Notas iniciais
Olá, jovens Padawans!

Esta foi a primeira onsehot que escrevi... Um catimho enorme por ela...

Os trechos em destaque são da música The Love We Had da Joss Stone. Aconselho a leitura ouvindo-a.
Aproveitem!

The Love We Had

PDV Autor

"Amor, ultimamente, estive pensando. Como era bom quando você estava aqui e não é por causa do vinho que estou bebendo, pela primeira vez sinto que minha mente está limpa."

— Mais um ano e estou olhando para sua foto novamente, nossa foto, na verdade. — Um suspiro nasalado — A única que tiramos juntos. Foi numa das nossas idas a Hogsmeade.

A castanha recostou-se ao espaldar da cadeira e fechou os olhos lembrando de como ele odiava acompanhá-la nessas ocasiões

Flashback

— Hermione, não acredito que irá me fazer acompanhá-la naquele vilarejo ridículo novamente! — Falou ele indignado.

— Sevie! — Ela sorriu através do espelho. Terminava de maquiar-se — Não é como se fosse me acompanhar. Não podemos ficar juntos. — Soltou um muxoxo chateado — Mas será bom saber que ao menos estará lá e quem sabe não podemos dar uma escapada.

— Hermione! Não acredito nas coisas que eu faço por você. — Sorriu de lado — Grifinória intrometida! Quem mandou entrar na minha vida?! — Questionou de forma indignada, mas sua voz tinha um quê zombeteiro.

Ele andou até a penteadeira que ela estava sentada e lhe afagou os cabelos. A olhava com adoração. Ela era a melhor coisa que poderia lhe acontecer em tempos, era o amor de sua vida.

Fim Flashback

— Ah, Severus! — Mais um suspiro engasgado escapou-lhe pela garganta — Ainda lembro da primeira vez em que nos beijamos, a forma carinhosa como me tratou e depois a máscara de indiferença que vestiu para tentar afastar-me. — Ela permitiu-se sorrir com a lembrança.

"Hoje cedo quando abri meus olhos aquele velho sentimento de solidão me pegou de surpresa. Acho que você significou mais do que me dei conta. O amor que tivemos permanece na minha mente. O amor que tivemos permanece na minha mente"

Flashback

Hermione não sabia dizer com precisão quando aquele sentimento por ele surgiu. Se foi pelo interesse em sua inteligência, não admitiria nem morta, mas o considerava o melhor professor de toda Hogwarts. Se foi por ele tê-los protegido, Rony, Harry e ela, do professor Lupin no terceiro ano, ou se foi um tolo amor juvenil. Sabia apenas que tornou-se sua obsessão, entrar no Grande Salão e a primeira coisa a perceber era se ele estava lá, admirá-lo furtivamente nas aulas de DCAT e corar quando ele percebia seus olhares. Era horrível ser maltratada por ele, logo por ele.

Severus não estava alheio aquela garota. De fato a Irritante-sabe-tudo havia crescido e se tornado uma bela mulher, os cachos indomáveis estavam em perfeitas ondas que lhe caiam pelas costas, os dentes alinhados e os olhos eram a melhor parte, pareciam tão quentes... Ele muitas vezes havia se repreendido por ter estes tipos de pensamento em relação a uma aluna. Sem contar que se tratava dela, Hermione Granger, grifana, amiga do Potter e alguém que lhe lembrava sua doce Lilian. Portanto, deveria odiá-la. Por um tempo ele até conseguiu, mas com o passar dos anos aquele ódio foi amainando, até que tornou-se pura implicância. Ele havia percebido os olhares dela, a forma como corava quando era pega em flagrante, a frustração era notória quando a humilhava na frente de todos. Se tinha uma coisa na qual ele era bom, era em observar e ele a observava a um certo tempo. Sua mente aguçada lhe alertou que a garota poderia estar apaixonada por ele. Contudo, a ideia parecia pouco provável e absurda, tratou de descartá-la logo. Até que teve a oportunidade de provar que estava errado.

