Notas iniciais
Oii!! Espero que tenham tido uma boa semana e que gostem deste capítulo!! Vemo-nos lá em baixo ;)

POV Acacia

Chego de novo no meu quarto, passou uma semana desde que eu e o grupo todo fomos falar com os Caliveras, não deixo de pensar no aviso que ela me fez. Eu não me quero tornar perigosa para as pessoas, eu quero protegê-las, neste momento eu quero matar duas e apenas duas pessoas, a Loba do Deserto, mas com um maior destaque e a minha verdadeira prioridade, quero matar a Allison Argent. O Chris Argent já soube do que se passou e está mesmo devastado, o que não é para menos, afinal a filha dele tão doce e simpática, a luz de uma família e da vida de muita gente ressuscitou quase 30 anos depois e muito diferente.

Estivemos a noite toda a procurá-la pela floresta, estivemos a tentar arranjar pistas no local, eu marquei-o visualmente, para mim tudo podia ser uma ajuda na altura, mas por agora, não temos nada. Já tentei e tentei e voltei a tentar achá-la pelo cheiro, mas não me leva a lado nenhum. Sinto falta da Allison, de estar com ela, de ouvir a voz dela... mas eu nem sei sequer se ela está viva neste momento, quer dizer, eu sinto que ela está viva, mas nada me consegue garantir isso. Não tenho conseguido dormir desde que ela desapareceu, acordo a gritar o nome dela, ou acordo na floresta e nua, ou seja, transformei-me. Acordo com pesadelos, ou então simplesmente fico acordada e muitas vezes ouço gritos dela quando mais ninguém os ouve, nem mesmo a Lydia, o que significa que ela não grita.

É hora de ir para a escola, visto-me, este casaco foi-me emprestado pela Allison antes de ela ir, nunca lhe cheguei a devolver o casaco, o pior é que não sei se vou ser capaz de o fazer de novo.

Desço as escadas e passo reto pela cozinha, não necessito de comer, não quero, não tenho apetite. Saio de casa e vou a casa do Thomas, ainda está deitado em cima da secretário, ele ficou a estudar os casos e as evidências até mais tarde que eu. Chego perto dele e beijo-o, ele acorda.

—O que estás a fazer? Eu nem lavei os dentes! — diz meio ensonado.

—Eu não me importo — ele esfrega os olhos e sorri.

—Que horas são? — pergunta-me e eu vejo as horas no visor do telemóvel.

—São 06:00 — ele arregala os olhos. — Eu quero ir falar com o Hale.

—Eu tenho mesmo que ir? Não posso ficar a dormir? — eu fico a olhar e ele levanta-se. — Vou tomar banho, já estou a ir.

Deito-me na cama dele, mas decido ver as coisas que ele tem. Uma fotografia da Paige, a miúda era mesmo gira, no entanto, não parecia nada da família, segundo o que soube, ela saía à mãe, que era humana e morreu durante o parto, o Derek criou a filha sozinho, e no fim de contas, nunca chegou a ser feliz por completo. Entretanto vejo a foto de um rapaz, esta lá escrito que era o Nathan McGuire, ao lado havia outra foto de um rapaz chamado Ricky McGuire, pelos vistos eram gémeos e andavam lá na escola, também eram caloiros como nós. Olhei em volta e vi a foto de uma nova rapariga, o nome dela é Maddie Whitmore, olho então para a foto que ao pegar me faz chorar, a da Allison.

Sinto alguém a abraçar-me por trás, viro-me e vejo-o a ele, ainda com a tolha, abraço-me a ele com muita força e só choro. Ele faz-me sentar no colo dele e eu continuo a chorar e a chorar com a cabeça no peito dele.

—A culpa foi toda minha, eu não consegui protegê-la! — digo no meio do choro todo.

—Acacia, tu não tiveste culpa! Mais culpado fui eu, eu não vos protegi às duas, tu ias morrer se não tivesses gritado, se o Scott não tivesse chegado! — ele olha para mim olhos nos olhos e eu grito a chorar. Nesse momento o Liam chega ao quarto e encontra-nos lá.

—Acacia? — ele parece assustado. — Estás a tremer, o que se passa?

—Eu não consegui salvá-la! — eu grito e ele olha para mim.

—Shhh.... calma... quais são as três coisas que não podem ser mais escondidas? O sol, a lua e a verdade! Repete comigo! — eu não me conseguia acalmar, sinto-me a ser puxada e tirada dos braços do Liam e logo a seguir sinto os meus lábios serem pressionados. Durante cerca de meio minuto, o Thomas beijou-me. Quando nos separamos ele olhou para mim.

