The New Royalty

35 Bônus: Capítulo 35


Notas iniciais
Bom deeeeeeeeeaaaaaaa *---------------------------------------------------------------* Sim, você, consumidor de hentai ~e.e~, que comentou incansáveis "sim sim sim sim sim sim sim sim sim sim" para a proposta do último capítulo, leu direitinho o nome do capítulo. "Bônus". Isso quer dizer que... Seus sonhos se realizaram, manaaaa :v (Pelo menos os da Levy Heartfilia e VivaLaVida :3) E você, pura criança que presa a sua infância e que não sabe o que é hentai e por isso não deu sua opinião sobre se queria ou não um capítulo assim, simplesmente desconsidere esse capítulo. Depois não diga que eu não avisei :v Espero que gostem... Mas se não gostarem, podem dizer, não fico chateada :v :v Beijinho e até lá em baixo ^^ :*

Maxon desceu seus beijos pelo meu pescoço, fazendo-me arfar. Esticando meu pescoço para facilitar a ação de seus lábios, agarrei-me aos seus cabelos desordenados e tentei manter a calma. Céus, eu era eu novamente. Eu não tinha só consciência de toda a minha vida, como me lembrava de coisas que eu jamais me lembrei. O gato laranja da minha família quando eu tinha apenas um ano; papai me erguendo no ar para que eu pusesse o anjo no topo da árvore de Natal; May subindo em uma árvore, e logo caindo dela com um baque seco. Eu me lembrava de toda a minha infância, dos momentos bons e ruins, de todas as vezes em que fui repreendida, de todas as vezes em que alguém sorriu pra mim e, principalmente, de todas as vezes em que me senti verdadeiramente amada.

Nesse último quesito, Maxon estava em cada uma dessas minhas lembranças. Sempre com um sorriso, uma piscadela, um mexer discreto na orelha. Ele estava em tudo, antes mesmo de eu o conhecer, quando eu nem sequer imaginava que um dia seria a rainha, que um dia amaria tanto assim alguém.

Suspirei enquanto Maxon beijava e mordiscava meu pescoço e depois meu maxilar. Ele deu uma atenção especial a isso, ora beijando, ora sugando, e ora passando sua língua quente na linha de minha mandíbula. Ofeguei e enlacei minhas pernas em seus quadris, sentada em seu colo. Ele riu, seu hálito ricocheteando em minha orelha fazendo meus pelos se eriçarem.

Pausando o passeio de suas mãos por minhas costas, ele tirou seu relógio de pulso com um puxão firme, beijando-me os lábios, e o jogou no criado-mudo. Agarrei-me ao seu pescoço e o trouxe mais para mim novamente. Ele sugou a pele fina e sensível do espaço entre meu ombro e pescoço e eu precisei morder firmemente meu lábio inferior para não deixar um gemido escapar-me.

Ele beijou a marca que havia deixado em mim e, com um sorriso inebriantemente sexy, disse:

– Que tal se permitir um pouquinho, hein?

Abri meus olhos, meio incomodada com sua interrupção de beijos.

– ... Hum? — Gemi, desentendida. Ele voltou a rir baixinho, soprando em minha pele, fazendo um bando de borboletas levantarem voo em minha barriga.

Sem mais explicações, ele se pôs de pé, sem desgrudar um só milímetro de mim, e cruzou o quarto. Um barulhinho de chaves de metal na maçaneta da porta fez-me parar para olhá-lo, descrente.

– O que...

Ele me calou com um beijo rápido e tratou de desfazer meu coque de cabelo, puxando gentilmente a liga que o prendia e arrancando de minha cabeça a tiara que eu usava. Meus cabelos caíram em cascatas de fogo, emoldurando meu rosto.

– Acho que precisamos de um pouco de privacidade, não? — Sorriu diabolicamente. Fui incapaz de não gargalhar como uma boba com sua expressão.

– O que? Maxon quebrando as regras? — Zombei. Ele revirou os olhos, mas um sorriso malicioso ainda dançava em seus lábios. Tratei de tirar esse sorrisinho de seu rosto, beijando-lhe e puxando com os dentes seu lábios inferior. Meu interior se rebuliçou quando Maxon arfou com meu feito.

