The Newolder History Of Bleach

4 Capítulo 4: Rishimoru turns on!


Retrospectiva

– Ei! Oi Hideraro-kun! Oi! — dizia uma voz suave e baixa, enquanto essa pessoa balançava o corpo de Hideraro levemente.

– Está fazendo o que aqui? – queixou-se Hideraro.

– Estou preocupada com você, muito preocupada com você. – Kazumi se aproxima um pouco mais do rosto de Hideraro. – Não quero que fique mal Hideraro-kun, não quero isso! – soou sua voz um tanto trêmula e estreitamente triste.

– Mas...eu vou, eu vou ficar bem. — Antes que pudesse terminar, gemeu um “Ai!” baixo, porém doloroso como se seu corpo estivesse sendo triturado muito repentinamente. Kazumi começa a lacrimejar, franzindo o cenho como se estivesse sentindo tudo aquilo também.

– Hideraro-kun, quero que...quero que se recupere Hideraro-kun – disse uma empalidecida Kazumi.

– Mas você mal me...conhece, como pode...? começava a perguntar Hideraro quase sussurrante frente ao rosto de Kazumi, mas ela o interrompeu.

– Porque eu posso, existem coisas que podem, você vai entender Hideraro-kun – sussurrou ela colocando o cabelo que antes já havia voltado sem ela notar, atrás da orelha novamente.

– Co-como pode já se preocupar tan... – tentou perguntar ele, mas novamente cessado.

* Xiu *, ela fez, mas sem tocar em seus lábios e repentinamente expressando palavras extasiadamente desesperadas e deixando cair duas gotas de suas lágrimas no rosto dele. – Você está mal e eu estou muito mal também, não há mais o que você possa perguntar agora! Eu estou precisando de você acordado!

Kazumi deixa cair mais um pouco de suas lágrimas, novamente coloca seu cabelo atrás da orelha e quando fica rente ao seu rosto lhe concede um caloroso beijo afetuoso. Depois de alguns segundos...

– Sonhou musuko-chan (filho em japonês)? – perguntou sua mãe Kiriko.

– É! – respondeu ele ainda um pouco chocado com o sonho.

Hideraro-kun, você vai ficar bem e depois vamos comer alguns Yakisobas juntos, certo? – disse Matsume parecendo bem presunçosa e convicta do que dizia.

– Você vai ficar realmente bem Mai kawaii – frisou Matsume no ouvido de Hideraro, soando tão vigorosa que não havia como não deixar qualquer doente aspirante por uma saúde. Hideraro sorriu para ela – É! Com certeza! – disse confiante.

Matsume retribui o sorriso com uma bela mordida de lado nos lábios.

– EI!!! — falou Raizo ainda do outro lado da sala. – Você vai ficar bem cara.

– Me entende né? Posso confiar em você né?- Raizo segura sua mão e cerra suas próprias nas dele, depois balança o braço de Hideraro, demonstrando firmeza e confiança.

– Sim, ficarei – respondeu Hideraro sorrindo, recebendo a confiança dele.

Raizo se vira. – Vamos! – diz ele a seus amigos.

– O que foi aquilo? Sonhos geralmente são reais, mas aquele me fez até transpirar. –

– Musuko-chan, sobre o que sonhou? – Kiriko perguntou.

– Nada mama-chan.

– Diga-me musuko-chan, eu apenas quero saber, mais nada – garantiu ela.

Hideraro fixa os olhos nela.

– Certo, é que..eu sonhei que eu...estava sozinho no quarto aí a Kazumi entrou, se aproximou de mim preocupada e...

– Está gostando dela? – interrompeu sua mãe em um tom delicado.

– Não! – respondeu ele um pouco exasperado.

– Certo certo, desculpe-me, acredito em você, continue – consertou sua mãe.

– Então, ela se aproximou e depois..hmmm...me beijou – completou ele.

– Te beijou?

– Sim, me beijou.

– hmmm... – suspirou sua mãe.

– Eu não estou gostando dela okãsan e eu não quero alimentar algum sentimento que talvez ela tenha ou venha ter.

– Como assim? Se disse isso é porque alguma coisa já...

– Sim, ela já tentou me beijar, mas eu a barrei, sinto muito, mas não gosto dela.

– Pode ser? Okãsan, já disse que não gosto dela. – repetiu um pouco rústico.

– E gosta da Matsume? – perguntou ela espontaneamente, como se já estivesse armando essa pergunta.

Hideraro olha para ela um pouco surpreso. – Não também... claro que não [...]