Hermione chorava num dos cantos do castelo, observava por uma grande janela a chuva que caia lá fora. Eram meados Janeiro e o inverno continuava impiedoso. Chorava por ter visto Lavander e Ronald aos beijos, não por ainda gostar dele, longe disto. Tinha perfeita consciência de seus sentimentos pelo professor Snape. Era mais uma questão de ego mesmo, todos achavam que ela era apaixonada por ele, e ele a humilhou na frente de todos. Ronald infelizmente não era mais o amigo de antes, parecia mais sombrio e preocupado com a própria vontade de tornar-se alguém. Foi interrompida de suas confabulações quando foi surpreendida por ele.

— O que a Irritante-sabe-tudo faz aqui quando deveria estar comemorando com o namoradinho dela?! — Soltou Snape num tom ácido.

— Professor Snape?! — Assustou-se Hermione.

Ela virou para ele e o mesmo estranhou o fato dela estar chorando, mas já imaginava o motivo. Alguns corredores atrás encontrou o acéfalo Weasley e a Brown aos beijos. Descontou pontos de ambos, é claro.

— Deixe-me adivinhar?! — Perguntou de forma fria e carregada de sarcasmo — Não suportou ser trocada por uma semi-analfabeta e resolveu chorar as mágoas sozinha. — Não entendeu o porquê, mas saber que ela chorava por aquele retardado o incomodou imensamente. Não se conteve — Também, quem se interessaria por uma Rata-de-biblioteca como você!?

Os olhos de Hermione que já estavam marejados se arregalaram e ela não conteve a enxurrada de lágrimas que lhe abateu. Ouvir aquilo dele a machucou demais.

— Como pode ser tão cruel, professor Snape? — Perguntou com a voz embargada — Eu nunca lhe fiz nada! — Sua voz subiu duas oitavas.

— Olha como fala comigo, sua Grifinória insolente! Menos 50 pontos para a Grifinória.

— Você não pode fazer isto! — Ela se indignou.

— Posso sim. — Devolveu ele sorrindo debochadamente — E se retrucar novamente, tirarei mais 50 pontos.

Hermione não podia acreditar no que ouvia. Muitas vezes se perguntava como podia nutrir algo por alguém tão sem sentimento como ele. Não conseguiu refrear a língua quando disse:

— Eu sou mesmo uma tola por ter algum sentimento idiota por você. — Gritou -Alguém tão podre que adora se divertir às minhas custas. — Automaticamente colocou a mão na boca não acreditando nas palavras que havia dito.

Severus Snape arregalou os olhos por um momento, só por um momento. Logo a máscara fria voltou a sua face, apenas seu coração o delatava, quem se aproximasse notaria os batimentos arrítmicos que seu coração adquiriu ante a revelação da jovem. Suas suspeitas sendo confirmadas. Ele a olhou minuciosamente, a mão na boca aberta, os olhos arregalados e o rosto corado, parecia alguém que havia acabado de cometer uma loucura, uma grande loucura. Ah, sim, aquela grifinória havia acabado de cometer a maior loucura de sua vida. E ele cometeria uma maior ainda pelo o que faria a seguir. Mas seus instintos o impulsionaram para frente, na direção dela. Sua mente sã tentava fazê-lo voltar ao seu estado normal, contudo, Severus Snape era puro instinto naquele momento.

— O que quer dizer com isto, Granger? — Questionou a centímetros do rosto dela. Sentiu-se inebriado pelo cheiro doce que ela exalava. Algo como morangos com champanhe.

— Errr... Eu... Errr... N-ã-n — Hermione até tentou formular uma frase, porém o choque da revelação que fizera a impedia de articular uma palavra se quer.

