The Mystics

1 ~Apenas Lembranças~


Notas iniciais
~ Titulo 1~ Espero Que Gostem~


Era domingo, e normalmente minha mãe fazia churrascos para animar a família. Apesar de sermos nós duas, convidávamos vizinhos. Pra mim essa festança era só para lembrar a noite em que meu pai se foi. Só para lembrarmos dele e não deixa-lo partir como se tudo fosse em vão. Na noite em que ele morreu estávamos voltando do parque, era só eu e ele no carro. Minha mãe estava em casa, com a minha avó antes de falecer. Voltando para casa, nevando, e escuro. Ele não enxergava nada enquanto dirigia, até o cervo aparecer. Ele desviou, nos levando para o lago congelado. Ali onde todo mundo patinava, principalmente os casais. Quando o gelo se quebrou foi ai em que eu comecei a me desesperar. Só o escutei falando: — Isso não está acontecendo! Vamos ficar bem. Vai passar Kim. Balancei a cabeça não muito desesperadamente, apesar de ter oito anos na época. Assim que o gelo se partiu completamente, eu pude ver minha felicidade acabando. Afundando. Água gelada, e escura também. Ele não parecia nada calmo, até eu não estava mais. Tentamos quebrar o vidro da janela, mas infelizmente não obtemos sucesso. Foi quando botei as mãos sobre o vidro e pensei em alguma ajuda, mais na hora não consegui pensar mais em nada. Como fazia aula de natação, conseguia manter a respiração por longo tempo, mas meu pai não. Ele conseguiu se soltar, mas meu sinto emperrou, e ele teve que voltar. Foi ai que ele se tornou meu herói, mas não tinha notado isso até dez anos depois, pois ele deu a vida dele para salvar a minha. Ele poderia ter ido embora, mas voltou para me salvar. Mas algo estranho aconteceu me deixando na dúvida por durante 10 anos. Eu penso justamente nisso a cada segundo da minha vida. E minha dúvida é: O que aconteceu naquela noite? Pois eu realmente não lembro o que aconteceu, só lembro quando ele tentou dizer algo que eu especificamente entendi: Filha se cuide, e cuide de sua mãe. Eu as amo. Quando li seus lábios não deixei de notar que era a hora dele partir. Quis chorar desesperadamente. Foi quando perdi a consciência . Aquilo ficou na minha mente,todos os dias quando acordo vem na minha mente as palavras dele “Filha se cuide, e cuide de sua mãe. Eu as amo.” O almoço tinha a penas começado, minha mãe pegou o álbum da família. E como sempre, me tranquei no quarto. Nunca faço parte dessas cerimônias memoriais ao meu pai. Eu estive lá, eu vi tudo o que aconteceu naquela noite. Pois nem tudo. E toda vez que vejo as fotos dele, me lembro das últimas palavras dele naquela noite. Mas decidi sair, estava com fome, e faz um tempo que não vejo os vizinhos. Marlin e Rose, Josh e Taylor, Johanna e Harry. Jeremy e Chloe. Geralmente eles iam lá em casa por causa de seus filhos, que são meus amigos claro. Mas Jeremy e Chloe nunca foram chegados com ninguém lá de casa, menos o meu pai. E eu nunca conheci o filho deles. Pelo o que eu sei, o nome dele é Richard Clark. Nome derivado do avô Ricardio que morreu de um modo que todos sabem, menos eu. Marlin e Rose são pais de Johana, minha melhor amiga. Josh e Taylo, pais de Johnny. Já rolou algo entre a gente, mas a gente deixa isso de lado e então, ficamos amigos. Johanna e Harry, são mais chegados a nós duas, eu e minha mãe, pois eles moram do lado e há mais de 10 anos. Durante a minha vida toda, ai que entra a Wendy, me dando forças desde sempre, desde a morte do meu pai. A cada decepção com a vida, ela estava lá, do meu lado, me dando forças.

Desci, cumprimentei a todos. Mas Jeremy e Chloe me ignoraram. Estavam ali só por educação, e minha mãe insistiu que eles fossem. Wendy tinha acabado de chegar a casa, tinha saído para comprar fermento para minha mãe, e aquilo era apenas uma cerimônia memorial.

Minha mãe tinha que acabar com a minha animação, apesar de não estar nem um pouco feliz com isso.

Ela sussurrou: — Filha, pergunto a Jeremy e Chloe se Richard vem.

- Claro que não mãe. Ele é esquisito!

- Sua boca não vai cair se você perguntar.

Senti-me obrigada a fazer isso depois de sua última frase dita. Fui enrolando para ver se minha mãe esquecesse o assunto, mas eu não obtive sucesso nisso. Fui falar com eles, e tentei não estar O mais nervosa possível, e também não obtive sucesso. Enfim tomei coragem, e fui falar com a Chloe.

- Senhora Clark?

- Sim.

- Minha mãe quer saber se Richard vêm. Se a senhora não se incomodar.

