The Only One

23 Capítulo 22


Amanda apareceu vinda da cozinha com uma bandeja em mãos. Permaneceu imóvel quando percebeu a onda de tensão que pairava sobre o cômodo. Seth e Bella se encaravam.

Oh droga!

Quando Seth ligou, ela estava quase em pânico encolhida no sofá no centro da sala de Bella... Sem noticias e com a tempestade fazendo os barulhos mais aterrorizantes.

Amanda se sentia presa dentro de um filme de terror naquele momento, mas bastou ouvir a voz forte e profunda de Seth. Sim! Agora ela finalmente sabia o nome do “moreno tentação”, ela se acalmou. Era quase como se o episodio com os Volturi não existisse mais.

Esquecendo quase tudo, ela convidou o rapaz para vir ao seu apartamento. No entanto, só agora ela se lembrara de que aquele apartamento era de Bella.

A vampira não era muito sociável e àquela altura, devia estar espumando de raiva por ter seu espaço invadido por um desconhecido.

Amanda respirou fundo, pronta para as apresentações e as desculpas, mas foi surpreendentemente interrompida.

- Você é...

- Você é...

Bella e Seth falaram ao mesmo tempo, se entreolharam e caíram na gargalhada.

Nunca tinha visto Bella gargalhar, apenas sorrir. E quanto à risada de Seth, aquilo contagiava e transformava o mais sombrio dos ambientes. Agora eles riam juntos, como velhos conhecidos.

Sendo totalmente ignorada pelos dois, Amanda assistiu Seth atravessar a sala em alguns passos e parar na frente de Bella. Numa reação inesperada, ele colocou os braços ao redor da cintura da vampira e a girou no ar. Ela segurou nos ombros do rapaz e sorriu abertamente.

- Por Deus, eu nunca imaginei que você fosse o cara de quem Amanda falava... – Bella falou ao ser colocada no chão.

- E eu digo o quê? Você e Amanda, amigas... Desde quando?

Houve silêncio, eles se olharam ainda sorrindo. Bella sorria pela facilidade e espontaneidade com que as coisas aconteciam. Seth por reencontrar sua amiga.

Foram interrompidos por um limpar de garganta. Amanda tinha colocado a bandeja cobre a mesa de centro e estava parada de braços cruzados olhando diretamente para os dois. Eles se afastaram e pareciam encabulados. Bella torcia o cabelo ensopado e Seth passeava as mãos sobre os dele.

- Alguém pode... Me explicar? – ela falou séria.

- Somos... – Seth começou.

- Velhos amigos. – Bella terminou.

Eles se olharam novamente e sorriram, depois voltaram à atenção para Amanda.

- Vocês dois? “Velhos” amigos? – ela enfatizou a palavra “velhos”.

- É... er... Velhos no sentido de... – Seth não conseguia concluir o raciocínio.

- Seth... – Bella o interrompeu – Amanda sabe sobre mim. – a vampira acenou com a cabeça.

- Oh... – foi tudo o que o lobo conseguiu dizer.

A humana se jogou no sofá com o olhar totalmente perdido e começou a falar consigo mesma.

- Ok... Que droga é essa? – ela voltou o olhar para os dois – Você... – ela apontou para o lobo – Como? Não pode ser! Bella é uma... A pele dela é fria. Mas, você não! Você é quente... Muito quente pra falar a verdade... – ela sussurrou a última parte, fazendo com que Bella e Seth precisassem conter o riso com o duplo sentido das palavras.

- Seth... É melhor você contar antes que ela fique teorizando. – Bella falou divertida e o lobo a olhou aflito – Amanda é boa com essa coisa de sobrenatural. Apesar de falar pelos cotovelos, ela sabe guardar segredos que não lhe pertencem.

O lobo encarava Bella e depois Amanda. Soltou os ombros e sentou-se numa poltrona ao lado da loira. Apoiou os cotovelos nos joelhos e antes de começar, novamente olhou para a amiga. Bella deu um sorriso leve o incentivando a continuar.

