Notas iniciais
Desculpem a demora, mas não estava conseguindo escrever o capítulo. Em primeiro lugar, quero fazer uma pergunta: Qual é a opinião de vocês sobre Jack O'Lantern Slytherin, vulgo Thomas Servolo Riddle? Em segundo lugar, por acaso saberiam me dizer o que eu fiz de errado em 'The New Storybrooke I - The Fairytales are Back'? As pessoas não comentam e parece que eu não irei atingir a meta tão cedo. Em terceiro lugar, Mah Valdez voltou a comentar! Enfim, espero que gostem e boa leitura!

Com Iracebeth já morta no chão, Alice correu até Mirana, que caiu na grama então vermelha dos Campos de Hogwarts com um baque surdo.

A loira se abaixou a lado da melhor amiga, que tinha um imenso e profundo corte aberto no pescoço, que sangrava incessantemente e que em breve tiraria a vida da Rainha Branca, que havia ficado inconsciente com a enorme quantidade de sangue que perdera em apenas poucos segundos.

O que ela iria fazer? Alice nunca fora boa em feitiços de cura e se tentasse poderia acabar piorando a situação. O que faria para salvar Mirana?

Jacky ainda corria atrás de seu pai com um Cavaleiro Sem Cabeça feito de Fogomaldito. Jack já demonstrava cansaço, mas sabia que se pensasse em parar de correr, ele estaria morto.

Slytherin só parou perto das Estufas, à beira da Floresta Proibida. Entrar ali com um monstro de fogo perseguindo-o sem dúvidas não era uma ideia inteligente. Assim, parou de correr e se virou para a filha, que também havia parado com o Cavaleiro há pouca distância dele.

Os olhos de Jacky eram assustadores. Eram violentos e assassinos. Raivosos e cruéis. Selvagens e inumanos. Frios e amedrontadores. Sem dúvidas, poriam medo até na mais corajosa das pessoas. Aquela definitivamente não era sua filha.

– Jacky... – Jack tentou chamá-la mais uma vez, embora já soubesse que, presa como estava em sua Maldição, Jacky jamais conseguiria escutá-lo.

Desde pequena, Jack mantinha um segredo sobre a filha mais velha. Jacky carregava uma Maldição desde o momento que nascera. Ela trazia dentro de si um monstro criado em segredo por Salazar Slytherin. O próprio Cavaleiro Sem Cabeça. Ela não o controlava e sempre que ela sentia uma raiva fora do comum, ele aparecia.

E o Cavaleiro estava ali agora e parecia que não descansaria enquanto não matasse Jack Slytherin.

Os segundos se passavam torturantes sem que Alice pudesse fazer nada para salvar Mirana, que morria aos poucos à frente da loira.

Foi então que ela conseguiu ver Jacky, que estava de costas para ela, embora não estivesse muito longe, trazendo perto de si uma figura feita de fogo.

– Jacky! – Alice chamou com desespero.

Sangue escorria do nariz e dos ouvidos de Jacky, sangramento este causado pelo esforço que fazia para manter a figura feita de fogo ao seu lado controlada.

– Filha... – Jack tentou chamá-la mais uma vez, mas a intenção assassina clara nos olhos dela em nada diminuiu.

– Quer dizer que agora eu sou sua filha? – Ela arqueou uma sobrancelha e falou com a voz carregada de sarcasmo e fúria. – Por acaso pensou nisso quando me lançou a Maldição Imperius? Ou quando se aliou a Pitch?! – Elevou o tom algumas oitavas, de modo que já estava quase gritando.

Não havia mais como convencê-la a escutá-lo. Jack sabia disso. Então deixou que sua varinha caísse no chão e apenas ficou parado, esperando pela Maldição da Morte que com certeza viria.

Porém, um grito familiar chegou aos ouvidos dos dois:

– Jacky!

