Notas iniciais
Gente desculpa o atraso, aproveitem o capitulo, comente e recomende! Boa leitura!

Acordei no outro dia toda dolorida , pela posição em que dormi, me levantei rapidamente andando até o banheiro, olhei para o espelho, e me vi cheia de olheiras.

Lavei bem o rosto e resolvi tomar um banho quente pra relaxar, após o banho, vesti uma calça jeans, e uma blusa de manga, olhei a hora em meu celular, já se passavam das 10h.

Resolvi pular a café e começar a preparar o almoço, um estrogonofe de frango, enquanto as panelas estavam no fogo, fui lendo o livro de ontem.

Depois de quase queimar na panela por estar distraída com o livro terminei de preparar. Coloquei um pouco em meu prato, e comecei a comer, aquele silêncio... pra mim, era quase ensurdecedor. Depois de remexer quase toda comida, consegui terminar de almoçar, lavei a louça, e fui pro quintal ver a temperatura lá de fora.

Não estava tão frio, mas uma enorme neblina saía de dentro da floresta, não era muita, mas era o suficiente pra cobrir meus pés. Fiquei observando as árvores e escutando os barulhos que as folhas faziam ao se remexerem... E então, escutei um barulho alto atrás de mim, me virei vagarosamente, e a porta da minha casa tinha se fechado sozinha, um vento forte soprou bagunçando meus cabelos, e me fazendo tremer, me virei rapidamente pra entrar em casa, forcei a maçaneta, mas a porta não abria.

Um terrível sentimento de medo se apossou de mim, e fui em direção a janela, mas não tinha nada lá dentro, corri para entrar pela porta da cozinha, quando cheguei lá, ela tava aberta, isso fez meu coração disparar. Pulei de susto quando ouvir barulho de panelas caindo, entrei em casa, fechando a porta da cozinha e arrumando as panelas nos lugares certos.

Andei lentamente até a sala, tudo estava no lugar e comecei a achar ser coisa da minha imaginação, ainda um pouco assustada, subi, peguei uma toalha, roupas e fui tomar banho, vesti roupas quentinhas, por causa do frio.

Peguei um lençol,meu livro e fui pra sala, me sentei no sofá e comecei a ler. Me concentrei no livro para tentar esquecer o meu dia que já não começou bom. O livro falava de um casal que se conheceu por acaso e se apixonavam cada dia um pouco mais pelo outro, e daria de tudo para que nunca se separassem. Foi aí que comecei a pensar... antes eu achava que homens não gostava desse tipo de livros, pensamento errado! Por quê Edward se interessaria por esse tipo de leitura? Resolvi ligar pra ele. Peguei meu celular em cima da estante e procurei o telefone dele na lista e liguei para ele.

–Alô? -Falei com a voz baixa.

– Edward falando, quem perturba? -Franzi o cenho.

–É... a Isabella.

– Ah oi, desculpe, posso ajudar? -Sua voz parecia sem graça.

– Eu, estou terminando de ler o livro que me recomendou.

–E o quê você está achando? -Sua voz pareceu séria.

– É um bom livro mas... -pausa. — Posso te fazer uma pergunta?

–Até duas se quiser. -Ele falou e riu baixinho

– Por que se interessou logo por esse tipo de livro?

– Ah..-ele demorou um pouco pra responder- Não sei, acho que foi o autor.

– Ah ta. Eu... nem conhecia esse autor, nunca li livros assim.

–Que tipos de livros você curte?

– Aventura,ação e curtia terror. Nunca gostei de romances, eles não existem na vida real!

– Vai ver você ainda não encontrou alguém que realmente valesse a pena.

– Pra mim, livros de romance são para iludir pessoas que realmente acreditam. Não estou falando mal de sua recomendação. Apenas falei o que penso.

– Nunca pensei por esse lado, mas alguns são realmente bons.

– É... até que são. -Dei de ombros.

– Você vai fazer alguma coisa hoje? ... é minha folga. -Ele falou normal.

– Não, não tenho nada pra fazer.Por que?

– Podíamos conversar sobre nossos livros favoritos... se você quiser, claro.

–Claro,onde?

– Quer ir ao parque? La é bom para conversar.

– Tudo bem.. vou sair de casa agora, é meio longe do parque.

–Tá, te vejo lá.

–Tchau. -Desliguei o telefone.

Eu realmente precisava sair de casa, esfriar minha cabeça. Escolhi uma roupa mais apresentável dentro do armário, um vestido soltinho que batia nos joelhos e um tênis.

