Terminei de arrumar meu malão. Suspirei cansada com a quantidade de feitiços que tive que usar para levar todas as minhas coisas nele. Tinha acertado com meus pais, eu não iria passar o Natal com eles esse ano, eu já tinha passado tempos demais em casa e me escondendo do Ministério, os Gomes, no geral, estavam foragidos na época na guerra. Separamos o clã. Ora ,eu vivi em acampamentos com meus primos, ora com meus pais, ora sozinha, ora fugi com a Lua, aliás foi com ela que passei bastante tempo. Suas fotos estranhas não se mexiam, mas ela carregava um porta retrato da sua família. Ela nunca esquecia deles, estava sempre pensando neles, fazendo orações por eles.

Me joguei na cama e olhei para as paredes que eu pintei. Eu só queria preparar o Pó de Flu e entrar n’A Toca.

— LIRAN! — Ouvi minha mãe gritar do andar debaixo. Estou Frita, pelo o jeito. Soprei minha franja e me levantei. —LIRAN! — ela gritou mais impaciente do que a primeira vez.

— TÔ INDO! JÁ VOU! Por Merlin, quanto estresse! — resmunguei.

Desci as escadas correndo. Nem eu que daqui a 40 minutos teria que estar em frente a lareira para ter acesso a Rede de Flu estava tão desesperada assim. Sra. Gomes estava batendo os dedos no fim do corrimão e o pé esquerdo freneticamente. Revirei os olhos.

— O que foi, mãe? – parei dois degrau acima.

— Você ainda não tá pronta! LIRAN- Não foi uma pergunta. Ela balançou a cabeça em desaprovação. — Mãe, já tô pronta! Calma, ainda tenho tempo...Cadê o pai? – É incrível, o quão ela fica nervosa rápido.

— Já está vindo...aliás, é outro que vai acabar se atrasando — reclamou. Ela seguiu até a sala e se sentou com raiva pelos membros “atrasados”. Isso, porque ela queria que eu passasse o feriado em casa, imagina se estivesse a fim de me ver sair de casa, teria me atirado porta fora com o meu malão. Aproveitei a sua distração e subi para meu quarto. Peguei o malão e o enfeiticei. Fala, sério, quem é que carrega um negócio desses a maneira não bruxa?! Conferi o relógio de parede que fica em nossa sala, eu só tinha mais 10 minutos antes da Rede ser liberada. Ouvi a voz de meu pai, então, ele chegou a tempo.

—VIU? Ninguém se atrasou! — anunciei minha chegada. Meu pai deu uma risada, não era a primeira vez que mamãe ficava obcecada com pontualidade. Ele levantou os braços, sugerindo um abraço.

— Ela não deixa ninguém perder horário — protestou. O abracei rindo com o meu parceiro em reclamações contra a Sra. Gomes. O Cheiro de seu casaco verde musgo coberto, sugeriu que ele passou em algum bar. Aposto que ele só entrou pra ver algum amigo, se tinha alguém que morria de medo de minha mãe, esse alguém era o meu pai, ele nunca se arriscaria em perder o horário. Ri imaginando a cena.

— Mas se eu não reclamo, ninguém chega na hora certa! — rebateu — Você não vai mesmo ficar conosco? O Clã inteiro vai se reunir…- pela a primeira vez ela suavizou a expressão de raiva. Neguei.

— Eles vão se reunir mais vezes e os Wealeys precisam de um conforto mais do que nós — Essa ninguém poderia rebater. Não tivemos nenhuma perda em nosso número direto, enterramos alguns amigos e parentes deles, mas os Gomes voltaram para suas casas com poucos ferimentos, tirando meu primo Barry que tivera um braço amputado por uma maldição imperdoável, nenhum de nós tinha falecido, a estratégia de se separar e nos reunir em locais e períodos diferentes funcionou. E Por Merlin, eu não sei se o Clã seguiria com a vida tão rápido como os Weasleys. Meu pai limpou as lentes dos óculos e tossiu. — Querida! — olhamos pra ele. Estranhamente o Sr. Gomes nos chamava assim, a nós duas de “Querida”, confesso que isso era o responsável de muito dos nos episódios cômicos, nunca fora fácil saber a quem exatamente era a “Querida” que ele se dirigia.