Sem parecer realmente pensar na ação, a Herdeira de Salazar Slytherin virou o rosto na direção do som, encontrando Mirana caída no chão com a garganta completamente ensanguentada e Alice ao lado dela não há muita distância dali.

O Cavaleiro Sem Cabeça se desfez e Jack assistiu com choque um dos olhos ônix vazios retornarem ao laranja-vibrante habitual enquanto ela corria até as amigas o mais rápido que seu corpo, já debilitado e fraco, conseguia aguentar.

– O que aconteceu? – Jacky questionou em um tom rouco e estranhamente fraco ao se ajoelhar ao lado de Mirana, de frente para Alice.

– Iracebeth. – A loira já estava chorando e as lágrimas se misturavam ao sangue espalhado pelo chão, que não era pouco, e parecia que não pararia de sair do pescoço machucado de Mirana. – Por favor, faça alguma coisa... – Praticamente suplicou, com os olhos fechados.

Jacky assentiu com um gesto mínimo da cabeça e imediatamente apontou sua varinha para o corte sangrento no pescoço de Mirana. Fechou os olhos como que para se concentrar e a ponta de sua varinha brilhou enquanto o corte começava a fechar. Trincou os dentes quando uma pontada de dor atingiu sua cabeça e ela teve que se apoiar com o braço no chão para não cair. O feitiço Fogomaldito definitivamente havia exigido bastante dela.

Assim que o corte se fechou, Jacky tocou o ombro de Alice, forçando um sorriso quando a loira finalmente abrira os olhos.

– Acha que ela está bem? – A Slytherin perguntou com o mesmo sorriso cansado e dolorido no rosto, olhando para Alice com certa ansiedade.

– Sim. – Alice assentiu com um sorriso enorme e sincero, feliz.

– Ótimo... – Dito isso, Jacky se deixou cair no chão e afundar na inconsciência.

Alice sequer teve tempo de ir até ela quando uma voz nem um pouco agradável invadiu o local.

– Ora, ora. – Assim que a loira se virou na direção do som, percebeu suas suspeitas confirmadas. Jafar. – Parece que Slytherin não teve tanto trabalho quanto imaginei que teria. A garota acabou se matando sozinha. – Pareceu maniacamente satisfeito, doentio.

– Saia de perto dela, Jafar. – Jack apareceu do nada, interpondo-se entre as três garotas e o Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas.

– Eu já havia dito ao Black que você não era confiável. Você e Malévola, mas ele não me ouviu. – Jafar falou com certa satisfação, por mais que trouxesse uma expressão de falsa decepção no rosto. – De qualquer forma, se ela não o matou, eu ficarei feliz em fazê-lo. – Dito isso, sacou sua varinha e apontou para o Slytherin.

Logo, os dois começaram a duelar enquanto Alice assistiu estupefata demais para fazer qualquer coisa. Ao finalmente recuperar-se do choque, a loira se aproximou de Jacky e logo percebeu que a respiração dela era fraca e irregular, quase inexistente.

– Ora, vamos Jacky. — Pôs-se a pensar em algum feitiço que pudesse ajudar a amiga, mas nada lhe vinha a cabeça, fazendo-a se sentir fraca e impotente.

Porém, logo seus pensamentos foram interrompidos quando percebeu Jafar lançar a Maldição de Antonio Dolohov na direção de Jacky. Pôs-se entre o clarão da varinha e a amiga, mas o feitiço não a atingiu.

Atingiu Jack Slytherin, que havia se colocado entre Jafar e a filha sem que Alice tivesse percebido.

O homem caiu no chão assim que o feitiço o atingiu, tossindo sangue e respirando com imensa dificuldade, forçando o ar a entrar e sair de seus pulmões.

– Mesmo depois de tudo, há uma coisa dita pela Rainha de Copas que eu concordo plenamente: Amor é fraqueza. – Jafar sorriu com triunfo, ainda apontando sua varinha para o homem caído no chão. – Eu pensei que você soubesse disso, Jack.

