The Lost Hero

4 Chamada a Ação


Foi uma boa caminhada até lá, mas estávamos nos aproximando de nosso objetivo.

Como esperado havia um pequeno vilarejo nos arredores dessa região.

Pelo caminho que seguimos acabamos pegando uma região desregular, se viéssemos da direção oposta poderíamos ver a estrada que faz conexão com o lugar.

Mas esse caminho acabou sendo o melhor para nós já que pudemos ver potenciais ameaças no caminho e evitá-las.

Mas claro há outras que não dá para evitarmos e temos que dar um jeito de encará-las.

Mesmo com a demora conseguimos chegar a tempo, não podíamos nos aproximar de qualquer maneira então optamos por nos esconder primeiro.

Esses monstros são bem barulhentos então nossos passos não foram escutados, mesmo assim todo cuidado era pouco.

Estávamos bem longe deles, era necessário já que iríamos abatê-los a distância.

Senhor Garrick estava ao meu lado observando a distância deles, não tínhamos como ter certeza da precisão da nossa mira, como não estava ventando fortemente não haveria como errar.

Iríamos utilizar nossos arcos e flechas, nesse caso todo cuidado é pouco seriam mais precisas que nossas lâminas.

Nosso alvo não era nada mais do que uma Aranha terrestre, diferente das aranhas gigantes comuns seus tamanhos eram menores, elas não podiam fazer suas próprias teias, muito menos cuspir ácido, mas elas eram rápidas em terra e podiam escalar as árvores com certa agilidade.

Uma delas estava rondando em volta da aldeia, são criaturas ardilosas e atacam os despreparados.

— Respire fundo, concentre-se no alvo e evite qualquer distração... (Garrick)

Ele achou que seria uma oportunidade excelente para treinar minha mira com o arco, apesar de não ser o momento adequado devo dizer que essa aranha é o alvo perfeito.

— Acha que consegue acertá-la? (Garrick)

— Sim. (Garota)

— Então vamos lá... (Garrick)

Ele mirava junto comigo com o seu arco, não sei ao certo a direção em que ele planejava acertar sua flecha, mas acho que é apenas uma garantia.

Estávamos tentando sincronizar nossos movimentos, provavelmente teríamos a diferença de um segundo ao dispararmos as flechas, mas só acertando para saber, então agora é a hora.

Swif! Crap!

Shiaaah!

As duas flechas acertaram o seu ponto fraco, seu corpo podia ser robusto, mas atacando suas faces elas eram imobilizadas ou pereciam após alguns segundos.

— Bem mais perto do ponto vital dessa vez, nem tivemos tempo para treinar com o arco e sua mira já melhorou. (Garrick)

— Apenas o observei. (Garota)

— Vamos em frente, se uma delas já se aproximou dos arredores do vilarejo, quem sabe uma horda pode vir em seguida. (Garrick)

— Entendido, devo ir pelo outro lado? (Garota)

— Seria uma grande ajuda, mas é melhor ficarmos juntos dessa vez, por mais que você tenha adquirido certo dom para usar armas como essa ainda é uma criança, duvido que lidaria com um grupo inteiro. (Garrick)

Ele não estava preocupado comigo por conta da idade, isso é apenas uma maneira de dizer que ainda sou fraca para lidar com monstros, de certa forma ele não está errado, com o meu tamanho mal consigo ficar de pé diante deles, tenho que usar o ambiente ao meu favor as vezes então é melhor escutá-lo.

— Vamos indo. (Garrick)

— Certo. (Garota)

[...]

Depois de cortarmos o caminho chegamos ao vilarejo em questão.

Infelizmente apesar de ser um lugar pacato, era bem isolado, consequentemente seria alvo fácil de predadores e monstros hostis.

Como esperado, as aranhas acabaram se aproximando da aldeia, uma pequena horda acabou se espalhando nos arredores desse vilarejo.

Parecem ter pessoas combatentes por aqui mas bem inexperientes em relação, mas estão fazendo o que podem para defender seu lar.

SHIAAAHSHOO!

— Socorro! (Homem)

Um homem solitário acabou sendo vítima de um ataque surpresa dessas criaturas, acabou escorregando e perdendo sua foice, ela não era uma feita apropriadamente para combate, são daquelas utilizadas para o campo, mas ainda assim poderiam causar algum dano.

Slash!