—A minha mãe disse-me uma vez que se segurares a tua respiração durante algum tempo voltas ao normal! — sorri-me e eu sorrio de volta. — Eu tenho que me vestir, espera aqui por mim!

—Eu não falei contigo sobre isto, mas eu vi o que aconteceu no jeep no México. Além de que o Peter reclamou sobre tudo o que tinha acontecido a viagem, tivemos direito a representação e tudo! — diz ele quando o Thomas saiu. — Eu noto de longe que vocês se amam, vai para lá do simples gostar um do outro, eu olho para ti, eu olho para ele e a única coisa que eu consigo pensar é naquela relação apaixonada que toda a gente vive quando é adolescente, por isso é que o Scott se isola de vocês neste momento, a Allison Argent foi esse amor dele, vocês não são como eles, nem como eu e a Hayden, vocês não são como o Stiles e a Malia, vocês são a Acacia e o Thomas, e eu só te peço que aconteça o que acontecer não magoes o Thomas.

—Eu nunca vou conseguir ter a capacidade de deixar o Thomas para trás, ele é o meu melhor amigo! — respondo.

—Os amigos não dormem nas mesmas camas, os amigos não dormem de conchinha, os amigos não se beijam... de língua, os amigos não fazem sexo um com o outro... — fico sem argumentos.

—Não foi sexo... — ele olha para mim. — Foi amor. Houve um sentimento ali, não foi só para comer...

A porta abre-se e um Thomas todo arranjadinho salta de lá para fora, todo perfumadinho e bonitinho. Ele está sorridente, juraria que ele tinha ouvido alguma coisa.

—Vamos? — eu assinto e levanto-me.

—Onde vão? — pergunta o Liam.

—Falar com o Hale — respondo eu. — E eventualmente começar a arranjar forma de matar a Argent.

—Achas que o Scott te deixava fazer isso? — eu reviro os olhos.

—Eu não preciso do Scott para decidir. Eu vou acabar com a raça daquela mulher de vez, ela levou a minha melhor amiga e a minha prima, tal como outros quantos do nosso mundo! Eu vou matá-la, custe o que custar! — determino e ele levanta os braços.

—A tua mãe vai estar do teu lado, eu vou estar do teu lado, mas não esperes mais ninguém do teu lado a não sermos nós os dois e o Thomas! — sorrio.

—Esqueceste do Derek e da Cora, além dos Caliveras! — ele mexe-me no cabelo e vai para o quarto dele, enquanto eu e o Thomas vamos para o jeep. Sim, eu ando com o jeep antes de fazer 16 anos, pelo simples facto de que estou prestes a cumpri-los.

Vou a conduzir e dirijo-me para o edíficio onde vivem maior parte dos Hale, estaciono o carro e entro lá dentro, abro a porta daquilo que parece um armazém em que o Hale vive e vejo o Peter caído no chão à volta, sinto que há mistletoe na zona. Piso o local com bastante cuidado, sempre cuidadosamente.

—Peter! — vou lá ter e vejo que o esfaquearam forte e feio, e de certeza que tem qualquer coisa venenosa dentro dele, o sangue está diferente. Sinto a presença de alguém que me vem atacar, torço-lhe o braço no momento e começo a bater-lhe. Viro-me e vejo um dos capangas Argent. Rasgo-lhe logo a garganta e acabou. Olho em volta e vejo o Thomas a ficar tonto, ele não tem a resistência a mistletoe que eu tenho, porque ele é apenas lobisomem, eu não. De repente começo a lutar com um três homens que aparecem do nada! Chega a um ponto em que sinto o meu poder a intensificar e mato um deles. Olho de canto e vejo um outro homem a tentar matar o Thomas, não sei o que me dá, mas o certo é que dei um grito tão potente que os miolos dos homens saltaram fora.

Tudo o que estava vivo e que fosse humano neste prédio, estava morto, completamente morto, caminhei ainda com cuidado, muitos ouvidos, muitos olhos, sempre a ver onde pisava e a ouvir tudo, estava tudo silencioso. É então que vejo um bilhete.

Se quiseres ver-me, encontra-me na floresta na sexta-feira, estarei à espera!

