The Monster that lives in my head.
6 Conhecendo o desconhecido.
Notas iniciais
Tentei dormir um pouco, e deu certo, cochilei por 2 horas, isso já era ótimo para mim.
Depois desse cochilo, desci, fiz panquecas e comi vendo um DVD qualquer. Fui até a mesa da cozinha pegar meu celular, mas não estava, olhei nos lugares em volta da casa e nada, deveria estar no carro,coloquei meu prato na pia, peguei as chaves, destranquei a porta e fui em direção ao carro.
A neblina já estava de volta e por cima das árvores e um pouco no chão, já estava no fim da tarde, peguei meu celular no carro, o coloquei no bolso, mas antes de entrar em casa ouvi uma voz calma e doce chamando pelo meu nome.
–Bellaaaaa.-Olhei em volta e não vi nada. Eu reconhecia aquela voz.
–Mãe? -Chamei baixo
–Bellaaaaa -A voz se repetiu, tranquila.-Escutei atentamente todas as vezes em que fui chamada e vi que vinha em direção a floresta.
–Bellaaaa
Era a única coisa que a voz dizia cada vez mais longe, como se ela se afastasse pra dentro da floresta escura e sombria.
–Mãe? -A chamei chorando, engoli em seco e entrei na floresta.
–Bellaa... -Senti que a voz falou bem mais perto de mim agora.
Continuei andando com passos lentos olhando atentamente só para frente, eu não estava enxergando muita coisa por causa da densa neblina, escutei um barulho de alguma coisa se mexendo,me virei de frente ao som do barulho e caí no chão.
E de repente uma coisa apareceu bem na minha frente, mas não era minha mãe e sim meu pior pesadelo.
Lágrimas escorreram por meus olhos, e comecei a correr e correr para fora da floresta, as plantas arranhavam meu rosto com violência mas não importava o quanto eu corria, eu nunca achava a saída.
Ele continuava atrás de mim como se eu não corresse, como se estivéssemos parados.
–Não adianta correr- Uma voz disse, mas não era minha, muito menos a da minha mãe. Parei de correr.... Respirei fundo e olhei pra ele
–Você não tem boca, como é que está falando? -Perguntei com uma certa coragem que eu duvidava ter, e com lagrimas presas em meus olhos.
– Posso saber o que pensa, e o que fala mesmo sem ter ouvidos, também vejo você mesmo sem ter olhos, eu sei de tudo, porquê eu estou na sua cabeça. -Comecei a chorar alto e correr muito. Eu pulava tudo que via na minha frente, como uma corrida de obstáculos, mas eu cai de um morro que eu nem sabia tinha ali e não senti minha perna direita.
–Sou o Slender Man, vou te levar para o meu mundo.
Comecei a correr engatinhando, por causa da minha perna direita,meu rosto todo ardia, minha boca saía sangue, eu não conseguiria fugir, e nem o deixaria me pegar, coloquei minhas mãos em meus pescoço e o apertei, na esperança de acabar com tudo isso mas antes disso... Tudo ficou escuro.
...
Abri meus olhos... Meu corpo toda ardia, observei o local ainda com a visão embaçada era uma sala clara, mas não identifiquei onde eu estava. Vi alguém chegar perto de mim.
–Bella... Como se sente? Você me assustou.
– Edward? -Chamei com a voz baixa- Me tira daqui. -Tentei puxar o soro que estava na minha veia. -Me tira daqui Edward. -Ele vai vir me matar.
–Quem vai te matar? -Ele segurou minhas mãos para mim não puxar o soro.
– Onde estou Edward? Que lugar é esse? -Perguntei, ignorando sua pergunta.
– Estamos em um hospital, você quebrou a perna e se machucou, por quê estava perto da floresta?
– Eu não quero falar sobre isso agora.
– Bella você não me respondeu quem vai te matar e por quê?- E novamente eu estava chorando.
–O Slender Man. -Chorei mais- Eu não sei o porquê.
–Quem é o Slender Man?
– Pode me dar uma caneta e papel por favor?
Ele procurou pela sala, achou papéis dentro de uma gaveta e uma caneta em cima de um balçao e me entregou, ainda chorando... Comecei a desenhar o Slender Man.
–Esse é o Slender. -Entreguei o papel pra ele que ficou encarando
– Isso não existe Bella, é cientificamente impossível alguém não ter rosto.
– Acha o quê? -Alterei minha voz- Que sou doida?
– Desculpa, mas tenho minhas dúvidas.
– Saía daqui agora! -Gritei- Espera... como me achou?
– Eu fui ver você, e saber como estava.
– E como me achou? Eu me lembro que estava dentro da floresta.
– Você estava na entrada da floresta com as mãos no pescoço, cheguei a pensar que você tentou se matar.- Lembrei do acontecimento, as cenas ainda vivas em minha cabeça.
– Sim, no final... eu realmente tentei me matar e teria dado certo, se eu não tivesse desmaiado.
–Bella... essa coisa não... existe.
– Existe sim! você realmente acha que eu estaria aqui a toa? Toda machucada?
– Bella, a psicologa do hospital quer conversar com você.
–Não! Não quero conversar com ninguém! -Me alterei, eu não sou maluca! Ele é real!
–É só uma conversa Bella!
– Eu não sou doida Edward!- limpei minhas lagrimas que teimavam em escorrer.
–Conversar não é só pra gente doida.-Dei de ombros, com lagrimas silenciosas, a qual desisti de tentar limpar. Quando uma lagrima cai, é impossível conter as outras de caírem.
– Por favor não chore, isso é para o seu bem.
– Não olhe para mim nunca mais. -Falei sem olha-lo
–Não complique as coisas!
– Sai da minha frente Edward! -Gritei
– Bella, eu quero ajudar você, converse com ela, eu volto mais tarde. -Ele saiu da sala. Continuei a chorar, eu me sentia cansada,me ajeitei na cama, fechei meus olhos e acabei pegando no sono.
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