The Old New Directions
3 Jungle
Notas iniciais
—Eu ia só dar uma passeada no shopping. Foi quando...
“...no elevador um cara cortou um fio e o elevador parou. No elevador só tinha eu, esse cara e uma senhora idosa. Nós olhamos para ele e do bolso do casaco ele tirou uma arma. Apontou para a senhora e disse:
—Passa a grana que eu to com pressa. Assim que todo mundo me der o dinheiro, e pertences eu vou...
Então a porta do elevador se abriu, mas o shopping estava meio deserto, não tinha muita gente. Então ninguém notou que havia um ladrão no elevador. Então eu andei com minha cadeira de rodas até o pé do assaltante e na dor ele largou a arma. Eu não sabia o que fazer então peguei a arma e apontei pra ele.
Tudo estava indo bem até...”
—Artie – disse Santana – como eu iria saber que...
—Espera, eu vou contar isso para eles antes. Estava indo bem até...
“...Alguém puxar minha cadeira de rodas desesperadamente para trás e o ladrão teve tempo de vir correndo atrás de mim, porque eu tinha deixado a arma cair. Olhei quem estava empurrando minha cadeira e vi a Santana dizendo:
—O que estava fazendo com aquela arma na mão, Artie?
—Eu estava só tentando ajudar uma senhora que estava sendo roubada. O ladrão estava assaltando ela. E eu era o próximo. — eu expliquei.
—Nossa Artie! Eu não sabia, mas mesmo assim. Porque estava com uma arma?
—Era a arma do ladrão! Aquele homem correndo atrás da gente.
—Mas... Tem dois homens nos seguindo. E um é um policial.
Então eu gritei:
—Calma, cara! Não somos culpados! Foi ele, foi aquele ladrão ali, correndo atrás da gente!
—E eu sou Bob Marley.
—É, sério e... Santana!
—Que?
—Para de correr.
—Tá.
Santana tinha parado e soltado minha cadeira. Eu me virei para o policial e disse:
—Sério, eu não fiz nada. Pode olhar nas câmeras!
A adrenalina era muita. A emoção nos cansava. De repente tudo parou...”
—Como assim tudo parou? — disse Kurt. — O tempo parou?
—Ele deve estar falando que tudo parou só na cabeça dele. — disse Rachel – E eu acho que isso tá ficando muito cinemátografico.
—Então eu continuo a contar. – disse Santana – Tudo não tinha parado, as coisas continuavam. Mas...
“O policial tinha sido baleado, pelo ladrão. Ou a gente achava isso. Mas na verdade quem tinha atirado no policial era aquela velha que o Artie estava tentando ajudar. A velha então disse:
—Então esse cadeirante estava tentando fugir com essa garota, não é meu filho?
Eu e Artie nos olhamos. A gente não acreditava que a senhora fazia parte do plano do assaltante. Provavelmente, se o ladrão fosse pego, sua mãe fingindo nem conhece-lo, diria que ele era inocente. Então o ladrão disse:
—Vamos pegar eles
O filho da assassina me pegou e a mãe assassina pegou Artie. A senhora disse:
—Vamos levá-los para a casa perto do lago?
—Tá bem. — disse o filho.
Eles colocaram um pano na nossa boca e nós dormimos.”
—Sério que aconteceu isso e vocês nem nos falaram? — disse Finn.
—É, o Finn tem razão. – disse Artie – Não contamos para ninguém por quê?
—Sei lá – disse Santana.
—Bom... — disse Artie – Depois que ele colocou o pano e nós dormimos...
“Eu acordei primeiro. Estávamos em uma traseira de caminhão. Eu estava deitado no chão, porque estava sem a minha cadeira de rodas. Tinha uma mini-janela que dava para ver os assaltantes, mãe e filho, na parte da frente do caminhão.
Estava escuro e a única luz era... O celular da Santana. Que estava piscando. Mas estava no bolso dela e eu não sabia se era sensato pegar. Nem sabia se era possível chegar lá sem a ajuda das mãos. Então só tentei acordar ela gritando:
—Santana! Santana!
Ela acordou e viu onde estávamos. Eu sabia para onde estávamos indo: a casa perto do lago. Provavelmente eles iriam nos deixar lá e ir embora, ou sei lá. E eu precisava da minha cadeira.
Ela viu que o celular era apenas o alarme. Tentou ligar para alguém, mas estava sem sinal. Eu pedi para ela me carregar para eu poder falar com o assaltante e sua mãe pela janela.
Assim que ela conseguiu, eu falei:
—Ei, cara!
A mãe estava dirigindo e o ladrão no banco do passageiro. Ele se virou e falou:
—Que que você quer, aleijado?
—Brandon Willies! — disse a mãe – Também não seja assim tão mal. Chame ele pelo nome, qual o seu nome querido?
—Ãaannn – eu disse pensando em um nome falso, mas legal– Luke, meu nome é Luke.
—Hum, então Luke, o que você quer?
—Eu preciso sentar um pouco na minha cadeira de rodas, se não ããhnn... Se não meu sangue não vai circular para a perna e eu vou... morrer.
—É mesmo! Que horror, mas mesmo assim... – disse a mãe de Brandon dando um brusca freada – já chegamos.
Eles saíram do caminhão e Santana me soltou no chão. Ela disse no meu ouvido:
—Assim, que você pegar sua cadeira, a gente vai embora daqui. Eu tenho umas facas guardadas aqui e já deixei elas no meu bolso, prontas para atacar.”
—Você tinha facas? — disse Mercedes — O que você estava fazendo com facas?
—Isso não interessa, vamos ouvir a história, agora quero ouvir isso logo, está emocionante! — disse Puck.