Isso parece ter enchido mais ainda sua carga de energia. Com pressa, ele abocanhou-me os lábios e pôs-me contra a parede, imobilizando minhas mãos sobre minha cabeça. E ali estava eu, imóvel, estática, completamente entregue às vontades de Maxon. Sua boca descia pelo meu pescoço, passando pela minha clavícula e ia de encontro ao vão entre os meus seios que o decote ligeiramente farto deixava a mostra. Tentei levar minhas mãos aos seus cabelos, mas ele intensificou ainda mais o aperto em meus pulsos. Resmunguei baixinho seu nome, detestando o controle que Maxon exercia em meus braços. Seu cabelo... Um desalinho só. Eu queria tocá-lo, sentir a maciez, puxá-lo com força...

Maxon pareceu se cansar desse joguinho de poder e deixou meus braços livres. Suas mãos agora estavam em toda parte do meu corpo, descendo pela minha coluna, pousando confortavelmente em minha coxa. Mergulhei minhas mãos com gosto no mar alourado que eram os cabelos dele e trouxe seu rosto para o meu. Devorei seus lábios, sedenta pelo gosto de sua língua na minha e passei a arranhar a parte nua de sua nuca. Com um pouquinho mais de inteligência, eu teria aceitado a oferta de Anastasia de pôr unhas postiças. Os cotocos que restavam em meus dedos serviriam para pouca coisa.

Gemi em seus lábios quando senti suas mãos subirem, por dentro do vestido longo, pelas minhas panturrilhas. Seu toque quente parecia deixar um rastro de fogo em minhas pernas e coxas. Senti meu coração palpitar fortemente contra o seu quando notei seus dedos brincarem com o fino elástico de minha calcinha, mas ele não a puxou, como eu já previa. Em vez disso, subiu suas mãos mais um pouco pela minha barriga até chegar em meus seios. Arfei fortemente. Ele apalpou-os com perícia, prendendo meus mamilos entre seus dedos, estimulando-os até enrijecerem.

Puxei de uma vez sua camisa de dentro da calça e tentei controlar o ligeiro tremor em minhas mãos enquanto tentava desabotoar os milhares de botões. Em vão. Meus dedos debatiam-se como se tivessem vida própria contra os músculos rígidos do seu peito. Ele riu em minha orelha e, mordendo meu lóbulo, fazendo-me suspirar, baixou a cabeça para sua camisa para me ajudar. Droga! Será possível que eu não servia nem para desbotoar sua blusa? Agora eu sabia exatamente como ele se sentia quando tinha de lidar com os botões de meus vestidos. Mordi o lábio na lembrança de Maxon puxando o decote de meus vestidos até rasgar.

Consumei o trabalho de Maxon quando ele terminou com os botões, e puxei sua blusa pelas mangas, fazendo-as deslizar pelos braços dele. Mordi meu lábio inferior e comecei a percorrer minhas mãos por seu peito, deixando um rastro vermelho de meus arranhões e, como uma criança travessa, imitei passos de pernas com meus dedos e desci pelo abdome de Maxon, como se estivesse contando cada um de seus gomos. Quando cheguei ao seu cinto, agarrei e puxei forte para baixo, arrancando-o dali. Voltei a percorrer minhas mãos por seu corpo enquanto Maxon me acariciava por sob o vestido com lentidão. Toquei os pontos tensos em seu pescoço e apertei em uma massagem improvisada até a tensão se dissipar.

– Oh, baby, está tão tenso. — Instiguei com uma voz inacreditavelmente sexy.

– Tenho motivos bastante pertinentes para acreditar que você se livrará disso para mim. — Desafiou-me. Sorri e voltei a apertar seu pescoço e o espaço que ia dele até seus ombros, fazendo Maxon atirar sua cabeça para trás de prazer.

