The Lost Canvas mudando o curso
27 Her name is Alice
Notas iniciais
Recapitulando…
Após todo o ocorrido no Pilar Principal em Atlântida com o suscitamento de Serafina, todos retornavam vivos para Bluegard. Dégel e Kárdia juntamente com Unity e o Oricalco já haviam sido teleportados por Blood para o Santuário deixando para trás ele e Alice com Serafina.
Depois de algumas horas Alice despertava em um dos quartos do castelo pertencente à família de Unity, ela não estava sozinha, Blood estava ao seu lado dormindo sentado em uma cadeira ao lado da cama.
Alice: Irônico... Quase do mesmo jeito em que nos conhecemos pessoalmente... – Lembra-se do momento olhando a face serena dele, mesmo embora ele seja irritante às vezes. – Ele assim fica uma graça! – Sorri com aquele pensamento, mas logo se lembra de que deveriam partir para o Santuário. – Blood! Blood! – Chama o sacudindo.
Blood: Que... Ah! Você acordou. – Sonolento olha para ela.
Alice: Onde esta Kardia e Dégel? Devemos partir para o Santuário e entregar o Oricalco para Sasha. – Dizia levantando da cama.
Blood: Eles já foram para o Santuário com Unity. – Ele profere se levantando da cadeira e indo ate Alice que sentava na cama cabisbaixa. – Não fique assim Alice. – Falou, sorrindo triste para ela. – Kárdia não queria deixa-la para trás, mas o convenci que era o certo. – Percebendo que não adiantaria falar com ela decide sair do quarto. – Serafina quer conversar com você e também vamos passar um tempo em Bluegard para que eu possa treinar mais o teu poder. – Diz saindo do quarto deixando-a sozinha.
Sozinha Alice podia pensar em tudo o que ocorreu, ela sabia que era o certo a se fazer ficando em Bluegard, uma vez que não seria necessária nessa parte da historia, além disso, Blood estava correto deveria treinar mais seu poder para ter estabilidade e não desmaiar como ocorreu das ultimas vezes. Suspirando Alice decide sair do quarto, contudo tinha um “porém” ela não sabia onde estava Serafina.
Alice: Porcaria! – Exclama revoltada, não era para menos deveria ter perguntado onde estava Serafina antes de Blood tê-la abandonando sozinha. – Bem que poderia ter um mapa, estou perdida. – Fala cruzando os braços. – E agora como vou achar a Serafina?! – Questiona em voz alta.
Sólon: Quer saber onde esta a senhorita Serafina? – Questiona assustando Alice, que se vira rapidamente para o homem atrás de si.
Alice: Você me assustou. – Fala colocando a mão no peito sentindo seu coração querendo sair pela boca. Após o susto começa a reparar o rapaz e nota que era o mesmo que os atacara assim que chegara à parte da cidade destruída por espectros. – Espera... Foi você que atacou a mim e aos meninos assim que colocamos os pés em Bluegard. – Fala notando o desconforto do homem em sua frente.
Sólon: Peço desculpas por aquilo, mas estávamos seguindo ordens. – Diz analisando Alice. – Venha vou lhe levar ate Serafina. – Começa a andar, mas percebe que ela continuava parada. – Algum problema? – Questiona vendo-a balançar a cabeça em negativa.
Alice: Não há problema algum. – Diz ficando ao lado dele.
Sólon: Entendo... – Diz começando a guiar Alice. – Obrigado por ter trazido Serafina de volta a vida. – Diz recebendo de Alice um singelo sorriso.
Não demoraram e agora chegava à frente de uma porta, Sólon se despede de Alice logo em seguida, pois o mesmo tinha responsabilidade como guerreiro de Bluegard. Alice abre a porta e vê Serafina sentada perto à janela vendo a neve cair, mas logo tem a sua presença notada. Serafina sai da janela sorrindo para Alice, ambas teriam uma conversa animada.
Enquanto isso no Santuário de Athena, Unity estava aos pés de Sasha implorando perdão pelos seus atos em Atlântida, tendo seu amigo Dégel e Kárdia presenciando a cena juntamente de Sísifo. Unity implora de joelhos que seja punido pelos seus atos, mas Sasha o faz levantar.