Por sorte Senhor Garrick é bem mais rápido que eu e tomou a frente acertando-a em sua cabeça a matando.

— Corra daqui o mais rápido que puder! (Garrick)

Ele advertiu e o homem apenas o fez, me esqueço que ele é um aventureiro experiente então sabe que ter menos civis por perto as baixas seriam menores.

Mas não tínhamos tempo para admirar a beleza local, afinal de contas o lugar estava infestado de monstros.

Um grupo foi formado de maneira desordenada, com suas ferramentas eles atacavam as criaturas, sei que é apenas uma medida de fazê-las recuar mas isso não funcionou.

Eles estavam prestes a ser cercados por mais aranhas, se continuassem ali, mas eles não tem para onde correr.

— Bem ,mudança de planos, consegue dar conta de um dos lados?(Garrick)

— Não, mas temos escolha? (Garota)

— Hmph, vamos lá. (Garrick)

Minhas adagas eram afiadas, mas não o suficiente para um golpe fatal e certeiro, eu teria que o fazer várias vezes.

Então corri para um dos lados das quais haviam aranhas.

Slish!

Foi um arranhão superficial, mas o corte foi o suficiente para atrai-las.

— Entrem em suas casas e protejam-se! Vamos cuidar do resto! (Garota)

Obviamente eles estranhariam o pedido de uma criança como eu, mas como tinha famílias para proteger eles o fizeram e aproveitaram a oportunidade para fugir.

— Cuidamos do resto é? (Garrick)

— Foi apenas modo de dizer, eles saíram não é? (Garota)

Um dos problemas acabou sendo resolvido, agora era só questão de lidar com elas.

São criaturas brutas então elas iriam me atacar após ter toda sua atenção focada em mim.

Uma delas veio em minha direção com tudo, tive que fazer um desvio rápido e aproveitei a oportunidade, com as minhas adagas ataquei uma das partes vulneráveis de sua cabeça.

Slish Clap!

SHIAAAHSHOO! Shaa!

Com isso uma delas acabou sendo morta, a outra no entanto foi surpreendida com um golpe rápido de Garrick.

— Nada mal garota, acho que dessa vez podemos nos dividir, mas se não conseguir dar conta delas, fuja na primeira oportunidade. (Garrick)

— Entendido. (Garota)

E com isso ele acabou confiando em mim, realmente a necessidade falou mais alto para ele deixar com que eu agisse por conta própria.

Por sorte o vilarejo não é tão grande então ficaria mais fácil cobrirmos as laterais.

Apesar de ser uma horda pequena, seria um trabalho bem demorado., primeiro devemos afastar as pessoas do perigo e depois lidar com as ameaças.

[...]

Eu já estava exausta de tanto correr...

Está sendo realmente um trabalho longo.

Apesar de não serem perigosas pela falta de sua capacidade de produzirem ácido ou teias, essas aranhas são uma dor de cabeça, correndo para todos os lados e causando confusões por esse vilarejo.

Minhas mãos estavam doendo por conta das adagas, por eu ter que me aproximar delas para utilizá-las acabam exigindo uma certa força do meu pulso.

Mas graças aos nossos esforços o número de monstros reduziu significativamente, tivemos que nos certificar de que algum deles não teria fugido, um sobrevivente poderia retornar para cá e causar mais algum estrago com um outro grupo.

Me reuni com Senhor Garrick para ter certeza de que estava tudo bem com ele, acredito que o único incômodo no momento, seja o sangue dessas criaturas em nossas vestimentas, no meu caso, como não utilizava uma armadura leve assim como ele, a sensação é ainda pior.

— Acabou? (Garota)

Gwarrgh!

— É, acabou. (Garrick)

Com um golpe no crânio da última aranha ele acaba com o último resquício dessa ameaça.

— Não sabia que monstros estavam por perto, ainda mais em um lugar como esse. (Garota)

— Eles se movem de maneira aleatória, ataques diretos em vilarejos isolados ou mercadores viajantes são casos comuns, mas seu movimento nos últimos anos estão imprevisíveis, por sorte estávamos por perto. (Garrick)

Sorte mesmo, acredito que outros aventureiros ou até mesmo algum membro dessa tal cavalaria viesse para o auxílio já seria tarde de mais.

