The Monster that lives in my head.
11 Me deixe ajuda-la
Notas iniciais
–Edward...está muito cedo. Tenho só 18 anos.
– Posso esperar por você.
–Não vai se arrepender por esperar. -Sorri- Ele sorriu- Namora comigo? Quero que todos saibam que você é minha.
–É claro que eu namoro. -Sorri
Edward sorriu pra mim, chegou mais perto e me beijou, retribui de forma calma. O dia passou até de pressa, foi um dos dias mais feliz pra mim, porquê eu não vi o Slender e fiquei o dia todo com o Edward.
–Dorme comigo hoje?
– Claro. -sorri e fomos para o quarto. Fiquei só de lingerie e me deitei na cama.
– Assim é tentação de mais — ele fala baixo. Olhei pra ele ri.
– Você pode encostar em mim. -sorri- Só não pode abusar demais. -falei em um tom de brincadeira.
– Assim não tem graça- ele se deita apenas de cueca box para provocar.
– Quer me matar né? -Fiquei olhando para seu corpo.
–Só se estiver funcionando. -Ele sorriu.
Por um impulso, subi em cima dele e o beijei. Antes de dormirmos fizemos amor 3 vezes seguidas, e só depois fomos dormir de conchinha.
No outro dia... quando acordei, estava deitada no peito nu de Edward, ele ainda dormia tranquilamente, parecia um anjo. Fiquei ali, deitada, e aproveitando o quanto esse homem me faz bem, depois de um tempinho Edward acordou sorrindo.
–Bom dia.
– Bom dia. -Sorri o olhando.
–Tá acordada a muito tempo?
– Um pouquinho. Tava te observando a dormir, você é lindo.
–Eu sei que você me acha lindo e gostoso pra caralho!
– Você é lindo e gostoso pra caralho! -Repeti o que ele disse rindo
Edward riu e me beijou.
–Vamos descer?
–Sim. -Vesti apenas uma camisa dele e ele vestiu uma bermuda.
Desci atrás dele, com a perna ainda doendo um pouco.
–O quê você quer comer?-Ele me perguntou.
– O quê tiver tá ótimo. Acho que sobrou aquele bolo de ontem.
Ele pegou as coisas na geladeira e armário e colocou na mesa. Comi bolo com café,quando terminei de comer, lavei minha louça.
– Eu vou ter que trabalhar hoje, mas vou fazer de tudo pra voltar cedo-ele levantou e me abraçou por trás.
– Tudo bem. -Sorri pra ele e acariciei sues braços.
–Vou me arrumar. -Ele beijou minha bochecha e subiu.
Lavei o resto das louças e fui pra sala.
–Já estou indo Bella.
Escutei a voz de Edward atrás de mim, olhei pra trás e meu coração disparou, lágrimas desceram por meus olhos. Aquela criatura, estava bem atrás de Edward.
–Edward corre. -Gritei. Ele olhou pra trás.- Anda Edward, corre!
–Não tem nada aqui Isabella.
Pisquei meus olhos duas vezes e não tinha mais nada lá. Comecei a chorar.
–Eu o vi.
–Bella você precisa esquecer essa criatura! Ela não é real.
–Eu o vi Edward! -Gritei chorando.
– Ele não estava aqui! Eu vou te levar até a doutora Bella.
–Não, eu não quero!
– Bella, isso tá afetando sua vida e me deixando louco.
– Eu não quero que essa coisa fique perto de você Edward. Se ele quer matar... que mate a mim e não você.
–Ele não vai matar ninguém.
– Vai sim! -Chorei me sentando no sofá.
–Não, não vai, sabe por quê?
– Por que? -Olhei pra ele chorando.
– Porque ele não é real! Ele não pode tocar em ninguem! Ele não existe!
–Então me explica esses ferimentos em mim!
– Bella toda vez que você '' vê'' essa coisa você se machuca! Eu ontem vi as marcas de dedo no seu pescoço.
Passei a mão em meu pescoço
– Ele que fez isso.
– Não foi Bella, pelos seus desenhos ele é alto, então sua mão é enorme e a que está no seu pescoço é o tamanho certo da sua.
– Acha mesmo que eu me auto mutilei?
– Sim, pensando ser aquela coisa!
– Nunca achei que falaria isso! Olha só... você tem que trabalhar...vai logo. -Falei chorando.
–Eu vou porquê não quero brigar com você.
– Então vai logo! -Coloquei a mão no rosto chorando.
Edward pegou a chave do carro e saiu bufando, e eu fiquei ali no sofá chorando. -Por quê eu? O que eu fiz de errado? -Perguntei gritando
Escutei a campainha tocando, limpei as lágrimas, caminhei até a porta, a abri e comecei a gritar chorando e correndo para fora de casa. Corri pelas ruas que tinham ali perto, aquele vento forte no meu rosto, me deixava sem ar, mas continuei a correr fugindo daquele ser. Continuei a correr, meu peito doía, minhas pernas se bambeavam, minha perna esquerda então... nem se fala, estava pior que antes, escutei uma buzina do meu lado.
–BELLA?
–Edward! -Gritei e entrei no banco de carona. Edward ficou em silêncio dirigindo com pressa.
– Edward... o Slender bateu lá na porta de casa! -Chorei
– Era o senhor que vai concertar a porta.
– Não, não era -gritei!- Ai minha perna ta doendo. -Chorei. Edward parou em frente o hospital
– Sim era o sr Clawater-ele desceu.
–O quê estamos fazendo aqui Edward?
– Você vai se consultar-Ele abriu minha porta.
