The One That Got Away
2 Conhecendo nossas vidas.
Notas iniciais
P.O.V Miley C.
Segunda Feira. Esse dia com certeza é o pior, simplesmente por que é o primeiro dia depois do final de semana e todo mundo está com aquela preguiça enorme de ir pra aula, ai fica aquele monte de gente com cara de cú, olhando pro nada e pensando “Porque eu não dormi cedo ontem” ou “Porque segunda feira existe?“. Eu acho isso idiotice, porque segunda feira tem seus bons momentos, tipo... Tipo... Ok, não tem. Mais reclamar dela vai adiantar alguma coisa.
Eu já estava pronta a quase 1h esperando o Justin e como sempre ele esta atrasado. Quando eu tiver meu carro, eu nunca mais vou-me atrasar pra aula...
— Miley, desça logo já estamos atrasados! – A voz de Justin interrompeu meus pensamentos fazendo surgir um sorriso em meu rosto. Fui olhar pela janela e ele estava lá em baixo, praticamente acabado e sem carro.
— Justin, cadê a coisa que leva agente todos os dia pra escola? – Perguntei incrédula e ele deu um sorriso sem graça e ao mesmo tempo colocando uma das mãos atrás da cabeça.
— Pois é. O carro. Eu tive que levar para o mecânico e eu me esqueci de te ligar ontem e hoje eu perdi o horário... — Eu nem esperei ele terminar de falar e já fui correndo lá para baixo. Eu não acredito no que ele fez, ele tinha que ter me ligado. Chegando lá em baixo, dei um tapa com um pouco de força no ombro do Justin fazendo automaticamente ele acariciar o local do tapa.
— Doe... – Eu não deixei falar, apenas puxei ele pelo braço e logo depois fiz ele correr comigo para chegar mais rápido na escola, pois onde nós estudávamos tinha um limite para atrasos e que eu tenho em mente falta pouco para quebrá-lo.
— Miles eu to cansando, para um pouco. – disse o guri choramingando, e correndo cada vez mais devagar – Eu to com sede – fez bico
— Cala a boca e corre! – Respondi grossa, mais no fundo eu estava rindo da situação.
Quando finalmente chegamos à escola, faltavam alguns minutos pra bater o sinal. Valeu apena ter corrido aquilo tudo.
— Jus... – Quando me virei pro lado ele já não estava mais ali, então olhei para os bebedouros, vi-o lá e comecei a ri da situação dele. – Nossa, é tanta sede assim? Olha que você vai segar o bebedouro – Falei chegando perto dele e rindo que nem uma condenada.
— Se segar a culpa vai ser sua, porque você que me fez correr até aqui. – Falou Justin, e logo depois começou a tomar água de novo.
— Mais foi você que não me avisou que levou o carro no mecânico. Agora da licença que eu também quero tomar água — Disse o empurrado para sair do bebedouro.
— Ei, Miley, fala sério eu preciso de água mais que você – choramingou, como sempre fazia quando queria alguma coisa, eu achava isso até engraçado.
— Ok. Vem logo, morto da sede – Cruzei os braços e fiz bico para o Justin mais ele apenas riu
— Cyrus e Bieber, se eu não estou enganada o sinal já bateu – Era a diretora Hurt. E parece que eram bem poucos minutos que faltavam para bater o sinal quando chegamos.
— Nos desculpe dona Hurts, mais não entramos porque a Miley disse para mim que não estava se sentindo muito bem – Justin disse me puxando pra perto dele e logo depois dando um pisão no meu pé.
— AAAI JUS... – Eu ia brigar com ele, mais logo soube o porquê do pisão – É verdade dona Hurts, eu estou com muita dor na perna, e pedi para que Justin me acompanhasse até aqui para olhar o que tinha – Eu não sabia se eu ria ou chorava. Se ria pela situação que eu e Justin estávamos ou chorava pela dor que eu estava sentindo no meu pé, notaram? A dor passou automaticamente da minha perna pro meu pé agora. A dona Hurts olhou para nós enquanto eu escondia meu rosto no ombro de Justin, fingindo estar com dor.
— Está bem, mais eu vou liberá-los apenas hoje, na próxima vez vão levar advertência. – Assim que ela saiu, pisei no pé do Justin com força e comecei a rir.
— Miles agora você me paga – Justin disse e veio correndo atrás de mim.
E foi assim até chegar à sala de aula.
{...}
- Oi Pai, oi Mãe – Cumprimentei meus pais assim que finalmente cheguei em casa. Mamãe estava na cozinha e meu pai na sala vendo TV. Como sempre estavam bem separados, por causa das brigas que tiveram há alguns dias atrás que por sinal andam se repedindo todos os dias.
Subi para o meu quarto sem receber um “oi” de nenhum dos dois, mais quem se importa não é mesmo. Deitei-me e fiquei olhando para teto, pensando como seria minha vida se aqueles dois se divorciassem e até que não seria má idéia, pelo menos não iria mais ter esse clima pesado e meio tenso aqui em casa.
P.O.V Justin B.