Sasha: Unity, Senhor de Bluegard levante-se. – Profere sorrindo gentilmente vendo-o erguer a cabeça. – Alice já havia me contado o que você iria fazer. – Fala vendo a surpresa estampada na face de Unity, enquanto relembrava da conversa que tivera com Alice uns dias antes de sua partida para Bluegard. – Ela me contou como chegaria aqui com o peito repleto de culpa e angustia implorando para que fosse punido por mim, por isso me pediu para lhe tranquilizar e nas palavras dela que faço as minhas... Você não está sozinho entendo a sua dor, por isso, por favor, erga-se ainda tem um longo caminho a seguir e não estará sozinho Dégel e a todos aqueles que lhe confiam iram te acompanhar. – Termina vendo um brilho nos olhos de Unity e dos demais reunidos.
Após a reunião no salão do Patriarca, Unity conversava com Dégel dentro da casa de aquário. Ambos conversavam sobre tudo o que ocorreu em Atlântida e como Alice havia aplacado a fúria de Poseidon sobre Unity, ele ainda se culpava, mas sabia que deveria muito que agradecer a ela, ainda mais por ter trazido sua amada irmã Serafina de volta a vida.
Cinco meses depois...
Passaram-se cinco meses, Tenma já havia retornado ao Santuário e Unity já estava de volta a Bluegard. Ainda não tinham noticias de Alice e Blood, o único sinal de vida que foi dado era apenas uma carta escrita por Blood há apenas três meses atrás, que dizia para não se preocuparem com ele e nem com Alice, pois ambos estavam ocupados se preparando para o que viria.
Em Jamir, o exercito de Athena reformavam o barco da esperança após tê-lo encontrado, o mesmo que de acordo com o Mestre Hakurei fora usado muito antes de qualquer guerra santa. Todos se empenhavam em restaurar o brilho há muito tempo perdido daquela embarcação que guardava lembranças de muitas gerações antes desta.
Os cavaleiros e os aprendizes trabalhavam animados com aquela majestosa embarcação entre eles estava Régulos, que com o olhar maravilhado via o quanto aquele barco era enorme. O jovem leão estava ali por ordens de seu Tio Sísifo para caso ocorresse um ataque do exercito de Hades. Agora ele analisava o progresso da restauração, embora a demora se devesse a procura do barco por estes cinco meses estavam quase terminados os reparos necessários para que pudessem utiliza-lo juntamente com o oricalco para ascender ao Lost Canvas.
Junkers: EI LEÃO! PARE DE BRINCAR COM AS FERRAMENTAS. – O cavaleiro de bronze de Lobo ralha com Régulos, pois o mesmo estava mexendo onde não devia, além de não estar ajudando com os concertos. – Se um novato as toca, quebra o humor das ferramentas e prejudica o nosso trabalho. – Profere controlando seu animo juntamente com Leão Menor, que também não havia gostado da curiosidade de Régulos.
Régulos: Lobo, como se chamas? – Questiona colocando a ferramenta de volta em seu devido lugar.
Junkers: Me chamo Junkers, e ele é Blériot de Leão Menor. – Profere apontando para o amigo ao lado. – E bem, Senhor dourado, suponho que esse trabalho não seja usual. – Diz sorrindo sério.
Régulos: Muito bom! Vocês são impressionantes, as partes reparadas parecem novas! – Régulos elogia a restauração, aquilo acaba deixando Leão Menor e Lobo constrangidos pelo elogio do dourado.
Junkers: Na verdade... – Fala chamando a atenção de Régulos. – O impressionante mesmo aqui não somos nós, mas sim a madeira. – Fala olhando a madeira o que intriga Régulos. – Isso mesmo, a historia da construção desse barco remota da era mitológica. – Profere contando a Régulos que aquele barco foi construído a partir da madeira de uma árvore divina que se encontrava em algum lugar do Olimpo e por causa disso o brilho e a força do casco aumentava tudo em recompensa ao trabalho e inteira disposição deles. – Entende... Esse barco tem sido trazido novamente à vida desde os tempos mitológicos. Os pensamentos dos que nele trabalharam anteriormente permanecem ali impressos. – Fala sorrindo olhando o esplendor da embarcação. – É o barco da esperança, que atravessa o furioso mar da Guerra Santa. Até de hoje contamos com seu apoio, graças às vontades de todos aqueles que a ele estiverem ligados. – Diz o cavaleiro sorrindo para Régulos. – Semelhante às armaduras, não acha? – Questiona, enquanto ia para outro lado do barco para ver como andava a restauração. – Mesmo que não mais estejamos aqui, as armaduras devem ser reparadas e herdada pela era seguinte. – Falava olhando para Régulos que parecia refletir sobre o que Junkers falava. – Devem ser usadas com responsabilidade. – Fala acrescentando sobre o que já falara anteriormente.
Régulos: Eh!!! Sério? – Fala pasmado, causando certo espanto em Junkers e Blériot.