Continuei com isso lentamente; quanto mais tortura, melhor. Liberei a tensão na maioria dos pontos, mas Maxon não me deixou completar o serviço. Com um movimento rápido, me pôs deitada na cama, seu corpo sobre o meu apoiado nos cotovelos. Sorri e ele semicerrou os olhos como resposta. Tentei não gemer tão alto enquanto ele beijava todo o meu corpo, ainda vestido, e mordiscava-me em alguns lugares. Seus lábios desceram me beijando do pescoço até as panturrilhas e, após descalçar-me devagar, tornou a subir, um leve roçar de lábios no pouco de minha pele nua. Suas mãos também subiram por meu corpo, por dentro de meu vestido, apertando e beliscando minhas pernas. A medida em que suas mãos e lábios iam subindo, eu sentia minhas pernas esquentarem, incendiando-me. Tentei acabar com isso esfregando-as uma contra a outra, tentando me aliviar por meio do atrito, mas era em vão. Tudo o que eu queria agora, Maxon estava, pelo visto, teimando em adiar ao máximo.

Seus lábios uniram-se aos meus novamente, e eu me agarrei às suas costas, trazendo-o mais para mim, sentindo mais o seu calor. Deixei arranhões na pele de suas costas enquanto ele sugava-me o lábio. Gemi e isso parece tê-lo estimulado. Senti suas mãos vagarem pelas minhas costas, à procura dos temidos botões, e notei seu gigantesco sorriso quando foi presenteado com um zíper.

– Finalmente acertaram. — Gracejou. Revirei os olhos, mas fui incapaz de não achar graça.

Com um só movimento, Maxon puxou o zíper para baixo e deixou minhas costas nuas. Senti um calafrio percorrer minha espinha quando suas mãos hábeis tocaram-me o dorso e seus dedos começaram a percorrer a linha de minha coluna, do fim da minha nuca até a altura de meus quadris. Ele começou, então, a despir-me os ombros, deixando um beijo na mais nova pele à mostra, ao passo em que chutava para longe seus sapatos e meias.

Precisei sentar-me na cama para tirar o vestido, Maxon me ajudando, puxando as mangas para baixo. Consegui fazer com que o tecido vermelho deslizasse pelo meu corpo, deixando-me nua da barriga para cima. Senti os olhos de Maxon analisar-me por completo, um silêncio carregado enquanto ele contemplava a visão de meu avantajado par de seios. Com um sorriso dançando em meus lábios, deitei-me novamente e levantei minhas pernas, deixando-as erguidas no ar. Maxon voltou-se para mim, puxando o vestido completamente e atirando-o em algum lugar do quarto. Avançando sobre mim, seus lábios voltaram a roçar em minha pele, subindo graciosamente por minha perna. Esfreguei-as novamente, quase fervendo, mas não havia alívio algum com a respiração quente de Maxon ricocheteando na parte de dentro de minhas coxas. Seus dentes puxaram o elástico da minha calcinha e, soltando-o, um ardor tomou minha pele atingida pelo elástico, mas meu êxtase foi incapaz de me fazer sentir qualquer tipo de dor.

Logo ele estava à minha altura, admirando-me com mais atenção. Seus dedos fizeram um caminho de fogo cruzando meus seios e rodeando meus mamilos. Atirei minha cabeça para trás, inebriada de desejo, e enterrei minhas mãos em seus cabelos, puxando os fios louros sem força enquanto Maxon beijava e apertava meus seios em suas mãos firmes. Sua língua passou a contornar um deles levemente enquanto sua palma quente apalpava o outro, apertando, excitando. Até que, finalmente, ele tomou-o com a boca, sugando como uma criança que mama o leite de sua mãe, fazendo-me arquear as costas. Prendi-me às suas costas novamente, apertando e enterrando as unhas na carne a cada sucção. Depois de repetir os mesmos movimentos com o outro, satisfazendo-me, lambeu eroticamente seus lábios, arrancando-me um risinho.

Seus lábios logo voltaram para os meus, assim como suas insistentes mãos prendendo-me os pulsos acima da cabeça. Praguejei, irritada, mas ele apenas sorriu, beijando as comissuras de minha boca, meu queixo e a linha de meu maxilar. Ele deteu-se ali, percorrendo-a com uma atenção demasiado excessiva, mordiscando a pele e passando a língua quente no osso da mandíbula.

