The Lucky One
1 The Lucky One - Prólogo
Depois de deixar as chaves de seu apartamento no escritório da administradora, na metade do mês de Setembro, havia gasto oito pares de sapatos, e sobrevivia ás custas de barras de proteínas e água durante suas longas e solitárias caminhadas de uma cidade a outra. Uma vez depois de passar trêsj dias, chegou a comer cerca de 5 pilhas enormes de panquecas.
Junto com Spark seu bom e fiel companheiro, um Pastor-Alemão que ficou ao seu lado um pouco antes que Finn fosse chamado para a Guerra. Viajava durante tempestades de neve, de granizo, chuvas fortes e um calor tão intenso que chegava a causar bolhas nos braços. Tinhas visto um tornado na linha horizontal em Tulsa, Oklahoma, e quase foi atingido por um raio duas vezes. Caminhava até ficar cançado e procurava algum lugar para acampar no fim do dia, em qualquer lugar em que ele e Spark não seriam incomodados. Antes do amanhecer, já pegavam a estrada novamente.
Imaginava ter caminhado mais de 30 quilômetros por dia, embora não tivesse feito um registro formal do tempo e das distâncias percorridas. Esse não era o objetivo da viagem. Imaginava que algumas pessoas acreditavam que ele viajava para esquecer a lembranças do mundo que havia deixado para trás. Outros pensavam que ele caminhava apenas pelo prazer de caminhar. Estavam todos errados. Ele gostava de caminhar e tinha um destino ao qual chegar. Simples assim. Gostava de partir quando sentia vontade, no seu próprio ritmo, para o lugar que quisesse e quando quisesse. Depois de passar anos cumprindo ordens no Corpo de fuzileiros navais, no exército, a liberdade o atraía. Depois que Finn terminou o Ensino Médio em Lima Ohio, foi para o exército por causa de seu pai.
Sua mãe se preocupava com ele, mas as mães sempre se preocupam com seus filhos. Pelo menos a dele se preocupava, Katherine Hudson, ela telefonava freqüentemente para dizer a ela que estava bem, trocar algumas palavras com Burt (seu padrasto) e Kurt ( seu meio-irmão), e eles contavam a ele algumas novidades da cidade de Lima Ohio, sua cidade natal. E ao desligar, pensava que não estava sendo honesto com ela. Tinha estado praticamente ausente nesses útimos cinco anos, e antes das três idas ao Iraque, teve de ouvir seus sermões por telefone, lembrando-o de não tomar nenhuma decisão estúpida. Não tomou, mas chegou bem perto muitas vezes. Mesmo que não contasse todos os detalhes, eles sabia que sua mãe lia jornal – E agora mais essa – Sua mãe lamentou na noite em que ele partiu – A coisa toda me parece uma loucura.
Talvez fosse. Talvez não. Ele não estava bem certo.
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