The Ocarina Butler
1 Capítulo único - O Mordomo.
Notas iniciais
De qualquer maneira, aceito reviews, críticas etc e tal.
Espero que gostem.
A chuva caia devagar, chegando a ser bem irritante. Mas nada que um guarda chuva não resolvesse. Encostado numa grande limusine preta, com seu terno bem limpo e arrumado, um jovem mordomo de cabelos louros escuros, lisos e penteados, tocava uma bela música através de um instrumento parecido com uma flauta. Sua orelhas eram peculiares, um pouco pontudas e seu rosto era fino. Um belo jovem, por assim dizer. Seus olhos eram de um azul profundo, lembrando um oceano.
Enquanto a chuva caía, ele estava seguro com um guarda chuva no ombro direito, suas duas mãos estavam próximas a boca segurando o instrumento, arredondado, com vários furos onde seus dedos dançavam conforme ele assoprava a ponta e uma bela música saía deste instrumento. Era uma ocarina, uma flauta bem antiga feita de uma pedra rara que foi passando de geração em geração. O jovem a tocava com tanta facilidade e graciosidade que chegava a parecer um anjo com sua lira.
Após algumas melodias, ele para de tocar e solta um longo suspiro, olhando para frente e observando as pessoas passarem na cidade. Indo e vindo, com suas sacolas cheias de compras e seus papos monótonos do dia-a-dia. Não existia mais emoção, tudo era baseado em bens materiais. Ninguém se importava mais em sacrificar tudo por outra pessoa, era sempre assim, achavam outra se necessário, pois os sentimentos já haviam desabitado a maioria daqueles corpos.
Não era assim anteriormente.
Correr quilômetros e quilômetros por um campo aberto, em um cavalo e carregando uma espada pesada em uma mão, um escudo quase indestrutível na outra, apenas para no final subir na torre mais alta do castelo e salvar a tal amada. O que ele não fazia pela donzela em apuros. Era sempre assim, ele enfrentava exércitos inteiros e se necessário movia montanhas com os punhos para resgatar a garota. Houve as vitórias, houve as derrotas, e houve os acordos. Mas a coragem nunca morreu, toda hora ele se levantava, cuspindo sangue com a espada em punhos, partindo mais uma vez para o ataque independente de quantas vezes precisasse levantar.
Mas hoje em dia, não passava de um mero mordomo. Algum de seus poucos hábitos persistiam, ainda praticava esgrima com uma necessidade tremenda de esvaziar aquela ansiedade que o seguia. Ah, e claro, ele não se lembra de nada dessas histórias, nem sequer acredita nelas. Foram passadas de geração em geração assim como a ocarina que ele tem em mãos.
Se ele fosse mesmo um guerreiro, existia pessoas lá fora precisando dele, mas o que ele poderia fazer? Gritar e tentar intimidar o infrator? E depois? Levar um tiro?
Nada era mais o mesmo. O mundo havia se tornado um lugar escuro, cruel e podre. Pior do que antigamente.
Perdido em seus pensamentos, ele é desperto de seu devaneio com o som da porta atrás dele se abrindo e com o guarda-chuva em mãos, leva-o ao caminho da pequena jovem que caminhava determinada. Ela era um pouco mais nova que o mordomo.
Ela tinha longos cabelos loiros claros como uma luz, penteados para trás numa pela trança, amarrada com um acessório com a forma de um triângulo, contendo outros três triângulos dentro do mesmo. Vestia um longo vestido azul todo bem detalhado em pequenas joias brancas e um suéter cobria seus ombros e braços; Uma bela tiara mantinha seu cabelo longe de sua testa e olhos, o sorriso dela era fino e delicado, assim como seus olhos ainda mais azuis que o do jovem.
- Bem na hora Mordomo! — Disse ela rindo segurando o braço do jovem com cuidado e então ele a acompanhou até a limusine,abrindo a porta para a jovem garota — Obrigada.
- É uma honra senhorita. — disse o mordomo por fim, com um sorrido tímido.
A garota fechou a cara, fazendo birra, pois ainda mantinha o sorriso:
- Já te disse, quando meus pais não estão por perto, pode ser menos formal, por favor né!
- Compreendo. Terei mais cuidado daqui pra frente, altez—
- Zelda. É Zelda pra você, Link.
Surpreso por ter sido chamado pelo primeiro nome, coisa que não ocorria fazia muito tempo, uma corrente de alegria percorreu seu corpo e não pode evitar de abrir um sorriso largo e antes de fechar a porta disse ainda com o sorriso no rosto:
- Certo, pequena princesa Zelda.
Antes que ela pudesse protestar, ele pendurou a ocarina no pescoço, fechou o guarda-chuva, entrou no carro e deu a partida.
Notas finais
That's it.
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