The Mega Walking Dead

7 Capítulo 2.1 - Presente


Notas iniciais
Narrador personagem - Mona

Já se passaram alguns dias desde que houve o incidente no nosso acampamento. Estamos na estrada desde então, sem rumo, cansados e sem a menor perspectiva de achar um lugar seguro novamente. Aliás, existe algum lugar seguro?

— Derick?

— Oi Mona. Está tudo bem?

—Tirando o fato de terem 13 pessoas dentro desse trailer, do nosso combustível já estar acabando e nosso estoque de comida não ser grandes coisas, sim, está tudo bem.

Derick me olhou fixamente nos olhos, abriu um sorriso de uma ponta a outra do rosto e falou de forma tranquila e suave:

— Vai ficar tudo bem. Vamos achar um local seguro, confie em mim.

Eu sabia que tal lugar poderia nunca existir, mas, só pelo fato do Derick tentar me acalmar eu já me sinto mais feliz e calma. Fato é que ele me traz uma sensação de tranquilidade e paz, coisa que nesse mundo apocalíptico em que vivemos é extremamente raro. O Derick me faz muito bem.

Ao continuarmos transitando pela estrada decidimos conversar sobre o que o grupo fará a partir de agora:

— O meu voto é para irmos à Washington dc, capital do país, lá com certeza tem mais recursos e poderemos ter melhores chances de sobrevivermos.

— Eu não acho uma boa ideia Buck, grandes centros estão cheios de gente infectada, pode ser muito perigoso — diz Travis.

— O que me dizem de irmos para o interior?

— Concordo com você Damião, interior é o melhor local — acrescenta Noah.

Nesse momento, Joe que estava dirigindo avista uma horda de zumbis atrapalhando a estrada e antes que possa parar o trailer, a gasolina acaba, deixando todos preocupados.

— Galera, desculpa atrapalhar a reunião de vocês sobre para onde vamos, mas, a gasolina acabou e tem uma horda de zumbis vindo em nossa direção.

— Como é Joe? — Diz Helga espantada.

— A horda já está aqui. Estamos ficando cercados.

Depois da fala de Noah olhei pela janela do trailer e vi que tinha zumbis por todos os lados. Na estrada haviam vários carros abandonados e era impossível para o trailer continuar a viagem, mesmo se tivesse gasolina. Buck ordenou que todos abandonassem o trailer pela saída de emergência no teto e fugissem para a floresta que permeava a rodovia. Nesse momento, me agarrei ao Derick e pedi a ele que não me abandonasse.

Helga, Michele, Joe e Buck saíram pela porta principal do trailer levando o máximo de suprimentos e exterminando zumbis para abrir caminho. Em poucos minutos alcançaram a floresta. Noah, Damião e Liam saíram pelo teto e eu junto com Derick fomos logo atrás. Entretanto, Charlote se recusava a abandonar o trailer.

— É muito mais seguro ficar aqui dentro gente. Por favor, não saiam.

— Charlote, por favor, os zumbis vão invadir aqui dentro, vamos morrer se ficarmos aqui. — Diz travis.

Escoltada por Beardo e Katiúcia, Charlote consegue abandonar o trailer junto com Travis. Em seguida o automóvel é tomado e invadido pelos andarilhos. O grupo estava dividido, eu, Derick, Travis, Charlote, Beardo e Katiúcia estávamos juntos, enquanto Noah, Damião e Liam foram para outro lado. Da mesma forma, Joe, Buck, Helga e Michele sumiram desde que entraram na floresta. Todos se separaram.

Ao cair a noite fizemos uma fogueira e nos reunimos em volta dela para nos aquecermos.

— Onde será que estão os outros? — Diz Beardo.

— Eu não sei, mas espero que estejam bem. — Falei do fundo do coração — Derick, obrigada por não me abandonar na saída do trailer.

— Você é forte Mona. A garota mais forte que conheço. Eu é que preciso da sua ajuda.