Ela até tentou correr, mas Severus Snape a segurou no mesmo lugar. Encostou-a na parede mais próxima e levantou seu queixo. Queria uma explicação. Queria entender, queria se entender. Quando a encarou nos olhos não havia necessidade de palavras, até mesmo a Legilimência que pretendia usar para o que queria foi descartada. Os olhos dela transbordavam carinho e ele sentiu que poderia afogar-se ali. Não se contendo chegou seu rosto mais perto e roçou seu nariz no dela. A mão do queixo escorregou para o cabelo e afagou-lhe a nuca. Ficou impressionado com a maciez. Sentiu vontade de cheirar e foi o que fez. Desceu o rosto até o pescoço dela e ali sim se perdeu. Hermione não conseguiu sufocar o suspiro carregado, ele percebeu e ficou mais maravilhado.

— Cheirosa. — Disse totalmente despido de qualquer arma ou máscara. Ali era apenas um homem- Cheirosa e linda. — Roçou novamente o nariz no pescoço dela — Minha. Tão minha.

Severus Snape voltou seu olhar ao dela e viu o que procurava há anos. Amor. Não aguentando mais chocou os lábios contra o dela e se afogou naqueles lábios quentes.

Hermione só não foi ao chão pelas mãos que a firmavam no lugar. Não podia e não queria acreditar que estava nos braços dele. Em seu estômago borboletas dançavam livremente. Novamente não conseguiu suprimir o suspiro que a devastou. Era seu primeiro beijo e com o homem que amava.

Snape foi desperto por aquele suspiro. Afastou-se rapidamente e a olhou confuso. Não deveria ter feito aquilo. Desvencilhou-se dela que ficou sem entender. Virou de costas e passou a mão pelos lábios, aquele cheiro ficaria impregnado nele.

— Isto não aconteceu, Srta Granger. — O tom professoral havia voltado.

— Não, mas... — Hermione tentou argumentar, mas ele a cortou.

— Não existe mais. — Ele virou-se de frente e num tom cortante falou — Isto nunca deveria ter acontecido e nem se repetirá. Faça o favor de voltar a fingir que eu não existo, porque é exatamente o que eu farei em relação a Srta.

E sem deixar espaço para tréplica, saiu andando pelo corredor com sua famosa capa esvoaçante. Deixando para trás uma Hermione completamente desestabilizada, confusa e magoada. Ele não podia fazer aquilo com ela, não depois de tê-la beijado daquela forma. A garota escorregou para o chão e desta vez chorou com vontade e ressentimento.

Semanas se passaram e qualquer tentativa de aproximação era frustrada por ele. Hermione não aguentava mais aquela situação. O queria para si, o amava demais para deixar passar aquele acontecimento. Sentiu a entrega com a qual ele a beijou. Suas palavras ainda reverberavam pela mente dela. Cheirosa, Linda, Minha. MINHA! Por Circe! Ela precisava resolver aquela situação, tinha uma última carta na manga. A usaria na festa de Natal do Clube do Slug.

Snape se desvencilhava dela da forma como podia. Queria poder ligar o foda-se e reclamá-la para si, mas não podia. Por Salazar! Ela era sua aluna. Não podia envolvê-la em sua vida podre. Semanas se passaram na mais lenta tontura. Enfim o Natal havia chego. Achou que poderia ter um pouco de paz naquela semana, acreditava piamente que ela voltaria para casa. Ledo engano. Quando a reencontrou sentiu um ódio intenso, seu sangue subir à face. Ela estava indo a festa de Natal do Morsa acompanhada do idiota do McLaggen. Não, ele não podia acreditar em que seus olhos viam. Queria enforcar o maldito por atrever-se tocá-la, e ela queria poder arrastá-la de lá, nem que fosse pelos cabelos. Estava tomado por puro sentimento de posse.Viu quando ela escondeu-se com o Potter atrás de uma cortina, viu o Idiota ir atrás dela e ela furtivamente sair de lá. Foi atrás, depois de dar o recado de Dumbledore ao Potter, ela não brincaria com ele daquele jeito. A encurralou no meio do salão e a obrigou a acompanhá-lo de lá, na verdade, ele saiu a arrastando pelo pulso mesmo. Discretamente claro. Quando chegaram a um corredor vazio explodiu.

— O que pensa que está fazendo sua Grifinória intrometida?! — Rugiu.