Esperei que se distraísse para que eu pudesse ficar por cima, virando-o de costas na cama e sentando-se sobre seu abdome. Passei minhas mãos por ali, arranhando e apertando a pele. Maxon riu um pouco e perguntou:

– Ah, America, por que diabos você não se comporta, hein?

Deitei-me sobre seu corpo, beijando-lhe os lábios e descendo minhas mãos até sua calça. Senti sua respiração desregular enquanto eu tateava à procura do zíper e um de seus gemidos baixos ser ecoado em minha boca. Gemi também à esse som e, finalmente, encontrei o zíper. Tal como Maxon havia tirado meu vestido, puxei para baixo o zíper de uma vez e arranquei-lhe a calça, jogando-a em algum canto qualquer e mal iluminado. Voltei a subir por seu corpo, acariciando tudo o que estivesse ao meu alcance. Senti suas mãos se deterem em minhas costas, puxando-me contra si e, de repente, me virando novamente na cama, dominando-me.

– Acabou seu tempo. Agora é minha vez. — Atiçou e, sem aviso prévio, pôs a mão em meu sexo, por cima da calcinha mesmo, fazendo movimentos circulares com o polegar, estimulando meu clitóris. Arqueei minhas costas e deixei um gemido alto me escapar os lábios. Seus movimentos se tornavam mais frenéticos conforme meus gemidos se tornavam mais frequentes; ele parecia gostar dessa tortura, indo cada vez mais rápido — Gosta disso, querida?

Juro que tentei responder, mas tudo o que saiu de minha boca foram palavras desconexas e ininteligíveis. Prendi minhas pernas aos seus quadris, pedindo, implorando...

– Max... — Arfei. Ele parou com os movimentos e, beijando minha barriga e baixo ventre, ele conteve-se em meu umbigo, fazendo círculos com sua língua em toda a extensão ao redor dele. Céus, por que ele não acabava com esse martírio logo de uma vez?

Uma vez que seus cabelos e costas estavam longe demais para minhas mãos alcançarem, detive-me a agarrar os lençóis sob mim, apertando-os em minhas mãos até os nós de meus dedos ficarem brancos. Eu já estava tão quente, tão úmida, tão faminta por seu corpo que não sabia como estava aguentando tudo isso. Maxon ergueu-se novamente, agora descendo os beijos por meu baixo ventre. Senti seus lábios roçarem levemente em meu sexo sob o tecido fino da calcinha e essa foi a gota d'água para mim. Eu não iria aguentar mais isso, não conseguiria esperar mais.

– Maxon... — Chamei, minha voz tão melosa e falhada que não parecia comigo. Ele levantou seu olhar carregado de luxúria para mim — Por favor...

Ele sorriu largamente, subindo por meu corpo, tomando-me os lábios.

– Por favor o que? O que você quer, meu amor? — Provocou com sua voz rouca e sexy que me fazia desejá-lo dentro de mim até o último fio de cabelo. Não importava quanto tempo passasse, ele sempre saberia como me derreter.

– Você... — Pedi.

Maxon mordeu o lábio inferior, segurando o riso.

– Mas eu estou aqui.

– ... Dentro. De. Mim. — Completei. Suas mãos voltaram para os meus seios, apertando-os, alisado-os. Os apertos começavam a se tornar selvagens, a forma como ele prendia e esfregava meus mamilos entre seus dedos também. Mas isso não era ruim, muito pelo contrário. Era maravilhoso!

Sua boca se aproximou de meu ouvido e, soprando seu hálito fresco nele, ele questionou:

– Tem certeza?

Revirei os olhos. Pelo amor de Deus...!

– S-Sim.

Ele mordeu meu lóbulo e, com um só movimento, desceu e começou a tirar minha calcinha com os dentes. Quando ela estava mais ou menos em minhas panturrilhas, chutei-as com os pés para longe, fazendo-a voar pelo quarto. Eu já estava nua, completamente nua, e tudo o que me irritava agora era a droga das boxers que Maxon insistia em continuar vestindo.

Não havia mais esfregar de pernas que aliviasse-me. Eu precisava de Maxon agora, mais do que nunca... Até que, sem aviso prévio, ele introduziu dois dedos dentro de mim. Seus dedos entravam e saíam, rápida e suavemente. Puxei seus cabelos com força, mas ele pareceu não sentir dor.

