Notas iniciais
HEY GALERA ! Espero que gostem cupcakes. Beijoooos boa leitura ♥

Eu acordei com aquele cheiro de panquecas que eu sempre amei. Na verdade, nunca senti esse cheiro aqui em casa. Ta legal, eu nenhuma casa que eu morei senti cheiro de panquecas. A verdade é que está foi a primeira noite que eu acordei na minha cama.

Jack e eu sempre acordamos amarrados em uma sala ou com uma arma apontada para as nossas cabeças ou nem mesmo dormimos a noite. É que sempre estamos fugindo dos deuses menores irritados, semideuses chatos ou até mesmo policiais.

Pode se dizer que somos uma dupla infalível, é, mais ou menos. Eu e Jack somos melhores amigos de infância, ele é filho de Apolo e eu...bem, eu sou indeterminada, mas isso não me tornou mais fraca, sei lutar muito bem, quer dizer...é o que todos falam.

Desci correndo. Encontrei Jack preparando — ou tentando– panquecas na cozinha. Seu cabelo loiro escuro descabelado o deixava engraçado, seus olhos azuis escuros estavam encarando as panquecas, como se ele estivesse matando um rato.

– Bom dia dorminhoca — Jack disse percebendo que entrei na cozinha — dormiu bem ?

– Foi a primeira semana que durmo na minha cama — eu disse me sentando — o que você acha ?

Ele deu uma risada e se sentou.

– Eu tentei cozinhar — ele disse colocando os pratos com panquecas na mesa.

Dei uma mordida, não estava ruim. Na verdade, estava muito bom. Mas provocar Jack era uma das melhores coisas que eu sei fazer.

– Ta horrível — eu disse fazendo uma careta — nunca mais, na sua vida, se atreva a cozinhar de novo. É um favor ao mundo.

Jack franziu o cenho.

– Ta tão ruim assim ? — ele perguntou.

– Não — eu disse rindo — to brincando. Ta ótimo.

Ele sorriu e se esticou para bagunçar meu cabelo.

– Se eu não te conhecesse — ele disse — diria que você é loira oxigenada e que usa lente.Mesmo descabelada, está bonita.

É verdade, todos achavam isso de mim, menos a parte do "está bonita". Meu cabelo loiro super claro cai até a minha cintura, meu olho azul super claro que chega a ser um pouco acinzentado e minha pele super branca deixam as pessoas confusas.

– Eu não posso fazer nada — eu disse com panqueca na boca — puxei a minha mãe...ah não, eu não conheço a minha mãe.

Jack suspirou e olhou para baixo. Quando tinha 6 anos, meu pai me largou num orfanato e disse que eu era um monstro. Depois disso, fugi do orfanato com Jack, procurando minha mãe. Quando descobri que era semideusa, eu queria loucamente conhecer ela. Eu tentava de tudo, jogava comida no fogo e pedia para ela aparecer, rezava toda noite chamando ela, mas nunca acontecia nada.

– Nós vamos achar ela, Luce — Jack disse num tom firme.

Lágrimas começaram a embaçar meus olhos. Um barulho veio da porta, uma carta havia caído no chão. Balancei a cabeça e levantei.

– O que...? — Jack franziu o cenho — Quem mandaria uma carta pra gente ?

Dei de ombros e fui até a porta. Uma carta dourada estava no chão. Deuses...olhei atrás e não tinha nada escrito. Abri ela e fui até a cozinha.

– Jack — eu o chamei lentamente — não é uma carta mortal.

– Porque...leia ela — ele disse surpreso.

A abri e tinha um AVISO estampado como título.

– Aviso ! — eu comecei a ler — Semideuses de todo o mundo, os Titãs resolveram se vingar. Estão sequestrando semideuses de todo o mundo.

" O Acampamento foi invadido e transformado em um covil de Titãs, vocês estão correndo grande perigo. Então digo: Se escondem. Se escondem no mundo mortal, fingir ser um deles será sua melhor opção.Não poderão usar seus poderes, irá atraí-los. Boa sorte.