Assinado: Alisson McCall

Apanho o bilhete e levo-o para o Scott, pego naqueles dois pesos mortos e levo-os para o jeep, felizmente tenho umas toalhas no carro, ponho-as na mala e o Peter vai lá dentro. Dou a partida e vou em direção à clínica. Entro lá e o Hale está lá.

—Acacia! — ele parece mesmo muito ferido. — Foi a Allison, não a Argent, ela...

—Não... não estás a falar a sério! A Allison nunca faria isto! — ele parece ter uma cara de lamento. Eu levo o Thomas e o Peter lá, o Thomas leva uma injeção dada pelo Deaton e o Peter precisa de ser um pouco queimado, só para tirar o veneno e ficará bem, ele resolveu ver como eu estava, estava como nova e isso foi um pouco estranho.

—Cheira isto por favor — dá-me um pouco de mistletoe e assim faço, não acontece nada. — Estou a ver que apenas a comer te envenenaria, tu estás normalíssima.

—A Lydia fica igual perante mistletoe — digo e ele fica a olhar para mim.

—A Lydia é uma banshee, tu és alguma coisa que ainda não conseguimos descobrir o que é, mas que de certeza que vamos conseguir descobrir, eu só tenho de... — ele pega num livro bastante antigo e cheio de pó. — Desculpa, mas não uso este livro há cerca de 30 anos.

—Altura do meu pai? — pergunto e ele assente.

—Aqui está! — ele começa a ler. — Nenhuma criatura sobrenatural tem poderes de várias a não ser que os adquira a partir do lado científico, ou seja, junte vários componentes químicos no seu sangue ou que crie mais ADN's, ou seja, que vire Quimera...

-Eu nunca injetei nada, não tenho mais de um ADN! — interrompo-o.

—Tem calma! — diz e continua a ler. — No entanto, se os poderes surgirem na adolescência, é provável que desde nascença existam, mas apenas se tenham manifestado numa fase de mudança.

—Então quer dizer que sou assim desde que nasci e posso ter mais poderes ainda? — ele olha para mim e assente.

—Essa criatura não tem um nome definido pela comunidade dos caçadores, no entanto, é dita como divergente. Tem um poder inacreditável, que se for incapaz de controlar poderá destruir tudo o que encontrar, e em casos mais extremos a ela própria — ele olha para mim e estou imóvel, o Hale está dentro da sala connosco a ouvir.

—O Argent sabia, e ela também sabe! — insinua ele. — Temos que falar com ele!

—Tu não podes ir, estás ferido! — digo-lhe.

—Eu posso ir contigo! — digo e assinto, vamos a correr para o jeep, sento-me no lugar do condutor e ele no do pendura. — Meu deus!

—Que foi? — pergunto enquanto conduzo e mantenho os olhos na estrada.

—Nada, é só que nunca pensei que fosse andar neste jeep outra vez — ri um pouco. — Achei que o tivessem mandado para a socata, depois de todos os choques e todas as más experiências que viveu...

—Enganas-te. Este jeep fez parte de todas as experiências do grupo e marcou muito o meu pai, por isso nem ele, nem a minha mãe se quiseram desfazer dele. Eles compraram outros carros durante estes anos, mas guardaram este na garagem com um lençol cinza sempre a cobri-lo, para que quando eu fizesse 16 anos pudesse conduzi-lo, no entanto, eles tiveram que mo dar mais cedo, mas pronto — contei.

—Tu gostas deste pedaço de metal a cair aos pedaços? — atiro-lhe com a cabeça para a janela. — Autch! Eu estou ferido, lembras-te?

—Eu estou a levar-te a casa do Argent, lembras-te? Estás no meu carro, nada de dizer mal dele, é o meu carro, são as minhas regras! — digo.

—Muito bem, muito bem! Conta-me lá o teu plano para salvar a Allison e a Paige — pede-me ele.

—O meu plano para salvar a Allison McCall, a Paige Hale, o Nathan e o Ricky McGuire e a Maddison Whitmore? — ele interrompe-me.

—Whitmore?! — parecia escandalizado. — Essa miúda é possível que seja... a Lydia vai-se passar.

—Agora numa linguagem que eu perceba! — exclamo.

—Quando os teus pais tinham a tua idade, a Lydia tinha um namorado muito popular, co-capitão de lacrosse juntamente com o Scott, o Jackson Whitmore, eu mordi-o, mas ele virou um Kanima, houve uma longa história, tentamos matar a Lydia, que não era o Kanima e depois ele era o Kanima que ficou a ser comandado pelo Gerard Argent, o avô da Allison. Ele foi embora para Londres, se for como eu estou a pensar, essa miúda é filha dele — eu suspiro.