Senti seus dedos abandonarem o meu interior e abri meus olhos à tempo de vê-lo lamber os dedos molhados. Mordi meu lábio inferior, oprimindo um gemido e o puxei para mais perto de mim. Seus lábios agora tinham o meu gosto. Salgado, ácido... Sua barba de dois dias pinicava a palma de minha mão enquanto eu acariciava seu rosto, redesenhando a linha de seu maxilar quadrado. Suas mãos abandonaram meu corpo e eu notei que elas passaram a tatear uma gaveta aberta no criado-mudo, mas ela parecia vazia, já que tudo o que eu podia ouvir era os nós dos dedos de Maxon batendo no fundo de madeira. Ele se separou de mim, apreensivo, e esticou o pescoço para ver dentro da gaveta. De repente, ele socou o travesseiro mais próximo com irritação.

– Ei, o que foi? — Perguntei, ligeiramente curiosa, afagando seu rosto numa tentativa branda de acalmá-lo.

– Não temos mais estoque de preservativos. Eu não tinha motivos para ter um por quase um ano, já que estava grávida. — Explicou com impaciência. Sorri ao ver que era um motivo tão pequeno para tanta tempestade.

– Que se dane. — Dei de ombros — Preciso de você. Agora.

Sua expressão se suavizou e logo seus lábios tomaram os meus novamente, desesperados. Ele se sentou na cama e começou a retirar suas boxers. Fui incapaz de não morder o lábio inferior como uma libertina com a visão. Maxon riu tortamente e deitou-se sobre mim mais uma vez, tomando-me os lábios. Joguei meus braços em suas costas, agarrando e encravando minhas unhas nos músculos contraídos, e enlacei minhas pernas em sua cintura. Senti-o se encaixar-se em mim e, antes mesmo que eu pudesse pensar em alguma coisa qualquer, ele me penetrou lentamente. Atirei minha cabeça para trás, minha mente como um turbilhão de sensações.

Inicialmente, seu corpo entrava e saia de dentro do meu, mas estava chegando a um ponto em que nem eu e nem Maxon aguentávamos mais tanta tortura. Ele começou a fazer movimentos rápidos e contínuos dentro de mim, afogando-me num mar de luxúria que só me fazia pedir por mais. Atraquei minhas unhas em suas costas enquanto Maxon puxava minha perna mais para cima para que pudesse penetrar-me mais fundo, meu corpo sendo jogado para frente e para trás em movimentos rítmicos.

Gemidos altos recheavam o quarto, assim como palavras doces e desconexas. Senti meu interior se contrair e a sensação maravilhosa de satisfação começar a tomar meu corpo... Até Maxon tornar a frequência mais lenta, mais calma, fazendo-me praticamente implorar para que aumentasse a velocidade. Meu corpo clamava por libertação, tudo em mim protestava em prol do clímax, mas Maxon não estava facilitando as coisas. Remexi meus quadris com impaciência, buscando a satisfação que Maxon estava me privando de ter. Ele sorriu, aquela coisa torta e ligeiramente maliciosa, e, com um toque de seu joelho, me fez parar de lutar contra sua velocidade — Mínima.

– Comigo, e não contra mim, America. — Pediu, estocando-me fundo, mas ainda devagar. Tentei soltar um suspiro de impaciência, mostrando minha total objeção por isso, mas tudo o que me escapou foi um gemido.

– Maxon... — Chamei — Eu preciso... Eu tenho que...

– Estamos apenas começando, America. — Contestou.

Seus lábios tomaram os meus com violência, como se uma fome insaciável o consumisse. Empurrei-me contra seu corpo, nadando contra a maré, fazendo exatamente o que ele me pediu para não fazer. Suas mãos estavam em meus quadris, aguentando, parando meus movimentos incompatíveis com os seus. Senti suas mãos se enlaçarem às minhas no topo de minha cabeça, inutilizando-as. Por favor...!

