The Lord And The Maid

7 Os Propósitos de Karlheinz


Nenhum dos dois se mexia ou reagia.

Tanto Reiji quanto Ylena não conseguiam processar o que viam.

E lentamente percebiam que estavam sendo observados por alguém.

Reiji logo imprensou o homem contra a parede o segurando pelo colarinho.

—O que aquele doente planeja?

—Reiji, solta o Byron!

Mas ele não a escutou.

—O que ele planeja? -repetiu.

Byron tirou as mãos de Reiji dele com uma estranha calma e o afastou.

—Creio que você sabe o que seu pai quer comigo e com o meu laboratório.

Ylena olhou para as três mulheres que pareciam dormir serenamente.

—Elas não são as esposas originais. São os clones delas.

—Exato Ylena. Quanto a você Sakamaki, o que pensa que o seu pai quer?

Perturbado, Reiji olhou para as três.

—Ele quer filhos. Mais filhos. E quer mais filhos com o sangue delas.

—Isso é apenas o começo menino! Ele não quer filhos, ele quer filhas.

Ylena segurou o vômito.

—Ele quer filhas mulheres para reproduzir você e seus irmãos com elas. -constatou.

Reiji sentiu a bile subir na garganta.

—Jamais! -falou, enojado.

—Acha mesmo que seu pai vai precisar do seu consentimento para ter o que quer?

Aquilo foi demais para Reiji.

—Tenho que sair daqui, tenho que pensar!

Em velocidade vampirica desapareceu do lugar.

—O quão longe você vai Byron? -Ylena já estava em um estado desesperado.

—O possível para te manter segura. E elas até agora estão mortas. Por enquanto.

Ele se aproximou das cápsulas que as mantinham congeladas.

—Elas não podem viver. Por mais que eu possa clonar mil animais sem problemas clonar pessoas sempre dá errado. O clone se desenvolve, se nutre, mas na hora de reagir e viver ele paralisa. É um estado entre o coma e a morte. É como se algo divino impedisse essas aberrações de acordar.

—E por que se nós somos aberrações também?

—Somos aberrações nascidas do jeito que a natureza acha "certo". Mas há uma maneira de apenas uma delas acordar.

Ela se arrepiou com o olhar de dor de seu criador.

—Você.

Ela entendeu o que Byron quis dizer.

—Mas órgãos não é? Os órgãos da sua irmã.

Ele confirmou.

—Se eu colocar seus órgãos no clone da Beatrice ela talvez reaja. Talvez desperte.

Ela se sentiu golpeada bem no fundo.

—Eu sei que não é uma decisão fácil. Mas o Karlheinz sabe disso?

—Ele sabe. Mas também sabe que eu sou o único que posso fazer um clone e provável maneira de fazê-lo viver. É por isso, só por isso que você ainda está viva.

—Por que não fazer isso? Por que não ter a sua irmã de volta Byron?

Ele suspirou.

—Beatrice... Eu adorava minha irmã. Ela era alegre, feliz, cheia de vida... Até casar com ele, o maldito. Minha irmã mudou. Se transformou na sombra do que era. Deixou de ser ela mesma para ser o que ele queria. Nunca quis ter filhos, mas teve dois para agradà-lo. Fez do mais velho tanto objeto de tormenta por causa do trono que Shu perdeu a alegria e a vontade de viver ou sequer de agir. Negligenciou o outro filho, que só queria um pouco de carinho e atenção até ele virar um homem com desejo de destruição e obcecado em ter o que todas as pessoas consideram do irmão. E por fim ela mesma perdeu a alegria de viver!

A amargura dessas palavras deixava a ela triste.

—E então você chegou. Seus órgãos com perfurações, além de esmagados. Estava até queimada. Eu cheguei tarde demais para parar o fogo que consumiu a aldeia. Te mantive em soluções de regeneração durante anos e só pude te salvar usando os órgãos dela. Da mulher que só soube desperdiçar a vida em prol de alguém que não prestava nem merecia qualquer amor. Por que essa era Beatrice. Ela quis morrer por que não tinha o amor dele, e que se foda se tinha filhos, se tinha irmão, se tinha quem a amasse. Não Ylena, não vou te sacrificar por ela. Não vou usar esses órgãos em quem já provou que não queria viver. Minha irmã não merece. Ela se apagou sozinha.

—Ah Byron!

—O pior é que sei que o maldito está me usando para descartar depois. Eu sei que ele só está esperando para atacar você e te usar para trazer Beatrice de volta. E por isso eu digo para você ficar atenta. Nós vamos fugir. Não vou deixar você morrer.

—Mas pra onde vamos?

—Longe. Muito longe. E em breve. Fica a postos pra nossa fuga.

Ela concordou com um gesto de cabeça.

—Reiji já está voltando. Silêncio!

O segundo filho de Karlheinz ainda tinha uma expressão angustiada ao saber o que seu pai estava planejando.

Não podia permitir que acontecesse.

Ele pegou Ylena e os dois voltaram para o Japão.

Ylena estava uma pilha de nervosismo mas disfarçou bem.

Horas depois ouviu um barulho de confusão quando os irmãos chegaram em casa.

—O que houve? -perguntou a um criado.

—A senhorita Komori. Ela foi raptada.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.