—Bem, — disse Santana – Eles abriram as portas do caminhão...
“E jogaram a cadeira de Artie. Eu ajudei Artie a subir nela e ajudei ele a descer do caminhão. Mas uma faca caiu do meu bolso e o assaltante viu tudo. Então ele disse:
—Ah! Querendo fazer joguinhos comigo, não é. Então vamos jogar um joguinho. Se chama 'Polícia e Ladrão'. Eu vou prender vocês na minha casa e eu ganho o jogo. Então eu vou embora e não volto nunca mais.
—Você não deveria ser o ladrão? — disse Santana.
—Não! Porque vocês vão ser presos.
—Então vamos jogar outro jogo!
—Qual?
—'Artie te empurra, eu empurro sua mã e nós fugimos.
—Como é esse jogo?
Então o ladrão ficou com cara de idiota quando Artie derrubou ele no chão, eu derrubei a senhora e empurrei a cadeira de Artie. Mas sem querer, eu tropecei e para não derrubar Artie da cadeira junto comigo, empurrei a cadeira longe, mas a cadeira de rodas do Artie estava prestes a cair de um barranco. Ele gritou:
—Santana!
Eu me levantei e fui correndo tentando ajudar ele. Puxei a cadeira, mas ela estava presa em uma raíz de uma árvore, então era difícil. Eu me abaixei e tentei desenrolar o galho. Artie estava com o corpo virado para o lado contrário do barranco e eu disse para ele:
—Artie, vire a roda direita pra frente.
Ele rodou, mas não estava dando. Quando olhei, atrás da gente estava a mãe do assaltante com a arma apontada para o meu pé. Eu me sentei na cadeira de rodas só para me proteger.”
—Como assim? A cadeira é a prova de balas?
—Não mas eu estava desesperada. Então eu fiz o que deu na minha cabeça. Eu sentei do lado de Artie e...
—Deixa que eu continuo. — disse Artie – Então Santana sentou do meu lado e...
“...a mãe de Brandon atirou, mas atirou bem no galho que prendia a cadeira, então eu e Santana começamos a rolar o barranco na cadeira de rodas. Até chegar no chão, batermos em uma pedra e sermos jogados para fora demorou 1 minuto mais ou menos.
Caímos no meio da floresta, sem sinal no celular e o só tinhamos uma cadeira de rodas.”
—Como assim? — disse Brittany – Vocês podiam ir na cadeira de rodas e subir o barranco de novo.
—Não, o barranco era muito íngrime. Não dava para subir, muito menos a Santana tendo que me carregar.
—Porque você não carregou a Santana? — disse Brittany.
—Brittany, eu não acredito que você ainda não sabe que... — disse Artie, mas foi interrompido por Santana.
—Continuando, eu e Artie não sabíamos que caminho ir, então...
“...depois de eu colocar Artie na cadeira de rodas de novo, ele disse que se seguíssemos pelo caminho do barranco talvez achassemos um caminho menos íngrime para subir.
Fomos seguindo por esse caminho por mais ou mnos 1 hora até que, no meio da floresta vimos ninguém menos que... Jessie St. James.”
—O que! — disse Finn – Eu odeio esse cara!
—Calma, Finn. — disse Rachel – Ele não é tão ruim assim.
—Pois é, — disse Artie – Vocês não imaginam o que aconteceu, fomos até ele e...
“...Santana gritou:
—Jessie!
—Oi, você é a Brittany, não é?
—Não! Eu sou Santana! Aquela que você recusou dar o solo para as Nacionais.
—Ah, claro! Eu me lembro, o desenho do gatinho ficou tão bonitinho.
—O que?
—Nada. O que estão fazendo aqui? Estão indo para o campeonato também?
—Que campeonato? — perguntei.
—Bom, eu estou aqui para ir a um campeonato logo um pouco mais para ali. No lago.
Então nós andamos um pouco e vimos umas pessoas em volta do lago. Perguntei a Jessie:
—Campeonato de que?
—De corrida de jet-ski em grupo. Eles aceitam até 4 pessoas. O mínimo é 2. Vocês poderiam se juntar ao nosso grupo.
—Na verdade Jessie, — comecei a explicar – acabamos caindo aqui por que um cara e sua mãe nos roubaram e sequestraram. Um tal de Brandon.
—Brandon Willies?
—Exatamente! Conhece ele?
—Sim, ele é o maior concorrente. Na verdade a competição já está quase acabando e só sobraram 3 grupos finalistas. Brandon e sua mãe, John Grey e Steve Lonny e eu e Sunshine Corazon.
—Sunshine está aqui também? — disse Artie — Eu adoro aquela pequena.
—É, ela é legal. Conheci ela online.
—Jessie, — perguntou Santana – O que você estava fazendo aqui na mata?
—Bom, vamos dizer que o banheiro químico é muito sujo.
—Ah.
Então ouvimos de uns alto-falantes posicionados ao lado do lago: ATENÇÃO EQUIPES FINALISTAS, FAVOR SE APRESENTAREM NO PALCO.
—E aí? — disse Jessie – Vão participar?
—Sim – disse Santana. Eu olhei para ela questionando mas ela disse – Eu acho que conseguimos vencer eles. Eles vão ver!
Então fomos até o palco e encontramos Sunshine.
—Oi, pessoal! Artie, Santana! O que estão fazendo aqui?
—Viemos sem querer, mas vamos participar do grupo de vocês na corrida.
—Legal, agora vamos lá. Fomos até o palco e quando Brandon e sua mãe viram nossa cara eles ficaram muito pálidos, amedrontados e...”
—Artie, já entendemos. — disse Santana.
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