– Me deixou esperando você por tempo demais, America. — Murmurou em meu ouvido, seu hálito acarretando-me uma cocegazinha. Ri e meu riso saiu entrecortado, tão falhado e estranho quanto poderia ser. Seus lábios desceram pelo meu pescoço, beijando, mordiscando, e então a minha clavícula, arranhando levemente a pele com os dentes. Arfei, tentando levar minhas mãos ao encontro dele, mas o aperto nelas se intensificou. Sua boca voltou ao meu ouvido — Mas não me parece certo castigá-la tanto assim.

Sorri, triunfante, enquanto Maxon afrouxava o aperto em minhas mãos. Remexi-me em meus quadris, e Maxon penetrou-me novamente, rapidamente. Senti meu corpo em uma queda livre depois de um tempo, mas de pouca velocidade, e eu sabia exatamente o que essa sensação significava. Maxon beijou-me novamente, dessa vez com mais doçura. Era inacreditável como ele desempenhava tão bem esses dois papéis, doçura e luxúria. Eu não poderia imaginar pessoa mais perfeita.

Talvez fosse a ausência de luz, ou então sua pupila estava tão dilatada que chegava a ser impossível ver sua íris castanha. Eu não entendia muito bem o que diziam sobre o fato dos olhos azuis serem os mais bonitos, os mais vivos. Eram várias as pessoas que julgavam os olhos azuis como penetrantes e profundos. Isso não fazia sentido para mim, não depois de conhecer Maxon; seus olhos não eram apenas bonitos, eram o espelho da magnificência. E, ao meu ver, seus olhos eram um abismo sem fim de tamanha profundidade. Eu poderia passar anos apreciando-os e nunca iria me contentar com o tempo que passasse admirando-os.

O suor de Maxon pingava em meu peito e, por mais estranho que pareça, era tão inacreditavelmente quente e delicioso... O atrito de nossos corpos era o único som que se ouvia no quarto, tirando os gemidos baixos e roucos que nos escapavam.

Ele estocou-me com mais força e velocidade, fazendo minha mente explodir em formas e cores diferentes. Era como se o mundo houvesse parado, e só nós dois estivéssemos em movimento, só nós existíamos. Diferentemente da última vez, Maxon acelerou-se dentro de mim quando nossos clímax chegaram. Estava perto, tão inacreditavelmente perto...

Atirei minha cabeça para trás, a sensação de se estar caindo em alta velocidade tomando-me novamente. Minhas pernas estavam fracas e entorpecidas, assim como todos os membros do meu corpo. Puxando os cabelos de Maxon, com um grito agudo, eu finalmente alcancei o meu orgasmo. Maxon demorou mais um pouco , entrando e saindo mais algumas vezes em meu corpo extasiado, derramando-se em mim, preenchendo meu corpo com seu líquido quente, e então desabando ao meu lado.

Aconcheguei-me ao seu peito, arfante, e envolvi minhas mãos em sua cintura. Meu ouvido pregado ao coração de Maxon conseguia captar cada batimento acelerado e desconforme. Respirei fundo algumas vezes, tentando regular minha respiração e batimentos cardíacos enquanto Maxon acariciava meus cabelos com delicadeza. Céus, como eu o amava. Como eu amava seu sorriso rosado que sempre pendia para um lado; como eu amava o jeito disforme em que seus cabelos estavam, incapazes de se assentarem em sua cabeça. Tudo nele me era convidativo. Sua voz, seu cheiro, sua beleza, seu amor. Eu o amava tanto, mas tanto, que às vezes sentia que iria explodir em milhões de fogos de artifício, iluminando o céu.

Seus dedos tiraram alguns fios travessos de meus olhos, e passaram a acariciar levemente minha nuca e a linha de minha coluna. Seus lábios se encontraram com os meus. Tão quentes, tão úmidos...

– Eu amo você, America. Tanto que chega a doer. — Murmurou, alisando minhas bochechas com a palma da mão. Prendi sua mão entre meu rosto e ombro, aproveitando a carícia.

– Eu também amo você. Muito. — Respondi, afagando seus cabelos. Ele sorriu e beijou com suavidade a ponta de meu nariz.