– Só fala isso porque nunca amou ninguém. – Jack sorriu com deboche para ele enquanto sangue escorria por seus lábios entreabertos. – Eu tenho pena de você, Jafar.

– Creio que como você é um traidor, Black não vai se importar que eu mate o irmão mais velho dele. – Jafar falou com fúria na voz. – Avad...! – Não conseguiu terminar, sendo interrompido por uma voz que se sobrepunha a sua.

– Expelliarmus! – Mirana se levantou com dificuldade, tendo tomado a varinha de Alice, e ainda segurando seu pescoço com a mão livre, parecendo ainda ter um pouco de dificuldade em respirar.

A Rainha Branca do País das Maravilhas deve se cuidar

Não é só a Rainha Vermelha que problemas enfrentará

Deve precaver-se e se distanciar

Quando a serpente aparecer para caçar

Mas a sua chance você terá que aproveitar

E a serpente você terá que derrotar.

A varinha de Jafar voou para longe, deixando-o completamente atônito, surpreso.

– Não é como se eu fosse deixar você fazer isso, professor. – Mirana declarou, rouca e fraca, mas com a varinha firme na mão e o olhar decidido, denunciando que não hesitaria em fazer o que era necessário.

– Você não vai fazer isso. – Jafar sorriu, não demonstrando qualquer vestígio de preocupação ao ver uma varinha apontada para ele. – Eu fui seu professor por seis anos, queridinha. Eu a conheço e você não vai me matar. Por mais chances que tenha. – Cruzou os braços.

– Admito que não é realmente agradável ter que matar alguém. – Mirana falou dura e friamente, algo não usual a ela. – Mas você feriu o pai da Jack. Você a machucou. Você feriu alguém precioso para mim. – Semicerrou os olhos.

Mas a sua chance você terá que aproveitar

E a serpente você terá que derrotar.

– Adeus, professor. – Mirana pareceu realmente insatisfeita, porém aliviada, quando um clarão de luz verde saiu da ponta de sua varinha e o Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas caiu morto no chão.

Ela também cairia, mas Alice a segurou antes que ela batesse no chão.

– Pronta para ir para a enfermaria? – A loira arqueou uma sobrancelha, como se desafiasse a amiga a dizer o contrário.

– Sim. – Mirana concordou com um gesto mínimo quase imperceptível da cabeça, mas se virou para Jack, que já estava quase morrendo no chão. – Senhor? – Chamou-o.

Ele não se mexeu, apenas ergueu o olhar para ela, provavelmente incapaz de qualquer outro movimento.

– Entregue... A... Ela... – Disse com dificuldade e então as duas notaram que ele tinha um pequeno frasco de vidro na mão com alguma coisa transparente dentro. – Por... Favor...

Alice se abaixou com Mirana ainda apoiada nela e relutantemente pegou o frasco da mão inerte do homem, que sorriu fracamente, parecendo satisfeito mesmo que fosse morrer a qualquer segundo.

– Ela... Tem sorte... Em ter... Amigos ass... – Não conseguiu terminar. Sua voz se desfez e os olhos ficaram vidrados e vazios. Mortos, assim como ele. A profecia fora cumprida, pois mesmo que não fosse ela a matá-lo, ele morrera por ela.

Mirana virou o rosto, não querendo ver mais nenhum cadáver por enquanto. Já vira o bastante pelo resto da sua vida. Porém, acabou dando de cara com Jacky ainda desmaiada no chão.

– Alice, nós temos que levá-la. – A Rainha Branca disse em um tom absurdamente preocupado, desesperada. – Ela está morrendo.

– Deixem que eu cuide dela. – Uma voz que não era de nenhuma delas duas respondeu antes da loira e as duas ergueram o olhar para ver alguém que jamais esperariam ver novamente, principalmente ali.

Jennete.

Notas finais
O que acharam? Ficou bom? Ruim? Deplorável? Pior que isso? Comentem!