- Menina tola. Eu sei o que ocorre em seus pensamentos. Você não queria perguntar, você não liga para pessoas que não se relacionam a você. Eu também sei que a senhorita acha nossa família estranha só por sermos fechados. Fechados a todos, a vizinhança, a você!Não se enxerga e não vê que se parece conosco. É estranha sim, pois vive trancada no seu quarto, lendo livros, e só tem três amigos nessa cidade.

Eu simplesmente dei as costas a ela depois daquilo. Eu só fiz uma pergunta e ela não a respondeu. Mas eu admito que ela disse a verdade sobre meus pensamentos.

Eu não gosto deles por serem tão anti-todos, anti-sociais. Não falam com ninguém, mas eu nunca os julguei na cara, e nem pelas costas. Acho que a Chloe estava com problemas com Richard e com Jeremy. Eles ficaram afastados durante o dia inteiro, e achei que perguntar a ela seria melhor. Mas a resposta veio inesperadamente. Durante o dia inteiro, mantive o máximo possível de distância dela. Parecia aborrecida e frustrada, e vi a fúria em seus olhos. Mantive-me quieta até certo ponto, pois achei estranha a resposta dela a respeito da minha pergunta sobre Richard. Fui até Jeremy. Ele tem rosto de um homem sábio e que sabe dar conselhos, pois ninguém tinha aparência assim lá em casa e nem na vizinhança. Apenas ele. Descrever ele parece fácil, pois tinha olhos claros, cabelos grisalhos, sem rugas, e de boa forma. Pelo que sei, tinha apenas 39 anos. Cheguei perto dele e perguntei sem medo

- Senhor Clark? Posso lhe fazer uma pergunta em nome de minha mãe? Eu sei ser formal em certas ocasiões.

- Sim

- Ela quer saber se Richard não virá?

- Infelizmente não. Ele nunca aparece em ocasiões em que o local está muito cheio de pessoas. Ele não gosta de ser muito social.

- Obrigado senhor. E desculpe qualquer incômodo.

- Que nada! Eu peço desculpas se a Chloe te chateou. Eu vi o jeito do qual ela te tratou. Não foi um dia muito bom familiarmente.

- Ah, está tudo bem. Obrigado pela preocupação. Se não se importa, vou avisar a minha mãe que Richard não vem.

- Claro.

Fui avisa a ela de que Richard não vinha. Mas depois comecei a pensar de como foi que ele soube da nossa pequena-quase-discussão? Estávamos bem longe dele quando aquilo aconteceu, pois como ele disse ‘’ Não foi um dia muito bom familiarmente. ’’ E foi a primeira vez que entrei em contato com os Clark, pois como eu disse, eles são anti-todos. De um modo, aquilo estava estranho. O clima como estava entre os dois não parecia muito bom. Mas o tempo foi passando, e enfim o dia acabou. Estava com dúvidas na minha cabeça e queria parar de ser tão questionadora, pois o que passava em minha mente era: Por que a ignorância de Chloe ? Por que a boa adução de Jeremy? e o sigilo de Richard? Pois seus pais estavam em minha casa, e ele preferiu fica só? Mas por que aquilo tudo?

Depois do dia, veio à noite e eu só pensava em me deitar e ser uma Clark (Ser mais anti-todos). Não queria saber de mais nada; só em como me confortarei ao me deitar. E sono bateu, fazendo com que meus olhos fechassem. Parecia estar me levando á morte, pois me senti muito leve. No dia seguinte tive uma surpresa, algo que me impressionou e qualquer um da Rua Collins se impressionaria com o que vi. Richard, do outro lado da rua, o garoto que nunca saia e nunca falou com ninguém. A casa onde eu e minha mãe moramos é igual a todas as outros. Era um condomínio na verdade. Meu quarto era no último andar, e o dele também, e nunca o vi lá. Tenho vista do quarto dele, e ele nunca entrou naquele quarto. . Sempre escuro, há algo estranho ali; mas eu nunca consigo ver. Ninguém consegue.

A última vez que vi a luz daquele quarto, ligada, foi quando Jeremy e Chloe brigaram, há uma ou duas semanas atrás. A primeira briga deles em anos. Tenho 16 e nunca os vi brigar. Ouvi dizer também que Richard tem professor particular, por isso ele nunca foi pra escola. Mas algo que me deixa angustiada é que ninguém, nunca, jamais foi lá.

A casa mais sinistra da rua, a casa em que eu nunca entraria. Era como se eles fossem os rejeitados, pois ninguém nunca, se quer falou com eles, e eram conhecidos como ‘’ Os indesejáveis ‘’ já que ninguém nunca gostou deles, e acho que sou a 3ª pessoa que falou com um Clark. A 1ª foi meu pai, a 2ª minha mãe, e a 3ª claro, eu. As pessoas me perguntam por que sou tão obcecada por eles, eu só respondo que gosto de mistérios e aquele era o mistério perfeito para desvendar. Eu só queria saber por que não tentar desvendar, e por que tanto mistérios, se nós somos todos humanos, ou não.

Notas finais
Gostou ? Expresse Sue Comentário Ai Em Baixo, Der Dicas, Sempre Precisamos Melhorar, Obg... Pessoal..