- Preciso de um banho, volto já. – ela deu as costas e saiu da sala.

Caminhou até seu quarto e se enfiou debaixo da ducha morna, só ali retirou suas roupas. Tinha curiosidade em saber o que estava sendo dito por Seth no cômodo ao lado, mas resolveu dar privacidade a ele e Amanda. Concentrou-se apenas naquele espaço dentro do Box, nada mais.

Aquele final de semana sem dúvida era o mais movimentado dos últimos anos. Bella tinha decidido apenas sobreviver como vampira. Um pouco de animação aqui ou ali, mas, os últimos três dias tinham sido agitados.

Seu passado resolveu bater-lhe a porta, Amanda, Volturi, Seth... E Jacob.

Ela se sentia impotente diante de tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, e sinceramente não estava com paciência para lidar com tudo agora.

Fechou o registro e saiu do banheiro direto para o closet. Vestiu uma camiseta larga, e confortável, e uma calça de moletom. Terminou de secar os cabelos com uma toalha e pelas risadas vindas da sala presumiu que a conversa tinha tomado bons rumos... Conseguiu sorrir com isso.

Saiu do quarto em silêncio, pôde ouvir Amanda dizer um “Oh...” e depois cair na gargalhada seguida por Seth.

Bella parou na soleira da porta e por alguns segundos observou os dois. Pareciam tão à vontade juntos, o clima era tão agradável ali que nem parecia que o mundo desabafa lá fora em forma de tempestade.

Não demorou muito a ser percebida, Seth ainda sorrindo se virou para ela. Bella sorriu de volta ao ver a mão do garoto estendida em sua direção. Há quanto tempo não via um gesto assim? Mesmo desconfortável no inicio ela correspondeu ao sinal. Tocou a mão quente de seu amigo e esperou pela repulsa dele ao toque gélido. Nada houve.

Por um momento ela ateve seu olhar nas mãos deles unidas e se perguntou há quanto tempo não era tocada assim... Com carinho, com zelo... Quando levantou os olhos, Seth a encarava sério.

Foi então que ela olhou para Amanda, a loira corou e fez uma cara de “Eu tive que contar tudo, me desculpe”

Bella balançou a cabeça visivelmente contrariada e tentou soltar a mão de Seth. O lobo não permitiu, puxou-a para se sentar ao lado dele no grande sofá. A vampira assumiu a postura séria de sempre e o encarou.

- Não há com o que se preocupar, está tudo sob controle.

- Bells... – Seth a encarou.

- Isso é assunto meu, Seth. E eu já resolvi tudo. Eram dois Volturi, um novato e outro membro antigo. Eles se foram depois de uma conversa. – Bella tentava convencê-lo, mas o instinto de protetor do lobo falava mais alto. Ele precisava de mais detalhes.

- Pelo pouco que sei sobre os sanguessugas italianos, eles não vão embora simplesmente... Ah, desculpe pelo sanguessuga. Força do hábito. – ele deu um sorriso sem graça.

- Tudo bem, mas preciso que acredite e confie em mim, está tudo certo. Têm certas coisas que é mais seguro você não saber, Seth. Não sou mais a mesma, agora eu resolvo os meus problemas do meu jeito. – Bella foi firme com as palavras, e o lobo a olhou um pouco espantado.

- Eu confio em você Bella. Só preciso saber se você confia em nós o suficiente para pedir ajuda se precisar. Não se esqueça de que é nosso dever como lobos proteger a vida humana, independente de estarmos na reserva, ou não.

Bella ficou por um tempo o encarando, tentando processar aquilo tudo. Seth falou, nós, isso queria dizer ele... E Jacob. E o dever deles de proteger a vida humana, queria dizer: proteger de coisas que ela mesma fazia agora com humanos... Por fim ela colocou um sorriso doce nos lábios e encarou o lobo de volta.

