The Melancholy Of Zelgadis Greywords
2 Capítulo 2
Aquele dia estava sendo em especial muito longo, mas para mim tudo era cansativo, menos ficar usando o computador quando chegasse em casa e mais tarde Lina iria aparecer resmungando sobre professores, mesmo que se mostrasse muito gentil.
Eu ri internamente com esses pensamentos. Era uma coisa de todos os anos, como se nossas vidas caíssem num feitiço do tempo, eu já podia até vê-la deitada em minha cama, jogando os cabelos pro lado e começando a reclamar...
Mas o que me levou a questão de... beijo, namorados, garota bonita deitada na cama de um rapaz à noite... Balancei a cabeça negativamente tentando afastar qualquer pensamento mais depravado que me circundasse a mente.
É verdade que ela agia de forma estranha nesses últimos... o que dizer? Horas? Dias? Lina havia viajado e eu aguardara seu retorno pacientemente, mas ela parecia incrivelmente mais decidida, ao menos é o que eu ouso pensar quando me lembro do brilho em seus olhos.
Me empurrar contra a parede era uma atitude que eu nunca poderia pensar como algo digno de Lina Inverse, talvez me puxar pelo braço e retornamos para casa, matando aula, mas...
Era isso que estava me incomodando? O fato de Lina estar agindo como outra pessoa? Ou talvez porque nenhuma palavra tenha sido dita? Eu sei que a maioria das pessoas beija as outras sem necessariamente ter algum tipo de sentimento mais profundo.
Mas eu não ajo dessa forma e coloco minha mão no fogo em dizer que Lina também não, seria me rebaixar demais pensar que ela não seria capaz de me olhar com olhos mais gentis?
Eu gostaria que a resposta pudesse cair do céu, eu realmente gostaria muito, conversar com Lina, eu não sei se seria capaz de dizer metade do que eu realmente tinha intenção de perguntar.
-Zelgadiss Greywords.
Virei meu rosto em direção ao tablado, na verdade eu estava há algum tempo com o rosto apoiado no vidro, olhando para o pátio, não necessariamente o observando, já que meus pensamentos me levavam para longe.
O professor estava parado, segurando um livro e ao julgar pelo número de veias em sua testa eu podia ter certeza de que ele me chamava há algum tempo, eu sorri sem graça.
Mantive meus olhos nos do professor, fugindo de qualquer outra expressão de meus companheiros de classe, até mesmo Gourry, eu não queria ver.
-Está se sentindo bem?
Eu não esperava por uma pergunta tão gentil, bom, talvez porque eu estivesse com a cabeça encostada como quem estava com sono ou se sentindo mal, fico agradecido pelos professores de hoje ainda terem sentimentos.
-Sim.
-Ótimo, então segurar alguns baldes talvez seja o bastante para refrescar a sua mente.
Um coro de risadas encheu a sala, minhas bochechas se tornaram automaticamente vermelhas e eu tentei me afundar na cadeira, mas o professor gentilmente me lembrou que eu deveria sair da classe com os baldes que se encontravam no armário que ficava nos fundos.
Empurrei a cadeira para trás e abri o armário pegando os baldes pesados e mal cheirosos, caminhei olhando para meus próprios pés, o professor fez questão de fechar a porta com força.
Não, professores nunca estão preocupados com alunos e eles nunca vão ser gentis.
Capítulo 02.
Mas isso me dava mais uma chance de tentar me entender com meus próprios pensamentos que estavam em conflito desde que eu acordara.
O sonho. Fechei os olhos com força como se uma súbita dor de cabeça assolasse todos os meus nervos. Ainda estava claro como se alguém tivesse feito um desenho realista em colada em frente ao um espelho que me perseguia.
-Eu preciso de você, eu realmente preciso de você, Zel!
Minha mão se elevou rapidamente cobrindo minha boca, dando a impressão de que eu iria vomitar, talvez fosse, meus estomago revirou de forma desconfortável.
Foi quando reparei que havia soltados os baldes que estavam cheios d’água e eles agora faziam uma poça enorme, mas não era com isso que eu estava preocupado.
-Zel?
Olhei assustado para a garota que para minha surpresa estava agachado ao meu lado, havia buracos em minha memória, eu não me lembrava de ter enchido os baldes e muito menos de ter me abaixado.
Foi quando que aqueles cabelos cor de fogo e os olhos radiantes me trouxeram para um pouco mais perto do chão, era Lina.
-Você está muito pálido, o que aconteceu?
Suas mãos tocaram gentilmente meus ombros e eu sorri sem graça, por ela estar ali perdendo seu tempo e por eu ser incapaz de dizer qualquer coisa. Eu me via perfeitamente como uma criancinha machucada tentando se esconder no escuro.
E a minha frente uma garota curiosa que me estendia a mão e tentava me carregar mesmo sabendo que eu era mais pesado, tem sido assim por muito tempo, mas...
...Eu já saí da caverna? Alguma vez eu vi a luz? Ou apenas essa menina tem substituídos os raios de sol?
-ZEL!
Sim, ela era a luz dos meus dias escuros, agora mesmo, eu apenas era capaz de ver um brilho que lembrava fogo, isso quer dizer perigo...?
Continua.
N/A: Esse capítulo ficou extremamente curto ou julgar pelo primeiro com suas humildes 8 páginas, mas a minha lerdeza estava me frustrando e àqueles que acompanham esse fic também, então eu vou ser um pouquinho mais responsável e me esforçar para continuá-la.
Fale com o autor