— Não precisa ser humilde Derick, você tem me salvado a muito tempo.

Eu e Derick trocamos olhares de uma forma jamais trocada antes. Senti um calafrio como se um vento gelado e quente ao mesmo tempo soprasse na minha direção. O que está acontecendo comigo?

Em um canto isolado Katiúcia chama Charlote para uma conversa:

— Charlote?

— Oi Katiúcia.

— A gente ainda não conversou sobre o que aconteceu nos campos do nosso antigo acampamento. Sobre o Klaus.

— O que tem o Klaus?

— Você sabe né. Ele se declarou para você e logo em seguida morreu. Eu sei como deve estar sendo para você toda essa situação. Ele era um cara muito legal, eu realmente lamento a morte dele. Se você precisar de alguém para conversar, ter um ombro amigo para chorar, saiba que eu estou aqui.

— Não me interprete mal Katiúcia, mas, apesar do Klaus ter me ajudado bastante desde o início, eu realmente não sentia nada por ele além de um sentimento de agradecimento. Não me arrependo nem um pouco de ter dito não a proposta dele, momentos antes de sua morte. Infelizmente eu não sou e não era apaixonada por ele, como ele era por mim. O que você queria que eu fizesse? A morte dele foi uma tragédia, mas eu não sou culpada por isso.

— Mas, em momento algum eu disse que você era culpada, pelo contrário, eu só ofereci um ombro amigo.

— Que ótimo, mas eu não preciso. Obrigada, porém estou muito bem. Reencontrei meu irmão e é isso que importa, não vou me prender a relacionamentos exteriores a minha família. Agora se não se importa Katiúcia, essa conversa já me encheu.

— Nossa, eu realmente não queria...

Antes de deixar Katiúcia terminar de falar, Charlote levanta e se retira para perto de seu irmão. Não deu para ouvir sobre o que as duas falavam. Fizemos um esquema para cada um ficar de tocaia durante um tempo da noite enquanto os demais dormiam, com exceção de Charlote que tem medo de matar zumbis e dormiu o tempo todo.

Ao amanhecer continuamos adentrando na floresta quando avistamos um alce. Morrendo de fome e sem mantimentos começamos a persegui-lo.

— Um alce andando pela floresta? Que sorte, estava morrendo de fome.

— Se você conseguir pegar ele Derick, te dou um prêmio — Disse na mais inocente das falas.

Derick começou a correr atras do alce junto com Beardo e Travis enquanto eu, Charlote e Katiúcia ficamos mais afastadas e pude então perceber o clima estranho que pairava sobre as duas. Em seguida, os meninos voltam com o alce, ainda vivo e com um sorriso estampado no rosto.

Nós 6 fizemos uma roda em volta do animal e estávamos criando coragem para matá-lo e conseguir nosso café da manhã. Mas, antes disso dei ao Derick o prêmio que tinha prometido. Sem pensar muito bem cheguei perto dele e o presenteei com um beijo na bochecha o que me deixou muito envergonhada e desejei depois nunca ter feito aquilo. Derick agradeceu, pareceu ficar feliz e novamente fizemos a roda para ver como iríamos matar o animal.

Enquanto isso...

Noah, Liam e Damião andam pela floresta e encontram uma cerca.

— Isso é uma cerca de uma fazenda.

— Achamos o nosso lar então Noah? — Diz Damião.

— Sim, era disso que eu estava falando.

Ao olharem para trás eles avistam um homem barbado segurando uma faca e apontando para o pescoço de Liam.

No outro lado da floresta...

Quando Derick finalmente encontra coragem para matar o cervo ouvimos umas cavalgadas e avistamos uma mulher em cima de um cavalo segurando uma espingarda. Ela rapidamente nos cerca.

— Quem é você? O que quer com a gente? — Diz Derick assustado.

— Meu nome é Maggie Greene e vocês acabaram de invadir a minha fazenda.

Notas finais
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