Notas iniciais
Oi povo! To de volta, demorei eu sei. Mas espero que gostem do cap. Ficou grande Nao tenho muito o que declarar entao vamos logo a historia.

Respirei fundo, já havia passado um bom tempo desde da volta de Anna Carol. Ela havia narrado tudo o que havia acontecido. Enquanto eu e Madeline apenas assentimos e concordavam.

Logo após isso, com o estômago cheio, Anna Carol simplesmente havia caído para o lado e dormido, já Madeline havia ficado um bom tempo em silencio, e no momento não sabia determinar se estava dormindo ou quase.

Girando o pescoço em círculos, listei tudo o que havia ocorrido, em questão de 3 dias tudo havia mudado.

Fechando os olhos tentei dormir, não conseguia, na verdade não dormia bem desde da minha saída do complexo. Sempre em estado de alerta.

Abri os olhos encarando o teto da caverna.

O governo nunca erra

A frase ecoava na minha mente.

Confie em min Jess

Eu confio

Tudo voltava e ia, minhas escolhas do últimos dias, meu destino, Will, John, as garotas, o ódio de Camille, a prisão e muitas outra coisas.

Quem eu era? Porque havia fugido?

O que mais me aterrorizava era não saber responder a essa perguntas.

Passei os dedos pelo cabelo, eram uma junção de noz, precisava de um banho.

– Senhorita?- chamou uma voz.

– Sim- disse levantando os olhos.

A minha frente estava um guarda de cabelos castanhos, que me lembravam de chocolate, olhos verde azulado.

– Preciso que me acompanhe- ele disse abrindo a cela, se quisesse fugir era a hora, mas teria que deixar as garotas para trás.

– Quem é você?- Perguntei

– Sou Kaden, e preciso que me acompanhe.

– Você é o guarda- exclamei, ele olhou para mim como se fosse louca- Obrigada pela comida, sou Jessamine.

– Prazer Jessamine, espero que não seja idêntica a sua amiga- com a cabeça ele apontou para Anna Carol, que se mexia.

Dei uma risadinha.

– Não você não faz o meu tipo- ele arregalou os olhos e eu ri- Brincadeira.

Ele suspirou, provavelmente classificando meu nível de loucura.

– Vamos?- perguntou

– Sim- disse

Ele logo me guiou por uma series de corredores, perdido em pensamentos.

–Kaden- chamei- Ei!

– Sim?

– Quero falar com o Will

– Não pode- ele disse simplesmente.

– O que? Como assim?

– Não pode, não antes do interrogatório.

– Mas eu quero- exclamei- Preciso falar com ele.

– Jessamine sou apenas um guarda seguindo ordens, não posso deixa-la falar com ele, as regras foram claras, leve ela para o interrogatório e a deixe lá, sem conversar com ninguém no caminho- cruzei os braços, e ele suspirou- Me desculpe mas não posso fazer nada a respeito- disse- agora entendo o por que do desespero do Will para defender vocês, e o porque de se arriscar tanto.

– O que?

– Ah fala sério vocês estão juntos?- perguntou

– Não- disse soando indignada

– Seja sincera não vou contar- ele disse sorrindo

– Não estamos juntos, não tem nada entre a gente- disse- Por que todos acham que tem?
Ele deu os ombros sorrindo.

– Chegamos- disse após alguns minutos.

– Bem o que vou fazer ai?

– Entre e descubra

– Odeio mistério- resmunguei- Boa sorte com a Anna- gritei enquanto ele se afastava.

Entrei na imensa sala, ocupada apenas por duas pessoas. Um senhor mais velho, e um garoto, com mais ou menos a minha idade.

– Sou Lancelot e esse é Eduardo, sente-se- o velho disse.

Me sentei.

– Ótimo, ótimo essa parece melhor do que a outra.

Desviei os olhos dele, passando para o garoto que me encarava. Não... Ele tentava flertar comigo... Eca!

– Qual é o seu nome garota?- Lancelot perguntou

– Quero falar com o Will- disse cruzando o braços sobre o peito.

– Me responda.

– Não

– Responda

– Não

– Garota mal criada...

– Vai falar na minha época não era assim? Por que querido os anos passam o mundo gira, tudo muda, há cem anos atrás as coisas com certeza mudam.

– Cale a boca.

– Você tem problema com idade me desculpe então.- disse- só estava sendo sincera.

E Bufou.

– Quero que me respeite mocinha.

– Ótimo, me respeite primeiro Lancelot. -disse- Com respeito se ganha respeito.

– Cale a boca.

– Não Calo, sabe porque? A boca é minha só fecho ela se quero- disse então sorri- Se queria educação vai procurar a Madeline- disse- ela tem cara de educada.