—Mesmo assim, o que eu tenho a dizer é simples! O meu plano é matar a Allison Argent, de vez, para que não haja forma de ela sequer pensar em ressuscitar! — ele fica a olhar para mim. — E já que foi a Loba do Deserto a fazê-la ressuscitar, em seguida mato-a a ela, de vez, para que não se lembre reaparecer e tentar matar toda a gente!

—Tu és tão não filha do Scott, e ainda bem. Ele não te vai permitir matar a Allison, não sei se sabes — avisa-me e eu reviro os olhos.

—Eu não quero saber do que ele permite ou não, a decisão é minha! Ela levou a minha prima, a minha melhor amiga, matou a Kira, eu quero e vou matá-la! — afirmo determinada a cumprir esse objetivo.

—Eu apoio-te — encosto o carro, ele fica confuso, mas eu não. Começo a ouvir uma voz chamar-me, mas depois começaram a ser muitas vozes. Começo a ouvir gritos, saio do carro começo a correr para o meio da estrada, vejo alguém a vir, duas pessoas, uma delas mergulhada em sangue, tento caminhar até lá, mas caio e tento rastejar, vejo então uma pessoa que adoro e é então que não consigo conter mais.

—LYDIA!!!! — grito e começo sem conseguir respirar e choro sem parar.

—Acacia? Acacia? Acacia? — ele pega em mim ao colo e põe-me no carro. — Eu vou ligar, eu vou ligar ao Stiles!

Chamada on*

—Stiles? Stiles? — ele parece mesmo mal.

—Derek? A Acacia? — ele parece preocupado, eu não consigo falar e dizer que estou lá.

—Não sei! Quer dizer, o corpo está comigo, a mente não! Ela encostou o carro de repente, saiu lá fora, caiu, rastejou e do nada gritou o nome da Lydia. Agora, está aqui no carro de olhos abertos sem dizer nada e sem se mexer — conta.

—Lydia? Liga para o Liam agora! Eu vou buscar-vos aí! — avisa o meu pai.

Chamada off*

Ele pega no telemóvel, vai de novo aos contactos e procura por Liam, até que milagrosamente, depois de ler todos os números encontrou.

Chamada on*

—Liam? A Lydia? — ouve-se do lado de lá um grande grito.

—Eu não sei que se passa com ela, há pouco gritou pela Acacia, agora está de olhos abertos sem se mexer! — conta e nesse momento eu e ela gritamos uma pela outra ao mesmo tempo e a chamada de ambos cai.

Chamado off*

Um ser abre a porta do carro e olha para mim, é o Thomas transformado.

—Sai — diz ao Derek e ele assim o faz, é então que ele me beija e eu sinto-me a voltar.

—A sério que só por te beijar ela volta ao normal? — pergunta ele e eu respondo.

—Só por receber um beijo eu volto ao normal — digo. — Derek, vai para trás, o Thomas vem para o pendura.

—Nem vou interromper o casalinho! — ele levanta-se para ir para trás e eu empurro-o.

—AUTCH! — eu sorrio para o Thomas.

Eu continuo a conduzir para a casa do Argent, ainda são 07:00, o que provavelmente me faz conseguir chegar à escola a tempo, espero eu, porque caso contrário, um dia ainda me fazem ficar de castigo lá, outra vez! Estaciono e saímos todos do carro. Entramos no prédio e vamos ao apartamento onde diz Argent. Tocamos à porta e ele atende-nos.

—Olá — o homem está de pijama e de robe vestido, com uma cara horrível, não é para menos, a filha dele ressuscitou com o diabo no corpo...

—Olá — cumprimentamo-lo. — Precisamos de falar consigo.

—Entrem — ele recebe-nos no escritório dele. Ao passarmos pelo quarto que tem sempre a porta fechada, vemos que está aberta, o quarto da Allison. — Que precisam?

—Nós descobrimos o que eu sou — afirmo e ele ajeita-se na cadeira como quem diz "Sou todo ouvidos". — Não há um nome ao certo, mas sou chamada de divergente. Disseram que a sua família tem essa lenda...