– Não! -Gritei e não desci.
– Não me faça tira-la a força, anda desce! -disse calmo.
– Eu te odeio! -Desci e fui pra dentro do hospital sem olhar pra ele.
– Pelo menos vai me odiar sóbria! -ele vai até a recepção.
Sentei na cadeira chorando perto da recepção, Edward falou algo com a recepcionista e sentou ao meu lado.
–Não fale comigo.
– Eu não disse nada -ele me olhou.
–Só avisei.
–Você é a próxima.
– Já é pra me ir? -Perguntei seca
– Já, quer que eu te acompanhe?
– Não! -Minha voz saiu quase em um grito.
Entrei na sala indicada pela recepcionista e dei de cara com aquela mulher com cara de bunda.
–Olá Isabella. -Me sentei em frente dela em silêncio.-E como você está?
– Estou do mesmo jeito. Pior agora por estar aqui com você.-Ela ignorou o que eu disse e foi pra outra pergunta.
–Ele tem aparecido muito?
– Sim, durante esses dias depois que saí do hospital, ele ficou apenas um dia sem aparecer.
–E ele disse mais alguma coisa?
– "Eu sou real" e "Eu vou pegar você" -Respondi rápido.
–Você tentou fazer o que eu te disse?
– E o quê foi mesmo que você me disse?
–Encara-lo, mostrar que não tem medo, procurar pontos fracos...
– Eu não vou tentar fazer isso! -Gritei- Não tem como! Eu tenho medo dele! Ele tenta me matar.
– Isabella, você manda na sua cabeça, nada pode atingi-la.
Me levantei da cadeira chorando.
–Eu não sei nem o quê eu estou fazendo aqui, conversando com uma maluca!
–Eu sou psicóloga Isabella, ajudo pessoas com problemas.
–Eu não tenho problemas! -Gritei
–Todos temos.
– Eu vou embora daqui agora! -Me virei pra ir embora.
– Isabella só você pode detê-lo, ele é sua imaginação, tente dar um rosto a ele, sempre o imagine ou lembre dele com um rosto, o torne menos assustador!
Saí daquela sala correndo, bati a porta com força e passei por Edward sem falar nada.
–Ei, o quê aconteceu? -Edward me segurou.
– Me solta! Me deixe em paz! Você que começou me trazendo pra cá. -Falei tentando segurar as lágrimas.
–Ela fez alguma coisa com você?
– Ela é doida! -Gritei tentando sair de seus braços.
–Se você não a quer, me deixe pelo menos te ajudar.
– Eu não preciso de ajuda. -Limpei minhas lágrimas
– Todos precisam Bella, ninguém é perfeito.
– E como acha que vai conseguir me ajudar?
–Deixe ser ajudada.
– Me solta! -O empurrei, tentei correr, mas como minha perna estava muito inchada eu caí no chão. Edward me ajudou a levantar.
–Vou te deixar em casa.
Caminhei devagar até seu carro e entrei, fiquei chorando, o caminho todo até em casa. Edward parou o carro e me ajudou a descer.
– Achei que me levaria pra MINHA casa.-Ele sorriu de lado.
–Lembra que ficaria comigo até melhorar? Por mim você ficava mais.
– Por mim eu iria embora agora.- Me apoiei nele e desci do carro.
– Bella você sabe que eu ... gosto de você e só quero seu bem!-Dei de ombros e entrei em casa.
–Você quer jantar agora?
– Não estou com fome.
Subi pra tomar um banho, me sentei no chão do box do banheiro, debaixo da água quente e fiquei chorando. Depois de um tempo saí do banheiro, me enrolei na toalha, vesti uma calça de moletom e uma camiseta, desci devagar na escada por causa da perna, passei pela sala sem dizer nada e fui pra cozinha.
Acendi a luz e olhei em volta, não tinha nada, mas de repente, os armários se abriram sozinhos e as coisas começaram a cair de lá de dentro. Comecei a gritar, por causa do barulho das panelas que caíam no chão violentamente, me sentei no meio da cozinha,tampando meus ouvidos.
–O que foi Bella? -Escutei a voz de Edward.
– As panelas! Caíram tudo! -Falei ainda sentada no chão.
–Bella, não tem nada no chão, abra os olhos meu amor -Ele se abaixou na minha frente.
Abri os olhos, olhei pro rosto de Edward, e depois pro chão. Não tinha nada.
–Viu? Tá tudo bem.-Comecei a chorar.
–Isso está acabando comigo.-Ele me abraçou
–Shhh vai ficar tudo bem.-Continuei a chorar
–Fala pra essa coisa me deixar em paz.
– Diga você mesma Bella! Eu não posso vê-la, se pudesse garanto que você não sofreria assim.
– Acha que é fácil né? Ele está me perseguindo. Ele quer me matar! -Me levantei do chão.
– Eu sei que não é fácil, mas você precisa tentar.
– Tentar como? -Gritei- Você quer que eu fique de frente pra ele, e digo: "Oi tudo bem? Pode parar de tentar me matar?
–Não precisa se irritar, fique calma.
– Edward... acho melhor, me deixar em paz... isso só está piorando tudo! Você está ficando doido por minha causa!
–Eu não estou doido, e nem você! E se eu estiver louco pode ter certeza que é por você.-Engoli em seco.
–Estou com muita dor de cabeça, tem algum remédio?
– Tenho.-ele se levantou e saiu da cozinha.
Assim que Edward saiu, o Slender Man apareceu na minha frente com uma faca na mão,apontando bem em meu peito, comecei a chorar em silêncio.
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