– Eduardo chame o guarda, levem na para a prisão essa aqui vai apodrecer lá- o garoto se levantou caminhando ate a porta.

–Lancelot acalme-se- A voz pareceu vir de uma das laterais da sala, Um homem surgiu por ela, seu sorriso era amigável, os olhos refletiam um tom azulado quase do mesmo tom do meu, o cabelo dourado estava bagunçado- Olá senhorita sou Paul, perdoe-me por Lancelot ele anda meio exaltado.

Sorriu e disse

– E como- disse, ele inspirava confiança- Sou Jessamine.

Seu olhos se iluminaram com a menção do nome.

–Jessamine? Um belo nome, ouve uma pessoa mito importante na minha vida com o mesmo nome

– Nossa.

– Sim você me lembra alguém- disse- Não sei quem, mas garanto que é uma boa lembrança

Sorri

– Bem estão qual é o seu sobrenome?

– Não sei- disse, não sentia a necessidade de dizer que tinha um nome do meio.

– Hum... Como assim?
– Era do complexo militar, eles apagam tudo aos 10 anos- disse dando os ombros.

– Certo, bem geralmente as memorias voltam com o tempo, então talvez descubra logo- eu assenti- Me conte tudo, por que fugiu, tudo.

– Hum... Bem- eu não queria falar sobre aquilo, reviver tudo de novo, suspirando comecei- Entrei aos 10 no complexo militar fui treinada e preparada para servir ao exercito e eliminar ZR’s mas quando recebi meu destino, aos 19 anos e onze meses, eu fugi, pois não queria cumpri-lo...

Aos poucos narrei tudo o que ocorreu.

Quando terminei ele apenas assentiu, depois abaixou e sussurrou algo para Lancelot.

– Obrigada por narrar tudo Jessamine- disse Paul- agora bem precisamos falar com a ultima garota para dar o veredito. Eu pedirei que a acompanhe ate a cela. Levaremos comida ate lá logo.

– OK

– Bem Eduardo acompanhe a senhorita- o garoto se levantou e ajeitou o óculos e gesticulou para min o seguisse.

Quando atravessamos alguns corredores ele parou.

– Você levou sorte- disse ele com um sorriso- Paul gostou de você mas não sei Lancelot...

– Bem, que bom ne- disse- Olha Fábio...

– Eduardo- ele corrigiu

– Certo Eduardo, não quero ser chata, mas pode me levar logo ate a cela.- disse suspirando.

– Não

– O que?

– Eu disse que não – disse ele- Saquei o seu joguinho, ta se fazendo de difícil.

– O que?

– Ah vai admita, não resistiu ao meu charme.- disse ele

Ele andou ate mais perto de min, e eu dei passos para trás, ate colidir com uma parede, onde ele me encurralou e pois as mãos na parede acima de min. E levou os lábios ate os meus. Minha primeira reação foi choque, logo depois estiquei as mãos pegando seus braços e com um golpe simples o derrubei no chão.

Com as mãos e as pernas, o prendi ali.

– Não toque mais em min- disse dando um soco em seu estômago- Se tocar ira doer muito, mais muito mesmo.

Ele se encolheu. Sorri em triunfo. Coma penas um golpe havia me sentido viva pela primeira vez em dias, adorava a sensação que a luta me trazia. Me levantei dando mais um soco, só para deixar as coisas claras.

No exato momento que ouvi alguém batendo palmas.

– Bem Eduardo aprendeu a lição, certo?- disse a voz masculina, respirei fundo e virei ficando de frente para o seu dono.

Ali estava o garoto de olhos azul cobalto e cabelos preto bagunçado. Sem pensar corri em sua direção e me atirei em seu braços. Ele retribuiu o abraço, me mantendo entre seu braços.

Me afastei e logo dei um soco leve no braço dele.

– Nunca mais faça isso, ok Gray? Nem pensei em me deixar esperando.- disse e ele sorriu.

– Senti falta dessa Jessie.

Eu sei que era estranho minha relação com o Will, havíamos nos conhecido há poucos dias. Mas desde do dia que havíamos ido ate a floresta a procura de ZR’s, o que resultou no regaste de Anna, havíamos conversado, ele era tão parecido comigo, buscava a mesma coisa. Um lar, uma vida e respostas. Havíamos passado por quase as mesmas coisas. Em questão de segundos parecia que nos conhecido a séculos.

– Vocês... estão juntos?- perguntou o garoto, Eduardo

Estava preste a negar quando a mão de Will alcançou a minha, um simples sinal com o significado fique quieto. E foi o que fiz.