–Ai! Esse ar fresco é tão bom. Minha mãe vai ficar brava comigo quando eu voltar, mas eu precisava disso.– pensava Hideraro caminhando pela calçada da rua até que...

Um carro vem à alta e há uma garota no meio da rua.

– EI! CRIANÇA! – Hideraro grita desesperado indo de encontro à ela. Chegando lá, empurra a garotinha do alvo, mas o carro se colide fortemente bem em sua perna direita fazendo-o girar no ar e depois ir ao chão.

– FILHA! – Gritam os pais da garota se aproximando.

– Olha...lá mama-chan – aponta a menina empalidecida e trêmula para o corpo de Hideraro já envolto por uma multidão tentando socorrê-lo.

CAPÍTULO 4 – Bleach: Questions: Rishimoru turns on!


Buzinas ecoam dos carros enfileirados, enquanto um moço liga para o hospital mais próximo dizendo sobre o atropelamento na rua Koremi Boêmi.

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– Musuko-chan, eu tro... – Kiriko se intercepta e solta a bandeja com morangos e pavê de baunilha ao ver que não havia alguém na cama. Coloca a mão frente a testa – Meus Deus! Musuko! Cadê você? Eu disse para não sair. Kiriko rapidamente sai de casa em sua procura como se... (por acaso, realmente aconteceu algo com ele).

– Caracas, cadê ele? Ele pode estar em perigo. Não Kiriko, não! Não pense assim, ele deve estar bem.

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– Oi? Aii! – Hideraro agoniza-se de dor.

– Filho, fique calmo. Não se mexa agora, deve descansar e ficar calmo, você vai ficar bem. Seu braço e perna direitos não quebraram, apenas houve um deslocamento interno. – Falou o médico a ele.

– Filho?

– Ãhn, não...não. Não sou seu pai – O médico ri constrangido.

– Você está bem garoto? – não hesitou em perguntar, como se tudo o que acabara de dizer sobre “ficar bem” não valesse mais para um menino que o chamasse de pai.

– Sim...sim. Apenas estou com dor na cabeça, no corpo e febre.

Hideraro pensa repentinamente.

– Nossa! Meu braço está dolorido também! E minha perna. Eu fui atropelado! – Falou um pouco ofegante.

– Sim, foi, mas vai ficar bem, nada aconteceu de... – Antes que o médico pudesse terminar...

– A garota? A garota? Ela está bem? A garota está bem? – perguntou Hideraro desesperadamente.

– Sim, está, você a salvou. Parabenizo-te por isso jovem corajoso. – orgulhou-se o médico.

– E minha mãe? Ela já sabe disso?

– Sim, ela está aqui.

Hideraro suspirou por um tempo.

– Ela pode entrar?

– Sim, agora ela já pode. Vou chamá-la, caso queira.

– Hmm...como quiser...faça como quiser.

O médico sai do quarto para chamá-la.

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*toc toc toc * Rishimoru bate na porta. Uma moça de cabelos vermelhos aparece.

– Oi? Quem é você? – ela pergunta.

A mulher aparentava ter seus 35 anos, 1,70m, vestia um avental e segurava uma jarra de vitamina de maracujá.

– Rishimoru. Sou Rishimoru Inozuki.

Rishimoru olha para dentro da casa e alguns segundos para a senhora.

– Hmm...ehn...Ainaru Kazumi mora aqui?

– Sim. Você é o menino que visitaria ela né? – perguntou a moça.

– Sim.

– Ah! Entre então, fique a vontade – sugeriu a moça aparentemente com uma face de “maus dias, mas eu me contento”.

Rishimoru entrava vagaradamente na casa, olhando para os diversos quadros na parede e para as humildes, porém belas mobílias da sala. Apesar disso, a casa estava bagunçada, não tanto, mas sim, precisava ser arrumada.

– Não repare na bagunça. – pediu a moça não parecendo tão constrangida e guiando-o para o outro lado da casa.

– Ainaru-san comentou sobre mim? disse que eu viria aqui nesta tarde?

– Não a chame de Ainaru-san, chame-a de Kazumi-chan. Você já a chama assim mesmo. E, sim, ela comentou sim. – respondeu a moça.

Rishimoru suspira. – Ela também te disse que eu a chamo de Kazumi-chan?

– Não, não disse, isso eu deduzi – respondeu a moça direcionando um belo sorriso para o menino como se quisesse dizer “eu sei tudo sobre sua vida”.

Rishimoru suspira novamente. – Você é mãe dela?

– Sim, sou Amaise Unae Tsuki – respondeu a moça. – Bem, esse é o quarto dela.

Tsuki-san bate na porta e Kazumi aparece. Rishimoru fica enrubescido e surpreso por alguns segundos.