— Acabou? (Homem)

— E-eles conseguiram! Nossos benfeitores conseguiram! (Mulher)

Aos poucos os habitantes do vilarejo aparecem, seguindo nosso pedido alarmante eles se agruparam nas casas onde seria mais seguro.

Mas acabaram vindo para nos parabenizar? Bem, isso não deveria ser um motivo para comemoração, afinal de contas acabaram passando por um enorme perigo.

Senhor Garrick parece mais habituado com isso, então apenas acenava, era um pouco horripilante uma saudação como essa vindo de pessoas ensanguentadas.

E então um homem de idade avançada se aproxima de nós dois, aparenta ser o chefe desse vilarejo.

— Não tenho palavras para expressar minha gratidão, em nome de todos os moradores quero dar-lhe a vocês nossos humildes agradecimentos. (Chefe)

— Sem problemas, se me permitem a recomendação ,aconselho a juntarem os corpos e queimarem em seguida, dizem que ajuda a afastar os predadores locais. (Garrick)

— O faremos, nosso vilarejo é bem humilde, acredito que não teríamos a recompensa adequada para vocês, então se tiver alguma forma de expressar nossa gratidão podem pedir o que quiserem como compensação. (Chefe)

Bem, não somos de pedir recompensas para um trabalho como esse dependendo da ocasião.

Ao menos Garrick se sentiria mal em o fazer, mas o chefe quer expressar seus agradecimentos, me pergunto o que ele fará diante desse dilema tão--

ROOONC

— Talvez um convite para uma refeição? (Garrick)

Isso é um pouco constrangedor...

Não tivemos tempo para comer algo antes de vir aqui então estive guardando meu apetite para mais tarde, poderíamos caçar se fosse necessário mas meu estômago falou primeiro e bem mais alto.

Ignorando essa vergonha momentânea todos acabaram nos agradecendo após nosso auxílio.

Seguindo o conselho de Garrick, alguns se ofereceram para a limpeza local enquanto os outros foram aconselhados a ficarem por perto em suas casas ou nos arredores do vilarejo.

Depois de todo o procedimento adequado, nos alojamos no vilarejo apenas por precaução caso houvesse algum outro ataque.

[...]

E então a tarde havia chegado rapidamente, passamos um bom tempo ali que nem percebemos.

Nos reunimos na casa do chefe do vilarejo, ela não era tão grande assim, aliás todas possuem quase o mesmo tamanho.

Agora que esse lugar foi limpo, posso dizer que ele possuí uma certa beleza, bem pequena mas aconchegante e humilde.

Sua casa era bem normal, não tinha nenhuma regalia ou algo mais destacado, nem parece mesmo a casa de um chefe. Não entendo muito das coisas que existem nesse lugar, mas eles utilizam um aparato interessante chamado forno a lenha para assar suas refeições com o calor do fogo utilizando madeira como fonte de energia.

Uma Senhora de idade avançada veio ao meu auxilio, a refeição estava sendo preparada mas fui redirecionada para um outro cômodo antes para tomarmos um banho, nós estávamos cobertos com um pouco de sangue dessas aranhas, também acredito que nosso cheiro não era dos melhores, afinal viajamos por dias.

Geralmente nos limpamos em fontes de água, sendo aventureiros viajantes raramente paramos em alguma cidade ou até mesmo em algum vilarejo para cuidarmos de nossas necessidades básicas, segundo Garrick esse é o jeito de um aventureiro viver.

Acabaram enchendo uma velha banheira de madeira para nos banharmos, então acabei indo primeiro.

Era uma sensação boa e reconfortante passar um tempo me limpando, retirar todo esse sangue era uma dor de cabeça mas a água ajudou um pouco.

Após me secar com uma toalha que me foi cedida por essa mesma senhora, Garrick fez o mesmo alguns instantes depois, apesar de ser um aventureiro experiente, ele não dispensaria a oportunidade de relaxar um pouco, por viajar por um bom tempo com ele, sei como ele se porta diante dessa situação.

Mesmo com nossos corpos limpos, nossas roupas estavam um pouco surradas e com algumas manchas, mas nada tão chamativo assim.

Depois disso uma refeição foi preparada para nós, uma tigela quente de sopa foi servida por esses dois anciões, o gosto estava incrível.

Geralmente comemos alimentos silvestres ou algo que conseguimos durante uma caça ou algo que pescamos, mas era tudo feito de maneira improvisada, ou como Senhor Garrick diria, no estilo aventureiro.