Eu acho que cheguei em casa primeiro que a Miles, nossa, eu tava morto, culpa dela que me fez correr até a escola pra não ter que levar advertência da jacaroa Hurts, oh mulherzinha mal humorada era aquela diretora, pelo amor, assim que adentrei em casa, assobiei e percebi que ninguém nem havia respondido, sempre que minha mãe me ouve assobiando é porque sabe que eu cheguei, e grita um “oi filho!” da cozinha, mas, dessa vez eu só escutei... A porta que eu fechei, joguei a mochila no sofá e fui à cozinha, encontrei um bilhete na geladeira que dizia “querido, fui ao mercado comprar algumas coisas que faltavam, e logo depois vou para o trabalho, seu almoço já esta pronto, seu preguiçoso. Bom apetite e a mamãe te ama bebê”. Porque eu não gosto quando minha mãe me chama de bebê? Poxa eu já tenho 17 anos, mais ela insiste em dizer “você continua sendo o meu anjinho que usa chupeta e sai batucando tudo o que encontra”, ai ela vem com a história das panelas que eu usava de bateria e tal me envergonhando na frente de alguma menina que vinha aqui em casa pra assistir filme comigo, cortava o clima total, pow mãe devia me ajudar né!
Enfim, almocei, escovei os dentes, e fui ver televisão, eu adorava quando a minha mãe saía, podia fazer o que quiser, porém odiava ao mesmo tempo porque ficava um silêncio chato em casa... Ai eu acabava chamando a Miles pra me fazer companhia, se eu ficasse mais um tempo assim eu dormia ali mesmo:
— Alô? – Falou ela do outro lado da linha com voz de sono
— Sou eu Miles, tava dormindo? – Comecei a rir e logo em seguida bocejei
— Eu não eu só... Quem ta parecendo que tava dormindo era você pessoa que acabou de se entregar bocejando
— Eu não, eu tava ficando com sono porque ta um tédio aqui, minha mãe saiu e eu não tenho o que fazer to precisando de companhia – Fiz bico olhando pra TV
— Ah Justin sei nã... – A interrompi
— Por favooooor – Falei que nem um mimado pra convencer ela
— Ta bom seu coisa, to indo pra ai – A ouvi ela descendo as escadas na sua casa e falando pra mãe dela que estava vindo pra minha.
— Ok to te esperando – desliguei, deitei no sofá, e fiquei passando os canais, não tinha nada que prestasse passando na TV até a hora dela chegar? Poxa eu sou um pobre garoto sem o que fazer, senhor me manda uma luz, em vez de eu ver uma luz eu vi foi tudo ficando escuro a cada vez que eu piscava.
P.O.V Miley C.
Pois é, aqui estou eu, saindo da minha humilde residência pra ir passar a tarde com o chato do Justin, mais nem em casa ele me deixa em paz, meu senhor, bom, pelo menos esse dia foi bom, não sei por quanto tempo aguentaria uma certa tensão no andar de baixo da minha casa, puf... A casa do Justin não era muito longe, só tinha uma casa no meio da nossa, amém que eu não sou vizinha dele, ou melhor, eu sou vizinha dele, só que por causa de alguns metros e uma casa no meio não éramos, enfim se fossemos mesmo vizinhos ele não entraria mais na casa dele, ele vive grudado em mim.
Cheguei à casa dele e bati na porta, só que não houve resposta, resolvi tentar girar a maçaneta, e pro meu susto e surpresa, não é que ela abriu? Justin, Justin, qualquer um, um dia ainda entra na sua casa e nem percebe. Entrei na casa dele, fechei e tranquei a porta, eu sou mais responsável que esse coisa ai viu? Devagar fui andando até as escadas pra procurá-lo pra dar um susto nele, quando eu ia subir as escadas que passei pela porta da sala, vi um ser praticamente babando enquanto dormia, tive que me segurar pra não rir, andei devagar até o sofá e o vi abraçando uma almofada com a TV ligada, nossa eu demorei tanto assim?
— Justin – Falei baixo, só que não obtive resposta – Justin? – Chamei de novo, e o mesmo não havia respondido – Justin, acorda moleque – Cutuquei a perna dele. Cacete ele nem se mexia, resolvi fazer o que eu não queria, fui pra trás do braço do sofá que ele dormia, fiquei de joelhos e berrei – JUSTIN ACORDA PORRA
— AAAH! MÃE CADÊ O SORVETE? – Acordou assustado, olhando pros lados – MILEY? – Assim que me viu caiu do sofá, comecei a rir um monte até cair no chão também.
— AH QUAL É! – Coçou os olhos – Eu tava dormindo...
— Eu sei, tava pra ver pelo jeito que você tava babando
— Eu não tava baban... – O interrompi apontando pro sofá que o mesmo olhou – Merda – Limpou a boca e eu continuei rindo – Porque ainda ta rindo? – Estreitou os olhos
— É que eu não consigo esquecer a sua cara assim que acordou e caiu do sofá, precisava ver — Imitei-o e ri de novo
— Ta, ta, já entendi que foi engraçado... Como entrou aqui? – Falou passando a mão na nuca
— Sua porta tava aberta – Respondi indiferente dando de ombros me levantando, ele arregalou os olhos como se fosse a coisa mais horrível do mundo
— Caramba eu esqueci a porta aberta – Levou a mão a boca
— Pois é, uma puta poderia ter entrado e dado pra você que você nem iria acordar com os gemidos dela, eu tive que te chamar quatro vezes – ri – Ou um carinha poderia ter entrado aqui e ter... – Fui interrompida quando ele, pois a mão na minha boca.
— Eu já entendi – Ergueu a sobrancelha – O que a gente vai fazer? – Se jogou no sofá
— Vídeo game?
— To dentro – Ele pulou do sofá e já ligou o game pra gente.
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