Junkers: Por ventura, é realmente um tonto? – Questiona espantado perguntando mais para si mesmo do que para Régulos. Com um sorriso olha para Leão, estando ainda um pouco sem reação. – Soube que é considerado em gênio em combate, e muito ingênuo, por acaso é bom apenas no combate? No fim das contas... Ainda tem muito que aprender. – Diz com o olhar tranquilo sobre Régulos.
Após conversar com Régulos, Junkers e Blériot voltam a trabalhar no barco deixando para trás o jovem leão pensativo. Não muito longe de onde os cavaleiros estavam um grande barco negro voando, o mesmo partia rumo ao local onde se encontrava o barco da esperança. Dentro da embarcação negra estava Violet de Behemoth da Estrela Celeste da Solidão, ela estava ali para informar ao seu mestre que todos os preparos estavam prontos para o ataque contra os cavaleiros em Jamiel.
Aiakos: Tem feito um grande trabalho Violet de Behemoth, estrela celeste da solidão. – Elogia vendo a mesma agradecer.
Violet: Nesse caso não seria necessário esperar pela volta da Senhorita Pandora, além do mais ela estaria de acordo. – Profere olhando para baixo.
Neste exato momento um morto-vivo escapa, era a fonte de energia que alimentava o barco para voar, ia direto atacar Violet, contudo e destruído por Aiakos. O sangue do cadáver jorra em Violet sujando-a de sangue negro e coagulado. É neste momento que Aiakos declara que era o momento para atacar.
Algum tempo depois aparece Violet em meio à tropa de Garuda, após ter se banhado retirando toda a podridão do morto-vivo que impregnara em sua pele marcada por diversas cicatrizes de batalhas as quais se orgulhava tanto.
Do lado de fora no barco estava Aiakos que via toda a paisagem do Himalaia ate que nota a chegada de Violet.
Aiakos: Já estava cansado de esperar-te Violet. – Profere olhando para ela. – Venha. – Ordena escutando a firmeza que a voz dela tinha com o comando que dera.
Ao fundo a tropa de Aiakos cochichava que já era esperado que Violet estivesse na linha de frente, uma vez que, apenas ela conseguia suportar o poder do juiz. Violet agora estava de joelhos e cabeça baixa ao lado de Aiakos.
Aiakos: Levante o rosto Violet. – Ordena para sua subordinada. – Sinta o vento e preste atenção no cenário. – Profere firme com um amplo sorriso em lábios. – Mostraremos como se destrói a terra aqueles que se sentem agarrados a ela! – Fala firme, enquanto Violet levantava o olhar. – Este será o nosso território. – Fala visualizando todo o local. – Violet, es meu braço direito, uma de minhas asas. – Fala conforme usava seu braço direito agarrando Violet pela cintura. – Mostremos a esses cavaleiros, que eles estão tão indefesos quanto seu mundo. – Conforme falava apontava com a mão direita aberta e estendida para o horizonte. – Destrua para mim esse solitário horizonte. – Falava sorrindo e com o olhar cheio de volúpia para aquele local. – É um privilegio meu, como grande soberano de Garuda! – Conforme falava elevava o seu cosmo, enquanto Violet ficava de joelhos sobre o seu braço direito. – Permita-me desfrutar... Uma vez mais! VÔO DA GARUDA! – Profere firme executando o seu golpe. Violet tinha em seus lábios e olhar uma grande satisfação por fazer parte daquilo.
Ao longe estava Yuzuriha conversando com seu mestre Hakurei, mas são interrompidos ao sentir um grande cosmo se aproximando deles em grande velocidade. Ambos correm com agilidade ate o local que estava à embarcação em restauração, mas quando já estavam próximos veem uma grande explosão que joga alguns pedregulhos próximos a eles, contudo são surpreendidos por uma grande barreira alaranjada em formato de abóboda, que protegia a embarcação e todos aqueles próximos a ela.
O ataque destrutivo de Violet é interrompido, a espectro de Behemoth se vê pega de surpresa por aquela barreira que a obriga a se afastar. Violet olhava para os lados querendo descobrir quem fora que interrompera seu ataque ate que nota alguém descendo do céu. Aquela pessoa que descia do céu era Alice que não estava sozinha tinha Blood ao seu lado a segurando pela cintura.

Alice: Desculpa a demora pessoal. – Fala com um sorriso sem graça em lábios. – Espero não ter os assustados. – Fala entrando com Blood dentro de sua barreira ficando perto da embarcação da esperança.
Continua...
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