Os legumes estavam com um gosto bom e desmanchavam em minha boca por estarem quentes, não havia nenhuma carne mesmo assim estava deliciosa.

Mas a refeição foi aceita não apenas por retribuição, mas Garrick gostaria de discutir um pouco a situação geral.

— Não é muito mas espero que aproveitem, os legumes são oriundos de nosso vilarejo. (Chefe)

— Agradecemos a hospitalidade e nos desculpe o incômodo. (Garrick)

— Não, isso é o mínimo que podemos fazer por vocês nossos benfeitores. (Chefe)

— Hey chefe, me diga, esses ataques ocorrem com bastante frequência? (Garrick)

Ele cruzou os braços e ficou pensativo por um momento.

— Não, essa onda de ataques começou recentemente, não sabemos a origem infelizmente, mas conseguimos lidar com certas ameaças quando necessário e até mesmo sabemos como evitá-las, mas hoje infelizmente isso não foi possível. (Chefe)

— Posso entender, mas com todo respeito, não pensou em evacuar todos desse lugar? (Garrick)

— Naturalmente, mas esse seria apenas o último recurso, afinal somos muitos, também estávamos com medo de sermos pegos no caminho, honestamente, não me importo com as casas ou plantações, isso tudo pode ser reconstruído ou substituído, mas as pessoas não, me sentiria horrível em arriscar a vida deles. Já tentamos solicitar as forças da Capital na Cidade mais próxima, mas como nosso vilarejo fica bem isolado eles demorariam para chegar de qualquer forma. (Chefe)

— Tsc, contar com eles é um problema, são uns incompetentes quando se trata em expedições pequenas como essa. (Garrick)

Não sei ao certo quais suas desavenças com a Capital, mas ele sempre se sente desconfortável falando sobre eles.

Em todo o caso a conversa seguiu de acordo.

Garrick aconselhou que ficassem alguns dias aos arredores do vilarejo para não serem vítimas de mais um ataque de monstros, mencionou também que as forças da Capital poderiam vir para cá já que foram solicitadas, como esse vilarejo nunca contou com o apoio deles, acabou os aconselhando a não se preocuparem e que permitissem sua entrada no lugar.

Como passaríamos a noite aqui para vigiarmos se haveria mais algum ataque, eles poderiam ficar despreocupados porém deveriam permanecer em suas casas como foi aconselhado, o chefe da vila faria questão de avisar a todos os moradores.

Mas as comemorações não haviam acabado, essa refeição era apenas algo necessário, eles iriam fazer algo maior para comemorar esse feito mais tarde, não sei bem ao certo a necessidade disso mas eles me parecem bem emocionados.

Garrick disse que não haveria necessidade, afinal de contas isso soaria como um tipo de extorsão, mas rapidamente mudou de ideia quando mencionaram que iriam servir vinho fresco, ele realmente ama esse tipo de bebida, então nosso trabalho por aqui até o momento foi finalizado.

[...]

Eles prepararam tudo bem rápido, um pequeno banquete foi feito no centro do vilarejo, com a contribuição de todos é claro.

Geralmente Senhor Garrick e eu não permanecemos muito tempo em um só lugar, mas como faríamos uma exceção era inevitável evitar esse ocorrido.

Toda a comida me parece deliciosa, acabei comendo um pouco, Senhor Garrick não estava com muito apetite mas tomou um pouco do vinho feito com as uvas oriundas desse vilarejo, ele tomou uma certa quantidade, mas acabou se controlando, aparentemente tomar uma grande quantidade dessa bebida pode mexer com seu estado mental.

Como iríamos passar a noite no vilarejo, o chefe nos ofereceu um quarto vago em sua casa, mas isso foi negado por Senhor Garrick, seria melhor permanecermos do lado de fora para continuarmos vigiando, aproveitou também para nos oferecer uma recompensa em dinheiro que também foi negada, o vilarejo realmente exala um ar humilde, fazer isso realmente seria uma extorsão.

Passamos a noite na parte da adega, onde tínhamos a vista para o lado de fora e um acesso mais favorável em caso de perigo, ela era bem espaçosa por dentro, embora não fosse confortável já que havia apenas feno para nos aconchegarmos, sem falar que era um depósito para as uvas então o cheiro aqui dentro estava bem forte, mas não era ruim, muito melhor que passar a noite em claro do lado de fora.