– Quíron "

Olhei para Jack, que estava tão assustado quanto eu. Os titãs voltaram ? Se vingar sequestrando semideuses não é tão inteligente.

– Temos que fugir daqui. — Jack disse se levantando e indo até a escada — Os Titãs nos conhecem como ninguém, Luce. Arrume suas coisas. Vamos para a Califórnia.

– Califórnia ? — eu perguntei subindo a escada atrás dele — Sem chances.

– É muito movimentado lá — ele disse.

– New York também — eu contestei.

– Califórnia, e pronto — ele disse entrando no quarto.

– Ta bom pai — eu disse. Não tinha muita roupa, uma mochila foi o suficiente. Além do mais, eu poderia comprar roupas novas na Califórnia.

Encontrei Jack sentado no sofá com a mochila mas costas. Ele me viu e se levantou.

– Pegou tudo ? — perguntou.

– Tudo — disse.

– Armas ?

– Sim.

– Vamos.

Concordei com a cabeça. Eu não queria me mudar de novo, sempre que conseguimos dormir uma noite, temos que nos mudar para outra cidade. É um ciclo, a minha vida inteira foi assim, eu e Jack fugindo. Não aguento mais. Me entendendo, Jack me abraçou forte.

– Vai ficar tudo bem — sussurrou no meu ouvido — lembra ?

– Sempre juntos, sempre vivos — eu sussurrei, era a nossa promessa desde os 9 anos.

Ele me apertou mais.

– Sim — ele disse — não se esqueça disso. Eu sempre vou te proteger e eu sei que você também me protegerá.

Me soltei do abraço dele e olhei em seus olhos.

– Sempre juntos, sempre vivos. — ele disse e beijou minha testa — Agora temos que ir.

Saímos de casa e entramos no nosso Porsche roubado. Isso mesmo, roubamos um carro...mas foi justo, quer dizer, estávamos em Vegas num Hotel Cassino e queriam nos pegar, então fugimos com o carro.

Eu sentei no banco passageiro e Jack foi dirigindo, seria uma viagem longa de Chicago para Califórnia.

– Sabe o que eu estava pensando ? — perguntei enquanto Jack dirigia. — O que ? — Você conhece o filho do Poseidon, Percy Jackson...né ?

– Sim — Jack respondeu.

– Desde quando ? — eu perguntei surpresa.

– Lembra quando você foi para casa de seu tio e ficou durante 3 semanas ? — ele perguntou. Assenti — Eu conheci Percy, ele estava com a namorada e mais 6 amigos. Eles são gente boa. Ficamos grandes amigos, mas eles tiveram que ir e você voltou da casa do louco.

Eu ri. Era verdade, meu tio era completamente louco. Ele me odiava.

– Vamos por música — eu disse apoiando o pé no porta-luvas, liguei o rádio.

Jack e eu passamos 5 horas viajando. Nós conversamos, as vezes eu dirigia para ele dormir ou ele fazia isso. Estávamos quase chegando.

– Jack — chamei — eu não tenho nada de especial.

– Claro que tem — ele disse ofendido.

– Não. Não tenho — eu disse.

– Você luta bem, Luce. — Não foi o que eu quis dizer.

Eu me sentia muito inútil. Não tinha nada de especial. Só sabia lutar, lutar e deixa eu ver...ah, lutar também.

– Deve ser porque sua mãe ainda não apareceu — Jack disse baixinho.

– Eu sei — disse — é que...JACK CUIDADO.

Era tarde demais. Uma coisa gigante apareceu na frente do carro. Batemos na coisa e o carro capotou.

Tentei gritar, mas não saía voz. O carro girava e girava, quando finalmente parou, estava de cabeça para baixo. Bati minha cabeça em algo e vi tudo preto.

Notas finais
E ai gente ? Gostaram ? Comentem por favooooooor seus lindos. Beijooooos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.