— Eu?! — Perguntou cinicamente — Eu nada. O senhor quem me dispensou...

— Você não pode sair me beijando e simplesmente achar que pode ir com outro à festa daquele Morsa — Soltou revoltado.

Hermione tinha um discreto sorriso nos lábios. Seu plano havia dado certo, afinal. Naquela noite Severus Snape a tomou os lábios novamente, mas não a deixou ir embora depois, pelo contrário. A levou ao seu dormitório, onde a fez sua. Sua mulher.

Fim do flashback

— Ah, Severus! Como adorei aquela noite em que me fizeste tua! — Suspirou nostálgica — Ainda é possível sentir o rastro de tuas mãos no meu corpo.

O tempo em que passaram juntos foi pouco, alguns meses apenas, já que no final do sexto ano aconteceu todo aquele reboliço e ele foi tido como traidor. Contudo, Hermione considerava a melhor parte de sua vida, naqueles poucos meses teve a oportunidade de conhecer o verdadeiro Severus Snape. Ele a tratava de forma tão diferente quando estavam sozinhos. Era gentil, atencioso, carinhoso. Algo que ele reservava para ela e somente para ela.



"E garoto, estive lembrando

Dos bons tempos que costumávamos compartilhar

Meus pensamentos seus não tem fim

E as lembranças estão em toda parte"

— Quando você matou Dumbledore todos ficaram contra você, inclusive eu. Se soubesse o quanto me arrependo disto, Sevie. — Dizia em tom de culpa – Eu deveria ter acreditado em você. Deveria... — Hermione não consegiu segurar as lágrimas que vinham forte em seus olhos.



"Mas por que deveria lhe contar, não é problema seu

Você ganha alguns, perde outros, bem, eu perdi e aprendi

É que estou tão sozinha sem lugar para ir

E aqui no fim, percebo"

— Não tive oportunidade de vê-lo depois daquilo. Nossa última vez juntos havia sido em seu escritório horas antes do que ocorrido. Acho que foi naquele dia que aconteceu. — Ela limpou as lágrimas com as costas das mãos — Se você pudesse me perdoar pela falta de confiança, Sevie, me sentirei culpada pelo resto dos meus dias. Fui burra de não dar voz ao meu coração que sempre disse que era inocente, no fundo eu sabia, mas como você mesmo dizia, uma mente racional como a minha era difícil de convencer. — Ela abriu os olhos e mais uma vez e admirou a única foto que tinha dele. A carranca característica presente, e somente Circe sabia o quanto ela sentia falta daquilo.

"O amor que tivemos permanece na minha mente

Se você estivesse mais próximo, se você tivesse um espelho

Talvez pudesse contar minhas lágrimas

E se você estivesse mais próximo seria mais claro

Como queria que você estivesse aqui"

— Como queria que você estivesse aqui. Como queria, amor.

Ela fechou os olhos e mais uma enxurrada de lágrimas banhou seu rosto novamente.

— Hoje faz mais um ano que você se foi. Seis anos. Como sempre não tive coragem de visitar seu túmulo, simplesmente não consigo. Espero que possa me perdoar pos isto também. — Lamentou-se a castanha – Ainda me lembro como se fosse hoje da última vez que o vi, a forma como o reencontrei. Talvez seja punição dos deuses por não ter acreditado em você. Foi tão difícil vê-lo partir, Severus. Deus do céu! É como se ainda pudesse ver a vida esvaindo de você. Lembrar é muito doloroso, amor. Muito doloroso.

Flashback

— Severus! — Um soluço alto ecoou na Casa dos Gritos. Hermione tinha os olhos banhados em lágrimas pela visão que tinha, seu amado jogado no chão, sua vida esvaindo como o sangue que vertia fortemente deseu pescoço.

— Hermione... — A você dele mais parecia um sussuro — Você precisa sair daqui. Precisa proteger-se.

— Não, Severus. — Ela pedia desesperadamente — Não, Sevie. Eu vou salvar você, amor. Vou dar um jeito nisto. Ela até tentou com esseência de Dintamno, mas o veneno de Nagini foi impiedoso como o Comensal da Morte.

