The Morning After
1 Capítulo 1
Ela pegara a mão dele e o conduziu para o quarto.
A expressão no olhar dele era quase indecifrável, uma mistura de desejo e um toque de surpresa. Ele ainda não tinha certeza se aquilo estava mesmo acontecendo, ou se era mais um de seus inúmeros sonhos com a Detetive.
O olhar dela era de desejo, amor, e medo pelo que estaria por vir.
Chegando ao pé da cama dele, eles pararam e ficaram se olhando por algum tempo.
Ele a olhou por completo, descendo dos olhos até os pés. Observou cada detalhe à sua frente, não queria perder nada. Os cabelos em completo desalinho, as roupas ensopadas, a blusa entreaberta deixando visível o início dos seios, pequenos mais perfeitos. Tudo perfeito, os olhos que apresentavam certo desespero que ele não vira antes, certa ânsia e insegurança que eram incomuns a Beckett. Ela mordia o lábio inferior nervosamente, e ele também percebera isso. Adorava essa mania que ela possuía de morder os lábios, era provocante de uma forma que ela parecia não perceber. Sempre se segurara para não beija-la ali mesmo, onde quer que estivessem, quando ela mordia os lábios. Era um convite às suas fantasias, e agora ele estava ali, diante dela repetindo o gesto. Ainda não conseguia ter plena certeza de que aquilo tudo era real. Passou a mão no rosto dela, e a viu fechar os olhos e encostar o rosto em sua mão, acalentando-se. Beijou-a carinhosamente e voltou a encara-la. Ela abrira os olhos e o encarava. As mão dela subiram para o peito dele e passavam a mão por toda a extensão do seu tórax, provando-lhe pontadas de excitação na virilha, e os olhos dele se enegreceram, injetados de desejo. As mãos dele foram ao encontro da borda do casaco dela, forçando-o para trás, e deslizando-o até que caísse no chão. Depois desceram e foram de encontro ao cinto de Beckett, desafivelando-o e tirando-o de uma vez só. Beijou-a empurrando-a contra a cama, enquanto ambos tiravam os sapatos somente empurrando-os com os pés, pois não queriam parar o que faziam somente para tira-los.
Ele estava ajoelhado sobre ela, beijando-a. Tudo o que faziam era com certa cautela, como se o momento pudesse ser quebrado a qualquer instante, como uma bolha de sabão. Esvair-se.
Então ela empurrou-o, forçando-o a sentar-se, enquanto ela fazia o mesmo, mas sem nunca interromper o beijo que davam. Um beijo carinhoso e revelador. Revelador por que era ele quem contava todos os segredos ocultos nos últimos quatro anos, tudo aquilo que deixou de ser dito, mas precisaria ser dito adiante. Tudo estava ali, o desejo, o medo, o companheirismo, o carinho, o amor... Era um beijo completo, que quase os dominava por inteiro, mas não os impedia de prestar atenção um no outro, no corpo um do outro. Sentados, ele passou a mão pelo corpo dela suavemente, e voltou aos botões que começara a abrir ainda na sala do loft, despindo-a devagar. Ela percorria a mão pelo corpo dele, sentindo cada musculo por cima da camiseta social que ele usava, sem muita pressa para retira-la, queria senti-lo lentamente. As mãos dele já eram mais apressadas, e empurraram a camiseta dela para fora, e logo em seguida descendo para o fecho da calça que ela usava. Sentindo a ânsia dele que começava a crescer, ela começou a desabotoar-lhe a camiseta, retirando-a, com a ajuda dele, antes de senti-lo forçar sua calça para baixo. E estavam assim, ele de calça comprima e meias, e ela somente com o sutiã e a calcinha. Querendo tornar o jogo mais justo ela, desabotoa a calça dele, mas mal começa a tentar tira-la e ele a empurra para deitar-se, ficando sobre ela novamente. Separou seus lábios e olhou-a. Ela era um sonho. Jamais imaginara amar uma mulher daquele jeito novamente. Não ama Gina, ou a mãe de Alexis... Mas amava Beckett, e provavelmente amou-a desde o começo. Desde a primeira vez em que apareceu para leva-lo para um interrogatório. Amara-a desde o começo, e só descobrira com isso com o tempo. E agora ela estava ali, diante dele, em sua cama. Poderia ser um sonho, mas se fosse, que ninguém o acordasse. E passou a mão pelo corpo seminu de Kate, fazendo-a arrepiar-se com o toque. Seus olhos percorreram o corpo dela, descendo e subindo até se prenderem novamente na cicatriz dela. A marca de sua quase perda. Evitando ser embebido em pensamentos melancólicos que envolvessem o tiroteio, ele posicionou a mão nas costas dela e puxou-a contra seu corpo, colando deus lábios e podendo sentir os seios dela subindo e descendo, no ritmo de sua respiração, e pressionando-o no peito. A outra mão desceu acariciando-lhe as coxas e logo depois lhe puxando a calcinha.
Ali, em meio às carícias, que iam de ansiosas e cheias de desejos, para lentas, carinhosas e saborosas, eles se entregaram, nos braços um do outro, a pularem no precipício de emoções e sensações pela primeira vez. Ao longe se podia ouvir a melodia que entoavam enquanto se jogavam de cabeça no abismo.
E assim foi durante algum tempo, até que o cansaço vencesse e eles finalmente fossem dormir.