- Eu confio em vocês, Seth. – Bella concentrou-se e continuou – Mas não têm com o que se preocupar. Não há sinal dos Volturi na cidade, o nome deles só foi mencionado por Amanda quando lhe contou um pouco sobre a história dela... – ela se voltou para a loira que estava boquiaberta com a atitude de Bella – Não é mesmo, Amanda? Continue...

Seth piscou algumas vezes, como se estivesse acordando de um breve cochilo, olhou para Amanda quase se desculpando por não ter prestado a atenção em algo importante que ela dizia. A loira sorriu, mas logo continuou contando como ela e Bella se conheceram e como ela soube da existência de vampiros.

Os três permaneceram por mais algumas horas ali. Conversando como velhos amigos, nem pareciam uma humana, uma vampira e um lobo. Já passava da meia noite quando Seth foi embora, ele precisava trabalhar no dia seguinte como segurança de Lisa. Bella não tocou no assunto da boate, ou no nome de Jacob e Seth foi discreto.

Amanda levou o lobo até a porta e se despediram com a promessa de que se veriam em breve. Quando voltou à sala, encontrou Bella de frente para uma das enormes janelas de vidro. A vampira fitava os relâmpagos que se afastavam da cidade.

A humana se jogou no sofá, abraçou uma das almofadas e puxou uma manta sobre si.

- Qual é o lance mal resolvido com os lobos? – a loira perguntou.

- Longa história. – Bella deu de ombros, ainda de costas.

- Bem, agora é a sua vez de contar histórias. Pelo o quê eu sei, você não dorme... E eu não preciso trabalhar amanhã. Também não estou com sono, portanto, sou toda ouvidos. Pode começar a falar, caso contrário, “eu” vou começar a falar, e isso, com certeza vai irritar você.

Bella bufou e descruzou os braços jogando-os ao lado do corpo. Virou-se para Amanda, que tinha um sorriso cínico no rosto, a loira sabia que tinha vencido.

A vampira caminhou devagar até a poltrona em frente ao grande sofá e deixou seu corpo cair ali. Depois de um longo suspiro, começou a falar. Finalmente, depois de seis décadas desde sua transformação alguém saberia de toda a sua história.

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Jacob passou o resto do final de semana enfiado em seu apartamento. Seth saíra no domingo final da tarde, e o alfa se esparramou no sofá da sala em frente à TV de ultima geração. Zapeou todos os canais, alguns de esportes ou de filmes, às vezes lhe prendiam a atenção. Mas, ele estava inquieto.

Na noite anterior tinha voltado a sonhar com Bella, eram comuns sonhos com ela. Mas aquele... Teve uma vivacidade impressionante... O cheiro, a voz, o toque...

Por vários momentos fechou os olhos e esperou que as sensações voltassem... Nada.

Estava ficando louco, essa era a única explicação que encontrava. Desistiu. Ficou quieto em seu canto, assistiu da janela de seu quarto o “mundo cair” em forma de tempestade, por fim, adormeceu e pediu que a semana seguinte fosse melhor.

Nada mudou muito, exceto por Lisa que não o procurou, a garota certamente estava envergonhada depois daquela passagem na boate no sábado. Jacob de certa forma agradecia pela distância que surgia entre eles.

A semana se arrastou e o lobo se pegou mais disperso do que o normal. Seu patrão, Simon, teve que viajar a negócios para Europa. Felizmente, Jacob não precisou acompanhá-lo. Ficou na mansão apenas a disposição, concertou algumas coisas. Ajudou o jardineiro, o cara que limpava as vidraças, montou andaimes...

- Vou sair com Amanda, tem certeza de que não quer vir? – Seth perguntou da porta do quarto de Jacob.

Mais uma vez ele estava esparramado sobre a king size, o rosto enfiado nos travesseiros. Levantou a cabeça apenas para negar o convite do amigo, mais uma vez.

