—Parrish, vá lá! Concentra-te! — grito com ele do outro lado da máquina. Esta era para aí a 100ª vez que tentávamos isto. — Eu não consigo conectar-me a ela!

—Como não? Tu és um Cão do Inferno! — neste momento estou sem paciência, frustrada, irritada. Porquê? O Parrish não consegue dizer-nos quem é ela. — Os Cães do Inferno têm uma conexão com banshees! É direto!

—Esta é diferente! — ponho as mãos na cabeça impacientemente. Estou cansada disto, de tentar e não conseguir. Eu não consigo, ninguém consegue! É tudo um beco sem saída! É nesse momento que um portal se abre e de lá saem a Clary e o Jace.

—Que é que estão aqui a fazer? — estou um pouco confusa, atrás deles vêem o Alec e a Izzy.

—Temos algo que vos pode ajudar. Houve um ataque em Nova Iorque, nós fomos chamados para ajudar e encontramos isto — a Clary mostra-nos cabelo ruivo, não como o dela, mais como o da Lydia...

—Eu e o Jace tentamos localizar o possuidor, mas não dá. Não é sequer possível, no entanto, isto tem ADN — o Alec explica. Eu pego no telemóvel e marco um número.

—Que estás a fazer? — o Parrish pergunta-me.

—A ligar à Melissa — marco o número e espero que ela me atenda. Quando penso em desligar a chamada, finalmente sou atendida por ela.

Chamada on*

—Acacia? De que precisas? — suspiro em alívio ao ouvir a voz dela.

—Eu vou precisar de ir para o hospital, encontramos algo que nos pode ajudar a decifrar quem é a banshee — conto-lhe tudo o que se passou.

—Ok, eu vou preparar tudo para a vossa chegada — com isto a chamada terminou. Se isto não me levar a lado algum, juro que desisto da procura, ou pelo menos faço uma pausa. Sinto que deixo de viver um pouco a minha vida, tudo por esta procura.

Chamada off*

—Eu tenho que ligar ao Thomas e à Allison — anuncio e assim o faço, ambos decidem vir ter connosco. Apesar de podermos recorrer ao portal, eu decido ir de jeep. O Parrish tem o próprio carro, por isso, eu levo o Alec, a Izzy, o Jace e a Clary. Assim que lá chegamos, a Melissa está pronta com o Thomas e a Acacia.

—Têm tudo pronto? — ela questiona e eu assinto. Ela analisa tudo a olho e com o microscópio.

—E então? Alguma coisa? — estou impaciente, a Allison e o Thomas estão do meu lado, lembrou-me os velhos tempos.

—Isto tem uma construção estranha. A cor de cabelo é raríssima e só a vi numa pessoa, a Lydia — ela explica e olha para nós. — Thomas, posso testar-te?

—Claro! — ele tira um fio de cabelo e ela analisa-o, ficando com uma cara preocupada.

—É ela, não é? Eu juro, eu juro mesmo que a... — sou interrompida pela enfermeira que parece um pouco desorientada.

—Não é a Lydia, mas esta pessoa é algo ao Thomas. Acacia, posso testar-te? — fico sem perceber o que ela quer com isto, mas dou-lhe um fio de cabelo. Ela analisa e arregala os olhos, chocadíssima.

—Que se passa? — questiono já angustiada. Todos pareciam ansiosos com a resposta e a Melissa parecia procurar palavras para formar uma frase.

—Avó, estás a assustar toda a gente! Desembucha! — ela suspira uma vez, os batimentos estão extremamente acelerados.

—Acacia, Thomas. Esta pessoa tem uma conexão a vocês os dois, uma parte do ADN da Acacia está ali, a outra parte é feita de uma das partes do Thomas — fico chocada com a notícia. — Só havia uma pessoa com esse ADN...

—A nossa irmã está viva — eu concluo aquilo que ninguém tinha tido a coragem de dizer. E isto sim, é uma bomba que eu não queria mandar. A Ariel nunca morreu, e agora ela veio atrás de nós, para nos magoar.

Continuar...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.