**~~**
A luz matinal passava fracamente pelas frestas da cortina, atingindo as costas e o cabelo de Castle, sem tirar-lhe do sono profundo e tranquilo. Em seus braços estava Kate. Ele a agarrava pela cintura, como um cachorrinho protegendo um osso. Ele começara a despertar, mesmo estando realmente exausta por todos os acontecimentos do dia anterior, talvez fosse seu relógio biológico. Em contato com suas costas sentia o corpo de Castle. O sexo dele roçando-lhe nas nadegas, despertando-a um pouco mais. O cheiro dele estava presente em todo cômodo, e ela sentia-se encher-se por ele, o que a fez sorrir. Tudo fora como um sonho, fora muito além do que ela imaginara. O pensamento a fez morder os lábios. Virou-se para poder ficar de frente para ele. Ele dormia tranquilo, com um belo sorriso no rosto. As cobertas a envolvê-los parcialmente, até a cintura, e os corpos nus aquecendo um ao outro e causando arrepios em Kate. Ela passou a mão pelo rosto dele e ficou observando-o por algum tempo, e suavemente deu um selinho nos lábios dele, tentando não acorda-lo.
Logo em seguida teve o cuidado de sair do aperto dele sem acorda-lo e saiu procurando sua própria roupa, mas encontrou-a completamente ensopada. Esquecera-se que pegara chuva na noite anterior. Droga, não poderia vestir aquilo, e precisava por tudo para secar. Olhou para o quarto, tentando pensar. Riu ao ver que no quarto de Castle tinham dois quadros imensos, um com um elefante e outro com um leão. Uma figura ele era. Um vento frio matinal passou pelo quarto e fez Kate arrepiar-se. Precisava urgentemente de roupas secas. Olhou para os lados novamente e viu o closet de Castle. Talvez ele tivesse algo ali que ela pudesse usar algo que... E o pensamento a irritou. Odiava pensar que Castle pudesse ter roupas de mulher em seu Closet. Poderiam ser de Gina, ou de alguma ex-amante... Mas não seria divertido encontra-las. Ficou indecisa quanto a ir realmente ao closet. Se achasse alguma roupa feminina poderia acabar pensando besteira por causa dos ciúmes e de sua própria insegurança. Outro vento frio passou fazendo-a arrepiar-se novamente, e sem pensar duas vezes, foi para o closet de Castle procurar algo para se vestir. Procurou por alguns minutos, mas só encontrou as camisetas de Castle. As camisetas sociais que eram típicas deles. Passou a mão e pôde sentir o cheiro dele sair de cada uma das roupas. Aproximou o nariz para sentir melhor o cheiro. Após olhar por alguns minutos decidiu-se por uma camiseta branca que ele tinha. O cheiro dele estava indiscutivelmente impregnado naquela blusa, e ela gostava disso. Esperava que ele não se importasse por ela ter vestido uma blusa sua sem pedir-lhe antes. Nas gavetas procurou por algo que pudesse lhe caber para não ficar somente de camiseta. Só encontrou as cuecas de Castle, pois as calças dele ficariam exageradamente frouxas. Pegou uma que estava logo em cima, e dirigiu-se para o banheiro para poder vestir-se melhor e passar uma água no rosto.
Enquanto ela estava no banheiro, Castle acorda. O sorriso em seu rosto aumenta com as lembranças da noite passada, e sem abrir os olhos ele murmura “Kate...”, e seus braços a procuram pela cama, mas só encontra os lençóis frios. Abre os olhos, sobressaltado. Senta-se na cama e olha para o lado. Fora tudo um sonho¿ Ela não estava ali, provavelmente ele fantasiara novamente, como acontecia constantemente. Quando aquilo acabaria¿
Eis que, interrompendo seus pensamentos, Kate sai do banheiro vestida com sua camiseta, que caia-lhe até a metade das coxas, e usando uma cueca box dele. Os cabelos estavam em completo desalinho, mas nada a tornava menos atraente, pelo contrário... Aqueles detalhes pareciam torna-la ainda mais bonita e sedutora. E só de vê-la ele já sentiu uma pontada da virilha de excitação.
Ela olhava-o nervosamente, não sabia dizer o que ele estava sentindo. Será que ele se arrependera¿ Esperava que não.
Ela sentou-se na cama, olhando. Estava tensa.
-Você gostou¿ — Não pôde deixar de dar um sorriso de leve ao perguntar. Tudo fora tão bom para ela.
-Yeah... – E ele ainda a olhava, descrente que ela estava realmente em sua frente. Gostar¿ Claro. Fora um sonho!
-Eu também... – E abaixou o olhar, para não encara-lo tão diretamente.
Ele olhava-a, ainda absorvendo de que aquilo tudo não fora só um sonho, acontecera de verdade. Sorriu, feliz. Inclinou-se um pouco para trás, apoiando-se nos próprios braços.
-Então não foi um sonho. – Ele diz, feliz. Um sonho se tornando realidade.
Ela não pôde deixar de sorrir. Ele esperara por aquele momento, ou melhor, ansiara por aquele momento tanto quanto ela, para os dois parecera um sonho.
Ele olhou-a novamente, absorvendo finalmente a informação de que ela usava-lhe uma de suas blusas. Sorriu. Kate com uma blusa sua, era um visão linda demais de se ver. Inclinou-se novamente, passando a mão pelo ombro dela, escorregando a mão sentindo-a por cima da blusa. Ela estava simplesmente observando o que ele fazia, entregue. Ele desabotoou a camiseta, apenas alguns botões, e a fez escorregar pelos ombros esguios de Kate. Ela sorriu com a sensação quente e prazerosa que era a pele dele na sua, em seu ombro, empurrando a blusa para fora do corpo dela. Ele olhou-a, e ela sorria. Beijaram-se, e novamente o jogo de carícias recomeçava.
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