— Hemione, peço que um dia você possa me perdoar, pequena. — Ele pediu moribundo – Mas saiba, eu a amei com toda a minha podre alma. — Um suspiro engasgado.

— Tudo bem, Sevie, tudo bem. Nós resolveremos isto depois – Naquela hora ela só pensava em salvá-lo. Nada mais importava.

— Potter. — Ele tentou soar como o antigo professor de poções — Leve isto, leve isto. — Pediu e Harry sabia se tratar do liquido branco que saia junto do sangue pelo ferimento que a cobra lhe causou.

— Olhe para mim. — Ele pediu a Hermione – Minha perdição... — Um último suspiro foi escutado dentre o silêncio mórbido.

Harry e Rony não entendiam bolhufas do que se passava ali.

Seus olhos estavam em paz quando se fecharam. Ali Severus Snape deu seu último suspiro. Deixando para trás uma Hermione desesperada e despedaçada.

Fim do Flashback



"E garotinho estava muito cansada

Então me deitei para sonhar um pouco

Mas, ultimamente, estou sem muita inspiração

Sem o conforto de seu sorriso"

— Eu tentei seguir em frente, sabe? — Ela já havia rescostado novamente na cadeira — Tinha de seguir em frente afinal de contas. Eu sobrevivi à duras penas, Severus, sobrevivi por ele. Ele quem me deu forças para sobreviver.

Severus Snape pode ter partido, mas deixou seu legado no mundo. Depois de ter dado suas memórias a Harry e ter sido provado que ele foi um espião duplo, seu nome foi inocentado. Severus Snape foi aclamado como herói por toda Comunidade Bruxa. Só que seu legado foi deixado de forma diferente, nem o próprio teve a oportunidade de saber que o havia deixado para trás.

— Mamãe, mamãe!! — Um garotinho na faixa dos cinco anos entrou correndo pela porta do escritório onde Hermione estava – Papai está chamando para o jantar. Pediu que a senhora o ajudasse a colocar a mesa.

Heitor Granger Prince era uma cópia fiel do pai. Pele macilenta, olhos cor de chumbo e cabelos escorridos e escuros como a cor da noite. Mas não somente a aparência o lembrava o pai, mas também o gênio intepestivo. Hermione orgulhava-se demais do filho que tinha, ele era um garoto maravilhoso. Além de ter sido seu porto seguro quando pensou que fosse desabar. Ela havia reconstruido sua vida, pelo menos em partes. Havia terminado Hogwarts, cursou alguns cursos extras e atualmente trabalhava no Ministério da Magia da Bulgaria, no departamento de Execução de Leis, casou-se com Victor Krum e até levava uma vida feliz, se não fosse o fato de nunca ter superado a morte de Severus. Victor sabia de sua história com o antigo mestre em poções e até respeitava isto. Ele era um bom marido, esforçava-se para ser um bom pai e amava Heitor. Ela não poderia querer mais. Apenas a saudade a consumia por dentro.

"Mas não estou reclamando, porque é assim que as coisas são

Sempre há uma mágoa no coração, neste mundo, eu suponho

Mas você não pode imaginar, mas ninguém sabe

O amor que tivemos permanece na minha mente"

— Diga ao seu pai que já estou indo, Heitor. — Ela beijou-lhe o topo da cabeça e o garoto saiu saltitando escritório a fora.

Hermione tratou de lançar um feitiço no rosto para não evideciar ao marido que esteve chorando, ele não merecia aquilo. Trancou a foto deles numa das gavetas da mesa a sua frente e selou com magia, aquela foto era uma espécie de algo sagrado para Hermione. Seu coração estava guardado ali dentro.

O amor que tivemos permanece na minha mente.

O amor que tivemos permanece na minha mente.

O amor que tivemos permanece na minha mente. ...

Fim.

Notas finais
Quem leu minhas histórias sabe como gosto de um bom drama...

Agradeço quem leu até aqui.

Beijinhos.

Guinevere~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!