Foram cedidas mantas para nós, mesmo que não fosse necessário já que não iríamos dormir por muito tempo acabamos aceitando, eu as utilizei para dar uma limpeza nas minhas adagas, mas para tirar esse sangue eu iria precisar de um tecido mais grosso, sem falar que não podia esfregar muito forte já que não queria cortar minha mão.

— Uff, bem melhor, esse vinho é muito bom mas não é bom ficar segurando o tempo todo. (Garrick)

— Então porque tomou uma garrafa inteira. (Garota)

— Não ouviu quando eu disse "muito bom" (Garrick)

Ele então bebe um pouco de água de seu cantil e me oferece em seguida, me surpreendi por não ter gosto de uva já que esse lugar literalmente exalava a essência da mesma.

Ele então se deita encostado na parede enquanto eu me posicionava acima de uma das caixas de madeira guardando minhas adagas novamente.

— Eu também estou impressionado com você, afinal de contas alguém do seu tamanho e da sua idade comendo daquele jeito. (Garrick)

— Eu estava com fome, passamos um bom tempo comendo apenas peixes e frutas então eu tive que aproveitar. (Garota)

— É, mas não exagere, se você ficar bem pesada, como vou te carregar se você pisar de mal jeito outra vez? (Garrick)

— Foi só uma vez e foi um acidente. (Garota)

— Sei, por hora descanse um pouco, se as coisas ficarem calmas vamos partir amanhã. (Garrick)

— Não deveria ser você a descansar primeiro? Se esforçou mais do que eu. (Garota)

— Não, não estou cansado, não estou habituado a dormir em lugares como esse, nem sequer sei oq que estou fazendo aqui, acho que ficar sem acender uma fogueira no meio da floresta é um pouco estranho. (Garrick)

— Por quê não aproveita da hospitalidade local? Eles queriam muito agradecê-lo. (Garota)

— Talvez, mas o crédito não foi só meu, você diz que eu me esforcei, mas quem ficou correndo para todo lugar para atraí-las foi você, bom trabalho. (Garrick)

— Eu não fiz nada de mais. (Garota)

— Não seja modesta, ajudou muito, acho que posso confiar um pouco em você no final das contas. (Garrick)

Não sei se isso foi bem um elogio, mas fico feliz em ter conquistado isso.

— Acha mesmo que esse lugar vai ficar bem? (Garota)

— Como assim? (Garrick)

— Esses monstros, como vamos saber se não vão atacar novamente? (Garota)

— Bem, aí é que está o problema, não podemos saber. Sendo honesto contigo garota, lugares como esse podem atrair sorte ou azar, eles podem ser atacados agora mesmo, ou depois, quem sabe amanhã, ou daqui há alguns anos? Não podemos ter certeza, sendo aventureiros só podemos ajudar com o problema na hora, não resolveremos tudo de uma vez. (Garrick)

— É um pensamento bem pessimista sabe. (Garota)

— E o que você esperava? (Garrick)

— Eu não sei, talvez dar um pouco de esperança para essas pessoas não seja o suficiente, gostaria de dar a certeza de que não seriam mais atacados. (Garota)

— Heh, garota, isso é um pensamento bem inocente, afinal você é só uma criança, quando for mais velha você vai entender o que eu digo. (Garrick)

— Talvez esteja certo. (Garota)

— Mas não perca sua fé, esse jeito de pensar até que é bem nobre da sua parte, trazer esperança para os outros... Esperança... *estala os dedos* Já sei! (Garrick)

— Hm? (Garota)

— Que tal...Nia? (Garrick)

— Nia? (Garota)

— Uma velha amiga gostava de histórias antigas, ela mencionou que esperança podia ter vários significados, Nia é um deles, o que acha desse nome? (Garrick)

— Bem, não é ruim mas, porque isso agora? (Garota)

— Só estou tentando desviar um pouco o assunto e ignorar esse clima pesado e é estranho chamá-la de garota o tempo todo. (Garrick)

Nia não é...

Bem, realmente é melhor do que não ter um nome, desde que me encontrei com ele, não tenho ideia de quem eu sou, será que seria certo assumir uma identidade nova? Se é que já tive alguma antes?

Nia... É, posso me acostumar com isso.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.