão mais fáceis. Só espero que eles ponderem tudo, e se tiverem que culpar ou punir alguém, que seja eu.

– Não será um julgamento, Bella. – o lobo a censurou.

– Mas vai acontecer de qualquer forma. E eu estou preparada para isso.

Seth achou melhor não discutir, afinal Bella não estava tão errada assim. A maioria dos membros do conselho voltaria seu ódio para a vampira, mas a indignação estaria focada toda nele e em Jacob.

No andar debaixo Amanda continuava sua conversa com os Newton, agora na cozinha servindo um chá ao casal. A loira reinventou a história de Bella. Jéssica como sempre muito curiosa a bombardeou de perguntas.

Amanda disse que tinha se tornado amiga de uma neta de Bella durante a faculdade. Que ambas dividiram apartamento e agora depois de formadas, Amanda tinha decidido se tornar escritora, precisava de um lugar tranqüilo para dar inicio às suas obras, então soube da casa da família da Senhora Isabella em Forks.

A medida que a criatividade de Amanda fluía, Bella arregalava os olhos e encarava um Seth divertido no andar de cima.

– Desde que se casou com Edward, nunca mais vi Bella em Forks, nem mesmo para visitar o pai. – Jéssica especulou.

– Pelo que Lousie me contou, a avó morou um tempo na Europa, na época do seu primeiro casamento. – Amanda falou simplesmente.

– Do seu primeiro casamento? Bella casou com mais alguém além de Edward Cullen? – Jéssica chegou a alterar o tom de voz, tamanho espanto.

– Oh sim! Ela teve uma filha do primeiro casamento. E dois filhos no segundo, com o Senhor Black.

Mike se engasgou e teve uma crise de tosse. Sendo logo socorrido pela esposa e Amanda.

No andar de cima, Bella levou as mãos á cabeça e Seth cobriu a boca para abafar a gargalhada alta.

– Black? Você quer dizer, Jacob Black? – Mike perguntou ainda ofegante.

– Sim, Lousie, minha amiga é neta de Jacob e Bella. É filha do filho mais velho do Senhor e Senhora Black. – Amanda falou como se fosse óbvio.

– Nossa! – Jéssica falou surpresa – Eu bem que imaginei que o casamento com Edward não duraria. Eles eram muito novos, todos da cidade imaginaram que Bella estava grávida, para ter se casado assim que se formou no colegial. – a humana seu tom ácido de costume.

– Pelo que sei, ela só engravidou anos mais tarde. Mas o casamento não durou. Não depois de ela ter reencontrado o Senhor Black em uma viagem à Seattle. – a loira continuava sua narrativa de forma tranqüila.

– Bem, era visível o clima entre ela e o índio bonitão. Digo, você sabe que os Black são quileutes, aqui da reserva de La Push?! – Jessica continuava falando da vida de Bella com propriedade.

– Sim, sei sim! Conhecer a reserva está nos meus planos!

– Bem, eu definitivamente não esperava que a vida de Bella tomasse um rumo assim. Ela e o Cullen pareciam que ficariam juntos pela eternidade. – Mike opinou.

– Acho que a eternidade é tempo demais. Principalmente para alguém que se casa aos 18. – aquilo era uma indireta de Amanda para Bella.

– Sem duvida! – Jéssica e Mike falaram juntos.

– Gostaria de reencontrá-la algum dia! Sabe, colocar os assuntos em dia... – a senhora mais uma vez especulou.

– Quem sabe! O Senhor e a Senhora Black moram na Califórnia. – Amanda falou simplesmente – Bem, eu adorei a visita de vocês. Mas se me dão licença, eu preciso desfazer minhas malas, arrumar a casa, comer algo...

– Oh sim! Que indelicadeza a nossa. Você deve estar cansada da viagem. – Jéssica falou já arrastando a cadeira para se levantar.

– Eu adorei a visita. Sintam-se convidados há voltar outro dia, mas hoje eu estou realmente cansada.

Os três humanos se encaminharam até a porta de saída, enquanto isso, Bella e Seth acompanhavam os movimentos do andar de cima. Assim que ouviram o casal Newton sair, eles desceram. Encontraram Amanda já na cozinha preparando o almoço.

– Senhora Black? Sério, Amanda? – Bella falou aparentemente indignada recostada na soleira da porta.

– Você me disse para ser criativa. – a loira deu de ombros.

Bella bufou e Seth não se conteve mais, sentou-se na cadeira da cozinha e explodiu em gargalhadas.

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Bella passou a tarde ajudando Amanda a organizar as coisas. Seth tinha ronda à tarde, mas jantou e passou parte da noite na casa dos Swan.

A vampira achou por bem sair e dar privacidade ao casal. Passou a noite toda nas montanhas, no lugar onde Seth e Edward mataram Victoria e Renly. Lugar onde ela e Jacob dividiram a barraca e na manhã seguinte tiveram seu primeiro beijo de verdade.

Naquele lugar, ela tinha admitido que amava Jacob não apenas como amigo, e que não poderia viver sem ele, mas, mesmo assim escolheu Edward. Desceu do lugar quando o horizonte começou a ficar cinza, a passos humanos ela chegou próxima a clareira. Manteve-se sobre a cobertura das arvores e viu os membros do conselho chegarem, um a um.

Seth tinha razão. Os antigos lobos eram senhores de quase ou mais de 80 anos. Mas mantinham uma postura e altivez de grandes guerreiros. Bella se esforçou para reconhecer cada um deles.

Embry e Leah foram mais fáceis. Ambos tinham deixado a transformação a pouco tempo. Mas, o mais fácil de todos foi Sam Uley. Ele foi o ultimo a chegar, cabelos longos e totalmente brancos, a expressão séria de sempre. Estava acompanhado se Seth e logo atrás, Jacob.

Bella sentiu uma pontada forte no peito ao ver seu semblante sofrido, tenso... Afinal, era certamente o semblante dela própria!


Notas finais
Peço mil perdões pela demora com o cap e pelo sumiço também em relação às respostas dos reviews, mas é ultimamente não tenho conseguido tirar AQUELE TEMPO exclusivo aqui para o Nyah!!
Aguillar Black, VanBlack! É sempre incrível receber recomendações, mas além de incrível é surpreendente recebê-las quando a fic já está na reta final!! Por isso mto obrigada de coração meninas!!,
Obrigada também pela paciência, pelo carinho e respeito de todas que acompanham e sempre dispõem de um tempinho para ler e comentar!
Beijos
Ritinha
Sabe aqueles capítulos onde vc pensa: Não, esse person não pode me tirar nem um milimetro a mais do sério...
E aí a benção do person te tira. Bem estou nesse cap. A Bella dessa fic me provoca muitas sensações ambíguas fico nervosa kkkkkkkk. A única coisa certa dessa cap é que eu queria mais que tudo neste momento ser a Amanda hahahaha 666~ #oladopervanuncamorre.
Comentem ^^
Bjks, Katy Clearwater