– Bem, conversem na sala ou lá pelo jardim enquanto eu faço um belo café da tarde. Saudável e gostoso. – sugeriu Tsuki rindo.

– Sim, certo mama-chan! – aceitou Kazumi.

No quintal...

– Você está...ehn...bem,sabe?...bela, ta ótima – afirmou Rishimoru ruborizado com a amiga em seu lado.

– Sério? Ai, obrigado Rishimoru-kun – agradeceu Kazumi corada. – Mas e o Hideraro-kun, está bem?

– Hmm... – Rishimoru suspirou.

– O que há Rishimoru-kun? – perguntou ela pouco desconfiada.

– Ele está bem sim, mas...não pôde sair porque...para remediar, sabe né? – respondeu Rishimoru intencionalmente mentindo.

– Hmm...tudo bem então – Kazumi exibe um sorriso maravilhoso e faz Rishimoru ficar fitado em seus olhos.

De repente, Rishimoru enlarguece os olhos e fica tenso. – Nossa! O que é isso? – exprime estar estranhando algo.

– Isso o quê? – pergunta Kazumi confusa.

– Ehn... – Rishimoru olha para o lado sem graça. – Hmm...eu...eu, eu já volto! – disse muito alterado e desesperado.

Kazumi olha para ele enquanto o mesmo corria pelas ruas.

– Certo! – grita ela para ele, e então, ele sai de seu campo de visão.

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– Olá, musuko...chan! – diz Kiriko abaixando sua voz quando nota a ausência do filho no quarto.

– Musuko-chan! Musuko-chan! MUSUKO-CHAAAAAN! – ela passa a gritar caindo em lágrimas.

– O que foi? — perguntou o médico entrando na sala espantado com a expressão facial e o desespero da mãe.

– Musuko-chan não está aqui...NÃO ESTÁ AQUI!!!! – Kiriko-san continua se derramando em lágrimas. – Musuko-chan, musuko-chan, cuidado!!! Cuidado com qualquer coisa. Não posso te perder – continuou a dizer começando a abaixar seu tom de voz, já cansado de lágrimas, porém ainda muito preocupado.

– Como assim? “Cuidado com qualquer coisa”? – questionou o médico confuso. – O único motivo pelo qual você deve se preocupar é com a fuga dele em um estado tão sinuoso. Não há com o que se preocupar com o que há lá fora além do seu estado de saúde. Ninguém haverá de fazê-lo mal. – ele não estava errado, o “cuidado com qualquer coisa” soou estranho, como se exprimisse um “cuidado com alguém”.

– Cale a boca! – ribombou ela irritada como se ele tivesse tentando-a corrigir sem sequer saber do que ela estava se referindo.

– Mas senhora...

Kiriko sai pela porta correndo e chorando.

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– Eu sinto essa presença e isso não é bom — pensava Rishimoru enquanto corria em alta velocidade em direção ao topo de uma subida.

Chegando lá encontra Raizo no meio da rua de costas para ele.

– O que está...fazendo aqui Raizo? – perguntou Rishimoru aparentemente estranhando a presença e a posição do amigo.

– Nada. – Raizo se vira para Rishimoru.

– Você não...você não viu o que estava..hmm...aqui? – perguntou Rishimoru.

– Eu...

Antes que Raizo pudesse terminar, Rishimoru sente uma presença em suas costas e se vira.

– Kazu-mi? – surpreendeu-se Rishimoru com a presença dela.

– Olá Rishimoru-kun – saudou Kazumi solene e séria. – Olá Raizo-kun – complementou.

– Como você veio parar aqui? Me seguiu? – indagou Rishimoru franzindo as sobrancelhas.

– Sim, segui sim. Você saiu meio apressado e então me preocupei e resolvi te seguir.

– Mas... como chegou aqui tão rápido? Quer dizer, eu corro bastante velozmente e é estranho para você, que é uma menina, conseguir me acompanhar. – questionou Rishimoru como se fosse algo impossível a se fazer.

– E por que resolveu vir aqui como se algo importante tivesse que fazer? – Kazumi retrucou fazendo ele se calar por alguns segundos.

– Bem, é meio complicado explicar, mas foi que...

Antes que Rishimoru pudesse terminar, uma Garganta (Corte no espaço que separa o Hueco mundo – mundo dos Hollows – do mundo humano) se abriu.