– Sim- disse- estava pensando em te ensinar a não mexer com a garotas dos outros mas parece que Jess já te ensinou não é mesmo?

Ele assentiu.

–Continuo não acreditando- Will suspirou e ia começar a argumentar quando Eduardo tomou frente- Me prove.

Will ficou estático, então foi a minha vez de tomar a iniciativa.

– Olhe Eduardo, não precisamos provar nada, porque o importante já sei. Ele me ama e eu o amo. O mundo que se dane.

E com isso Will me puxou para longe.

– Obrigada – sussurrei

– De nada- ele disse- Bem parece que Eduardo estava te levando para a cela, mas consegui a autorização para levar vocês para tomar banho.

Sorri e assenti.

– Não posso te mostrar nada do acampamento, mas espero que se sinta em casa.

– Bem vou tentar- disse- você disse que não podia dizer muito, mas pode pelo menos me dizer o que buscam?

– Igualdade, Liberdade e Fraternidade- ele disse.

– O lema da revolução francesa?! Bem ate combina.- disse, relembrando as longas aulas, nas quais aprendíamos todas as guerras, revoluções, as quais fizeram nosso mundo virar isso, as que levaram a NUCOC ao poder, e tornaram um mundo enorme, em apenas um pais, que abrangia apenas um dos gigantes continentes do mundo antigo.

Assim com o nome do nosso pais diz, ressurgimos das cinzas, passamos por cima da ganancia das escolhas erradas de tudo. Nos tornamos uma Fênix, ressurgindo da cinzas. E após algumas gerações retomamos os mesmos erros.

Por isso acho que na hora em que escolheram os nome do nosso pais estavam certos. A Fênix, sempre ressurgi das cinzas, mas também é obrigada a voltar a elas.

Ele sorriu.

– Sim.

Atravessamos mais outros vários corredores.

Ate uma pequena porta, onde havia um pequeno banheiro. Olhando em volta percebi que estávamos em um pequeno hospital.

– Banheiro para feridos?- perguntei

Will assentiu.

– Temos coisas de primeiros socorros, provavelmente vai precisar de curativos.

Assenti. Ele me entregou uma troca de roupa. E eu entrei novamente no pequeno banheiro.

Tranquei a porta, e logo depois me despi e caminhei ate o box. Ligando o chuveiro deixei todas as preocupações e cansaço dos últimos dias descer, junto com a agua, pelo ralo.

Vários pontos no meu corpo ardiam, machucados que precisariam de cuidado. Mas o pior era um minha lateral direita, ardia muito e pelo que parecia estava infecionando. Não lembrava de tê-lo ate a noite em que me levaram para a cela.

Suspirei e desliguei o chuveiro e me enrolei em uma toalha e examinei as roupas que Will havia me dado, todas iam servir.

Logo me vesti e me examinei no espelho.

Usava uma regata branca, que ficava grudada ao corpo, por cima dela uma camisa jeans (aberta), que tampava a tatuagem do C.M., e uma calca jeans larga. Penteie os cabelos molhados, deixando eles descerem pela costas.

Estava limpa a sensação era ótima. Abri a porta do banheiro e sai. Will estava sentado em uma poltrona.

– Will- chamei ele levantou os olhos- Tem uns machucados na minha perna que percisam de curativo. Pode me dar alguns?

Ele assentiu e saiu, me sentei em uma maca e ergui ate o joelho a barra da calça. Logo que ele voltou comecei a passar remédios.

Terminando levantei os olhos.

– Foram todos- ele perguntou, neguei com a cabeça.

– Bem... Tem um que vou precisar de ajuda.- disse

– Me mostre.- deitei na maca e levantei um pouco a blusa revelando o corte.- Bem esse vai doer um pouco.

– Um pouco? Bem já esta doendo muito.

E logo começou a limpar e passar pomadas.

Quando pôs o curativo para tampar o corte perguntou:

– Onde ganhou esse?

– Boa pergunta- admiti- não estava ai ate eu ser levada para a cela.

Ele me olhou entendendo minha logica.

– Eles não iram mais machuca-la, prometo.- Em seus olhos eu via que estava falando a verdade

–Bem tomara.

Depois disso ele me guiou de volta a prisão, durante todo o caminho de volta, não tirava a mão do meu pulso, onde havia uma marca de nascença, 3 pontos, que formavam um triangulo. Aquilo me ajudaria a responder muitas perguntas.

Notas finais
2.086 palavra? To lendo certo producao? Pruducao: Sim esta Izzy. Pode comecar o drama. Izzy: Nss voces sao um saco. Bem saindo das bricadeiras, EU BATI MEU RECORDE TUTS TUTS. Que felicidade. Espero que tenham gostado : ) bye