The Old New Directions
1 Courage
Notas iniciais
por A.M.
—Blaine, você nunca nos contou sobre sua antiga escola. – lembrou Rachel
—Vocês conhecem a Dalton, gente. – respondeu ele—Não, eu quis dizer antes da Dalton. – corrigiu ela Blaine suspirou por um instante, lembrando-se de como era. Kurt também, pois sabia da história. Mas, mesmo assim, Blaine contou-lhes: “-Bem, era meio parecida com o McKinley, talvez até pior. No começo, quando eu não tinha... bem, me assumido ainda, não tinha grandes problemas. Na verdade, duvido que alguém soubesse realmente que eu existia, mas tudo bem. Era melhor assim. O problema foi depois, quando eu tomei coragem e saí do armário.” Todos olhavam Blaine com pena, e Kurt acariciava seu ombro, confortando-o, pois sabia o mal que essas lembranças faziam para ele.—Bem, eles simplesmente não aceitavam. Na época eu era mais fraco, e ficava triste com tudo o que eles diziam. E eles realmente pegavam pesado nas ofensas. Mas não ficavam só nas palavras. Eles esbarravam em mim de propósito, me batiam ao passar e tudo mais.—Você podia ter reclamado com os professores ou algo assim – sugeriu Finn—Eu tentei. Eu falei com o diretor e ele concordava comigo que essas agressões tinham que parar, e reclamava sobre o preconceito, mas nunca realmente fazia alguma coisa para mudar. Era como... — ... se ninguém realmente se importasse. – completou Kurt, que ainda lembrava do que Blaine o falara, anos atrás.— Exatamente. – Blaine deu um leve sorriso para ele.— E então você se mudou para a Dalton? – perguntou Artie “-Mais ou menos. Teve, antes, o baile, que foi quando eu percebi que realmente não podia mais agüentar aquela escola. No começo, eu nem queria ir, pois sabia que seria horrível. Mas um amigo meu, que também era gay, me convenceu a irmos juntos. Eu tinha prometido a mim mesmo que não iria deixar que ninguém estragasse a noite. Eu estava realmente animado. Tinha me arrumado bem e tudo. E tudo parecia correr bem. Nós nos divertimos, dançamos e tudo mais. Achei que os outros estivessem ocupados demais para nos notar ou sei lá. Mas, depois, quando tudo parecia ter corrido bem e nós estávamos esperando os pais dele irem nos buscar, eles vieram. Uns quatro ou cinco caras foram até lá e nos bateram muito.” Blaine suspirou. Do seu lado, Kurt parecia que estava prestes a chorar, embora já conhecesse a história.—Enfim, cheguei em a casa e estava com a marca dos punhos daqueles caras. “Embora meu pai não gostasse da ideia de eu ser gay, ele percebeu que não podia continuar assim. Então descobrimos a Dalton e eu me transferi para lá. Me lembro bem que no começo eu ficava com medo de todos, pois eu temia que fosse como na antiga escola. Mas, depois, fui percebendo que eles tinham um incrível respeito pelos outros e me acostumei. Fiz amigos, entrei para os Warblers, e tudo ficou cada vez melhor, até chegar ao auge, em um dia que eu estava descendo as escadas e um certo garoto me chamou para pedir informação e acabou mudando minha vida. E beijei a bochecha desse garoto, que corou e sorriu pra mim.”
Fale com o autor