Eu estava exausta, sim. Isso era inegável. Mas, ao mesmo tempo em que meu corpo cansado pedia por descanso, meu inconsciente queria me manter bem acordada, aproveitando cada segundo da minha velha-nova vida. Era como se, se eu fechasse os olhos, eu iria me acordar desmemoriada de novo, percebendo que tudo o que acontecera fora um sonho.

Mas não fora um sonho. Tudo fora bem real. Eu havia reconquistado minha vida e não seria uma simples noite de sono que faria com que tudo se apagasse novamente. Porque agora eu via que nada no mundo inteiro poderia apagar tudo o que havia acontecido.

Consciente de que Maxon estaria sempre ao meu lado para me proteger, apertei-me mais contra seu corpo e cerrei os olhos, respirando fundo.

– Durma, meu amor. — Pediu — Amanhã, quando acordar, tudo voltará a ser como era antes.

Fiquei feliz em saber como isso me alegrava. Ser rainha, governar, administrar uma série de problemas e crises, cuidar do bebezinho mais lindo do mundo... Era o que eu queria para mim, e eu não trocaria ou mudaria nada em minha vida conturbada por um dia de plena paz sequer. Eu amava o que fazia e estava ansiosa para retomar minhas atividades diárias.

Embalada no silêncio do recinto e pelos carinhos de Maxon, adormeci tranquila, sem sombra nenhuma de pesadelos.

***

O sol ainda não havia se levantado completamente, apenas uma fina linha alaranjada podia ser vista no horizonte. Acordar cedo assim não era do meu feitio, mas eu nunca estivera tão disposta em toda a minha vida. Eu poderia saltar da cama e abrir as cortinas se elas já não estivessem abertas; poderia ligar o aparelho de som no máximo e dançar loucamente, aos pulos, pelo quarto; poderia beijar o chão em que pisava, feliz por estar de volta; poderia subir as escadaria um milhão de vezes, glorificando meus saltos por reconhecerem o tão famoso piso de mármore que tilintava sob os sapatos.

Entretanto, toda a minha vida dormia ao meu lado como um anjo, os lábios meio entreabertos praticamente implorando por um beijo. Eram raras as vezes em que eu me acordava primeiro que Maxon; quando isso acontecia, eu geralmente voltava para dormir, agradecida pelos cinco minutinhos me permitidos. Então, nunca pudera apreciá-lo de verdade enquanto dormia. Era tão lindo quanto assistir a um pôr-do-sol. Sorri para suas pálpebras cerradas. Como podia eu ter me esquecido dele, a única pessoa que sabia fazer meu coração bater mais forte apenas por existir? Como podia eu ter me esquecido de todos os sentimentos que ele podia acarretar dentro de mim? Olhando para trás agora, parecia loucura um dia eu ter esquecido da melhor parte da minha vida.

Os olhos de Maxon só se abriram depois de um bom tempo, depois vários estranhos barulhos do meu estômago. Céus, eu estava faminta!

– Bom dia, meu amor. — Desejei. Esperei, observando-o, que ele despertasse completamente, esfregando o punho cerrado nos olhos. Ele me lançou um sorriso, e eu me aproximei mais, deitando minha cabeça em seu peito.

– Bom dia, querida.

– Você dormiu bem? — Indaguei.

– Maravilhosamente bem. — Respondeu, beijando-me os lábios — Como se sente?

– Tão feliz que poderia sair correndo e dançando pelo palácio. — Confessei, brincando com os dedos em seu peito. Ele riu um pouco, ainda tonto de sono.

– E está preparada para um longo, longo dia?

Fingi exaustão, quando na verdade meu interior estava se requebrando em um ritmo dançante.

– Estou. — Disse, mas não fiz menção em me levantar. Maxon também não fez questão disso, e passou a cariciar meus cabelos revoltos, penteando-os brevemente com os dedos. Era tão bom estar de volta que nem mesmo um dia de trabalho seria capaz de me fazer esmorecer. Eu nunca estivera mais feliz em toda a minha vida.

Entretanto, estava bastante temerosa. A vida no palácio ainda me assustava. Ainda me assustava tanta responsabilidade, principalmente agora que eu me tornara mãe em tempo integral. Tarefas, afazeres reais, estresse diário... Eu havia passado tempo demais desligada de tudo isso, e precisaria me readaptar logo.