- Valeu pelo convite, cara. Mas, estou um pouco velho pra essa coisa de ficar de vela. Talvez mais tarde eu saia pra comer alguma coisa. – Jacob deu um meio sorriso.

Seth teve que segurar a língua a semana toda para não falar que Bella estava na cidade e que era a amiga de Amanda. Na verdade, ele não sabia se podia falar ou não, ele e Bella nem tinham tocado no nome de Jacob durante a conversa deles. Não comentaram sobre o episodio da boate. Sabia que seus dois amigos precisavam e muito esclarecer as coisas, até mesmo para que pudessem seguir em frente.

Seth não queria ficar parado, mas não podia se meter descaradamente em um assunto que não lhe pertencia, mesmo assim, falaria com Amanda.

- Bom... Qualquer coisa sabe onde me encontrar. – ele se aproximou da cama e trocou um cumprimento de mão com o amigo.

- Pode deixar. Divirta-se com sua princesa. – Jacob falou e Seth abriu o maior sorriso que seus lábios permitiam.

Assim que o caçula saiu, Jacob decidiu que era hora de um banho. Perdeu-se em pensamentos enquanto a água escorria-lhe pelo corpo. Imagens dançavam sob suas pálpebras assim que ele fechava os olhos.

La Push, o mar, os penhascos, as montanhas, a oficina... E sempre a figura dela ao fundo, Bella. O sorriso fácil que surgia em sua face quando eles estavam juntos, a mordida no lábio inferior quando ela ficava nervosa... O cheiro de morangos do cabelo dela, o corpo pequeno e delicado envolto em um abraço... Os beijos, os dois únicos beijos trocados por eles...

Era como se tudo, e ao mesmo tempo nada, tivesse mudado...

Não tinha respostas para as perguntas que giravam o tempo todo em sua mente. Na verdade, não queria pensar em nada daquilo.

Desligou a ducha e decidiu o que faria. Tentaria encontrar um alivio momentâneo para tudo aquilo, rezou para que funcionasse.

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Jacob deixou o carro no 5º andar de um estacionamento no centro da cidade. Seu destino ficava há duas quadras dali. Um bar freqüentado por um grupo muito bem selecionado. Aonde muitos rostos conhecidos da sociedade de Seattle iam exorcizar seus demônios.

O lobo não chegaria a tanto, não dessa vez.

Entrou sem olhar para ninguém, olhares também não foram dirigidos a ele. Aquele era o ambiente. Sem necessidade de interagir com ninguém, só precisava ir ao balcão e fazer o pedido... Jogos, sexo, drogas, bebidas...

Sentou-se em um banco num canto escuro do bar. Um decote generoso entrou em seu campo de visão, sabia que era ele quem tinha que pedir.

- Algo forte para beber. O mais forte que tiver. – ele falou com voz pausada e profunda.

Logo depois uma taça foi colocada em sua frente e um líquido verde pálido escorreu para dentro do recipiente. Ele já tinha ouvido falar naquilo, era Absinto. Era proibido em vários países, pois a bebida tinha efeito alucinógeno caso fosse servida com láudano.

- Deixe a garrafa. – ele segurou antes que a garçonete retirasse.

Jacob tirou a carteira do bolso e deslizou sobre o balcão cinco notas de cem dólares. A moça pegou o dinheiro e enfiou no decote.

- Assim que essa acabar – ele apontou para a garrafa recém-aberta – Eu quero outra.

Levantou levemente os olhos e bebericou um gole, antes de virar o restante de uma só vez. A garçonete, uma ruiva alta, lançou-lhe um sorriso sugestivo, passou a língua sobre os lábios em um claro convite e saiu rebolando.

Jacob limitou-se a acompanhá-la com o olhar até metade de seu caminho, logo depois voltou sua atenção ao copo vazio e a garrafa cheia em sua frente.

A primeira garrafa foi rapidamente esvaziada, vieram então, a segunda e a terceira... O lobo sentiu apenas uma leve dormência nos lábios, seus sentidos continuavam apurados. Praguejou consigo mesmo e seguiu até o banheiro.

