The Mentalist Summer Season

5 Episódio 2 — Saint Teresa


Notas iniciais
PART 2

— Não consigo acreditar que você fez isso! — Os olhos verdes queimavam de raiva. — Santa Teresa? Que palhaçada era aquela? Você só pode estar de brincadeira com a minha cara.

— Calma, ela não é a assassina. Nós só soltamos uma prostituta que não vai fazer mal a ninguém. Dou minha palavra. — Jane disse sinceramente. — Alguém muito perto de Foster o queria exatamente assim... Mas, quem?

Teresa Lisbon se pegou perguntando-se a mesma coisa enquanto seus olhos estavam cravados no chão, depois de várias perguntas sem respostas, deu os ombros e encarou o consultor da CBI.

— Vamos falar com Anelise Duncan primeiro. Vamos saber do que ela é capaz. — Lisbon virou as costas e marchou furiosamente em direção ao elevador.

— Ei, Lisbon, espere! — Gritava Jane enquanto corria atrás de sua chefe. — Você sabe que eu estava brincando com "Santa Teresa", não sabe? Não vai ficar brava por uma coisinha dessas, né?

Lisbon respirou fundo e contou até dez.

— Eu estou cansada, só isso. — Ela encarava a porta do elevador, recusando-se á encarar Jane. — É que tudo isso... Está começando a me assustar.

— Não me diga que a mulher mais durona que eu conheço está com medo de alguns defuntos. Onde está a santa mulher que eu vi minutos antes? — Ele ria, debochado.

— Não é dos mortos que eu estou falando. É de Blake. — O riso de Jane parou rapidamente e ele a fitou com uma expressão séria. — Não sei como, mas ele conseguiu meu número e agora fica mandando mensagens um tanto quanto... melosas. — Lisbon soltou um riso fraco. — Tenho de admitir, esse cara é bom!

— O que ele está falando pra você?

— Está com ciúmes, Jane? — Lisbon o encarou e riu. O bipe confirmava que o elevador tinha chegado. Jane apenas negou com a cabeça e ela tentou não rir durante o percurso até o estacionamento.

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— Sério, me diz, o que ele te fala? — Jane perguntava com os olhos brilhando de curiosidade.

Lisbon tentava focar no trânsito e não prestar atenção no que seu colega de trabalho dizia, mas aquilo estava começando a ficar insuportável. Ela bufou.

— Você não vai falar, não é? — Percebendo o silêncio da agente, ele tentou a decifrar olhando cada detalhe de seu traje. Desde os sapatos gastos até o aroma de seu cabelo. Jane arregalou os olhos alarmado. — Lisbon! Não acredito! Você vai sair com ele, não vai?

O leve balançar de cabeça da morena confirmou sua teoria. Jane estava boquiaberta. De repente, o carro parou e Lisbon saiu de lá sem dizer ao menos uma palavra. Ele correu o mais rápido que podia para alcançá-la, mas era tarde. Seus pensamentos e teorias já estavam o engolindo rapidamente.

Teresa Lisbon encontrou duas mulheres; uma loura dos olhos escuros e outra morena com os cabelos presos num coque. Ambas usavam mini-saia acompanhados de um top de cor escandalosa e um sapato de salto que mataria qualquer um que ousasse desafiar a ira de qualquer uma das mulheres.

— A tira tá vindo! — Disse a morena. — Vamo vazar antes que ela nos prenda.

A loura olhou para a companheira e concordou com a cabeça, mas quando viraram o corpo para correr, um louro dos olhos azuis estava bem á sua frente, impedindo sua fuga. Ele sorriu de forma sedutora, o que fez com que as moças esquecessem da policial que vinha as acompanhando.

— Com licença, senhoras. — A voz feminina de Lisbon cortou o clima de romance das moças com o consultor da CBI, por um momento, Lisbon sentiu uma pitada de ciúme, mas sabia que era parte do trabalho. — Eu sou a agente Teresa Lisbon da CBI e esse é o nosso consultor, Patrick Jane.

— Mas ele não tem cara de tira! — Protestou a loira.

— É o que todos dizem, minha senhora. — Jane sorriu para as duas. — Eu e minha amiga estamos procurando uma mulher chamada Anelise Duncan, por um acaso é alguma de vocês?

— Duncan? Sou eu. — Uma ruiva dos cabelos cor de fogo surgiram das sombras. Estava vestida apenas com um vestido apertado o suficiente para que seu pulmão ficasse sem ar á cada quinze segundos. Ela andava torta, como se tivesse torcido seu pé. Jane a analisava cautelosamente. — O que querem?

— Eu sou Teresa Lisbon e esse é Patrick Jane. Estamos aqui para saber sobre Henry Foster. O conhecia bem, não? — Os olhos castanhos de Anelise encararam o chão e depois exibiu seus dentes amarelos e tortos num sorriso debochado.

— Foi aquela vadia da Sarah Andrews que te disse, não foi? Eu sabia que não podia confiar naquela mulher! — Ela encarou a agente. — Se é o que quer saber, eu trepava sim com o bispo. E ele era tão bom nisso!

— Você o matou? — Perguntou Jane sem rodeios.

— Ele está morto? — Anelise mostrou-se chocada. Os agentes confirmaram com uma troca de olhares. — Filho da mãe! Como?

— O que você sabia sobre ele? Nos conte tudo, por favor. — A face de Teresa Lisbon era inexpressiva.

Anelise Duncan parecia indecisa quanto á essa decisão, coçando a cabeça sentiu-se tentada a falar o que tinha visto na noite anterior. Mas quando ela concordou com um simples aceno de cabeça, uma bala atravessou sua barriga, deixando-a sem ar e atordoada. Lisbon pegou sua arma, mas já era tarde, o atirador já tinha deixado a cobertura do hotel local, possível local de ataque. Enquanto isso, Jane estava com Anelise em seus braços, falando palavras carinhosas, até que ouviu-se Lisbon dizer ao telefone:

— Alô? Sou eu, agente Lisbon da CBI. Quero que mande uma ambulância para a rua West Carver, Av. 701, agora! Testemunha baleada.