—Eu não disse nada porque não quis pensar que o eras, mas eu posso contar-te a lenda — diz ele e eu assinto. — Há cerca de 400 anos atrás, a segunda caçadora Argent, filha da Marie-Jeanne, ocupou o lugar da mãe, quando esta morreu. A filha dela, Marinette era inexperiente, ao longo da sua vida tinha visto a sua mãe lutar com bravura, matando todos os que eram ameaçadores para a espécie humana, no entanto, ela não se sentia devidamente treinada para tal. Foi então que um mal maior atingiu a cidade para onde ela e a sua família se tinham mudado, Beacon Hills. Nunca se tinha visto nada como aquilo. Não se sabia o que era, ela chamou-lhe divergent. O ser estava descontrolado, não sabia usar o seu poder, e houve apenas uma criatura capaz de o controlar, a mulher dos gritos, a banshee — fiquei parva.

—Banshee? Como assim banshee? Quem era a banshee? — o Thomas a mão por cima da minha, que está na minha perna e eu acalmo.

—Sem ser bem sucedida, a Marinette deu um grito tão alto e tão potente que matou uma pessoa. Nos dias seguintes começou a prever mortes, por cada morte, um grito. Então, quando chegou a lua cheia, numa noite, o divergent veio à cidade atacou bastantes casas, a Marinette no meio da confusão, prestes a ser atacada pelo divergent, deu o maior grito alguma vez dado, ainda agora, nenhum grito de nenhuma banshee conseguiu até agora superar aquele, matou algumas pessoas, e destruiu por completo o divergent, e nunca mais se ouviu falar de nenhum caso assim — fiquei a ouvi-lo perplexa e quando ele acaba ainda tenho uma pergunta a fazer.

—O que é que aconteceu à Marinette? — ele olhou para baixo e suspirou.

—A Marinette foi considerada pela família um perigo para todos, e como diz o código "Nous chassons ceux qui nous chassent", ou seja, "Nós caçamos aqueles que nos caçam a nós", por essas razões, a Marinette foi morta e até é hoje é conhecida como a mais poderosa e a primeira banshee conhecida — conta e eu fico calada.

—Sendo assim, a única que pode matar a Acacia é a minha mãe? — o Chris assente. — Por isso é que elas gritaram uma pela outra hoje!

—Eu consigo conter isto, eu vou salvar a Allison, a Paige e os outros! — o Chris fica a olhar para mim. — Eu vou salvar a Allison McCall.

—Eu não esperava que salvasses a minha filha, aliás eu sei que a planeias matar. Mas primeiro precisas de saber que isto é um efeito de ter voltado. A minha filha já esteve assim quando lhe fizeram uma lavagem cerebral e todos conseguimos trazê-la de volta. Tenta trazê-la de volta, deixa-me cuidar disso, peço-te — eu não lhe consigo dar essa resposta.

—"Nous protegeons ceux qui peux pas ses protegent" — digo e ele solta uma lágrima.

—Obrigada — eu assinto, apesar de não saber o que vou fazer para dar a volta ao assunto. — Posso ir ao quarto da sua filha?

—Para quê? — eu faço cara de pedinte. — Muito bem, vem comigo. — chegamos ao quarto, eu olho em volta e de seguida para o Thomas, ele parece concordar comigo, é tão Allison, ela ia adorá-lo se estivesse aqui. Procuro e encontro umas armas de caçadora. — Lembro-me como se fosse hoje que antes que aprendesse a manear essas clavas precisava de por pensos nos dedos porque fazia ferida de tão forte que o treino era.

—Eu quero aprender — ele fica a olhar para mim, assim como o Thomas e o Derek. — Eu quero aprender a ser uma caçadora e caçar aqueles que me caçam a mim.

—Eu não sei se te posso ensinar... deixa-me pensar no assunto, mas vá, procura o que precisas — faço o que ele diz, é então que vejo o mapa com os possíveis lugares onde ela possa estar, e apenas um é tão grande para ser um esconderijo. O banco abandonado de Beacon Hills.

—É aqui! Ela está aqui! — aponto. Agora preciso é de um plano para entrar lá dentro.

—Como sabes? — eu ignoro o Thomas.

—Tu e eu temos que levar isto, temos que mostrar ao meu pai e à tua mãe! — pego no mapa e guardo-o. — Obrigada, Chris!

—De nada, vão mas é para a escola! — eu assinto mas faço ouvidos de mercador, agora que tenho a pista não vou parar!

Continua...

Notas finais
Está-se a começar a desvendar muito... espero que estejam a gostar da fic!! Até à próxima ♥