Esvaziou a bexiga, olhou-se no espelho e aí sim, sentiu sua visão desfocar levemente.

Por mais idiota que aquilo pudesse ser, ele sorriu satisfeito. O álcool causava desidratação, ele tinha acabado de eliminar um pouco de água, tudo o que precisava era de uma dose ainda maior de bebida.

Assim que voltou ao seu lugar, a ruiva novamente surgiu em seu campo de visão, mas dessa vez, quase se debruçou sobre o balcão do bar.

- Tem algo mais forte? – ele encarou a garota diretamente, a moça perdeu a fala por alguns segundos, mas logo deu as costas.

- Pode tentar esquecer os problemas de outra forma. Se quiser, estou disposta a ajudá-lo... – ela sussurrou colocando o decote na altura da garrafa.

Jacob, apenas pegou a bebida, roçando levemente os dedos na pele da garota, que gemeu baixinho.

- Se precisar eu chamo. – ele falou já enchendo o copo.

Era Everclear, considerada a bebida mais forte do mundo. Praticamente não tinha gosto de nada, por isso, não foi difícil esvaziar uma garrafa e mandar vir outra.

Em um bar comum, todos estariam já de olho em Jacob, ali não. Cada um cuidava de si mesmo, ou pelo menos era o que ele achava.

Já não conseguia sentir direito o vidro frio do copo em sua mão, quando decidiu parar. Apoiando-se no balcão, levantou e se encaminhou até a saída. Não era o único bêbado naquele lugar, mas certamente era o único que mantinha um sorriso idiota no rosto.

Chegou à rua e uma lufada de ar frio tocou-lhe o rosto. Aquilo o ajudou a clarear a visão, mesmo assim, suas pernas custavam a lhe obedecer. Tudo era novo, ele era um lobo bêbado e se redescobria com aquilo.

Ria baixinho, consigo mesmo. Seu corpo estava anestesiado, aos tropeços ele chegou ao quinto andar do estacionamento, desistiu de pegar o elevador quando percebeu que não conseguiria distinguir os botões. Preferiu as escadas e por diversas vezes sentou-se nos degraus para rir de si mesmo, em outras, teve de usar as mãos como apoio para subir...

Quando chegou ao seu destino já podia enxergar melhor, com isso, sabia que o efeito da bebedeira duraria pouco.

- Será que vou ficar de ressaca? – ele falou consigo mesmo – Como será a ressaca de um lobo? – uniu as sobrancelhas e levantou o dedo de forma interrogativa – Que papelão, Jacob Black. Bêbado pela primeira vez em sua vida, e agora falando sozinho. – apoiou-se em um pilar e gargalhou alto da própria desgraça.

Assim que voltou a caminhar, pôde ouvir ao longe passos e sussurros. Ainda não conseguia distinguir o que falavam.

Sentiu uma pontada na cabeça. Resolveu que era hora de entrar em seu carro e deixar um pouco da bebedeira passar para voltar para casa.

- Merda... Deveria ter pegado um táxi. – praguejou quando a dor de cabeça aumentou.

- Eeei grandão... Acho que você não deveria dirigir nesse estado. Que tal deixar que a gente te leve para casa?

Jacob apertou os olhos e virou-se na direção de onde vinha a voz. Três “sombras” se aproximavam rindo.

“E mais essa agora”, ele pensou revirando os olhos.

- Acho melhor vocês irem para casa, meninos. – Jacob abriu um sorriso que permitia com que seus dentes brancos cintilassem ameaçadoramente.

Os três rapazes pararam há uns três metros de onde o lobo estava.

- Vamos lá, cara. Só uma voltinha com o seu possante... Você nos diz onde fica a sua casa e a gente faz a entrega em domicilio. Todo mundo fica feliz e ninguém se machuca.