— Deixe a, foi decisão dela, nós entramos em acordo lembra? – a “querida” era a Sra. Gomes. Embora, indiretamente, ele tenha se referido a “querida” que sou eu.

— TÁ, TÁ! Já entendi, dê um abraço no primo Arthur – Sangue puros sempre têm ligações sanguíneas com as demais família. Minha mãe era filha de uma tia do Sr. Weasley, os meu traços ruivos pertenciam aos laços maternos. Meu pai piscou. Você, ganhou, querida! – eu não tenho conhecimento em legimencia, mas o que aquele sinal significou, eu sabia. Apontei para o relógio. O ponto fraco de mãe: pontualidade.

— O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO?! LIRAN VOCÊ VAI SE ATRASAR! – céus, num minuto, ela reclama da minha ida, no outro ela se prepara para me dar uma surra caso eu não pegue o Pó de Flu. Ela me entregou o recipiente. Beijei sua bochecha. Entrei na chaminé.

— A TOCA! – soltei o pó. As chamas verdes tremularam e enfim eu estava no lar dos Weasleys. – Liran, querida! — Tia Moly veio correndo me abraçar. Suas feições estavam melhores ,ganhou peso de novo. No geral as senhoras se preocupam muito em perder peso ou retornar as suas medidas da juventude, mas Moly Weasley perdeu uns 6 quilos após a morte de Fred, vê – lá com o que aparenta ser seu peso habitual me fez sorrir. Ela estava sendo corajosa, bem como qualquer Grifinóro.

— Cadê o tio Arthur? – perguntei. Ela bufou – Na oficina como sempre...fazendo alguma coisa Trouxa – reclamou – Vamos, querida, Gina está lá em cima com Luna.- me guiou até a escada com meu malão. Luna era a pessoa em que eu mais admirava. O Relógio com o rosto os membros da família, ainda estava lá com o rosto de Fred, o ponteiro apontava para Casa, provavelmente com defeito, mas quem obrigaria o Sr. E Sra. Weasley a consertarem ou até retirá-lo? Subi as escadas ruidosamente. Moly tagarelava sobre a casa está bagunçada e o quanto Gina não ajudava. Bati na porta

— GINA, LUNA! — corri para abraça-las. Fiquei horas conversando com elas. Aos poucos as coisas estavam voltando para o seu lugar. Gina ainda tinha antipatia com Fleur, mas não tanto quando a conhecemos, ver o quanto ela amava o irmão e o quanto eles estavam bem, fazia com quase ser empática com ela. Quase. Luna me contara sobre seu envolvimento com um descendente do autor de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, pelo que ela contou, ele era tão brilhante quanto ela. Ela foi embora no início da noite, seu pai veio busca- lá disse que iriam observar alguns bichos estranhos que só apareciam nos jardins domésticos a cada 50 anos.

Meus dias n’A Toca foram chegando ao fim. Harry e Hermione se juntaram a nós na ceia de Natal, Mione partiria na manhã seguinte para Austrália em busca dos pais e Harry, bom, Harry não tinha para onde voltar que não fosse para Gina ou para Mansão dos Black e eu escrevi uma carta para Lua, essa história dela na casa dos Malfoy era odiosa pra mim. Peguei a coruja de Ron emprestada e enviei para Lua.

Notas finais
AVISO! Primeiro feliz 2018 e segundo essa história bem como as demais em parceria com a Liran estão sendo reescritas, nós conversamos e concluímos que não seria necessário a exclusão delas, no entanto algumas mudanças serão feitas e estamos nos programando para quebrar o período de hiatus(não intencional) em que foram colocadas. Peço que tenham paciência e desculpas por esse problema, Atenciosamente, LWinchester ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.