The Love My Life
4 Capítulo 4 Pressentimentos ruins.
Notas iniciais
- Bem, você disse... Eu te amo! — Ficamos nos encarando por alguns minutos.
Estava surpresa.
- Você estava bebada, Mônica... Não se preucupe! — Ele disse.
- Sinto muito, Cê! — Eu não podia falar que era verdade, aquele não era o momento certo.
Ele abraçou-me.
- Tudo bem, Mô...
- Eu tenho que ir! — Eu disse, soltando-lhe e me dirigindo para porta. Ele acompanhou-me até a saída.
- Tchau, Cê! — Eu acenei de longe, com a Magali.
Depois de alguns minutos, chegamos em casa, Magali não parava de me cutucar.
- Ai, ta Magali, o que foi ? — Eu perguntei, nervosa.
- O que foi ? Ainda pergunta ? O que foi que rolou ?
- Eu disse "Eu te amo" pra ele, enquanto estava bebada.
- Putz... Eai ?
- Ele acha que é mentira, que só falei aquilo por que estava bebada.
- É, você só falou aquilo por que estava bebada, mas não é mentira, que você ama ele. E você disse que era verdade ?
- Claro que não! Aquele não era o momento certo, Maga... Eu não deve saber que eu o amo, ainda.
- Você quer esperar o que ?
- O momento, vai existir um dia que eu vou ter que dizer pra ele sobre meus sentimentos, e eu senti que aquele não era o momento.
- Ta, se você se sente melhor assim, tudo bem!
- Preciso esfriar a cabeça, quer ir ao parque comigo ?
- E quem sou eu pra dizer, não ? — Nós rimos e saímos de casa. Passei o dia me divertindo com a Magali, e esqueci os meus problemas, encontramos alguns amigos, e fomos para o cinema. Quando era de noite, eu estava exausta, cheguei em casa, e fui direto para o meu quarto me deitar. Me joguei na cama, abraçando meu travesseiro e o Sansão e logo adormeci.
- Cebola, Cuidado... — Eu gritei vendo aquele corpo ir ao alto e se chocando contra o chão, em alta velocidade, após ser atropelado por um carro. — Não! — Eu gritei novamente correndo até ele. Ao chegar lá, vi ele toda ensanguentado e não aguentei. Desabei sobre seu corpo, chorando. — Fale comigo, Cebola, não me deixe! — Eu implorava.
- Mônica... — Ele sussurrou meu nome.
- Por favor, não me deixe!
- Eu tenho que ir amor...!
- Eu te amo! — Eu dizia, chorando.
- Eu te amo! — Dizia ele, feichando os olhos e indo-se.
- Não! — Eu gritei levantando-se da cama bruscamente.
- Calma, querida! — Minha mãe entrou no quarto desesperada.
- Eu tive um pesadelo... — Eu estava suando.
- Calma... Vai ficar tudo bem, foi só um pesadelo, amor... Volte a dormir! — Ela me cobriu.
Logo voltei a dormir. Mas tive que acordar para ir ao colégio. Levantei-me, tomei um banho e me troquei, passei minha maquiagem basica e desci.
- Boa dia, querida... Conseguiu dormir, depois ? — Perguntou minha mãe.
- Mais ou menos. Estou atrasada. — Eu disse dando um beijo em minha mãe e meu pai, que estava sentado na mesa, e peguei minha maça. — Tchau, Mãe. Tchau, pai. — Eu acenei. E eles responderam. Cheguei na escola e fui direto para sala, mais havia algo de estranho. Cebola não estava lá, e eu estava com mau pressentimento.
Continua...
Fale com o autor