– O que vamos fazer agora? — Perguntei, de repente nervosa, retorcendo minhas mãos.

– O que sempre fazemos, meu bem. — Maxon respondeu com simplicidade — Vestir. Tomar café. Escritório. Cuidar de Eadlyn. Reuniões. Castas. Relatórios. Jantar. Dormir.

Ri da forma mecânica e nem um pouco suave com que sua voz ecoava. Dito assim parecia tudo tão mais simples...

– E as pessoas? — Questionei. Ele separou-se um pouco de mim, olhando em meus olhos.

– O que tem as pessoas?

– Ah, sei lá. Eu era uma completa maluca desmemoriada agora há pouco e de uma hora para outra BUM!– Expliquei, fazendo um movimento abrangente de explosão com as mãos — , sou eu novamente.

Ele me olhou com as sobrancelhas espantosamente arqueadas.

– Quer dizer que America Singer Schreave está com medo do que vão achar as pessoas? — Brincou, fazendo-me revirar os olhos — Tsc tsc... Isso não é muito a sua cara...

Respirei fundo. Ele estava certo. Que se danem as pessoas.

– Tem razão. — Concordei, e voltei a abraçar seu tronco, o ouvido pregado em seu coração — A partir de hoje, tudo vai voltar a ser como era antes.

Maxon beijou-me os lábios novamente, segurando-me pelo queixo com ternura.

– Mal posso esperar por isso.

Sorri.

Afinal, o que era a vida sem os pequenos desafios? Eles são essenciais na vida de todos e presentes na vida de qualquer um. Eles são a parte boa de tudo o que temos e, se não estivermos preparados para enfrentar os pequenos e mais fáceis, como estaremos prontos para os temíveis do futuro? Eu amava o que eu fazia, amava a quem pertencia e amava quem eu era. Meros desafios não iam mudar isso dentro de mim.

– Acha que podemos ter mais cinco minutinhos? — Pedi com minha frase mais típica de todas as manhãs.

– Acho que podemos tirar o dia inteiro para descanso. — Disse com a sobrancelha levemente arqueada. Arqueei a minha também, imitando-o.

– E o que faríamos, oh rei, para aproveitarmos esse maravilhoso dia de descanso? Depois de comer horrores, é claro, porque estou desfalecendo de fome. — Brinquei.

Seus dedos redesenharam cada traço do meu rosto, e então desceram pela minha nuca, arrepiando-me enquanto tocava levemente a linha de minha coluna.

– O que você quiser. — Respondeu, a voz rouca e incrivelmente sexy.

Fiz uma cara pensativa, com direito a dedos tamborilando nos lábios e tudo.

– Mudança de planos: Perdi a fome. — Disse, pulando em seu pescoço e lhe beijando incansavelmente — Eu te amo, Meu Majestoso Marido.

– Eu te amo, Minha Miss Amnésia. — Caçoou, rindo.

E então, nós continuamos em entusiasmo nesse pequeno mas perfeito fragmento do nosso felizes para sempre.

Notas finais
Gente, considera aí vai... Foi meu primeiro hentai ~Nossinhora, que vergounha~, por isso tá meio droguinha, mas eu acho que tá "lível", não é? Sobre o epílogo no capítulo 36::::::::::::: Não vou especificar uma data. Já zoei a cara de vocês demais com esse capítulo aqui. Disse que ia postar na terça-feira e só postei hoje... Mas não tive culpa, juro ;--; ;--; Buuuuut, acredito que não passe de sexta-feira que vem. Ou sábado. Ou sei lá '-' Enfim, espero realmente que vocês tenham gostado. Se não gostaram, comentem mesmo assim. Gosto de críticas :3 Beijinho, mamãe ama vocês (:v) e até o próximo capítulo :* P.S.: Como eu sei que muitos de vocês vão comentar "(aquela carinha" por preguiça de procurar o meme e colar aqui, eu, um amor de pessoa como sou deixo ela aqui pra vocês::::::::::: ( ͡° ͜ʖ ͡°) Podem abusar dela; essa zoeira não tem contra indicação :v