– Vamos! Temos que fugir! – pediu ele em pânico ao ver saindo da Garganta um Hollow verde, bípede, de olhos amarelos e com apenas uma asa, parecida com a de um morcego. Rishimoru coloca Kazumi sobre os ombros e começa a descer a rua da esquina com Raizo vindo atrás. Pouco depois, sente uma tranqüilidade e não mais a presença do Hollow. Então, ele começa a subir novamente, vira a rua e se depara com Matsume meio desajeitada no chão, pasma e olhando para frente parecendo temer sua vida que acabara, de alguma forma, permanecer acesa.

– Ma-tsume? O que…o que faz aqui? – perguntou Rishimoru completamente perdido, com uma voz quase não aparecendo.

– Eu...eu vi aquilo – respondeu ela com o corpo trêmulo.

Matsume, em seguida, levantou –se.

– Ri-shimoru-kun, Raizo-kun — Matsume acena. – KAZUMI-CHAN! – Matsume fala emocionada e corre em direção a amiga, dando-lhe um apertado e afetuoso abraço.

Rishimoru franze o cenho olhando para ambos os três.

– Mas...como?Por que você esteve ali Matsume? – Rishimoru perguntou desorientado de tudo o que lhes ocorreu.

– Você pode ver, não pode? – Matsume responde com uma pergunta.

Rishimoru suspira. – Se você se refere aos Hollows, sim, posso vê-los – respondeu ele.

– Hollows? – pergunta Matsume desconhecendo seu termo. – O que é Hollow? Bem, eu estou falando dos Youkais. – sugeriu ela.

Rishimoru suspira novamente. – Isso que você chama de Youkai chama-se Hollow. – alegou ele.

Matsume suspira.

Rishimoru novamente franze as sobrancelhas.

– Mas como você o viu? Como você apareceu ali tão de repente? Como você...?

Matsume o interrompe.

– Um shinigami – diz ela. – Um shinigami apareceu e o matou.

– Shinigami? – Rishimoru pergunta lentamente.

– Sim, um ceifador de almas. Alguns deles já falaram comigo dizendo que eu tenho alta sensibilidade espiritual e posso ver almas mortas como Shinigamis por exemplos.

– E Youkais? – ironizou Rishimoru deixando subentendido que um Shinigami nunca falaria “Youkai” ao invés de Hollow.

Matsume cessa por alguns segundos. – Não, ele não citou outros nomes. Youkai foi um nome que damos para esses espíritos. – disse ela soando um pouco exasperada, mas também concertante.

– “Que damos”? estranhou Rishimoru. – Vocês são...?

– Sim, somos sensíveis também. – assentiram Kazumi e Raizo.

– Mas...e o Hideraro-kun, já está melhor? – pergunta Kazumi desconversando, mas não intencionalmente.

– Bom...hmmm – Rishimoru fica pálido.

– Rishimoru-kun, o que houve? – perguntou desconfiada Kazumi.

– Bem, ele...

– Ele foi atropelado e está em um hospital – respondeu Matsume em cima de Rishimoru.

– Co...mo? – Kazumi perguntou ficando instantaneamente paralisada.

– Como você sabe? – perguntou Rishimoru a Matsume.

– Kiriko-san me ligou dizendo, mas eu só não disse a eles porque ela não queria que...

– Co-mo é? – ultrapassou Kazumi com uma delicada voz, chorando e olhando para o chão, trêmula.

– É que...assim como ela disse, Hideraro foi atropelado. Ele tentou...hmm ehn...salvar uma criança que estava no meio da rua e...

Kazumi interrompe Rishimoru pegando em seu braço e começa a correr disparadamente com eles.

– POR QUE NÃO ME DISSERAM ANTES? PRECISAMOS VÊ-LO. – Kazumi exprimia palavras amarguradas e seus olhos cada vez mais se enchiam de lágrimas.

Kazumi, Rishimoru, Matsume e Raizo corriam em alta velocidade em direção ao hospital.

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– Onde é? Onde é? É aqui? – Uma voz apressada ecoava pelo corredor. Era a da Matsume.

– Aqui! Aqui! – Matsume disse invadindo o quarto do hospital junto aos outros amigos.

Eles olham para a cama vazia e depois para a Kiriko-san que estava sentada olhando para o chão num banco ao lado da porta.

– Desculpem-me? – pediu Kiriko ainda olhando para o chão com uma voz explicitamente melancólica.

– Ãhn? Onde está ele? – perguntou Kazumi com os olhos vermelhos de tanto chorar, assim como os de Kiriko, porém agora já mais calma.

– Desculpe-me Kazumi-chan? – suplicou Kiriko agora olhando diretamente para ela. – Eu não pude...não pude protegê-lo – Kiriko suspirou, engoliu em seco, olhou para baixo e depois para eles de novo: — Ele fugiu.