Peguei meu livro em cima da mesa, tranquei a casa e entrei dentro do carro, dei uma olhada em volta e não tinha mais neblina, engoli em seco e dei partida no carro.

Dirigi o caminho todo pensando se eu tinha deixada a porta fechada mas cedo, ou ela trancou só... não, isso é impossível.

Essa mudança estava acabando com minha cabeça, ou talvez era porquê eu morava em um lugar barulhento e agora em um lugar silencioso. Oh duvidas.

Parei o carro perto da entrada do parque e desci, fiquei perto de umas árvores para esperar Edward, minutos depois o vi caminhando em minha direção e abri um mini sorriso.

–Oi.

– Oi, demorei? -Ele pareceu preocupado.

–Não. Eu cheguei agora.

– Então ta, vamos sentar naquele banco?-perguntou apontando para um banco perto e vazio.

–Sim.

Começamos a caminhar até o banco branco e que apenas cabia duas pessoas, atrás havia uma moita de árvores enormes. Nos sentamos e ele olhou pra mim

–Qual é seu autor favorito?

–R.L Stine e o seu?

– Você vai rir de mim, mas eu gosto do Nicholas Sparks e John Green.

–Wool! -Arregalei os olhos e sorri- São tipos bem diferentes.

– Nem tanto -ele riu.

– É... só que... R.L Stine escreve livros de terror, e Nicholas e John escreve de romance -sorri

– Gosto de livros policiais também... Do tipo Sherlock Holmes e Agatha Cristie.

– Legal!

Fiquei olhando para um lugar atrás dele, parecia que eu via alguém alto de terno preto atrás das árvores, e tudo que ele falava virou zumbidos para meus ouvidos. Escutei-o gritando meu nome alto.

Pisquei os olhos algumas vezes e o que eu via desapareceu e eu olhei para Edward de volta em silêncio.

–Tá tudo bem? -Ele olhou pra trás.

–Sim... tudo bem. -Balancei a cabeça.

–Então ta- Ele deu de ombros

Continuei em silêncio, não tinha mais nada pra falar.

–Vou comprar uma água, você quer?

–Não, estou bem assim. Obrigada.

Ele andou até um cara que vendia pipoca e comprou uma água, fiquei lá sentada, tentando me acalmar. Minutos depois ele se sentou bebendo sua água.

–Como vai sua nova casa?

– Está tudo bem, é uma ótima casa.
– Eu acho que não conseguiria morar sozinho no meio do nada.

– E porquê não? -Olhei pra ele.

– É tudo muito afastado, só tem árvores e se acontecesse algo? -Engoli em seco.

– E o que poderia acontecer em um lugar no meio do nada?

– Não sei, eu poderia estar morrendo com uma doença sem ninguém pra ajudar.

–Esse não é meu caso, eu acho.

– Hm, uma tempestade pode fazer faltar luz, e quando você for dormir uma vela queimar.

– Esses tipos de coisas não me assustam. -Falei normal

– Hm... pode chover tanto que alagara a casa e você se afogar, tá, isso é meio impossível.

–Isso é realmente impossível! -revirei os olhos rindo.

–Posso me acidentar e sangrar ate a morte e ninguém vai me achar.

–Esses seus argumentos, são meio idiotas!

– Eu sei,mas o que pode acontecer a não ser isso?

–Acho que... nada. -Menti.

– Então só tenho esses argumentos mesmo.

–Ok. -Sorri torto.

–Por que você quis se mudar pra lá?

– Depois que meus pais morreram, não aguentei mais ficar morando bem no centro de Forks, no meio de barulhos!

–Sinto muito.

– Tudo bem, isso não importa mais. -Falei normal.

–Quantos anos tem? -Ele deu um sorrisinho.

– Tenho 18 anos. E você?

–22 anos.

– Legal. -Dei de ombros.-

– Pois é -ele riu- tá na minha hora Isabella.

– Tudo bem... então. -olhei pra ele- Tchau.

–Tchau, nos vemos outro dia?

– Faltam 10 páginas pra me terminar o livro, amanhã passo na biblioteca.

– Então nos vemos lá — ele se levantou- tchau.

Fiquei ali sentada, e com uns 25 minutos, terminei de ler o livro. Caminhei tranquilamente ate meu carro, guardei o livro e dirigi tranquilamente pelas ruas de Forks.

Notas finais
Apareçam fantasminhas!