Jacob praguejou mentalmente. Definitivamente, não era hora de arrumar uma briga. Deu as costas e seguiu em direção ao seu carro, foi interceptado por uma mão em seu ombro. O lobo estaqueou e trincou os dentes...

- Eu já avisei... É melhor vocês irem embora. Agora quem quer que seja, tire as mãos de mim! – sua voz saiu baixa e ameaçadora, seguida de um rosnado.

Ouviu o coração e a respiração dos rapazes acelerarem, mas não se afastaram.

- Seja razoável, grandão. Estamos em maioria. – os outros dois garotos tomaram a sua frente.

Jacob estreitou os olhos, e percebeu que já conseguia distinguir as expressões. Os dois caras à sua frente deviam ter por volta de 20 anos, portes de jogadores de futebol americano, certamente eram universitários idiotas com necessidade de auto-afirmação.

O alfa gemeu baixinho mais uma vez, seu pileque estava passando e a dor de cabeça aumentava. Principalmente quando os sons tornavam-se insuportavelmente altos para sua audição de lobo.

Apertou os olhos com força, levou as mãos ao rosto e depois a lateral da cabeça, massageou levemente como se pudesse aliviar a dor, mas só ficava mais irritado a cada segundo.

- E aí... O que vai ser? Ainda podemos te arrumar um analgésico. – um fez piadinha e depois todos caíram na gargalhada.

Aquilo foi o que faltava para que seu alto controle se esvaísse. Muito rápido para que o rapaz tivesse qualquer reação, Jacob torceu-lhe o pulso.

Houve um grito de dor, então o corpo foi arremessado há alguns metros. Batendo em uma viga de concreto.

Ele não queria machucar ninguém, pensou que os outros dois fugiriam correndo, mas não. Preparava-se para continuar seu trajeto até o carro, mas no momento em que se virava sentiu algo acertar-lhe as costelas do lado direito. O ar lhe faltou nos pulmões.

- Bela hora pra dormência da bebida passar. – ele praguejou alto.

A raiva e a dor serviram de combustível para que Jacob se virasse e agarrasse seu agressor pelo pescoço. Antes que pudesse lançar o rapaz para longe, mais uma pancada em seu ombro...

Droga, aquilo era uma barra de ferro.

Não conseguiu se virar e interceptar outro golpe, arqueou o corpo com dor e largou o rapaz no chão. Sequer sentiu o terceiro golpe no rosto, algo quente escorreu por sua face e o cheiro metálico chegou as suas narinas, sangue... Tudo ficou escuro e só conseguiu sentir o impacto de seus joelhos sobre o chão duro.

Antes de apagar totalmente ainda pode ouvir espanto e medo na voz de um dos garotos.

- “O que é você? Não, não... Essas coisas não existem na realidade.”

Notas finais
N/A: Katy já se explicou né!? Então unam ao que ela disse o fato de eu ter ficado UMA SEMANA sem net!
Siiiiiiim... É a treva, eu sei!!!!
Obrigada de coração à tdos os reviews, e um big obrigada a Greicekelly e a Elis_GM (que é minha irmãzinha de coração e quase minha vizinha akie kkkk) pelas lindas recomendações!!
É isso aew meus amores, se antes era preciso um lencinho para ler os capítulos, de agora em diante acho melhor vcs arrumarem água e toalha, afinal, o verão tah xegando... calooor, entenderam a deixa?! Lálálálá!! Kkkkkkkk
Bjoks
Ritinha
N/B: O Jake bêbado? Ainn.... Porque não veio aqui para casa? Mimimimi Eu cuidava de vc melhor que qualquer cachaça 666~ #sonharéfree.
Devido a problemas técnicos, provas de faculdade e Rock in Rio demoramos eu sei, bate não #carinhadepidona.
Agora deixando um spoiler básico: No próximo cap não importa o frio que esteja onde vocês moram tragam um ventilador. Será necessário daqui para frente... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Curiosas? Então comentem que eu solto the next...kkkkkkkkkkkkkkk.
Bjks, Katy Clearwater.